Donald Trump já foi dono de time de futebol americano. E destruiu uma liga

Veja a história de como o novo presidente dos EUA tentou entrar na NFL

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Donald Trump é o novo presidente dos Estados Unidos. O candidato republicano acabou conquistando uma boa parte do eleitorado com seu discurso cheio de frases fortes e a promessa de representar algo novo em um sistema falido, levando a maioria dos votos em estados importantes, o suficiente para atingir a maioria no colégio eleitoral. Na sua vida de empresário, seus principais negócios foram no setor imobiliário, mas ele já colocou seu dinheiro em diversas áreas. Até no futebol americano.

Contamos essa história em abril, quando Trump ainda disputava com Ted Cruz e John Kasich o direito de ser o candidato do Partido Republicano. Mas sua vitória nesta terça servem de bom motivo para relembrarmos desse caso. Veja:

Trump usa a mídia, vira protagonista e implode o sistema. Não é política, era o futebol americano

É mais fácil vencer jogando em casa, e Donald Trump sabia disso. Assim como Ted Cruz foi o vitorioso no Texas e John Kasich em Ohio, o milionário nova-iorquino tomou conta das primárias republicanas em Nova York, conquistando 60,4% dos votos e ficando ainda mais perto da indicação do partido para a eleição presidencial do fim do ano. Um cenário que causa angústia no comando da legenda, que não se vê no discurso do extravagante empresário. Os analistas mais exaltados até visualizam um racha no Partido Republicano.

Não é uma possibilidade inédita para Trump. Há 30 anos, o milionário usou seu discurso sempre exagerado para tomar conta da mídia, conquistar aliados e rachar um grupo. Não foi na política, nem em uma versão ancestral de “O Aprendiz”. Foi no futebol americano.

Nos Estados Unidos, ligas esportivas são negócios. A estrutura que coloca a federação como uma espécie de instituição guardiã e legitimadora de competições é fraca. Pessoas podem formar empresas cujo negócio é participar de eventos. Essas empresas podem se juntar para criar uma competição. E aí elas criam seus regulamentos internos para os membros (por isso são “franquias”. São partes de um negócio maior) e até adaptam os do jogo em si se acharem necessário.

Atualmente, NFL, MLB, NBA e NHL são as ligas dominantes de suas modalidades. Elas já têm tradição e dinheiro, e seus clubes conquistaram torcedores a ponto de permitir que todo o negócio gire, mantendo essas competições como as principais do país. Mas nada impede um grupo de empresários de criar novos certames e até ter aspiração a tomar o lugar da concorrente. E, de fato, isso já aconteceu algumas vezes. Uma das mais recentes foi a United States Football League, liga formada nos anos 80 para servir de alternativa à NFL.

Confronto entre New Jersey Generals (vermelho) e Houston Gamblers na temporada de 1985 da USFL (AP Photo/Bill Kostroun)

A maior parte das ligas alternativas busca cidades que não têm franquias nas grandes, conquistando torcedores sem enfrentar concorrência. A USFL fez diferente: a estratégia era preencher o vazio existencial dos torcedores durante o longo recesso da NFL e da NCAA, realizando seus jogos durante a primavera e o verão, quando a única concorrência por atenção de público e mídia seria a MLB (a NBA ainda era uma liga cambaleante e a NHL tinha alcance regional).

David Dixon, um empresário de Nova Orleans, era o cérebro da liga. Ele conseguiu acordos para formar times em 12 dos principais mercados de TV dos Estados Unidos. Nove dessas cidades tinham franquias na NFL, mas isso não era um problema. Com temporadas que não se cruzavam, uma pessoa podia torcer pelas duas equipes de sua região. ABC e ESPN compraram os direitos de transmissão.

Para chamar a atenção do público, a USFL tomou várias atitudes ousadas. Os clubes não tinham medo de fazer ofertas vultosas para os jogadores, convencendo vários a desistirem da NFL para ganhar mais na nova liga e as partidas tinham regras ligeiramente diferentes, como a implementação da conversão de dois pontos após o touchdown e o uso de replay para revisar decisões da arbitragem. Além disso, a direção incentivava um comportamento mais livre e descontraído dos jogadores, sobretudo nas celebrações de TD.

