[Especial Itália 80/90] Um verdureiro, um escândalo, uma crise, e a Itália começa a dominar o mundo

Do maior escândalo de sua história, a Serie A encontrou forças para crescer 50 anos em 5

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Massimo Cruciani era um produtor de frutas e verduras em Roma. Sua ligação com o futebol era nula, exceto pelo fato de ser um torcedor como milhões de italianos. Natural que o esporte virasse assunto de suas conversas. Foi assim que ficou amigo de um de seus clientes, Alvaro Trinca, dono do restaurante La Lampara. O local era frequentado por jogadores da Lazio, que se juntaram ao bate papo. E, de repente, algumas informações supostamente confidenciais começaram a circular.

Os atletas convenceram Trinca e Cruciani a apostarem em uma loteria esportiva clandestina. Os dois recebiam dos laziali algumas dicas de que resultados ocorreriam, mas nem sempre os jogadores davam a indicação correta. O fornecedor de hortifruti e o dono do restaurante começaram a perder dinheiro, até que uma hora ficaram de saco cheio. Resolveram explodir tudo. Em 1º de março de 1980, Cruciani entrou com um processo na Procuradoria da República, denunciando a existência de um esquema de manipulação de resultados para alimentar uma loteria ilegal.

As investigações foram rápidas. Em 23 de março, 12 jogadores foram presos ainda no campo e outros cinco receberam ordem para depor assim que suas partidas pela rodada do Campeonato Italiano terminaram. Entre os envolvidos estavam jogadores com passagem pela Azzurra como Paolo Rossi (Perugia), Bruno Giordano (Lazio) e Enrico Albertosi (Milan e goleiro da Itália na final da Copa de 1970).

No final, a Comissão Disciplinar da liga distribuiu punições pesadas. Milan e Lazio foram rebaixados para a Serie B, Avellino, Bologna e Perugia começaram a temporada 1980/81 com cinco pontos a menos e 22 jogadores receberam suspensões de três meses a banimento do esporte (caso de Albertosi). Rossi, uma das grandes figuras da seleção italiana para a Eurocopa de 1980 e a Copa de 1982, pegou três anos de gancho.

Bruno Giordano e Paolo Rossi na capa da Guerin Sportivo
Bruno Giordano e Paolo Rossi na capa da Guerin Sportivo

O clima ficou péssimo. O público não acreditava mais no futebol como um todo e isso afetou a campanha da Azzurra na Eurocopa, organizada justamente na Itália. A seleção da casa venceu apenas um jogo e ficou em segundo lugar no Grupo B, atrás da Bélgica. Naquele ano, só o campeão de cada grupo seguia no torneio e os italianos foram para a disputa de terceiro lugar com a Tchecoslováquia. Perderam por 9 a 8 nos pênaltis, depois de 1 a 1 no tempo normal e na prorrogação.

A esse cenário se somava a péssima situação dos clubes locais nas copas europeias. A Serie A era a décima colocada no ranking de ligas da Uefa (atrás até da Alemanha Oriental), e tinha apenas duas vagas na Copa da Uefa. Era preciso tomar medidas rápidas para recuperar a credibilidade da Serie A. Por pressão de clubes, imprensa e torcedores, a Federação Italiana decidiu reabrir as fronteiras futebolísticas. Para a temporada 1980/81, cada clube poderia ter um estrangeiro. Em 1982/83, poderiam ter dois.

Quem tinha dinheiro foi buscar jogador consagrado. A Juventus contratou o irlandês Liam Brady estrela do Arsenal. A Internazionale comprou Herbert Prohaska, destaque da seleção austríaca. A Roma reforçou-se com Falcão, fundamental para tornar o clube da capital no grande opositor da Juve na primeira metade dos anos 80. O Napoli foi atrás de Ruud Krol, veterano da Holanda vice-campeã mundial em 1974 e 78. A Fiorentina investiu em Daniel Bertoni, campeão do mundo com a Argentina em 1978.

