Por que a dura de Gabriela Moreira no torcedor do Palmeiras é importante

Por que a dura da repórter no torcedor é algo necessário em uma sociedade que ainda não entende os efeitos da homofobia

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Gabriela Moreira é uma das melhores repórteres esportivas da TV brasileira. E não é uma das melhores repórteres mulheres, é uma das melhores repórteres no geral. Quando fazia parte da equipe carioca da ESPN Brasil, revelou várias irregularidades na organização da Copa do Mundo e dos Jogos Olímpicos. Ela já merecia reconhecimento do público por isso, mas muita gente só prestou atenção a seu trabalho nesta quarta, por causa da bronca que ela deu em um torcedor do Palmeiras antes do clássico contra o São Paulo, no Allianz Parque. Se você não assistiu à cena, clique no link e veja.

Agora temos mais um bom motivo para reconhecer o seu trabalho. A atitude da repórter foi importante, ainda mais em uma sociedade que tem dificuldade em entender os efeitos de pequenas ações na criação de um ambiente de homofobia muito mais amplo e perigoso. Muita gente não entende qual o problema da “brincadeira” do torcedor palmeirense e talvez esteja praguejando contra a jornalista por moralismo exagerado.

Minutos depois, dentro do Allianz Parque, a torcida verde usou o mesmo adjetivo do entrevistado do vídeo acima sempre que Rogério Ceni ia chutar a bola. Uma atitude que se tornou comum em estádios brasileiros (e que já fez o STJD ameaçar o Corinthians de punição). Uma atitude que pode ter tirado um pouco da alegria de todos os palmeirenses gays que têm motivos para se sentir atingidos e deixaram de ter a felicidade completa de uma vitória contundente contra um grande rival.

Como a Trivela bate nessa tecla há um bom tempo, vamos relembrar um texto nosso, publicado em 13 de março do ano passado, explicando por que a sociedade precisa tomar cuidado com essa homofobia que parece inocente, mas não é.

Por que “bicha” é xingamento?
Manifestação dos torcedores do St. Pauli contra homofobia
Manifestação dos torcedores do St. Pauli contra homofobia

por Leandro Beguoci

Os torcedores do Corinthians que chamaram Rogério Ceni de bicha, sistematicamente, provavelmente não sabem. Mas o ato foi tão ruim para eles quanto para o rival são-paulino.

Houve uma época em que os jogadores do Ajax eram recebidos pelos rivais ao som de vazamentos de gás. Os rivais do time de Amsterdã imitavam o som com a boca e tentavam transformar o estádio numa gigantesca câmara de extermínio, de mentirinha. A razão era simples e horrível. Ao longo dos anos, os judeus holandeses se identificaram com a equipe. Até hoje, alguns dos seus torcedores mais ardorosos, mesmo quando não têm nenhuma relação com o judaísmo, se identificam como “Os Judeus”. Grosso modo, é um equivalente aos fiéis corintianos. Mesmo um torcedor ateu ou agnóstico do time do Parque São Jorge se identifica como fiel – inclusive o que só acredita em Deus ou em alguma energia durante pouquíssimos segundos de uma final de campeonato.

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Os rivais do Ajax imitavam o som de gás porque, como quase todo mundo sabe, aproximadamente 6 milhões de judeus foram exterminados na Europa durante a Segunda Guerra Mundial. Muitos deles foram envenenados e morreram em câmaras de gás. A Holanda foi um dos países mais afetados pelo extermínio. Antes da invasão alemã e do colaboracionismo de autoridades do país, cerca de 155 mil judeus viviam por lá. Depois da guerra, só restavam 14,3 mil. Muitos foram mortos em Amsterdam. Outros tiveram de enfrentar longas jornadas de trem até os campos de concentração. Uma dessas pessoas foi a menina Anne Frank, cujo diário se tornou um dos testemunhos mais fortes e dolorosos de um período medonho da história. Embora ela fosse alemã, a família vivia na Holanda.

Torcida do Ajax leva bandeiras de Israel ao jogo contra o Maccabi Tel Aviv em Amsterdã, em 2004

Apesar dessa história horrível, ainda hoje alguns rivais do Ajax cantam “Lá vai o trem do Ajax para Auschwitz”, em referência a um dos maiores campos de extermínio da história. E isso acontece mesmo na Holanda, um país liberal e tolerante. Isso mostra que algumas questões continuam mal resolvidas. O antissemitismo, afinal, continua existindo, embora mais tímido.

E isso, claro, não acontece só na Holanda. Porque isso é um padrão: transformar uma das características de uma pessoa em uma ofensa contra essa mesma pessoa. O xingamento , frequentemente repetido, coloca o ofendido em uma posição inferior no mundo. De tanto ouvir frases sobre como os judeus são ruins, algumas pessoas se sentem confortáveis em repetir o som que matou milhões de pessoas para os descendentes dessas mesmas pessoas. O adversário vira inimigo. Ele perde uma porção da humanidade simplesmente porque é diferente de mim. E, ao perder uma parte da humanidade, ele me autoriza a fazer o que eu quiser com ele.

Ou, de uma forma muito esquemática: essa pessoa é judia e torcedora do Ajax. Eu não sou judeu e sou rival do Ajax. Portanto, não ser judeu e não torcer para o Ajax me colocam numa posição melhor, superior. Eu posso subjugá-la, mesmo que seja com palavras. A rivalidade me autoriza a humilhá-la, a fazê-la sofrer. Eu sei que não é tão direto assim. A vida é mais sutil. Talvez quem xingue nem pense nessas coisas, mas o efeito final é o mesmo. Um xingamento é uma humilhação porque o xingamento cria uma escala de diferença. O ofendido se torna inferior ao ofensor. Faça um exercício simples: pense no quanto você se sentiu humilhado quando foi ofendido na escola porque era gordo, porque era magro, porque tinha dente torto. Pense no que você sentiu. Pense em como você se sentiu à parte do restante dos seus colegas. E pense que, de repente, 20, 30 mil pessoas começam a cantar em todos os jogos “gordo nojento, gordo suado, gordo escroto” para ofender um rival do time adversário.

Era preciso fazer essa introdução para falar sobre racismo e homofobia nos estádios do Brasil e da América Latina. Em cada país, a intolerância e o ódio se manifestam de alguma forma. Não nascem do nada. Têm causas, têm raízes que às vezes nem nos damos conta, e acabam ganhando expressão no futebol. O professor Hilário Franco Júnior, no fantástico livro “A Dança dos Deuses”, explicou muito melhor do que eu como a violência, física e verbal nos estádios, mudou ao longo dos anos, seguindo algo nefasto que acontecia do lado de fora dos gramados. Ele também mostra que as coisas mudam, e continuam mudando. Só que, hoje, nós gostamos de dizer que chamar um jogador de bicha sempre foi assim, sempre será assim e nunca mudará. Mas é preciso pensar. Por que bicha é xingamento? Por que algumas pessoas insistem em comparar negros a macacos? O que transformar isso em ofensa diz sobre nós mesmos?

O grito de “bicha, bicha, bicha”, contra o principal jogador da equipe rival, contra o atleta mais controverso do seu adversário, em um estádio lotado, só esquenta ainda mais esse caldo de ódio – mas tão confortável para gente violenta e mesquinha

A comparação entre negros e macacos é mais simples, sem sutilezas. A gente pode não se dar conta disso, mas estamos falando que a outra pessoa é um bicho. Um animal. Pode parecer gozação de bar, pode parecer inofensivo, mas foi exatamente isso, historicamente, que justificou a escravidão e a morte de milhões de pessoas. Afinal, como você escraviza alguém? Rebaixando essa pessoa à condição de coisa, de besta. Nos EUA e no Brasil, isso foi claro. Negro igual a bicho e bicho igual a uma propriedade que eu posso dispor como eu quiser. Mas também aconteceu na África e no Oriente Médio. Para justificar a escravidão de pessoas que viviam no mesmo lugar, às vezes da mesma cor, era preciso transformar essas pessoas em rivais de ódio, em rivais torpes, e puni-los com a perda eterna de liberdade. É preciso tirar dessa pessoa aquilo que a faz igual a mim.

Ao longo dos anos, felizmente, estamos aprendendo que negro não é coisa, não é bicho e tem os mesmos direitos que qualquer outra pessoa. O Brasil até conseguiu dar grandes passos, diminuindo drasticamente o ódio, mas ainda não conseguiu dar igualdade de oportunidades às pessoas. Alguns estudos recentes mostram que descendentes de escravos, sem políticas públicas claras, podem levar décadas para chegar ao que hoje chamamos de classe média alta. Afinal, seus pais, avós e bisavós partiram de menos do que nada. Enquanto não alcançarmos essa igualdade de condições, talvez a gente ainda conviva com casos de racismo abjetos. Porque os negros, enquanto estiverem nos trabalhos mais mal pagos, vão continuar sendo vistos como preguiçosos, indolentes, que não se esforçam suficientemente. Como pessoas, no final das contas, piores do que aquelas pessoas que nós achamos que somos: trabalhadores, esforçados, dedicados. Mas nós partimos de outro lugar. E, infelizmente, a cor da pele foi critério durante muito tempo para contratar alguém ou para promover alguém em uma empresa. A gente gostaria que fosse diferente? Claro que sim. Mas as coisas são como são. Ao tratar o racismo como caso menor, nós compactuamos com uma longa história de sofrimento e humilhação.

Tinga, vítima de racismo na Libertadores deste ano: macaco não é apelido carinhoso. Não mesmo

E então chegamos à homofobia nos estádios. Eu sei que muitas pessoas que brincam com os colegas de arquibancada, chamando uns aos outros de bichas, bichinhas, e aí, seu veado, não vão bater em homossexuais nas ruas. Muitas delas têm parentes gays, amigos gays. E eu sei que justamente por isso muitas ficam ofendidas com a patrulha ostensiva. Por isso é preciso colocar as coisas em perspectiva. Muitas pessoas estão fazendo as coisas sem pensar.