A primeira temporada foi apenas regular do ponto de vista econômico, com dificuldade para atrair público em algumas cidades. Uma das ideias da liga era ter empresários fortes no comando das franquias das regiões de Los Angeles e Nova York, as duas maiores dos EUA. Assim, Donald Trump comprou o New Jersey Generals.

Donald Trump na apresentação do quarterback Doug Flutie (AP Photo/Marty Lederhandler)

A chegada do milionário – então com 37 anos – teve impacto imediato para a USFL. Desbocado e conhecido do público, fez a mídia prestar atenção na concorrente da NFL. Os donos das outras franquias gostaram da ideia e se aproximaram de Trump, que rapidamente se tornou um dos líderes políticos na liga. Impulsivo, o empresário começou a impor sua opinião e sua agenda na liga.

Havia apenas uma força para competir com Trump: John Bassett. O dono do Tampa Bay Bandits comandava uma equipe de sucesso em campo e era um dos mentores da USFL. Sua postura era muito diferente da adotada pelo nova-iorquino, buscando projetos de longo prazo e entendendo a lógica particular de se fazer negócio no mundo dos esportes.

Em 1984, Trump liderou uma campanha dentro da liga para mudar a época de disputa da temporada. Ao invés de organizar as partidas durante as férias da NFL, a USFL entraria em choque direto, fazendo seu campeonato simultaneamente à irmã mais velha. Com toda a verborragia que lhe é peculiar, ele criou a frase “Se Deus quisesse futebol americano na primavera, não teria criado o beisebol”. Bassett era o principal opositor da proposta, mas seu câncer estava cada vez mais avançado e ele se viu obrigado a vender os Bandits, perdendo seu papel na liga.

Trump não defendia a mudança da temporada da USFL por acreditar na capacidade da liga de se chocar com a NFL. Sua ideia era incomodar a NFL o suficiente para forçá-la a absorver ou se fundir com a USFL. Como uma das figuras mais conhecidas e endinheiradas da liga menor, a franquia de Trump provavelmente seria uma das preservadas.

Para acelerar o processo, o milionário convenceu a USFL a processar a NFL por práticas que impedissem a concorrência de mercado. O argumento principal é que a NFL incluía em seus acordos com as emissoras de TV uma cláusula proibindo o canal de transmitir outra liga profissional de futebol americano na mesma época do ano. Além disso, a ação antitruste acusava a NFL de impedir que algumas franquias da USFL utilizassem os mesmos estádios da liga maior. Trump e seus colegas pediam indenização de US$ 567 milhões, um valor que saltaria para US$ 1,7 bilhões pela lei antitruste.

Donald Trump (à direita) e Harry Usher, comissário da USFL, no anúncio da fusão entre os Generals e os Gamblers (AP Photo/Marty Lederhandler)

A Justiça deu ganho de causa à USFL, mas foi uma das vitórias mais inócuas do esporte. A Corte concordou que a NFL adotava práticas ilegais de monopólio para manter sua condição hegemônica no futebol americano. No entanto, as intenções da USFL para o processo não foram ignoradas. O júri considerou que a liga menor alterou sua estratégia de mercado apenas para forçar a fusão com a NFL, uma decisão que causou prejuízos a suas próprias franquias, e citou Trump como responsável por liderar essa campanha sabendo que muitas das equipes entrariam em falência. Ou seja, ainda que as táticas predatórias da NFL tenham prejudicado a USFL, sua situação financeira desesperadora se devia exclusivamente a suas próprias escolhas.

Com isso, a Justiça determinou uma indenização de US$ 1, que triplicou como previa a lei antitruste. O cheque de três dólares nunca foi descontado e a USFL fechou as portas antes mesmo de iniciar sua primeira temporada simultânea com a NFL. Tudo porque deixou de lado seus princípios e foi para o confronto, o choque.

Isso foi em 1986. Trinta anos depois, Trump adota uma postura parecida na sua corrida à Casa Branca. Dificilmente ele rachará o Partido Republicano, uma instituição muito mais tradicional e sólida que a USFL. Mas a forma como o empresário falastrão sequestrou o debate das primárias lembra o que ocorreu com a liga. E seu discurso sempre imprevisível causa desconfiança em muitos, ainda que soe sedutor para tantos outros.