Os clubes médios e pequenos tentaram jogadores financeiramente mais acessíveis. Três apostaram em brasileiros: Avellino (Juary, ex-Santos, um dos Meninos da Vila de 1978), Bologna (Eneas, ídolo da Portuguesa) e Pistoiese (Luís Silvio, destaque do Marília campeão da Copa São Paulo de 1979 que teve rápidas passagens por Palmeiras e Ponte Preta antes de ir à Itália).

Ações de marketing

Em 1979, o futebol italiano tentou mudar sua cara para se modernizar. Não o fez em campo, mas fora. Vários clubes lançaram novos distintivos, tentando passar uma imagem renovada. Esses escudos por si só mudaram pouco, mas se tornaram indiretamente símbolos da época de ouro do Campeonato Italiano. Mas os torcedores não gostaram da novidade, e os times voltaram aos distintivos originais no final dos anos 80 e começo dos 90.

Escudos versão anos 80 de Juventus, Roma, Milan, Fiorentina, Internazionale, Verona, Lazio e Torino
Escudos versão anos 80 de Juventus, Roma, Milan, Fiorentina, Internazionale, Verona, Lazio e Torino

O primeiro campeonato foi fundamental para mostrar que havia futuro para o Campeonato Italiano. Foi um torneio empolgante, e que ainda apresentou ao torcedor a possibilidade de times de fora do Norte lutarem pelo título. Até a antepenúltima rodada, Juventus, Roma e Napoli estavam separados por apenas dois pontos. Na penúltima rodada, os bianconeri venceram os napolitanos no San Paolo e tiraram os sulistas da disputa. Mas a briga com os romanos só se resolveu na última rodada, quando o time de Turim venceu a Fiorentina e manteve a ponta.

A empolgação dos italianos com o futebol voltou. As autoridades perdoaram parte das punições do escândalo de 1980. Além de ver algumas estrelas de volta a campo, o público teve uma nova temporada interessante, e também teve um protagonista que fugia do dualismo Milão-Turim. A Fiorentina de Antognoni, Giovanni Galli, Graziani, Vierchowod e Massaro encarou a Juventus de Zoff, Gentile, Scirea, Cabrini, Tardelli e Rossi. Os dois times chegaram à última rodada empatados, e a Juve só assegurou o título porque os florentinos empataram com o Cagliari. A temporada ainda terminou com um novo rebaixamento do Milan, campeão da Serie B que não se estruturou e caiu em campo.

Do mesmo jeito que o modo passional dos italianos agirem atrapalhou nas decisões erradas de fechar o mercado a estrangeiros, ele ajudou ao fazer que a empolgação rapidamente mudasse o rumo que o campeonato nacional tomava. O embalo só aumentou em julho de 1982, quando a Itália foi campeã mundial com uma equipe que tinha a Juventus como base.

Logo após a Copa do Mundo, houve a abertura da segunda vaga de estrangeiro para cada equipe. Uma nova leva de jogadores chegou, com destaques para os argentinos Daniel Passarella (Fiorentina) e Ramón Díaz (Napoli), o francês Michel Platini (Juventus), os poloneses Zbigniew Boniek (Juventus) e Wladislaw Zmuda (Verona), os brasileiros Dirceu (Verona) e Edinho (Udinese, que no ano seguinte ainda tiraria Zico do Flamengo), o alemão-ocidental Hansi Müller (Internazionale) e o inglês Trevor Francis (Sampdoria).

Um dos grandes duelos entre Juventus e Roma, um 2 a 2 no primeiro turno da temporada 1983/84. Atenção para o gol de Pruzzo que empatou a partida nos acréscimos

A relevância internacional voltou rapidamente. Em 1982/83, a Juventus foi até a decisão da Copa dos Campeões, vencida pelo Hamburg. Na temporada seguinte, a Roma chegou até a final, disputada no estádio Olímpico, e caiu nos pênaltis para o Liverpool em um desempenho marcante do goleiro Bruce Grobbelaar.