Muitos de nós estamos acostumados a usar homossexualidade como xingamento, por muitas e muitas razões históricas que não caberiam neste texto. Enfim. Isso é tão natural, tão rotineiro, que nem nos damos conta de que estamos repetindo, como se fosse banal, o mesmo esquema que autoriza holandeses antissemitas a imitar uma câmara de gás ou racistas a insistir em bestializar os negros. Estamos transformando uma característica de uma pessoa em ofensa. Estamos dizendo que ser gay é uma coisa tão ruim que chega a ofender e machucar mesmo quem não é gay. Mas, sinceramente: qual é o problema em ser gay?

Nós não sabemos ao certo por que algumas pessoas são gays. Também não sabemos por que algumas pessoas são negras. Ou por que algumas pessoas são canhotas. Nós não sabemos um monte de coisas, mas aprendemos a odiar algumas delas s sabe-se lá por qual razão. Canhotos, por exemplo, foram estigmatizados durante décadas e apanhavam até aprender a escrever com a mão direita. Ser canhoto, na lenda popular, significava ser influenciado pelo demônio. E isso atingia ricos e pobres. O rei George VI, da Inglaterra, é um dos canhotos que apanharam e sofreram até que aprendessem a escrever apenas com a mão direita. O ódio surge por razões difíceis de explicar.

Só que as pessoas são o que são. Desde que isso não mate outra pessoa, não viole aquilo que se costumou chamar de direitos fundamentais, não há nada que possamos fazer. Ser gay, ser negro ou ser canhoto são fatos da vida. São características que não violam o direito de outras pessoas. Um assassino pode te tirar a vida. O que um gay tira de você? Nada. A pessoa é o que é e ninguém tem nada a ver com o que ela faz ou deixa de fazer.

Ao usar gay como xingamento em um estádio, nós estamos fazendo aquilo que não gostamos que seja feito conosco. Estamos dizendo, mesmo sem perceber, sem nos darmos conta, que as pessoas gays são inferiores. Não gostamos de ser patrulhados, intimidados ou ofendidos. Mas estamos patrulhando, intimidando e ofendendo pessoas iguais a nós ao transformar homossexualidade em xingamento. Isso não faz parte da graça do futebol. Isso só mostra sobre o quanto não pensamos nas consequências das nossas palavras e das nossas ações. Nós agimos sem refletir e nos comportamos como uma manada descontrolada, que não pensa nas consequências das suas ações.

Portanto, quando uma torcida imensamente popular, como a do Corinthians, repete como um mantra “bicha, bicha, bicha” em um estádio, ela está reforçando a ideia de que ser gay é ruim. Uma torcida que luta contra preconceitos, que passou anos tendo de escutar “silêncio na favela”, está reproduzindo em outra torcida a violência que costumava sofrer. E isso não é engraçado. Isso não é parte do esporte. E, um dia, pode se voltar contra os próprios corintianos. Contra qualquer pessoa, na verdade.

Estamos transformando uma característica de uma pessoa em ofensa. Estamos dizendo que ser gay é uma coisa tão ruim que chega a ofender e machucar mesmo quem não é gay. Mas, sinceramente: qual é o problema em ser gay?

Não é de hoje que a torcida do Corinthians diz “vai pra cima delas, Timão”. Isso já era ofensivo, mas diluído num “delas” maroto. Mas, ao chamar o goleiro rival de bicha, sistematicamente, usando a palavra que muitos intolerantes usam contra as suas vítimas, a torcida do Corinthians, mesmo sem se dar conta disso, está dizendo que gays são inimigos, são adversários. Os torcedores do Corinthians que fizeram isso talvez não saibam, mas estão dando combustível para intolerantes e malucos de toda espécie. Afinal, essas pessoas não precisam de muita coisa para fazer barbaridades. Elas só precisam ter certeza de que isso não é recriminado ou não terá consequências. Até na civilizada Suécia acontece. Um torcedor do Malmö, militante contra a homofobia nos estádios, foi morto por defender direitos iguais para heterossexuais e homossexuais.  Já no Brasil, infelizmente, há muitos e muitos casos de violências contra gays. As pessoas apanham nas ruas e são surradas com lâmpadas, como os jornais vêm reportando faz algum tempo.

Portanto, o grito de “bicha, bicha, bicha”, contra o principal jogador da equipe rival, contra o atleta mais controverso do seu adversário, em um estádio lotado, só esquenta ainda mais esse caldo de ódio – mas tão confortável para gente violenta e mesquinha.

A única maneira de mudar essa situação é parar de dizer que gays são piores do que heterossexuais. Não há solução intermediária. É parar de repetir que ser gay é ser ruim. Foi assim que diminuíram os espancamentos e linchamentos de negros. Primeiro, a sociedade conteve as ofensas. Depois, passou a dizer: pare de ofender porque as suas ofensas têm consequências. Nos casos mais graves, passou a criminalizar as ofensas. Foi assim que a Europa conteve o antissemitismo, com leis e medidas contra a intolerância. Mas até a Europa está profundamente atrasada no combate ao racismo e à homofobia, como mostra a faixa bizarra que a torcida do Bayern de Munique estendeu na Alemanha.

Mas leis, a gente sabe, não bastam por si. É preciso que as nossas atitudes mudem, especialmente nos lugares em que essas atitudes podem fazer alguma diferença. Landon Donovan, capitão do Los Angeles Galaxy e principal ídolo do futebol nos EUA, deu um exemplo fantástico e acolheu Robbie Rogers, gay e seu colega de equipe. O futebol é importante demais para a nossa vida, no Brasil. Ele não pode ser tratado como uma parte distante, separada da sociedade. O futebol é encantador porque ele resume, em 90 minutos, as tensões e alegrias de uma vida inteira. O futebol é um amplificador daquilo que acontece nos lugares mais profundos da sociedade e o estádio, uma amostra do que aceitamos e recriminamos. Mas o futebol não precisa ser só uma caixa que reproduz o que acontece fora dele. O futebol pode ser uma ferramenta para a mudança.

cartaz-anti-homofobia

Durante muito tempo, ser italiano significava ser sujo. Ser nordestino, vagabundo. Argentino, objeto de botinadas. Porém, os estádios colocaram, lado a lado, agressores e agredidos. Os agressores passaram a ter de aplaudir os agredidos, como aconteceu com os jogadores nordestinos. A aversão de brasileiros a argentinos começou a diminuir quando os gringos começaram a jogar aqui e a mostrar paixão pelos times que amamos. Não é o bastante, longe disso, mas os campos deram passos importantes nas últimas décadas. Os torcedores provaram que não eram reféns do ódio de alguns retranqueiros sociais. Na Alemanha, a torcida do St. Pauli deu um exemplo fantástico em abril de 2013. Levou para as arquibancadas a faixa “Futebol é tudo, até gay”. O St. Pauli foi o primeiro clube que se notícia a ter um presidente que saiu do armário, Cornelius Littmann.

Porém, ainda falta muito para que o futebol se torne, como ele gostaria de ser, um ambiente em que qualquer um pode ser o que quiser. Afinal, uma das coisas que distinguem o futebol de outros esportes é que um Baixinho pode ser um dos maiores artilheiros da história do Brasil e um gordinho, o destaque do último Campeonato Brasileiro. Falta um passo, um passo decisivo. Falta eliminar completamente a violência contra gays e negros. Afinal, quando eles falam, não é para pedir privilégios. Eles querem ser tratados exatamente igual a você. Quando um gay se manifesta, ele ou ela não está pedindo mais direitos. Está pedindo os mesmos direitos que você tem: andar tranquilamente pelas ruas sem correr o risco de apanhar porque está de mãos dadas com a pessoa que ama. Um negro não está pedindo privilégios. Ele quer apenas o direito de não ser julgado pela cor da pele. Ou, no Brasil do começo do século 20, não ser obrigado a passar pó de arroz no rosto para ser aceito como branco.

Combater o preconceito, no final das contas, é uma maneira de contribuir para que o futebol e a sociedade melhorem. Preconceito, afinal, é uma porta escancarada para a violência. Hoje, é contra gays. Amanhã pode ser contra qualquer outra pessoa, por qualquer outra característica. Os judeus, por exemplo, eram muito bem integrados à Alemanha antes do nazismo. A França, embora com um longo passado antissemita, teve um primeiro-ministro judeu antes de colaborar com Hitler na Segunda Guerra. As coisas mudam para pior, infelizmente. Claro, é muito difícil acabar completamente contra o preconceito, é claro. Mas é possível estar atento quando ele aparece e agir a tempo para estancá-lo. É o mesmo movimento do grande craque que sabe se antecipar ao movimento do marcador, driblar o oponente e marcar um baita de um golaço.

Nós, torcedores, somos melhores do que o preconceito. Os retranqueiros sociais não podem vencer esse jogo.

171 comentários em “Por que a dura de Gabriela Moreira no torcedor do Palmeiras é importante”

  1. Na minha opinião é muita frescura no caso de chamar de bicha ou viado. Ô mundinho politicamente correto… É futebol porra. Não é porque eu chamo o cara de viado que vou querer matar ele (Como a própria matéria diz)… Torcedor é torcedor… Eu jogo futebol semi-profissional e não dou bola quando atrás do gol ficam gritando isso pra mim. Deviam é prestar atenção na imprensa, que muitas vezes incita ainda mais o ódio entre as torcidas que os próprios torcedores. Ou nos próprios homosexuais, que muitas vezes são mais preconceituosos que muitos héteros…

  2. De novo esse nhe nhe nhem de homofobia.

    Falem o quanto quiser, julguem à vontade. Mas o dia que não tiver mais provocações do tipo gambá, bambi, porco, urubu e etc nas conversas de futebol, vamos arrumar outra coisa como entreternimento.