Playoffs estão criando um novo conceito de arremessador: o super-reliever

Os melhores jogadores do bullpen ainda precisam fechar o jogo, mas o jogo não é necessariamente arremessar a nona entrada

Uma partida de playoff da MLB pode exigir um espaço grande na agenda do torcedor. Com a temporada em jogo, muitos técnicos lançam mão de todas as suas armas para assegurar a vitória. Normalmente, isso significa um desfile de relievers, muitos deles saindo do bullpen para fazer uma ou duas eliminações e deixar o montinho. Era a superespecialização dos arremessadores, promovida por técnicos que buscam sempre o braço ideal para eliminar cada rebatedor adversário antes de chegar ao set up (oitava entrada) e o fechador (nona). Uma estratégia que se mostrou eficiente e até hoje pauta a atuação de treinadores nas entradas finais. Mas a pós-temporada 2016 está subvertendo essa lógica.

O ponto de mudança foi o jogo de repescagem entre Toronto Blue Jays e Baltimore Orioles, o primeiro do mata-mata. Buck Showalter, tido como um dos melhores técnicos da MLB, adotou uma postura convencional para lidar com seus arremessadores. Foi colocando jogadores especializados nas entradas finais de um duelo que estava empatado. Entraram Mychal Givens, Donnie Hart, Brad Brach, Darren O’Day, Brian Duensing e, quando o confronto parecia ir longe nas entradas extras, Ubaldo Jiménez. Quem não entrou foi Zach Britton. O melhor fechador da temporada ficou na espera de seu time assumir a vantagem para finalizar a partida.

Ainda durante o jogo, muitos torcedores e jornalistas criticavam a ausência de Britton. Afinal, era um jogo de vida ou morte para os O’s e era preciso tratar cada entrada como se fosse a última. Showalter preservou o arremessador para uma possibilidade futura. A possibilidade não se confirmou e o futuro da equipe foi entrar em férias.

A partir daí, a abordagem de muitos técnicos foi completamente diferente. Ainda mais porque os playoffs de 2016 têm sido generosos em partidas de placares apertados. Ainda que haja momentos de desfile de jogadores saindo do bullpen, como nos confrontos entre Los Angeles Dodgers e Washington Nationals, surgiu a figura do super-reliever. Assim, o braço mais confiável não é usado necessariamente para manter uma vantagem na nona entrada. Até porque o momento mais delicado talvez seja na sexta, na sétima ou na oitava entrada, naquele momento em que chega a vez dos melhores rebatedores do adversário, há corredor em base. E, como são playoffs, não dá para pensar muito no futuro. É preciso garantir o presente.

Andrew Miller tem sido um dos melhores jogadores da atual pós-temporada por incorporar como ninguém esse papel. Quando os Indians precisaram evitar que o Boston Red Sox ou os Blue Jays crescessem, ele foi ao montinho garantir uma ou duas entradas impecáveis. Kenley Jansen fez essa função nos Dodgers (e o Clayton Kershaw entrar para finalizar uma partida está dentro dessa lógica), Roberto Osuna fechou jogo em duas entradas no Toronto e Aroldis Chapman foi acionado nessas situações pelo Chicago Cubs. Desses, é possível dizer que Chapman não teve sucesso, mas os demais foram importantes para levar seus times às finais de liga.

Entre os times já eliminados, os Nationals ensaiaram usar Mark Melancon nesse papel no jogo 5 contra os Dodgers e o Texas Rangers fizeram isso com Matt Bush no jogo 3 contra os Blue Jays. Os demais times (Red Sox, New York Mets e San Francisco Giants) foram mais convencionais pela falta de opção, pela ausência de um jogador com essas características ou falta de necessidade pelas circunstâncias dos jogos. Não dá para saber se fariam o mesmo em outros cenários.

De qualquer modo, o sucesso dessa medida propõe uma releitura sobre o papel dos fechadores e até de qual é o momento mais delicado da partida. É uma estratégia que desgasta os arremessadores e talvez não seja usada largamente durante a temporada regular, quando gerenciar o elenco pensando nos dias seguintes é quase tão importante quanto comandar a equipe em campo. Mas, em playoffs, é possível que se torne um caminho bastante usado. Bom para os fechadores, que terão uma valorização de seu trabalho (e de seus salários), e um desafio novo para técnicos e dirigentes que precisarão contar com uma figura como essa no elenco.

