EXCLUSIVO: Brasil já projeta grupo duro no WBC

Anúncio oficial ainda não foi feito, mas CBBS trabalha com a possibilidade de cair em um grupo latino-americano nas eliminatórias

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A organização do World Baseball Classic ainda não anunciou como funcionarão as Eliminatórias do torneio, previstas para este ano, mas a Confederação Brasileira de Beisebol e Softbol já trabalha com alguns cenários. E todos eles consideram que o Brasil deve cair em um grupo com as outras seleções latino-americanas do torneio.

O ExtraTime conversou com dirigentes da entidade e jogadores da seleção brasileira sobre o WBC. “É muito importante para a gente, pela exposição que pode dar aqui e por mostrar ao mundo que temos potencial de crescimento”, afirmou Jorge Otsuka, presidente da CBBS. “É uma ansiedade grande. Espero que o ano passe rápido, pois temos condições de formar um time bom”, comentou Murilo Gouvea, arremessador do Houston Astros nas ligas menores.

A entidade não quis falar oficialmente, mas muitos dirigentes dão como provável que o Brasil atuará em um grupo latino-americano, contra Colômbia, Panamá e Nicarágua. Só o primeiro teria vaga no WBC. O sistema de disputa seria o mesmo adotado nos grupos de edição 2009 do torneio, em que uma equipe era eliminada ao perder dois jogos. Um dos entrevistados comentou que a seleção jogaria no Panamá, ainda que a confederação considere que ainda é possível que o cenário mude nos próximos meses.

As eliminatórias do WBC estariam programadas para o segundo semestre. A CBBS já teria entrado em contato com as franquias da MLB que têm brasileiros sob contrato, como Royals, White Sox e Astros.

O World Baseball Classic foi criado para ser uma espécie de Copa do Mundo do beisebol profissional. O Japão conquistou o título em 2006 e 2009. As duas primeiras edições tiveram 16 participantes. Para 2013, a organização ampliou para 28 equipes, criando uma fase eliminatória.

Além de Brasil, Colômbia, Nicarágua e Panamá, também disputarão uma das quatro vagas do WBC África do Sul, Alemanha, Canadá, Espanha, Filipinas, França, Grã-Bretanha, Israel, Nova Zelândia, República Tcheca, Tailândia e Taiwan. Já têm vaga assegurada Austrália, Coreia do Sul, China, Cuba, Estados Unidos, Holanda, Itália, Japão, México, Porto Rico, República Dominicana e Venezuela.

A Libertadores do beisebol

Conheça a Série do Caribe, torneio que decide quem manda no beisebol da América Latina

Junge achou que uma mudança de continente poderia ajudar a relançar sua carreira no beisebol. Ele ficou em 2008 no Japão e 2009 na Coreia do Sul. ‘Agora eu sou um veterano estrangeiro’, ele diz. ‘Eu tinha 32, estava mal, acabado. Então me falaram de jogar na liga de inverno na Venezuela. Isso me salvou’.

A Venezuela é uma major league virtual. Junge arremessou pelos Navegantes del Magallanes, time de Valencia, e seu campo interno consistia em Pablo Sandoval dos Gaitns na terceira base, Elvis Andrus e Andrés Blanco, ambos dos Rangers, como shortstop e segunda base, e Miguel Montero, dos Diamondbacks, na primeira. O estádio balançava. Brigas poderiam surgir nas arquibancadas e policiais ficavam perto das linhas do campo com cães de guarda. Após cada home run, torcedores enlouquecidos podiam atirar cerveja no outro e os cães latiriam muito. Junge se encontrou.

Os parágrafos acima são de uma reportagem da revista ESPN norte-americana de setembro de 2011 sobre Eric Junge, arremessador que participou de apenas dez jogos da MLB (em 2002 e 2003) e ainda tenta descobrir o caminho para retornar à elite. O trecho retrata um universo beisebolístico vibrante, com clima que o brasileiro imagina para o estádio de futebol. O mesmo texto comparava o clássico entre Navegantes e Leones (de Caracas) como o Yankees x Red Sox da América Latina. O New York Times, em outra reportagem, foi além, e disse que nenhuma rivalidade nos Estados Unidos se compara ao duelo de Los Eternos Rivales.

O beisebol caribenho merece atenção. Com ligas no inverno do hemisfério norte (a exceção é a Liga Mexicana de Béisbol), não coincidem com o calendário da MLB. Assim, muitos latino-americanos – e até norte-americanos – que atuam nos Estados Unidos pedem permissão para defenderem algum clube de seu país durante o recesso da Major League. Algumas franquias relutam em conceder com medo de contusões ou de seus milionários contratados serem vítima da violência, mas outras até veem benefício na medida, pois sabem que seus atletas se manterão em forma física e técnica, atuando por ligas de alto nível técnico e com altíssimo grau de competitividade e pressão.

O ápice da temporada caribenha começa nesta quinta. Leones del Escogido, da República Dominicana, Yaquis de Obregón, do México, Tigres de Aragua, da Venezuela, e Indios de Mayagüez, de Porto Rico, se encontram na Série do Caribe. Para o brasileiro mais acostumado ao futebol, seria o equivalente à Libertadores do beisebol.