    Não posso falar pelos outros, mas eu simplesmente não consigo, não sei fingir…se eu falasse “oh, é feio chamar o rival de bambi”, simplesmente estaria mentindo, estaria sendo falso, hipócrita. Chamo meus amigos são paulinos de bambis, mas eu sei que são heteros. Um monte de gente me chama de maloqueiro, de mano, de marginal, de favelado, mas eu sei que isso está restrito no contexto da provocação entre rivais, logo não fico ofendidinho nem fico dando liçãozinha de moral, que é feio falar assim de pessoas de origem mais humilde e bla bla bla. Óbvio que eu sei que eles não acham que eu realmente sou isso, que eles realmente não discriminariam alguém por ser pobre.

    E ainda assim, não vejo problema algum com homossexual torcer para o meu time ou um homossexual jogando bola…ofender diretamente eles aí é outra história, já não é aquela provocação da boca pra fora.

  3. “Ou nos próprios homosexuais, que muitas vezes são mais preconceituosos que muitos héteros…”

    Agora existe ranking dos preconceitos? E o menor tem mais legitimidade para atacar o outro?

  4. Homofobia é contra gay e chamando esses insultos de homo ta dando certeza que os são paulinos são bambis mesmo.

  5. Na minha opinião é muita ignorância no caso de chamar de bicha ou viado. Ô mundinho politicamente atrasado… É futebol porra. Não é porque eu sou gay que eu vou me sentir ofendido e inferior (Como a própria matéria diz, e na verdade me
    sinto ofendido sim!)… Torcedor é torcedor, mas as instituições esportivas
    deveriam assumir a responsabilidade e combater a homofobia… Eu não jogo
    futebol, mas me importo quando estou na torcida e ficam gritando isso para os
    jogadores em campo. Deviam é prestar atenção no jogo, que muitas vezes é o real
    motivo em que os torcedores pagam preços abusivos no ingresso para ir ao
    estádio. Ou nos próprios torcedores, que muitas vezes são mais violentos que
    muitas organizações criminosas e que afastam grande parta da torcida do estádio,
    proporcionando estádios vazios, baixa arrecadação e fraco espetáculo…

  6. Cara, uma coisa é chegar para quem você sabe que não é homossexual e chamar de “bicha”. Isso eu faço sempre com qualquer amigo. Outra coisa é chegar em alguém que realmente é homossexual e usar esses termos…aí já é ofensa, mas uma pessoa de bom senso sabe discernir isso.

    Comparar com racismo…mesma coisa, com a diferença que não faz sentido eu chamar algum alemão de “negão”. E ainda assim acho deplorável chamar algum negro de macaco pra baixo.

  7. Opa. Nisso eu concordo. Tenho amigos gays, não os chamo de viado… Tenho amigos negros e não chamo de macaco. Como eu disse, é futebol, é arquibancada… Querer colocar regra nisso é foda…

  8. Não cara… Não é questão de ranking ou coisa parecida… Mas tem homosexual que não gosta de hétero. Eu mesmo já fui ofendido por estar com minha mulher e filho por um casal de homosexuais. Mas no caso deles parece que pode, é mais tolerado e ás vezes até ‘aceito’, entendeu ?

  9. Esses comentários só refletem que mais matérias como essa devem ser escritas, parabéns pelo texto, Trivela como sempre sendo referência em textos críticos que envolvem o futebol.

  10. Discutir sobre homofobia não anula a discussão de outros problemas, e, antes de dizer que deveriam discutir sobre isso ou aquilo antes desse tema, deveria dar uma simples pesquisada aqui no Trivela, tem muita coisa sobre isso, ingressos caros, modernização do futebol.

  11. Tem gente que diz que pode chamar o Rogério de viado a vontade, por que ele não é.

    E diz que não pode chamar o Aranha de macaco. Por que? Por que ele é?

    Não! Nem Rogério é viado, nem Aranha é macaco.

    Fico imaginando o pai que leva o filho para o estádio e o ensina a gritar “bicha”.

    Pior, o pai que não compactua com isso. Certamente ele deixará de levar o filho ao estádio, pra que seu filho não aprenda a ser homofóbico.

  12. Primeiro, seja homem e responda diretamente.

    Segundo, se me chamam de viado e de marginal eu não me sinto ofendido, e é recíproco. Se chamar o Aranha de macaco e o Richarlyson de bicha, eles se sentirão ofendidos porque um é negro e outro é homossexual (não assumido, mas é). Logo, eu não faço esse tipo de coisa com nenhum negro e nenhum homossexual.

    Não venha cagar regra como se deve torcer dentro de um estádio de futebol. Se eu quiser chamar o Rogério Ceni de bicha, o juiz de FDP, o perna de pau do meu time de merda e o treinador de burro, irei fazer porque a graça do futebol é poder extravasar suas emoções. Mas eu sei que explicar isso para gente hipócrita que esconde o que realmente sente e pensa nesse contexto, é complicado.

  13. O Serginho Chulapa começou no SPFC é o maior artilheiro da história do clube. Por que não vai no CT do Santos o chamar de bambi/viado/bicha ?

  14. Nossa. A cada dia os textos do Trivela estão piores e direcionados. Pensei que este era um site imparcial, mas, parece que não. Assim como a ESPN, este canal está se desviando demais para a esquerda e o “politicamente correto”. Este tema não pertence ao futebol. Isso é papo de sociólogos e psiquiatras. Isso é um reflexo da classe que tomou conta das redações esportivas e das empresas de comunicação no mundo. Onde estão os Cristãos e os Islâmicos deste país, para assumirem seu papel na luta contra a Ditadura do Politicamente Correto ?! Cotas para repórteres e comentaristas Cristãos e Muçulmanos já !!!

  15. Recalque? Eita palavrinha de pobre (de espírito) e de NÃO POSSO FALAR ESSE TERMO SENÃO SEREI ACUSADO DE HOMOFOBIA.

    hahahaha

  16. Futebol já era uma guerra mesmo. O que tá virando guerra é política, embora esse seja um fenômeno mundial.

  17. Cara, o nível de burrice e animalidade de umas pessoas q despejam preconceito aqui é impressionante e triste. As pessoas são homofóbicas e preconceituosas pq repetem como máquinas e sem pensar xingamentos contra as pessoas, simplesmente pq foi assim q ouviram e fizeram a vida toda. Não fazem nenhuma reflexão, não fazem um exame de consciência sequer. Ao serem confrontados simplesmente preferem confrontar os argumentos e dizer que não são preconceituosos e homofóbicos. Provem que vcs são seres humanos pensantes e nesses momentos reflitam sobre as atitudes que tiveram a vida toda.

  18. E pra dar um xeque mate definitivo nos hipócritas que apenas fingem melhor do que eu.

    Qual a explicação para um homossexual em tom de brincadeira chamar o outro amigo homossexual de…”biba”, “mona”, “bee”, “bicha” e etc? Entende agora que o contexto é o mesmo de alguém em tom de zoação chamar um hétero de bicha?

    Esperando as desculpas esfarrapadas para tomarem outro VRÁ! kkkkkkkk

  19. Concordo, por isso parafraseei um comentário acima de forma irônica, mantendo a estrutura mas mudando o conteúdo. Com toda a certeza a homofobia deve ser combatida no futebol e na sociedade brasileira. Torço para a proposta de lei para a criminalização da homofobia ser aprovada no congresso. Como eu disse no comentário acima, as instituições esportivas deveriam assumir a responsabilidade e combater a homofobia. Assim como sou a favor de punição esportiva ao clube por atos homofóbicos de sua torcida, como acontece em casos de racismo.

  20. Comparar os gritos nazistas contra a torcida do Ajax aos gritos de “bicha” é maluquice! Ao meu ver, é impossível colocar no mesmo patamar o racismo e o nazismo com xingamentos de “bicha”! A rivaliade é a essência do futebol, esporte que respira por aparelhos no Brasil! Se continuar assim, daqui a um tempo veremos xingamentos conforme os ironizados por Marcelo Adnet no quadro Padrão FIFA do Fantástico (se não me engano era esse mesmo o nome)…..

  21. Dando um ctrl-c + ctrl-v em um comentário meu:

    E pra dar um xeque mate definitivo nos hipócritas que apenas fingem melhor do que eu.

    Qual a explicação para um homossexual em tom de brincadeira chamar o outro amigo homossexual de…”biba”, “mona”, “bee”, “bicha” e etc? Entende agora que o contexto é o mesmo de alguém em tom de zoação chamar um hétero de bicha?

    Esperando as desculpas esfarrapadas para tomarem outro VRÁ! kkkkkkkk

  22. Primeiro, se acha que respondi pra você, pode baixar a bola que eu nem li seu comentário.

    Segundo, o problema não está no Rogério ser viado ou não. Ele mesmo não está nem aí pra isso, pois sabe que é a única defesa de torcidas que se acostumaram a sofrer por causa dele, seja com seus gols ou com seus títulos. Sucesso incomoda.

    O problema está em gritar “bicha” colocando os gays numa situação de inferioridade, de desprezo, de segregação, como se ser gay fosse algo condenável, o que para um gay deve ser muito triste.

    Você não tem mais 15 anos, já deveria ter consciência disso.

  23. Eu acho que ofensivo é quando tu diz algo assim para um cara que é homossexual assumido. Quando o sujeito não é, é apenas um xingamento normal de estádio. O cara não é gay, oras.

  24. Vc brinca com alguém que vc não conhece? Aliás esse seu tom agressivo vc só usa no anonimato das redes sociais e no meio da multidão de um estádio, não é verdade?

  25. Dando um ctrl-c + ctrl-v em um comentário meu…

    E pra dar um xeque mate definitivo nos hipócritas que apenas fingem melhor do que eu.

    Qual a explicação para um homossexual em tom de brincadeira chamar o outro amigo homossexual de…”biba”, “mona”, “bee”, “bicha” e etc? Entende agora que o contexto é o mesmo de alguém em tom de zoação chamar um hétero de bicha? Eles se desprezam, se segregam?

    Esperando as desculpas esfarrapadas para tomarem outro VRÁ! kkkkkkkk

  26. Exato Fabrizio. Dando um ctrl-c + ctrl-v em um comentário meu:

    E pra dar um xeque mate definitivo nos hipócritas que apenas fingem melhor do que eu.