Nationals x Dodgers demorou tanto que fez que o metrô fosse xingado em rede nacional

As pessoas parecem irritadas com o serviço metroviário de Washington

O jogo chegava ao final e a tensão crescia. O duelo valia uma vaga na semifinal do campeonato para o vencedor, e as férias antecipadas para o perdedor. Técnicos vão fazendo substituições para ter as melhores condições para a vitória e a torcida local já temia pelo pior quando via a reação da equipe adversária. De repente, os torcedores se unem em um grito, que pôde ser ouvido até pelos que acompanhavam a partida pela TV: “O metrô é uma droga! O metrô é uma droga!”.

Veja a matéria completa no Outra Cidade

Auston Matthews fez, possivelmente, a melhor estreia da história da NHL

Só não foi perfeita porque seu time conseguiu perder a partida

Toronto é a quarta maior cidade da América do Norte, a terceira se considerarmos apenas as que têm franquias em NFL, MLB, NBA e NHL. Seria de se esperar que a maior metrópole do Canadá tivesse equipes competitivas, mas uma nuvem de azar parecia pairar sobre a região por décadas. Até que, de repente, as coisas começam a virar. Até os Maple Leafs, símbolo de incompetência administrativa do hóquei no gelo, já tem motivos para se alegrar. E tudo devido a um jogo de Auston Matthews.

O central foi a primeira escolha do draft da NHL. Logo na abertura da temporada, em um duelo contra o Ottawa Senators, o garoto fez uma das melhores melhores – talvez a melhor – estreia de um jogador na história da liga. Foram quatro gols, o primeiro após somente nove minutos. Só não foi perfeita porque os Maple Leafs não abandonam certos vícios (como o de frustrar sua torcida) e acabaram perdendo por 5 a 4.

Se os próximos jogos também forem positivos a Matthews (basta atuar bem, não precisa sair fazendo gol toda hora), não se surpreendam se ele se transformar rapidamente em atração. Não apenas porque será o Messias que tirará a segunda franquia mais vitoriosa da NHL da série de 49 anos sem título, mas porque ele foi criado no Arizona e tem uma mãe mexicana, sendo um símbolo de como o hóquei no gelo pode ter sucesso na comunidade latina e nas regiões quentes dos Estados Unidos.

https://www.nhl.com/video/embed/matthews-four-goal-debut/t-277350912/c-45233203?autostart=false

Kaepernick tem a maior sequência de vitórias de um quarterback que nem entrou em campo

Para quem só via os fatos da intertemporada se viraram contra ele, o começo de ano do QB dos 49ers é surpreendentemente positivo

O Minnesota Vikings é o único time invicto após  temporada 2016 da NFL. Claro, Sam Bradford não perdeu nenhuma de suas quatro partidas. Entre os quarterbacks que também venceram os jogos que disputaram estão Shaun Hill (Vikings) e Tom Brady (New England Patriots), que participaram de apenas uma partida cada. Mas nenhum QB tem vencido tanto neste início de temporada quanto Colin Kaepernick. E ele nem entrou em campo.

O armador do San Francisco 49ers foi anunciado como titular para o duelo contra o Buffalo Bills fora de casa. A escolha do técnico Chip Kelly soa óbvia, considerando que o time não tem conseguido bons resultados com Blaine Gabbert e que Kaepernick, por pior que tenha atuado nos últimos tempos, já foi competitivo um dia.

Ganhar a posição em um time que não dá a menor pinta de que disputará uma vaga nos playoffs (ainda que o Los Angeles Rams esteja na briga nesse momento, o que dá um ar de “tudo pode acontecer” nessa divisão) não parece um grande feito. Ainda mais porque muitos consideravam que Kaepernick realmente teria nova oportunidade após a contratação de Kelly. Mas o retorno, da forma como ocorre, é uma vitória.

Kaepernick foi o grande personagem da pré-temporada da NFL. Sua recusa em ficar em pé durante o hino norte-americano, como protesto à forma como as autoridades dos Estados Unidos tratam os negros, motivou um caso nacional. Vários outros atletas, de diversos esportes, repetiram o gesto. Muita gente importante se posicionou, dos dois lados da polêmica, criando um debate. E era justamente isso o que o quarterback dos 49ers disse que pretendia: criar o debate (afinal, seria muita ingenuidade acreditar que toda a sociedade mudaria só porque ele ficou de joelhos na hora do hino).