Estava tudo pronto para o Campeonato Italiano se recolocar como a grande liga nacional da Europa. Em maio, o Comitê Executivo da Fifa elegeu a Itália como sede da Copa de 1990, vencendo a União Soviética por 11 a 5. Isso incentivou ainda mais os clubes a se reforçarem, pois a empolgação do público já era grande e haveria investimentos na modernização ou construção de estádios.

O mercado ficou ainda mais agitado. Os clubes pequenos e médios também entraram na jogada. O Napoli, clube de gastos medianos e nenhum scudetto, surpreendeu ao contratar Maradona, astro do Barcelona. Quase todos os grandes jogadores do mundo estavam na Serie A, e ainda surgiam jogadores italianos muito promissores para suceder a geração campeã de 82. Platini? Estava na Itália. Rummenigge? Estava na Itália. Maradona, Boniek, Passarella? Também. E a base da espetacular seleção brasileira de 1982? Sim, seis jogadores no Italianão.

Olha só as estrelas que estavam em gramados italianos na temporada 1984/85:

Ascoli: Dirceu (Brasil);
Atalanta: Strömberg (Suécia) e Donadoni (Itália);
Avellino: Ramón Díaz (Argentina);
Como: Hansi Müller (Alemanha Ocidental);
Cremonese: Zmuda (Polônia);
Fiorentina: Sócrates (Brasil), Passarella (Argentina), Galli, Gentile e Massaro (Itália);
Internazionale: Rummenigge (Alemanha Ocidental), Brady (Irlanda), Giuseppe Baresi, Altobelli, Bergomi, Collovatti e Zenga (Itália);
Juventus: Platini (França), Boniek (Polônia), Scirea, Cabrini, Rossi e Tardelli (Itália);
Lazio: Michael Laudrup (Dinamarca) e Giordano (Itália);
Milan: Hataley e Wilkins (Inglaterra), Virdis, Filippo Galli, Franco Baresi, Maldini e Tassotti (Itália);
Napoli: Maradona (Argentina);
Roma: Falcão e Cerezo (Brasil), Ancelotti, Graziani, Giannini e Bruno Conti (Itália);
Sampdoria: Souness (Escócia), Francis (Inglaterra), Mancini, Vialli e Vierchowod (Itália);
Torino: Júnior (Brasil), Schachner (Áustria) e Serena (Itália);
Udinese: Zico e Edinho (Brasil) e Carnevale (Itália);
Verona: Briegel (Alemanha Ocidental), Elkjaer (Dinamarca), Fanna e Galderisi (Itália).

A empolgação com esse Supercampeonato Italiano era tão grande que chegou ao Brasil. Com mais da metade da Seleção em campo, a Globo decidiu transmitir o torneio nas manhãs de domingo. Veja a chamada abaixo:

A emissora não deu sorte: Zico e Falcão voltaram ao Brasil no meio da temporada, Sócrates foi mal e a disputa do título não foi tão emocionante. Em um torneio em que os melhores jogadores do mundo se espalhavam pelos clubes, ganhou um que não chamava tanto a atenção. O Verona perdeu apenas dois jogos, liderou da primeira à última rodada, em uma campanha tão surpreendente que ficou conhecida como “Il Verona del Miracolo”.

Apesar da surpresa no Campeonato Italiano, o domínio europeu começava a voltar. A Juventus conquistou a Recopa em 1983/84 e a Copa dos Campeões em 1984/85. No ranking de campeonatos da Uefa, a Itália pulou de 12º lugar em 1982 (atrás até da Suíça) para 2º em 1985 (superada apenas pela Inglaterra). Uma situação que não demoraria a mudar.