    Qual a explicação para um homossexual em tom de brincadeira chamar o outro amigo homossexual de…”biba”, “mona”, “bee”, “bicha” e etc? Entende agora que o contexto é o mesmo de alguém em tom de zoação chamar um hétero de bicha?

    Esperando as desculpas esfarrapadas para tomarem outro VRÁ! kkkkkkkk

  27. Quando vc chama um hetero de bicha, viado. Você quer diminui-lo, como se ser gay e viado fosse um ser humano menor e anormal. Eles se chamarem assim, pfv, jovem. Auahauahauaauahauhaauhaau

  28. Repetindo…

    Qual a explicação para um homossexual em tom de brincadeira chamar o outro amigo homossexual de…”biba”, “mona”, “bee”, “bicha” e etc? Entende agora que o contexto é o mesmo de alguém em tom de zoação chamar um hétero de bicha? Eles querem diminuir um ao outro?

  29. Legar ver um monte de hétero dizer o que ofende ou não um homossexual.

    Para ofender um hétero é fácil, basta dizer que tem o piru pequeno, mas os angolanos vão dizer: pessoal, fiquem calmos, o que importa mesmo é o desempenho

    ¬¬

  30. Vamos desenhar então: O significado é diferente, simples. Você é capaz de entender isso? Um hetero chamando outro hetero de gay ele traz consigo anos e anos de preconceito no termo. É a tentativa de diminuição do outro. Chamar um hetero de gay é chama-lo de aberração, anormalidade. Só lembrar dos gays q sao expulsos de casa, q sao espancados na rua, q sao agredidos com lampadas no rosto na principal avenida do país. Chamar um hetero de gay e bicha é dizer q ele merece todo esse rol de agressões ai. Um gay quando chama o outro de bee, mona, bicha ou viado conhece tudo isso sabe de todo esse preconceito e não deseja nada disso pro outro.

    Zoar, tirar sarro é tentar diminuir o outro em algum aspecto por menor q seja. Quando vc chama um hetero de gay por zoação, q aspecto vc quer diminuir?

  31. aaaaaaaaaaaaaaaaaah…que conversa fiada, que falso moralismo, que hipócrita, mentiroso!

    Um homossexual brincando assim com o outro é ABSOLUTAMENTE IGUAL eu brincando com um hétero usando esses termos. Para com esse papinho ridículo de diminuição, aberração, expulsos de casa, agredidos com lâmpadas como se eu fosse um monstro.

    Se um gay pode brincar assim com o outro, eu também posso brincar assim com um hétero. Você perdeu! retire-se, Sr. Hipócrita!

  32. Não canso de aplaudir este texto. Um dos mais sensacionais que já li. Como podemos ver nos comentários abaixo, a luta por mudar esta atitude mesquinha tão enraizada em algumas pessoas será longa, mas será uma batalha que terá de ser travada por alguns corajosos de nossa geração. Defendo incondicionalmente a linha de raciocínio da Trivela e têm o meu apoio. Parabéns pela iniciativa.

  33. Até agora aqui não vi nenhuma matéria criticado os torcedores que chamam os corinthianos de Marginais, os palmeirenses de porcos, os flamenguistas de favelados, os times do nordeste quando vão jogar no sul e sudeste são chamados de passa fome e bolsa familia, agora mecheu com os babis a impresa gls logo entra em ação.

  34. Homossexual não vai fazer isso pra outro, provavelmente.

    Apenas me posicionei contra a criminalização de quem chama algum jogador qualquer de viado. Mas se fizer isso contra um jogador homossexual assumido, ai sim devem ser tomadas providências legais porque se caracteriza homofobia e é não saber brincar.

  35. Vamos lá senhor da razao, não fuja da minha pergunta. Responda ai:

    Zoar, tirar sarro é tentar diminuir o outro em algum aspecto por menor q seja. Quando vc chama um hetero de gay por zoação, q aspecto vc quer diminuir?

  36. Este tema não pertence ao futebol. Isso é papo de sociólogos e
    psiquiatras. Isso é um reflexo da classe que tomou conta das redações
    esportivas e das empresas de comunicação no mundo. As pessoas comuns não tem acesso à estes empregos, infelizmente. Então eles podem impor o padrão de vida e pensamentos deles nas outras pessoas. O Trivela, cada vez mais subserviente, continua vomitando sobre nós este discurso “politicamente correto”. Porque não contratam um chefe de redação Muçulmano, ou Cristão – estes sim, os povos que movimentam o futebol mundial- ? Graças a Putin e ao Emir, as próximas Copas do Mundo serão em países livres desta influência negativa….

  37. Também concordo com você! Ser contra eu não sou, mas não sou a favor. Por discordar já te tacham como homofóbico. Pô, a zoação faz parte da brincadeira. No caso, o torcedor foi infeliz porque estava em rede nacional na ESPN

  38. Qual o problema de um homem usar termos não masculinos? Mas vc não é homofobico e nem preconceituoso né?

    Vaza daqui seu preconceituoso de merda..

  39. Se eu chamar alguém de gordinho, de magrelo, ou narigudo, orelhudo, baixinho, comprido, etc, etc e etc é um aspecto que eu quero diminuir. Toda zoação busca diminuir.

    Mas tem aquelas que agridem e outras que não agridem. Não vou chegar para alguém que sofre da doença anorexia e ridicularizar sua magreza, mas eu posso fazer piada por exemplo com a magreza do Professor Girafales. Um gay brincar com gay não agride ambos…eu brincar com um hetero chamando de gay não o agride. E você não pode determinar o contrário!

    Pare com sua hipocrisia.

  40. Olha cara, isso soou um pouco xenófobo! Mas assim eu não discordo totalmente de VC. Por exemplo, tentam nos impor algo que não é normal. Exemplo das duas senhoras se beijando na TV. Pô, estão querendo impor guela abaixo esses “valores” que simplesmente não existem.

  41. Sim. Jamais faria isso com um Richarlyson, por exemplo. Aí a coisa muda de figura, passa a ser agressivo.

  42. Não podemos deixar que a turma do “politicamente correto” domine também o futebol.
    Hipócrita é aquele que vai ao estádio e diz que nunca chamou um jogador rival de bicha, nunca chamou o juiz de viado, etc.
    Provocação é natural do futebol, os jogadores estão acostumados desde que são moleques a conviver com isto.
    Pagamos para ir ao jogo de futebol, não a um teatro.

  43. Coloca esses caras dentro do gramado pra ver os tipos de xingamentos e provocações que rolam. Desde uma peneira até um jogo profissional oficial. Sabem de nada!

  44. Quer combater as ofensas me ofendendo, hahaha.

    HIPÓCRITA!!!! Não vou vazar e não vou te deixar em paz porque aqui você está sendo tão verdadeiro quanto uma nota de 3 reais.

    Só tenho preconceito com hipócritas igual você.

  45. São Paulo e Fluminense são clubes identificados com as elites e no Brasil sempre foi comum associar formação intelectual e cultural com “viadagem” (basta ver como sacaneamos os franceses, por exemplo). Em contraposição, o “macho” é aquele das classes inferiores, e atacar a masculinidade de quem está acima é uma forma de “defesa”. Vemos isso até hj: o rústico é a representação típica do macho e, na maioria das vezes, do jogador de futebol.

  46. O FUTEBOL EXISTE HA MAIS DE CEM ANOS SEM PROBLEMA ALGUM. ESSES POLITICAMENTE CORRETOS É QUE PROCURAM COISA ONDE NAO TEM. JÁ NAO BASTAVA O MEIO SOCIAL TA INSUPORTAVEL DESSE JTO, AGORA QUEREM ACABAR COM O FUTEBOL. VAO CONSEGUIR FAZER O FUTEBOL DEIXAR DE SER O MAIS ASSISTIDO NO MUNDO POR CONTA DESSA HIPOCRISIA TRAVESTIDA DE MORALISMO

  47. Vivemos em uma sociedade e o futebol faz parte dela, quando eu uso palavras que servem para um discurso de ódio contra uma minoria nessa sociedade eu estou fomentando esse ódio. Mesmo que sua intenção seja somente zoar um rival ou brincar com seus amigos, não da pra simplesmente esquecer tudo que essas palavras representam socialmente a carga de ódio que elas trazem.

  48. A ESCRAVIDÃO EXISTE HA MAIS DE CEM ANOS SEM PROBLEMA ALGUM. ESSES POLITICAMENTE CORRETOS É QUE PROCURAM COISA ONDE NAO TEM. JÁ NAO BASTAVA O MEIO SOCIAL TA INSUPORTAVEL DESSE JTO, AGORA QUEREM ACABAR COM A ESCRAVIDÃO. VAO CONSEGUIR FAZER A ESCRAVIDÃO DEIXAR DE SER A MAIS EMPREGADA NO MUNDO POR CONTA DESSA HIPOCRISIA TRAVESTIDA DE MORALISMO.
    E ai, o que tu acha agora?

  49. Num fala bosta cara. Você não é gay e ta dizendo com o que os gays devem se sentir ofendidos? É isso mesmo? Você não pode dizer o que é homofobia porque você não é gay, entendeu? Você fala como brincadeira, mas alguém se ofende com essa brincadeira. Fora que a brincadeira em si é homofóbica. Você não leu o texto pra falar isso que você ta falando. A “brincadeira” de chamar o Rogério de bixa se baseia num preconceito. Você não está querendo elogiar o Rogério quando chama ele de bixa, você está querendo xingar o Rogério, e bixa não é xingamento porra, ser gay não é uma ofensa, não deve ser usado como xingamento, e é essa a questão a ser discutida aqui. A questão não é se você chama seu amiguinho de viado ou não, a questão é usar isso como ofensa e querer ofender um adversário só por ser um adversário.
    É verdade que gays chamam outros gays de bixa ou viado? É. Mas eles não fazem isso querendo ofendê-los, enquanto que nos estádios se usa isso como xingamento contra o adversário. Entendeu ou quer que eu desenhe?