Gabbert foi o escolhido como titular nos primeiros jogos, mas perdeu a posição diante da falta de competitividade da equipe californiana. Kaepernick, que já havia tido sucesso ao motivar um debate nacional, acabou recuperando a posição da melhor forma: com torcedores e jornalistas se lembrando de que um dia ele foi bom. Ou seja, ele voltou como alguém desejado e que talvez até tenha apoio das arquibancadas.

É um clima muito diferente de como Kaepernick começou algumas de suas últimas temporadas. Em 2013, teve de lidar com as repercussões (e as expectativas criadas) de um comentário empolgado de Ron Jaworski, analista da ESPN que afirmou que o QB dos 49ers poderia se tornar o melhor da história. No ano seguinte, seu recesso foi ocupado pelas notícias de que teria jogado com contusão no final da temporada anterior. Em 2015, a polêmica foi pior, e extracampo. Ele passou toda a intertemporada afirmando que se preparava para destruir em campo, e acabou fazendo uma brincadeira de mal gosto com uma inundação em Houston.

Todos esses fatos se viraram contra Kaepernick. Alguns o viram como insensível, outros consideraram seu desempenho frustrante diante do potencial. Nesta temporada, a maré virou a seu favor. As polêmicas criadas acabaram indo a seu favor. E, ainda que ele siga tecnicamente mal após seu retorno aos gramados e a liga não veja mais futuro nele, ao menos pode dizer que conseguiu algumas vitórias nesse início de temporada.

Quero ver algum torcedor invadir o campo em São Francisco depois desse ippon

Se a segurança do estádio não deu conta, Ángel Pagán tratou de resolver o problema

Você está fazendo um duelo contra seu maior rival. A vitória é fundamental para seu time conseguir a classificação para o mata-mata e não há como o clássico ser mais tenso. Aí, o jogo para porque um gaiato resolve invadir o gramado e distribuir flores para os atletas. Deve ser frustrante para o jogador, sob o risco de ainda perder a concentração.

Por isso, Ángel Pagán do San Francisco Giants, não teve dúvidas. Quando um torcedor de sua própria equipe se aproximou para uma interação, ele fez o que a segurança do AT&T Park não conseguiu: deu um belo ippon e imobilizou o invasor de gramado. Quem ficou na arquibancada vibrou, ainda mais porque isso não acabou atrapalhando os Gigantes, que venceram o Los Angeles Dodgers por 9 a 3.

Saídas de Garnett, Kobe e Duncan serão sentidas, mas NBA nunca esteve tão preparada para isso

Há décadas liga não vivia uma fase tão prolífica em grandes estrelas

Pessoas que acompanham o basquete, particularmente a NBA, há pelo menos duas décadas, devem estar insuportáveis. E não fique ofendido, eu estou nessa. Com o anúncio das aposentadorias de Kevin Garnett (imediata) e de Paul Pierce (que ainda atua mais uma temporada), a NBA perderá ao menos quatro referências que vêm desde o final dos anos 90: os dois, mais Kobe Bryant e Tim Duncan. Considerando que outras estrelas devem deixar as quadras em breve, como Dirk Nowitzki e, por questões de saúde, Chris Bosh, o cenário está pronto para vários trintões ou quarentões começarem a povoar as redes sociais com posts chorosos com o tema “estou ficando velho”.

O amigo Fábio Balassiano até falou em troca da guarda, comparando esse momento com o final dos anos 90, quando Michael Jordan, Hakeem Olajuwon, Karl Malone e Isiah Thomas deixaram a NBA. É uma boa comparação, mas o amante de basquete pode se contentar com uma coisa: a liga está muito mais preparada para perder esses ídolos hoje do que estava na época.

VEJA TAMBÉM: Tim Duncan nos fez lembrar o que é o talento puro, sem nada em torno dele

A transição de gerações da virada do século foi dura para a NBA. desde o final da década de 1970, a liga tinha como um de seus principais atrativos o show proporcionado pelas superestrelas. Isso explodiu na década de 1980, com o duelo do Los Angeles Lakers de Magic Johnson e Kareem Abdul-Jabbar com o Boston Celtics de Larry Bird redefinindo os rumos do basquete profissional em termos de popularidade e poderio econômico e midiático. Aquela geração teve Magic e Bird como referências, mas havia várias outras estrelas, algumas que começaram a surgir na segunda metade dos anos 80.