A decisão da Copa dos Campeões de 1985 ficou marcada pela morte de 39 torcedores da Juventus em uma confusão causada pelos seguidores do Liverpool. A Inglaterra foi suspensa de competições continentais, o que iniciou uma decadência dos clubes britânicos e abriu ainda mais espaço para a Itália se tornar hegemônica na Europa.

No capítulo desta quarta, o auge do Campeonato Italiano.

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11 comentários em “[Especial Itália 80/90] Um verdureiro, um escândalo, uma crise, e a Itália começa a dominar o mundo”

  1. O campeonato tinha seu embrião para o apogeu eminente, apesar dos times serem iguais… um touro marcado, um velocista voando um gênio lento no meio e um gigante na área. A Mãe do Ceulemans freou o crescimento do Milan, impedindo que o filho deixa-se o Brugge e fosse para a Itália, a diretoria insistiu em um péssimo Hateley, que só vingaria depois no Mônaco. O vigarista Berlusconi chegava mansamente ao poder e abriria seus olhos para craques de um outro país baixo, apesar de imaginar no Cláudio Borghi um novo Maradona.

    Socrátes e Juary eram unanimidades na seleção dos piores do campeonato, Batista carregava o piano na Lazio e a Juventus fazia dessa agremiação um simples laboratório para um gênio chamado Michael Laudrup.

    Dirceu arrebentava com um monstruoso preparo físico, tal qual o Briegel, e preparou o Verona para sua apoteose assim também deixando o Como e o Avellino com seus 15 segundos de fama. Júnior passou a ser grande no meio de campo e só armando os gols para os “panzers” Schachner e Serena.

    Na minha casa, em uma longínqua cidade chamada Quipapá, todos ficavam maravilhados com a novidade, meu tio João logo fez uma Roma de futebol de Botão, com esse escudo novo, e só queria ser o Giannini, meu irmão mais velho Leonardo logo cravava a Dinamarca campeã do mundo, pois achará que Elkjaer iria fazer mil gols na copa, meu irmão Jorge Luis vibrava com as defesas e loucuras de Garella e eu, bem garotinho, vibrava ao ver um louco loiro e cabeludo, com jeitão de surfista australiano, lutando por uma Atalanta ingênua; grande Stromberg.

    Era um campeonato que transformava a nossa rotina nordestina dominical; passamos a amar um calcio com lasanha e vinho no almoço de família.

    Dois gols marcam essa fase; o primeiro é gol lindo e plástico de Rummenigge pela uefa de 84-85 contra o Ranges e injustamente anulado; http://www.youtube.com/watch?v=d9XDeGifhOE obs; final do vídeo. e o outro é mais pura demonstração de raça e talento do gênio Elkjaer, para cravar o Verona como time grande, mesmo que para isso fosse necessário perder as chuteiras; http://www.youtube.com/watch?v=NXOKMVJAcOw

  2. Valeu por mencionar o grande Éneas, o Luis Silvio que depois de jogar pelo Pistoiese veio se aventurar aqui em Pernambuco pelo náutico e conseguiu até um reportagem da Placar. Mas vocês esqueceram de falar do Luvanor que foi jogar no Catania depois de brilhar por aqui no GOIÁS.

  3. Leandro, o texto claramente menciona a primeira leva de estrangeiros de 1980, nas quais havia quatro brasileiros: Eneas, Luís Sílvio, Falcão e Juary. Só.

    Nâo esquecemos o Luvanor, mas ele não foi contratado pelo Catania em 1980 e, por isso, não faria sentido mencioná-lo naquela passagem do texto. Como também não mencionamos outros brasileiros que passaram pela Itália, como o Pedrinho Vicençote e o Orlando Lelé.

    Nossa ideia é fazer um texto que explique aquele momento, e não sair citando os jogadores brasileiros apenas por citar.

  4. Eu peguei um time de botão da Escócia e transformei em um Verona, que foi bicampeão mundial dos torneios de botão que eu fazia sozinho com todos os meus times. Elkjaer mito.