  50. Nem você pode dizer o que é racismo se não é negro? HAHAHAHAHA

    Assim como eles não querem se ofender se chamando de gay, eu não quero ofender um hetero chamando de gay, só quero brincar igual os gays fazem entre si. XEQUE MATE EM MAIS UM HIPÓCRITA!!!!!

    Ah…chamar alguém de gordinho ou de magro, também é uma forma de diminuir uma pessoa. Mas como eu sei que você é mais santo que o próprio Papa, você não faz isso né.

  51. Então, entendo sua revolta. Eu também ficaria, é normal! Só que nós devemos atentar que eles fazem isso porque são ignorantes, não porque são gays, entendeu? Tem muita gente que fala que “gays são promíscuos”, mas existem muitos héteros “promíscuos” também, só que eles não sofrem o mesmo tipo de crítica. É mais ou menos esse parâmetro, sacou? Não é a orientação sexual que define a personalidade, é o indivíduo.

  52. Muito mi-mi-mi… já tá ficando chato isso. Tem vaga de inspetora de aluno pra essa repórter se ela gosta tanto de dar lição de moral.

  53. Essa discussão é mais fácil de entender do que parece. O cara entra em rede nacional e fala “vamo ganhar dos bichas” e a repórter está sendo politicamente correta?Não, ela está sendo politicamente sensata. Se ele tivesse substituído bichas (que é uma ofensa!) por tricolores, nada teria acontecido.

  54. Fabrizio e Rodrigo, como vcs fazem com um cara se não sabem se ele é gay? Se o cara só não se assumiu por conta de pressão e ódio da sociedade? Não se revelou para não ser olhado diferente, inferiorizado, hostilizado, repremido… Os gritos no estádio reforçam a ideia de quer ser gay é uma coisa ruim e podem sim prejudicar as pessoas que tem dificuldades de se assumir. Como vc se sentiria se ao falar que deseja escolher tal profissão ou tal faculdade e eles a sua família se sentisse decepcionada, envergonhada, se perguntando “onde erramos” e seus amigos se afastassem de vc ou comessassem a te tratar diferente, fazer piadas nas suas costas…? Futebol não tem que ter regras a parte, tem que respeitar as regras e éticas da sociedae. Uma coisa é provocar por conta de resultados, gols, titulos, rebaixamentos, etc. Outra coisa é ofender, distingüir, discriminar, inferiorizar. Somente minha opinião.

  55. É obrigação dos meios de comunicação, além de informar, contribuir para a formação social do público. Neste sentido, era obrigatória essa reação da repórter. Se o torcedor quer xingar e ofender o adversário o faça dentro do estádio, onde este tipo de comportamento é normal e aceitável, mas não em rede nacional.

  56. Já, quando criança. Mas a gente aprende, evolui e segue em frente. Nada impede vc de aprender também. Acho que o problema não é já ter feito um dia e sim depois de saber sobre as consequencias defender e continuar fazendo. Errar é humano, permanecer no erro ignorância (não burrice, pq já se sabe sobre o que é certo e errado)

  57. O argumento de que “isso é normal” é tão escroto quanto a atitude em si.

    Era normal terem escravos, era normal matarem uma pessoa porque ela era Judeu, era normal tanta coisa… e hoje não mais.

    Futebol precisa mudar e nossa cultura tambem, claro que isso leva tempo, mas a atitude dessa reporter foi exemplar.

    E como outro rapaz comentou por aqui, “Esses comentários só refletem que mais matérias como essa devem ser escritas”.

    Excelente texto, btw.

  58. Comparar o efeito da escravidao com o de uma coisa onde NAO EXISTIU PRECONCEITO, so poderia vir de um hipocrita com conceitos imbecis msm. Entende primeiro o q eu quis dzr antes de copiar e colar fzd comparaçoes sem sentido.

  59. bom, aí você querer dizer como eu penso já fica complicado. Pelo jeito não vou te convencer nem a acreditar naquilo que falo, tampouco por aquilo que sou, então ficamos cada um com sua linha de pensamento. Mas já fico feliz se conseguir fazer você pensar um pouquinho no que falei ou ao menos por ter conseguido conversar com vc sobre esse assunto. Pelo que lí, pra mim, o primeiros passos vc já deu. Já está longe dos extremistas. Muito obrigado pela boa e civilizada conversa. (De vdd, sem sarcasmo)

  60. Antigamente também era socialmente aceitável ter escravos, mas as coisas mudaram. Com a homofobia é a mesma coisa. Antigamente era moralmente aceitável xingar os outros de bicha, viado, etc, mas as coisas estão mudando. Este é o ponto.

  61. FOI EVOLUÇÃO PQ OS SRS DE ESCRAVOS QUERIAM GANHAR AS CUSTAS DOS ESCRAVOS. HJ, ISSO NAO É EVOLUÇÃO, O CARA NÃO QUIS REBAIXAR NGM. ISSO FAZ PARTE DO FUTEBOL. O QUE OCORRE É O FAMOSO DE JTINHO BRASILEIRO DE QUERER SE DAR BEM AS CUSTAS DOS OUTROS. POR ISSO QUE ESSE PAÍS ENCONTRA-SE DA FORMA COMO ESTÁ. TODO MUNDO SE VITIMIZANDO PRA GANHAR PRIVILEGIOS. DEPOIS VEM RECLAMAR DE CORRUPÇÃO. É O QUE DIGO: A HIPOCRISIA REINA NESSE PAÍS.

  62. CARA, NÃO ADIANTA EXPLICAR QDO A INTENÇÃO NÃO É APLICAR O DIREITO, E SIM GANHAR PRIVILÉGIOS. O VITIMISMO HOJE É FEITO NA CARA DURA E EM 90% DAS VZS, SEM MOTIVO NENHUM. COISA DE BRASILEIRO MESMO. SORTE DE QUEM PODE IR EMBORA DAQUI.

  63. Cara, um homo afetivo chamar o outro por esses apelidos ainda está errado…

    Como diria o ditado: “dois errados, não fazem um certo”.

  64. eu nao tenho nada contra os homossexuais. eu nao gosto é das materias exageradas
    e vitimistas da midia atualmente(nao estou dizendo que essa materia é vitimista, estou
    falando das que são), quase colocam os heteros como haters. e isso sim irrita.

  65. Não é isso… É uma ofensa. Acho que você chamar um amigo assim, não há problema. Mas chamar um desconhecido dessa forma? Independente das características que vocês compartilhem, a outra pessoa tem o direito de se sentir ofendido.

    Já assistiu o saudoso filme “Coach Carter”. Tem uma parte desse filme que fala sobre isso… É uma boa lição.

  66. Na boa, xingar a mãe do juiz, ou o próprio, pode? Xingamento, palavrões sempre fizeram parte do futebol. Se gritassem “gay!!” Poderia!? Larga a mão! Hipocrisia…. Simpatizantes

  67. Quem decide se ofende ou não é o ofendido e não o ofensor. Se um gay chega pra ti e diz q ele se sente diminuído e uma aberração quando tu chama um hetero de gay, viado ou bicha vc vai dizer o que pra ele? Que ele é hipócrita?

  68. Cara não foge, responde o que eu te perguntei. A tua lógica torta e preconceituosa infelizmente eu já tive o desprazer de ver. Eu quero saber é disso aqui:

    “Se um gay chega pra ti e diz q ele se sente diminuído e uma aberração quando tu chama um hetero de gay, viado ou bicha vc vai dizer o que pra ele? Que ele é hipócrita?”

  69. Acho que a bronca foi mais pelo palavreado do sujeito. Se ele tivesse falado “bambi”, um termo “lúdico” para se referir ao adversário, acho que não teria levado bronca da repórter.

    Mas o cara usa um termo chulo ao vivo… repórter nenhum vai gostar disso.

  70. Mais uma vez vou pergunta o trivela tá virando um site gls, pois matérias debatendo o futebol a nivel mundial dentro de campo como antigamente tinha tá cada vez mais escassas, agora virou um site de debate de comportamento e pauta como o torcedor deve se comportar, será que vocês estão recebendo verba federal do pt discuti as idéias que esse partido defender.

  71. “Uma atitude que pode ter tirado um pouco da alegria de todos os palmeirenses gays que têm motivos para se sentir atingidos e deixaram de ter a felicidade completa de uma vitória contundente contra um grande rival.”

    Será que quando o Ronaldo jogava tinha corintiano gordo que ficava triste com as ofensas sobre a obesidade do Ronaldo? Ah não, esses daí não tiveram texto porque não fazem parte do grupo das minorias protegidas, ninguém chegou a imaginar isso, e duvido que algum grupo cafetão de minorias pensaria em socializar as ofensas para todos gordos.

  72. Vou repetir a 3a vez pra ver se tu responde. Um homossexual chega pra vc e diz: “toda vez q vc chama um amigo seu de bicha, gay ou viado, eu me sinto ofendido, me sinto um ser anormal.”

    Então, um homossexual disse pra vc q se sente ofendido. Vc vai dizer toda essa baboseira preconceituosa pra ele e nem vai fazer um exame de consciência de o pq um gay se sentir ofendido?

  73. Não cara, não é diferente. O Senhor Girafales pode se sentir extremamente ofendido com isso; pode ser prejudicial para a saúde mental dele inclusive, dependendo da reação dele. Você não está levando em consideração o individuo… Você está avaliando os problemas e situações das pessoas e dizendo “Humm, isso não é nada de mais no meu ponto de vista; então não tem problema se eu brincar com isso”.

    Você não pode definir como as pessoas se sentem, o que é importante ou não. A gente pode ser hipócrita num certo nível, mas você está sendo mal caráter.

  74. “Seja homem e responda diretamente”

    Mulher não responde diretamente, então?

    Você pode chamar quem quiser do que quiser, queridinho, só que como homem ou mulher, existem as consequências.

  75. Pois é, não sei como o futebol sobreviveu mais de 100 anos sem esses arautos da moralidade para policiar a expressão alheia.