Isso se materializou em muitos dos marcos que temos da NBA até hoje. A reunião de talentos inigualável do Dream Team original. O All-Star Game de 1992 com Magic Johnson voltando às quadras e arrebentando. Os duelos envolvendo Lakers, Celtics, Detroit Pistons, Chicago Bulls, Portland Trail Blazers, Utah Jazz, Phoenix Suns, Indiana Pacers, New York Knicks… A internacionalização das marcas, a audiência da TV, a entrada definitiva da liga na cultura norte-americana.

O tempo passa e, uma a uma, as estrelas daquela turma foram pendurando o tênis: Magic Johnson, Larry Bird, Charles Barkley, Hakeem Olajuwon, Isiah Thomas, John Stockton, Karl Malone, Pat Ewing, Reggie Miller, David Robinson e Clide Drexler, entre outros. O problema é que a geração seguinte não conseguiu ter a mesma força.

Shaquille O’Neal ainda jogou junto com muitos dos craques acima e virou herdeiro como grande estrela e figura carismática. Kobe e Garnett também eram referências. Vince Carter surgiu como um furacão, mas não manteve o ritmo. Grant Hill teve vários problemas físicos. Tracy McGrady não atingiu o nível de estrelato que se esperava. Duncan sempre foi genial, mas sempre foi discreto. E, apesar de nunca faltar talento na liga, era nítida a queda de carisma geral.

O resultado se viu no bolso e na TV, ainda mais quando os Lakers entraram em uma fase de transição e as grandes forças do campeonato eram equipes com menos torcida. Quatro das cinco piores audiências da história das finais ocorreram entre 2003 e 07, quando as decisões tiveram San Antonio Spurs x New Jersey Nets, Detroit Pistons x Los Angeles Lakers (único duelo do período que não está na rabeira), Spurs x Pistons, Miami Heat x Dallas Mavericks e Spurs x Cleveland Cavaliers.

O crescimento da internet contribuiu para o aumento de ofertas de atrações e a queda de audiência, mas não dá para ignorar que faltava uma narrativa mais empolgante em muitas dessas finais, sobretudo considerando uma grande parcela do público uma partida importante (pessoas que não são tão fanáticas e só ligaram a TV porque ouviram falar que algo relevante vai acontecer). Outro sinal de que não é apenas uma mudança na mídia é que, a partir de 2008, a concorrência midiática pelo público se tornou ainda maior, mas a NBA cresceu. As duas últimas finais, alimentadas pela atração Curry x LeBron, tiveram as maiores audiências desde 1998.

Ainda que perder figuras do nível de Garnett, Kobe e Duncan seja um golpe duro a qualquer modalidade, o basquete de hoje está mais forte do que na virada do século. Já há um grupo de estrelas estabelecidas e que ainda ficarão bons anos na ativa, como LeBron James, Stephen Curry, Kevin Durant, Dwyane Wade, Russell Westbrook, Carmelo Anthony, Chris Paul, Tony Parker, Paul George e Derrick Rose. E a geração que sucederá essa turma também já desponta, com nomes como Kawhi Leonard, Damien Lillard e Anthony Davis.

Não à toa, o mais novo contrato de TV da liga tem uma alta acentuada de valores. Sinal de confiança da mídia de que o produto seguirá dos melhores. Mesmo sem Kobe Bryant, Kevin Garnett e Tim Duncan.

Você verá poucas coisas tão emocionantes quanto o choro de Dee Gordon ao rebater esse home run

Foi o primeiro jogador do Miami Marlins a ir ao bastão após a morte de José Fernández

Miami Marlins x New York Mets não seria um jogo normal. Era a primeira vez que o time da Flórida entraria em campo após a morte de José Fernández, seu melhor arremessador (e escalado originalmente para essa partida contra os nova-iorquinos). Antes da partida, as duas equipes participaram de homenagens e o clima do estádio era claramente pesado e emotivo.