  5. eu sei que ele foi para a Itália Somente em 1983, mas em momento algum da reportagem completa ele é citado, embora a campanha do seu time jamais deveria ser citada.

  6. Leandro, o Luvanor não é citado porque não há o menor motivo para citá-lo, como não havia motivo para citar o Pedrinho e o Orlando Lelé. Ele jogou apenas uma temporada na Série A, e o time dele foi rebaixado. Seria uma forçada de barra, citar por citar.

    Nada contra o Luvanor. Jogou muito no Goiás em 1990, um time que até hoje não entendo como não se classificou para as quartas de final do Brasileiro, mas não haveria motivo para citá-lo nesta matéria.

    Se você tem memória afetiva em relação ao Luvanor ou ao Goiás, beleza. Mas não perca o senso crítico. Jornalisticamente.

    Essa matéria é um retrato de uma época do futebol italiano, não uma base de dados.

  7. nada de afetividade, mas por uma temporada apenas jogaram Enéas (esse eu era fã), Sócrates (foi um desastre na Itália) e outros… MAS A CONTRATAÇÃO DO LUVANOR TEVE MAIOR IMPACTO POIS ERA A PRIMEIRA VEZ QUE UM TIME ITALIANO CONTRATAVA UM JOGADOR FORA DO EIXO SUL, E ISSO SIM É UMA BOA BASE DE DADOS PARA O JORNALISMO.

  8. Leandro, o Eneas foi mencionado, como já explicado, pelo fato de que foi na primeira leva de estrangeiros, em 1980. Do mesmo jeito que o Luís Sílvio foi mencionado, e ele não fez nada por lá.

    Acho que você não sabe o significado de “base de dados”. “Base de dados” é um site de estatísticas e informações enciclopédicas, tipo o soccerway.com ou a Wikipédia. Aí faz sentido apresentar listagem de todos os campeões, de todos os jogadores que fizeram isso ou aquilo, de todos os recordes. Não é o caso da Trivela ainda mais em uma matéria sobre o futebol italiano (e não sobre o mercado internacional para jogadores brasileiros).

    Sério, se você não está gostando do especial, direito seu. Mas você prefere não falar de tudo para ficar defendendo sem razão o Luvanor. Nâo entendo essa obsessão. O pior é que você é um cara que claramente manja de futebol e parece ser um sujeito bem legal (todo mundo que jogou botão na infância de 90% de chance de ser legal).

    PS.: sobre o “Eixo Sul”, não sei do que você está falando. Nâo fui apresentado a ele. Se você quer nos acusar de bairrismo, deverria pensar melhor antes de ser injusto com quem não merece. E só ver na lista de posts mais populares da nossa home. Dois deles sobre o Nordestão.

  9. Conversa pela net é chata por causa disso, apresenta muita distorção… O ESPECIAL É MUITO SENSACIONAL, NÃO me refiro à Bairrismo, MAS ACHO QUE NO ANOS 80 UM CARA SAIR DO GOIÁS PARA O MELHOR CAMPEONATO DO MUNDO ERA UM GRANDE FEITO. SOU FÃ DO TRIVELA DESDE 2006, UM DIA ATÉ GOSTARIA DE FAZER PARTE DO SITE… PODEREMOS SOLUCIONAR NOSSAS DIFERENÇAS DE PENSAMENTO SOBRE FUTEBOL EM UM DESAFIO DE BOTÃO… TOPAS ? MEU AJAX ADORA UM DESAFIO,,, UM ABRAÇO.

  10. Putz, meu Verona anda fora de forma. Vou chamar o Osvaldo Bagnoli para juntar o elenco, queimar a barriguinha do Elkjaer e do Briegel e aí a gente vê. Saiba que você está falando com o campeão de futebol de botão no torneio interno da Trivela. Foi o último título que o Pinheiros-PR conquistou em sua história.

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