  76. Sou fresco mesmo, obrigado por notar. Diga pra mim, você é uma pessoa forte e corajosa, daquelas que merecem viver nesse mundo? Ou é daqueles que xinga no estádio, na internet, e com os amigos, mas quando tá sozinho torce pra chegar bem em casa?

  77. Ou seja, vc vai dar só mais uma prova de que é um preconceituoso e homofóbico convicto.

    Falou. Discutir com gente burra e preconceituosa pra mim já deu por hj. Meu estoque de capim diario pra alimentar esses povo burro e preconceituoso acabou…

  78. Se era isso, por que não falou “Tenha hombridade”? Você está tão confuso hoje, Rodriguinho!

    Mulher tem hombridade? E fresco, como eu, tem?

  79. Como seria ser a favor da homossexualidade? Ver dois homens num bar e incentivá-los ao coito?
    Se você não gosta de homossexualidade, é só não transar com outro homem, Diego. Não me parece tão difícil se você só gosta de transar com mulheres.

  80. E você ainda duvida ? É claro que eles (o Trivela) devem estar rezando a cartilha do Governo Federal. Assim como os parceiro$ comerciai$ da emi$$ora desta repórter. Lembre-se : depois da reunião da Dilma com os “principais” nomes da E$PN antes da Copa, o tom das críticas lá mudou muito $$$$$$ … Que Putin e o Emir nos protejam nas próximas Copas !

  81. Como essa parada tá chata. Em primeiro lugar, eu acho que se você milita contra o preconceito e a favor da igualdade logo, você está PROIBIDO de ter QUALQUER TIPO de preconceito NA SUA VIDA, que convenhamos, a menos que você seja santo, isso é algo totalmente utópico. Caso contrário, automaticamente você cai em contradição e isso não cola bem no discursinho do politicamente correto, né? E aqui vai outro ponto, onde tava essa patrulha antihomofobica quando o Vampeta chamou os são paulinos de bambi? Se fosse ele o entrevistado, teria a repórter coragem pra questionar esse tipo de coisa? Eu, sinceramente, tenho minhas duvidas. Outro ponto, só olhar pra cara do james que pegaram pra entrevistar. O cara é um típico bocó que perde tempo xingando os outros de “gamba”, “bambi” e “sardinha” na caixa de comentários de site tipo desimpedidos. Uma repórter que tem a vivência que ela tem no meio do futebol, será mesmo que não se aproveitou do estereótipo de torcedor BR pra endossar esse discurso dos politicamente correto? E se ele tivesse falado “bambi” ao invés de “bicha”, ia ter essa ladainha toda, já que os termos teriam a mesma conotação nesse caso? Porque, pelo menos pra mim, é o que fica parecendo. Pegaram um termo que tá mais do que batido no meio do futebol, usado claramente como provocação de rivais e tiraram totalmente de contexto pra endossar esse discurso chato e que só serve pra criar a guerra entre opostos. Homossexual x Heterossexual, homem x mulher, pobre x rico e por aí vai. Você lutar contra preconceito não te faz uma pessoa melhor, não te impede de ser intolerante, ignorante e muito menos um santo que é o que parece que essa galera quer ser. Você pode ser tão babaca quanto esse cara que foi entrevistado deve ser. Hipócrita, preconceituoso e ignorante. Por quê? Porque você pertence a raça humana. Mas já que tá na moda esse discurso de politicamente correto e de elevar uma característica X de uma pessoa, desconsiderando todo o resto do Humano em si, então que assim seja. Pra mim, essa galera consegue ser tão preconceituosa quanto aqueles que eles lutam contra, tá todo mundo no mesmo saco. Mas se acham que segregar é a melhor saída, que façam. Afinal, o errado sou eu, que tenho convicção e consigo assumir que tenho preconceito sim, contra um monte de coisa que só o ser humano proporciona.

  82. A construção de uma sociedade mais justa e pacífica passa pelo respeito. “Devemos ser a mudança que queremos no mundo” – Gandhi.

  83. “XEQUE MATE”
    O Debatedor de internet ganhou mais uma!
    Agora ele vai correr pelo quarto batendo palmas, desfrutando todo glamour de sua vitória virtual …

  84. Eu entendo as piadas. Ofender os outros é engraçado, mas não é certo. Somos todos hipócritas em algum momento, mas você é basicamente uma pessoa ruim. Você acha que seu direito de rir é maior que os dos demais de sentirem mal.

    tsc tsc

  85. Cara, isso é tão estúpido, mas tão estúpido que em vez de apagar eu vou deixar aqui para o mundo ver como você, e esse outro imbecil aí de baixo, são estúpidos.

  86. Para sua informação, a Trivela é dirigida por uma mulher, e é editada por uma empresa onde trabalham homossexuais, mulheres, cristãos, judeus e até mesmo homens brancos cristãos.

  87. Tá achando chato!? Já parou pra pensar que quem sofre preconceito também acha muito chato e queria que isso parasse, mas não pára. E quando alguém tenta fazer parar, tem sempre um pra chamar isso de moralismo, de politicamente correto, que quer continuar fazendo as coisas que sempre fez sem ser “incomodado”. Porque a mudança incomoda, então é muito mais fácil lutar contra todo tipo de mudança, chamando quem a propõe de hipócrita. É o grupo do “eu não quero mudar, quero ser sempre assim e que todos digam que eu estou certo em agir assim”.

  88. Cara, muito sensato seu comentário, então eu to livre pra chamar um jogador mulçumano de terrorista? Ou você, posso chamar você de terrorista, rir da minha piada e ainda dizer que vc não tem porque se sentir ofendido, afinal foi só uma piada?

  89. “Já parou pra pensar que quem sofre preconceito também acha muito chato e queria que isso parasse, mas não pára.”

    E não vai parar. Por quê? Porque você não vai mudar a raça humana. Quer combater preconceito IMPONDO o que se deve ou não fazer? Isso é contraditório, pelo menos eu acho. Soa como combater preconceito com mais preconceito. Fazer textão, levantar bandeiras em favor das ditas “vítimas”, não muda ninguém. Se cria mais raiva e repulsa dentro daqueles que apontam como preconceituosos (e TODO mundo é. Eu, você, a repórter, quem escreve pro Trivela, etc.) E isso, você não muda. Você pode até conseguir igualar os direitos com o passar do tempo, mas O PRECONCEITO EM SI, é impossível. Ninguém tem o direito de apontar o dedo e dizer o que é certo ou errado, é isso que é o mais chato nesse discursinho.

    “É o grupo do “eu não quero mudar, quero ser sempre assim e que todos digam que eu estou certo em agir assim”.”

    Não, é o grupo do “aceita que tu é mais um bosta no mundo. Que você não é especial e que você é tão hipócrita, ignorante e preconceituoso igual a todo o resto”.

  90. Eu seria injusto se afirmasse que todos que gritam “bicha” para um são-paulino são homofóbicos. E eu não sei se a atitude agride os homossexuais, provavelmente a alguns sim, outros não ligam.

    O que é inegável é que o uso dessas expressões para depreciar o adversário, ridicularizá-lo, provocá-lo, é consequência de uma sociedade homofóbica. Ou não faria sentido enquanto provocação.

    Em suma, longe de mim recriminar quem o faz. Até porque não sou hipócrita, até pouco tempo eu também cometia essa bobagem. Porém, seria legal se as pessoas se tocassem que não é legal. Esse passo pelo menos eu já dei. E é sem volta.

  91. Ah sim… ela pagou o torcedor do Palmeiras pra ele ser preconceituoso e ela poder responder em rede nacional. Foi isso msm. Brilhante percepção.

  92. “Pra mim, essa galera consegue ser tão preconceituosa quanto aqueles que eles lutam contra, tá todo mundo no mesmo saco”.

    Resumindo: o melhor é deixar rolar, não fazer nada. A humanidade está perdida e tentar melhorá-la é hipocrisia. Entendi.

  93. Putz cara… fale por vc. Se vc se acha um bosta, hipócrita, ignorante e preconceituoso, só lamento. Não são todas as pessoas que são assim não, acredite. Há pessoas que tentam mudar o status quo, há pessoas que se conformam. Eu prefiro sempre fazer parte do primeiro grupo.

  94. Agora descobri por que a qualidade editorial do site caiu tanto, que em vez de focar o futebol, visar agora censurar os torcedores e moldar o comportamento das massas,

  95. Eu falo por mim mesmo. Não tô aqui pra querer mudar ninguém, mas se você apoia esse lance do comprar todo e qualquer discurso e depois sair reproduzindo por aí sem sequer ter uma opinião própria, que parou para refletir o que realmente pensa sobre tal assunto, ok. Mas eu não consigo me sentir pregando o dito fim das diferenças e, minutos depois, citando aqui um exemplo pra reforçar o que eu disse acima, tendo um preconceito musical. E vai rolar aquele comentário de que você tá forçando, comparando homofobia com mero preconceito musical que não afeta ninguém, mas pra mim isso não faz sentido. É preconceito de qualquer jeito. Ficar negando a sua própria natureza é que é ridículo. E só pra esclarecer caso você não tenha entendido, não é “deixar rolar e não fazer nada” e sim aceitar que você é um humano nojento e asqueroso como qualquer outro. Uma vez feito isso, tá todo mundo em pé de igualdade. Tem pessoas boas no mundo? Sim, tem muitas. Mas elas não são santas, não foram e nem nunca vão ser. E isso não impede elas de em algum momento serem totalmente desonestas com alguém. Tem que se promover a reflexão própria e não ficar impondo o que é certo ou errado como é feito hoje em dia. É muito melhor e mais fácil mudar a si mesmo do que tentar resolver todos os problemas do mundo.