Tudo isso se misturou e explodiu no primeiro ataque dos Marlins. Dee Gordon, o primeiro rebatedor da equipe, conseguiu um home run. O shortstop chorou enquanto percorria as bases e, ao chegar ao banco, foi acolhido por companheiros que também deixavam as lágrimas escorrerem livremente.

Todos no estádio choraram esse home run. Mas, se José Fernández está em algum lugar agora, ele certamente teve uma reação bem diferente, ainda mais porque o Miami venceu por 7 a 2. Ele simplesmente não conseguiria deixar de se divertir com o esporte que tanto amou e com uma vitória de seus companheiros.

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Maior legado paraolímpico seria ver um país com cidades mais acessíveis

Mais que condições de treinamento ou atenção de público, portadores de deficiência precisam de condições de se locomover com autonomia na rua

Os Jogos Paraolímpicos de 2016 foram bem sucedidos em vários tipos de medição. O público nas arenas chegou a superar um dia dos Jogos Olímpicos, a audiência da TV foi marcante (ao menos na Sportv, pois ficou quase esquecida na TV aberta) e o Brasil teve recorde de medalhas, ainda que não tenha atingido a meta de ficar no quinto lugar no quadro. Mas o sucesso real não apareceu na TV, não subiu ao pódio, não se definiu com a extinção do fogo da pira paraolímpica no Maracanã. Ele se verá nas ruas.

Veja o artigo completo no Outra Cidade

Sim, essa é uma boa hora para apostar em… Eli Manning

Veja nossas dicas para o fantasy da rodada 3 da NFL

QUARTERBACKS

Vai fundo

Eli Manning, NEW YORK GIANTS x Redskins
Os Redskins cederam 300 jardas para Big Ben e 292 para Dak Prescott. Eli Manning está jogando bem e tem 3 wide receivers bem capazes. Receita perfeita para uma bela semana no Fantasy.

Fique atento

Marcus Mariota, TENNESSEE TITANS x Raiders
Mariota vai jogar contra a defesa mais generosa aos quarterbacks adversários no Fantasy. Caso você esteja em uma liga que não tem muitos QBs disponíveis, ele pode se tornar aposta interessante.

Ryan Tannehill, MIAMI DOLPHINS x Browns
Tannehill produziu a maior parte de seus pontos na semana 2, depois que os Dolphins ficaram bem atrás no placar, mas contra os Browns as coisas podem ser mais fáceis. A defesa tem cedido pontos aos QBs adversários, e eles jogaram contra Carson Wents e Joe Flacco. Produção de QB2 beirando a 1 para Tannehill nessa semana.

Joe Flacco, BALTIMORE RAVENS x Jaguars
Caso parecido com Tannehill, mas até melhor, pois Flacco está jogando relativamente bem. Contra a defesa dos Jaguars, que cedeu mais de 20 pontos aos QBs adversários nas duas primeiras partidas, ele tem a oportunidade de ser opção sólida, e até de produzir como um QB1.

Pule fora

Ryan Fitzpatrick, NEW YORK JETS x CHIEFS
A defesa dos Chiefs não cedeu mais de 13 pontos para os quarterbacks que enfrentou. Há apostas mais segurar para essa rodada que Fitzmagic.

RUNNING BACKS

Vai fundo

Melvin Gordon, SAN DIEGO CHARGERS x Colts
Melvin Gordon fez 17 pontos em suas duas primeiras semanas, e agora vai ter um confronto MUITO favorável e os Chargers perderam Danny Woodhead pelo resto da temporada.

Mark Ingram, NEW ORLEANS SAINTS x Falcons
Os Falcons não estão bem contra o jogo terrestre e Ingram tem a oportunidade de produzir. Caso ele não produza, podem ficar preocupados.

Fique atento

Isaiah Crowell, CLEVELAND BROWNS x Dolphins
LeGarrette Blount detonou a defesa dos Dolphins na segunda semana, e Crowell tem dominado o backfield dos Browns. Com um terceiro quarterback em campo, eles vão ter que correr com a bola.

Rashad Jennings, NEW YORK GIANTS x Redskins
Caso Jennings entre em campo, ele vai ter um dos melhores confrontos para a posição. A menor quantidade de pontos que a defesa dos Redskins cedeu aos backfields adversários foi de 20.