  96. Pelo que entendi, a linha de raciocínio do Marcus é a seguinte: não adianta a gente querer se livrar dos preconceitos dos outros se não nos livramos dos nossos. E também não adianta querer impor um discurso agressivo, pois vai gerar o efeito contrário – e isso não só no campo da homossexualidade, mas também no geral. Eu concordo com ele nesse ponto. A quebra de preconceitos é um exercício um tanto didático, principalmente em sociedades conservadoras como a brasileira. Não vai resolver dizer que o certo é o certo e o errado é o errado. Por que o certo é certo? Por que o errado é errado? Aí entram todos os argumentos que estão no texto. O certo é certo por tal motivo e o errado é errado por tal motivo. A partir desse ponto, tentamos melhorar, começando por nós mesmos. Aliás, se cada um melhorar um pouco de si, não precisaremos melhorar o outro porque ele já o terá feito. Precisamos assumir que somos imperfeitos, que a perfeição é um mito, mas isso não impede de buscar o melhor possível para todos. Mas não custa salientar: melhor POSSÍVEL para todos, porque aí também vão entrar as peculiaridades de cada indivíduo. Preconceitos menores sempre vão existir, como aquela coisa de criança, de não gostar de uma comida que nunca provou, mas isso é questão de maturidade que é resolvida ao longo do tempo.

  97. Eu posso dizer que nunca chamei um jogador rival de bicha ou o juiz de viado.

    Ja chamei o juiz de ladrao e os rivais de perna de pau.

    Meu pai fez um bom trabalho me ensinando como me comportar nos estadios, e sou muito grato por isso.

  98. Sim. Você tem esta opção. Dentro do mundo do futebol, sim. É como chamar um jogador de Diabo Loiro, A Besta, a Fera. Imagina Leônidas da Silva, o Diamante Negro. Hoje, ele perderia o belo apelido (e nós perderíamos uma boa marca de chocolates) …

  99. Meu pai me levou aos estádios ainda no começo dos anos 90. Nunca o vi chamando alguém de macaco, viado, favelado e etc. Esse foi meu exemplo. E quando vejo aqui pessoas, que podem ser pais, dizendo ser o estádio de futebol um mundo paralelo em que é permitido estravasar todos os recalques, preconceitos, frustrações e fantasias proibidas no mundo “real”,fico com pena dos filhos deles.

  100. Cara, que bom que vc fala por vc msm. E a minha opinião própria é q o q vc escreveu é carregado de preconceito e intolerância. E não, nem todo mundo “é nojento e asqueroso” e, mesmo assim, se alguém é, não precisa “aceitar” e se conformar, o ideal é tentar melhorar, não? Sem mais.

  101. Ola pessoal! eu acho que desde que, uma pessoa não dependa da outra pra nada nessa vida, que ela viva da maneira que ela quiser, é que nem diz a musica do Zeca, cada um, no seu cada um, e deixe o cada um dos outros, poxa vamos ser Racionais, a vida é bela quando se sabe viver.

  102. Eu SÓ POSSO falar por mim mesmo. Afinal, são as minhas convicções, minhas opiniões baseadas no que vi, vejo e vivi. Vai ter gente que vai concordar comigo e vai ter gente que não. E o que eu escrevi não é preconceito ou intolerância, é raiva. Que cai naquilo que disse, é justamente essa coisa de querer impor que resulta nessa raiva, por motivos óbvios, não são apenas e exclusivamente esses motivos. E sim, pra mim, o ser humano não vale nada. E se alguém for e quiser aceitar ser dessa maneira, qual o problema? Quem somos nós pra apontar o dedo pra alguém e dizer o que é certo ou errado? O ideal é sempre tentar melhorar, beleza. Mas o que é bom pra você, pode não ser bom pra mim, vice-versa. Não dá pra ser bom o tempo inteiro simplesmente porque o ser humano não colabora. Por isso que eu sempre duvido de discursos prontos, será que você é realmente isso aí que tanto prega? Ou usa isso como mera cortina de fumaça pra esconder de quem realmente é?

  103. Essa é a melhor de forma de não mudar: exigir que só alguém perfeito possa propor mudanças. Não se trata de ser melhor, se trata de estar disposto a repensar.
    E sobre o que é próprio da raça humana, quem determina isso? Se errar é humano, refletir sobre os erros e mudar é igualmente humano. A escravidão, o holocausto, a violência contra mulheres… são erros que a humanidade cometeu no passado e hoje são amplamente rejeitados. Quantas pessoas você conhece hoje que são a favor da escravidão? Com certeza bem menos do que haviam nos séculos passados.
    O que não podemos é achar que vai chegar uma época em que estaremos nos comportando de maneira ideal e por isso não devemos mudar.

  104. É como disseram nos comentários abaixo, nenhum de nós está inteiramente livre de preconceitos, mas um coisa é você ter preconceito com quem come pizza com ketchup por exemplo, e outra completamente diferente é você ter preconceito de cunho racial ou sexual. Isso eu nunca vou aceitar e achar que faz parte da cultura do futebol. Só posso dizer que eu sinto vergonha de quem acha que ser politicamente correto é algo ruim.

  105. Você muda quando reflete sobre si próprio. E quem é a única pessoa que pode fazer isso? Sim, você mesmo. Se você não quer fazer isso e está feliz assim, quem sou eu pra chegar e te dizer o que é certo ou errado? E quem determina o que é próprio da raça humana só você pode dizer. Se você refletiu, pensou e repensou sobre diferentes coisas e aí sim, de fato, procura após isso ser uma pessoa MELHOR (lembrando que o melhor aqui pode ser uma questão bastante relativa), parabéns pra você. Isso aí que tu cultiva é exclusivamente seu. E sobre a escravidão, quantas dessas que são contra a escravidão e se tornaram escravo de outras maneiras? Escravos de ideologias (seja ela política, religiosa, etc.)? Escravos do seu próprio trabalho? E isso com certeza passa despercebido hoje em dia. Comportamento ideal é um contexto muito amplo e vai se aplicar de diversas formas em diferentes culturas. Quem muda, muda porque realmente quer mudar, não porque X ou Y tão falando o que se deve ou não fazer.

  106. Estamos treinando a proxima geracao de torcedores, mas mais importante de cidadoes. Como voce age na frente dos teus filhos os ensina mais do que sentar com eles e conversar.

    Meu filho mais velho (4 anos), por exemplo, ADORA botar o pe encima da bola, igualzinho a como eu faco quando domino bolas que ele chuta pra mim. Nunca parei e disse “filho, faz assim, oh!”, ele simplesmente imitou o que viu eu fazer. Um exemplo entre inumeros que eu percebo nele e nos meus outros filhos.

  107. O que me deixa triste aqui nem é a matéria. Mas a quantidade de comentários apagados.Mostra que nossa sociedade é doente, não sabe conviver com o diferente e acha normal rotular as pessoas. E mostra que educação é um bem raro em nossa sociedade. Só podemos lamentar.

  108. De modo geral, acredito que os filhos se espelham mais pela atitude do que pelos conselhos dos pais. Até porque o “faça o que digo e não faça o que eu faço” não funciona nem para a criança.

  109. Foram os meus comentários, diga-se de passagem. Mas vindo de quem veio não me surpreende.

    Hoje está falando aqui sobre preconceito, mas eu vou lembrar do motivo que provavelmente levou o UOL a tirar o blog dele da página principal, que foi justamente um monte de pessoas, igual esses militantes de Internet que vieram aqui apontar o dedo na minha cara por causa de minha opinião, o acusando de machismo porque postou a opinião dele sobre futebol feminino, que eu até na época respeitei o ponto de vista do autor.

    Tenho certeza de como o mesmo deve ter se sentido desconfortável e injustiçado por ter sido rotulado por algo que até eu também acredito que ele não seja, que é machista.

    Espero que não dê uma de “dono da bola” e não apague essa minha conta junto com o meu comentário também, embora eu ache que irá fazer, infelizmente.

  110. Por essas e outras o futebol está tao chato, meu isso é a zoeria que tem de torcida pra torcida, não quer isso em seu meio, simples vá jogar xadrez.. Mas não estrague ou piore o futebol. Patético o comentário da jornalista, entrevistar torcida é assim mesmo, creio que pela vasta experiência ela já sabia disso.

  111. Rodrigo, você está comparando coisas que são completamente diferentes. Naquele post, eu não ofendi ninguém, nem defendi um preconceito. Defendi, de maneira idiota, diga-se, que futebol feminino é um saco, e que por isso ninguém devia se preocupar com ele. Note que eu mesmo digo nesse momento que é uma opinião infeliz, mas que eu não ofendi ninguém, não disse nada contra as mulheres.

  112. Outra coisa é que eu não dou uma de dono da bola, eu sou o dono da bola, e como dono dela, eu exijo respeito a todos os que participam do jogo. Apaguei seus comentários porque eles eram desrespeitosos. Se você tivesse me xingado, eu ia apagar esse também, mas você não xingou, então pode falar o que quiser, inclusive, como muita gente diz e eu não apago, que eu sou a única coisa ruim da Trivela.

  113. por fim: não rotulei você. apenas impedi que comentários como aqueles fossem lidos pelos leitores. se fosse um ou dois, eu teria só apagado. como não foram, bani dos comentários. é uma política de respeito aos outros leitores.

  114. como você bem sabe, não há nada que impeça você de criar ilimitados emails e voltar aqui. se você for respeitoso, ninguém vai apagar nada seu, nem te impedir de comentar. se não for, sempre que eu ver, apagarei, e colocarei na lista de bloqueados.

  115. Podem te chamar de China? Mais que isso, de China sujo? Evidentemente que não, certo? É o que você está defendendo para os outros.

  116. Eu não defendo homofobia. Não defendo o que fizeram com aquele jogador de vôlei, não defendo o Richarlyson ser agredido, enfim…nada disso.

    Apenas acho, na minha opinião que você não precisa concordar, que chamar o goleiro de “bicha”, são paulino de bambi, e no lado do meu Corinthians, o pessoal zoar com o Ronaldo naquele episódio dos travestis e do Sheik por conta do selinho, são coisas que fazem parte da provocação do futebol e do cotidiano. Existe pessoas que realmente são homofóbicas, mas a maioria delas apenas fazem de zoação.