Tevin Coleman, ATLANTA FALCONS x Saints
A defesa dos Saints tem cedido 115.5 jardas aos ataques terrestres adversários, e Coleman está sendo bastante usado no ataque dos Falcons. RB3 com alto potencial.

Pule fora

Carlos Hyde, SAN FRANCISCO 49ERS x Seahawks
A defesa dos Seahawks não cedeu mais de 11 pontos aos running backs adversários, e o ataque dos 49ers não é lá essas coisas.

WIDE RECEIVER

Vai fundo

Travis Benjamin, SAN DIEGO CHARGERS x Colts
Não sobrou ninguém na secundária dos Colts, e Benjamin mostrou que vai ser o WR1 do ataque comandado por Philip Rivers. Titular fácil.

Jarvis Landry, MIAMI DOLPHINS x Browns
Os Browns cederam 29 pontos aos recebedores dos Ealges e 25 aos dos Ravens. Com uma secundária desse jeito, Landry tem tudo para produzir muitos pontos.

Fique atento

Willie Snead, NEW ORLEANS SAINTS x Falcons
3 touchdowns cedidos para recebedores pela defesa dos Falcons, e agora eles vão enfrentar o ataque dos Saints, que além de Snead, tem outras boas armas. Potencial para produzir muito pontos, ainda mais com o volume de jogo que tem ido em sua direção wide receiver.

Tajae Sharpe, TENNESSEE TITANS x Raiders
Os Raiders tem sofrido muito para marcar os recebedores adversários. Sharpe aparece como aposta, pois tem Walker como companheiro de ataque, e os Titans não são tão confiáveis assim. Apesar disso, se você está precisando de alguém que tem chances de pontuar, Sharpe é um bom nome.

Pule fora

Stefon Diggs, MINNESOTA VIKINGS x Panthers
Não é necessário colocá-lo no banco, mas é bom segurar o entusiasmo. A defesa do Panthers é melhor que a do Packers, e eles vão estar mais preparados para a parceria entre Bradford e Diggs.

TIGHT ENDS

Vai fundo

Delanie Walker, TENNESSEE TITANS x Raiders
Contra os Falcons, os Raiders cederam 180 jardas e 1 touchdown aos tight ends.

Fique atento

Jacob Tamme, ATLANTA FALCONS x Saints
Tamme teve 8 bolas lançadas em sua direção nos dois primeiros jogos da temporada. Com esse volume de jogo, o nome do tight end se torna uma boa opção para o campeonato inteiro.

Dennis Pitta, BALTIMORE RAVENS x Jaguars
Assim como Tamme, Pitta também pode ultrapassar a boa opção só para essa semana. O tight end mostrou química com Flacco, e foi o líder de recepções, passes lançados em sua direção e jardas na partida contra os Browns.

Pule fora

Charles Clay, BUFFALO BILLS x Cardinals
Clay até tem bons momentos, mas há opções melhores nessa rodada e que enfrentam defesas mais fracas.

DEFESAS

Vai fundo

SEATTLE SEAHAWKS x 49ers
O ataque dos 49ers é ruim, e a defesa dos Seahawks é boa.

HOUSTON TEXANS x Patriots
Terceiro quarterback dos Patriots em campo contra uma defesa que tem jogado muito bem, e pontuado muito bem no Fantasy.

Fique atento

BALTIMORE RAVENS x Jaguars
Há apostas mais seguras para essa rodada, mas a defesa dos Ravens fez 8 pontos na primeira rodada e 10 na segunda, quantidades bem aceitáveis. Se eles produzirem algo parecido, é o bastante.

TAMPA BAY BUCCANEERS x Rams
A única coisa boa do ataque dos Rams (Todd Gurley), não está funcionando essa temporada, e eles não marcam touchdowns. Defesa dos Bucs é excelente aposta para essa rodada.

NEW YORK GIANTS x Redskins
Defesa dos Giants foi muito bem contra o ataque comandado por Drew Brees, e a vitória veio pelo time de especialistas e pela unidade defensiva. Os G-Men vão jogar contra o problemático Redskins agora. Ótima oportunidade para produzir muitos pontos.

Pule fora

PHILADELPHIA EAGLES x Steelers
O ataque dos Steelers é bom, e tem outras defesas mais interessantes para essa rodada.