    Como eu usei de exemplo anteriormente, você pode chamar de retardado alguém que se comporta de maneira infantil, mas não pode falar isso para um portador de deficiência mental. No Chaves, o Girafales era sacaneado por ser magro…mas não vou zoar com a magreza de alguém que sofre de anorexia. Assim como não necessariamente me chamarem de favelado por ser corintiano configura preconceito, mas por outro lado você falar isso pro faxineiro do seu prédio é extremamente grosseiro e preconceituoso. E por aí vai…acho que o bicha se encaixa igual. Você pode tirar sarro do seu amigo são paulino, do seu amigo que gosta de Wanessa Camargo…mas aí você chamar de bicha um homossexual, muda também o contexto.

    Sim, nas outras postagens eu me exaltei e saí do tom, já que eu não suporto ser julgado por algo que eu não sou, e não vi sinceridade nenhuma em muitas das pessoas que vieram me atacar. Peço desculpas por isso, por ter abaixado o nível também…mas eu comento desde os tempos da Futebol Europeu, e a regra é sempre eu comentar de modo civilizado. Estou aberto a qualquer debate com respeito, e achei legal a compreensão de sua parte.

    Abraços.

  117. Meu caro, eu discordo de você, mas se todos os seus comentários tivessem sido assim, não só eu não teria apagado nenhum como as pessoas não teriam se sentido incomodadas. É o que você disse: errou o tom. Nesse tom, você sempre será bem-vindo, ainda que eu discorde. Um abraço.

  118. Eu acho que no próximo estádio lotado que tiver no Brasil, a torcida em peso deveria gritar. “A mãe do Marcus Benevides é puta.. olê olê olá! O Marcus Benevides dá o cu, olê olê olá! O Marcus Benevides é um chorão olê olê olá! O Marcus Benevides nasceu no lixo, olê olê olá! O Marcus Benevides só come banana pois é um macaco, olê olê olá!” Que todos os estádios do Brasil, pelos próximos 60 anos cantem exaustivamente assim. Todos os jogos, sem exceção, o Marcus Benevides deve ser humilhado e xingado. Bom, e espero que ninguém reclame. E o próprio Marcus Benevides tem que ficar calado e não abrir a boca pra reclamar. Porque pertencemos à raça humana e é normal humilhar ele. E quem começar a protestar contra isso será um hipócrita. Tô só seguindo a lógica dele…

  119. Sim, e você vai estar em todos os jogos cantarolando sobre mim, mas quando chegar em casa vai sentar na cadeira do computador e mandar o textão se dizendo contra tudo isso aí que tu tá falando porque é legal pagar de bom moço hoje em dia hahahahaha

    =***

  120. O preconceito que vcs inventam pra se dar bem? Saiam do futebol antes que ele se acabe. Esse esporte é secular sempre teve disso.

  121. Me desculpe , entendo como verdadeiro seu post reflerindo o mundo de hoje . Porem , nao da para negar que a cada dia o futebol está mais chato e agora mais essa . Não pode bandeira , não pode papel picado , não pode cerveja , não pode… Não pode ….. Boa parte deste não pode é criado por pessoas que se julgam supwriores e menospresam os supostos inferiores . Me sinto ofendido por não poder tomar minha gelada na arquibancada , me sinto ofendido por não poder tremular minha bandeira …

  122. Por essas e outras que o futebol brasileiro esta perdendo a graça… Não pode nem mais zuar os adversários que já é taxado de homofóbico, preconceituoso…

  123. TODAS as pessoas são preconceituosas e discriminam umas às outras no dia-a-dia! O problema na verdade está no radicalismo externado (baseado em algum preconceito) como, por exemplo, agredir alguém fisicamente simplesmente por não gostar daquele tipo de pessoa.

  124. “01) Discriminação é a ação de diferenciar. A discriminação nasce da capacidade que o ser humano tem de fazer ESCOLHAS. Uma pessoa que, na hora do almoço, opte por não se servir de churrasco, mas coloque no prato um pedaço de tofu praticou a DISCRIMINAÇÃO contra o churrasco. Discriminar não é uma atitude imoral, pelo contrário, é uma atitude inerente ao ser humano. Durante o curso de nossas vidas, estamos constantemente discriminando, inclusive pessoas. Afinal, é humanamente impossível nos relacionar com TODAS as pessoas do planeta, então nós escolhemos algumas pessoas com as quais nos relacionaremos (as que ficaram de fora dessa escolha foram discriminadas) e mesmo dentro desse grupo, nossa atenção é repartida de forma desigual. Algumas pessoas pelas quais guardamos maior predileção recebem mais atenção e outras menos, na proporção direta dos nossos valores, daquilo
    que consideramos importante ou daquilo que nos agrada (isso também é discriminar). A palavra discriminação foi tão martelada pela mídia nos últimos anos que ganhou uma conotação pejorativa, mas conforme pode compreender quem entendeu a explicação acima não há nada de errado em discriminar.”

  125. “02) Preconceito é o conceito que temos sobre determinado objeto, fato ou situação de forma prévia ao momento em que experimentamos esse objeto, fato ou situação. Todos nós temos preconceitos e, sem eles, a vida seria simplesmente impossível. Alguém que nunca tenha experimentado comer peixe cru pode ter uma reação de ojeriza ao mero pensamento de fazê-lo, sem nem mesmo ser capaz de imaginar o gosto que tem a iguaria e, portanto, sem de fato saber se esse gosto agrada ou não ao seu paladar. Essa é uma reação de preconceito. Cada ser humano tem seu próprio limite em relação a experimentar o novo e esse limite tende a ser mais restrito à medida que envelhecemos. Aquilo que não experimentamos enquanto novos vai se tornando cada vez mais difícil que experimentemos enquanto vamos avançando nos anos. Os preconceitos são gerados a partir de experiências que nossa estrutura psicológica considera “semelhantes” à experiência sobre a qual estabelecemos um conceito prévio ou por determinadas ideias com as quais entramos em contato e que as acatamos como justas, pertinentes ou verdadeiras. Sobre o preconceito gerado por experiência semelhante, podemos dar o exemplo da situação em que um indivíduo não queira viajar para o Mato Grosso. Em dado momento da vida dele, ele esteve em uma cidade desse estado, foi destratado e ele acredita que a situação vai se repetir se ele retornar lá. Assim, com base em uma experiência passada, ele diz “mato-grossenses são mal-educados”. Percebam que a experiência humana não é capaz de reagir de forma independente a cada uma dos elementos do conjunto “mato-grossenses”, até porque nenhum ser humano é capaz de conferir por si só o grau de educação de cada mato-grossense que existe. Assim, resta se reportar à experiência passada e extrair dela o pathos geral que será atribuído às possíveis ocorrências futuras da mesma experiência. Da mesma forma que a palavra “discriminar” a palavra “preconceito” sofreu todo tipo de deturpação semiótica, não há nada de errado com aquilo à qual ela se refere e, na verdade, a vida seria inviabilizada se só pudêssemos formular conceitos à posteriori.”

  126. Parabéns! Espero que este seja um de muitos outros textos nesse sentido. Ah, e parabéns à repórter tb. Ela deu uma lição no torcedor de maneira inteligente e pertinaz. Não é demais salientar que as mulheres tb são vítimas de preconceito em várias áreas, mas ela demonstrou um valor imenso, com dignidade e sabedoria. Parabéns a todos. Uhuuu, vai Palmeiras!

  127. Impressionado com a quantidade de pessoas q acha q a repórter se autopromoveu, que não deveria ter corrigido o palmeirense (destilar homofobia na TV é um direito, então?) e q não vê nada demais em chamar os outros de bicha pq senão o futebol “fica chato” (pra mim o q torna o futebol legal são outras coisas, enfim…).

    Pelo menos temos uma noção de pq o mundo chegou a este ponto.

  128. Sem dar opiniões sobre os comentários, engraçado ver como, se vc comentar algo contrário, eles apagam. Que exemplo de democracia. E aí vem falar de preconceito, lição de moral…País da HIPOCRISIA!

  129. ACHO MELHOR NINGUÉM DAR MAIS ENTREVISTAS PRA ESSAS REDES DE TV, PQ VAI LEVAR “LIÇÃO DE MORAL” DOS HIPOCRITAS.

  130. Não é pagar de bom moço. É ser uma pessoa com atitudes normais e usando como princípio o “seu direito vai até onde começa o meu”. Tá errado sair falando essas merdas preconceituosas porque as outras pessoas têm direito a viver em paz. Não é porque um babaquinha quer ficar falando merda em estádio de futebol que devemos esquecer os direitos dos outros.

  131. Duvido muito que Gabriela Moreira demonstrasse tanta indignação se o palmeirense tivesse dito “bambis” em vez de “bichas”. A meu ver, tudo não passou de um grande mal-entendido, uma vez que o entrevistado poderia estar se referindo a torcedores do São Paulo em geral, não importa a orientação sexual de qualquer um deles.
    A bronca faria sentido se o cara tivesse sido flagrado se dirigindo a um homossexual com termos como “viado” ou “bicha” (que nesse caso poderiam de fato soar ofensivos). Mas como se trata de uma zoação como qualquer outra, imagino que a repórter do ESPN tenha se precipitando ao arrotar uma lição de moral no palmeirense sem a menor necessidade, como se ele fosse o vilão da história.

  132. Talvez o termo “bicha” não tenha sido adequado, mas não acredito em homofobia por parte do entrevistado. Ele podia estar apenas fazendo uma provocação aos são-paulinos em geral e essa menina do ESPN simplesmente deve ter interpretado mal a piada. Duvido muito que a “bronca” da repórter (que, por sinal, atua na área esportiva e devia se atentar mais a essa questão da troca de provocações entre torcedores dos principais clubes paulistas antes de querer dar lição de moral) gerasse tanta repercussão se o palmeirense tivesse dito “bambis” em vez da polêmica palavra.

  133. Então eu não vou poder chamar meu amigo tapetense de viado, já que eu estou sendo “preconceituoso”.

  134. Não claro que não vc esta certa escrevi de forma errada. E que nesse caso trava de uma especifica. Mas ódio contra qualquer um não se justifica

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