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Tigres reforçam hegemonia no beisebol venezuelano
– Indios de Mayagüez ganham título em Porto Rico
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Trata-se de um torneio bastante tradicional. Foi criado em 1949, reunindo os campeões de Cuba, Porto Rico, Venezuela e Panamá. Em 1960, com a Revolução Cubana, o beisebol da ilha se tornou oficialmente amador e o torneio caribenho foi descontinuado. Quando recomeçou, em 1970, não tinha mais representantes de Cuba e Panamá, chegando ao modelo parecido com o atual.

Para o futuro, fala-se no retorno do Panamá ao torneio, junto com a inclusão de Colômbia e Nicarágua. No entanto, as recém-recriadas ligas profissionais dos três países precisam se consolidar melhor. Cuba tem convite permanente para o torneio, mas não o aceita desde 1970. Por nações, o maior campeão é a República Dominicana, com 18 títulos. Porto Rico tem 14, Cuba e Venezuela têm 7, México tem 6 e o Panamá tem 1.

Cada time carrega consigo o orgulho de seu país, tanto que competem com uniformes com as cores da bandeira nacional e podem se reforçar com jogadores de outros times de sua liga. O torneio é realizado em sede única, que varia a cada ano. Em 2012, será em Santo Domingo, capital de Rapública Dominicana. Em 2013 será em Hermosillo, norte do México.

Para quem quiser acompanhar a Serie do Caribe de 2012, veja quem está disputando e escolha para quem torcer. O regulamento é simples: quadrangular em dois turnos. Quem ganhar mais jogos é campeão:

LEONES DEL ESCOGIDO

Estádio: Quisqueya (13.186 lugares)
Títulos nacionais: 14
Títulos caribenhos: 3
Como se classificou: campeão da Lidom (Liga de Béisbol Dominicano)
Destaques: Andy Dirks, Julio Lugo, Julio Borbón, Fernando Rodney, Francisco Liriano

Favorito ao título. Primeiro, porque joga em casa. Segundo, porque montou uma equipe bastante forte, cheia de jogadores da MLB. O destaque é Julio Borbón, líder de aproveitamento no bastão na série final da Lidom com 35,5% e segundo em corridas (5) e rebatidas (11). Andy Dirks, do Detroit Tigers, foi o responsável por impulsionar a corrida do título nos 6 a 5 do jogo 9 contra as Águilas Cibaenas e também merece atenção. No montinho, o principal nome é Aneury Rodríguez, que fez duas partidas nas finais com duas vitórias e ERA de 0,77. O fechador é Fernando Rodney, que teve passagens decentes por Tigers e Angels e está sem contrato para 2012.

YAQUIS DE OBREGÓN

Estádio: Tomás Oroz Gaytán (13.000 lugares)
Títulos nacionais: 6
Títulos caribenhos: 1
Como se classificou: campeão da LMP (Liga Mexicana del Pacífico, liga de inverno, não confundir com a Liga Mexicana de Béisbol)
Destaques: Bárbaro Cañizares, Randy Keisler, Marco Carrillo, Rolando Valdez

Atual campeão caribenho, os Yaquis chegam embalados para tentar o bi. O time de Ciudad Obregón venceu as finais da Liga Mexicana do Pacífico ao varrer os Algodoneros de Guasave em quatro partidas. Bárbaro Cañizares, primeira base ligado ao Atlanta Braves, fez uma temporada muito boa na LMP, com 31,2% de aproveitamento no bastão e 20 home runs. O grande nome no montinho é Randy Keisler (7 vit, 3 der, ERA de 3,33), jogador que teve passagens apagadas na MLB e foi ao Caribe em busca de uma liga que lhe permitisse seguir no beisebol de um bom nível técnico. Marco Carrillo, com ERA de 2,72, também é uma segurança de muitas entradas de qualidade.

TIGRES DE ARAGUA

Estádio: José Pérez Colmenares (12.647 lugares)
Títulos nacionais: 9
Títulos caribenhos: 1
Como se classificou: campeão da LVBP (Liga Venezolana de Béisbol Profesional)
Destaques: Ramón Ramírez, Jorge Cortés, Brian Sweeney, Yorman Bazardo, Tyson Brummet, Alberto Bastardo,

O principal destaque ofensivo da equipe no Campeonato Venezuelano foi Ramón Castro, mas ele não está no elenco para a Série do Caribe. Assim, a responsabilidade cai no outfielder Jorge Cortés e no catcher Gustavo Molina, dois rebatedores de força. Entre os arremessadores, o grande nome das finais da LVBP foi Yorman Bazardo. No entanto, o time se reforçou com Tyson Brummet e Brian Sweeney, ambos dos Tiburones de La Guaira e vinculados a times da MLB, para a Série do Caribe.

INDIOS DE MAYAGÜEZ

Estádio: Isidoro García (10.500 lugares)
Títulos nacionais: 17
Títulos caribenhos: 2
Como se classificou: campeão da Liga PR (Liga de Béisbol Profesional de Puerto Rico)
Destaques: Randy Ruiz, Nelson Figueroa

A liga porto-riquenha é a que vive pior momento no beisebol caribenho. Os clubes não conseguem se sustentar financeiramente e há uma constante ameaça de encerramento das atividades. Os Indios chegam à República Dominicana confiando nas rebatidas de Randy Ruiz (ex-primeira base de Minnesota Twins e Toronto Blue Jays), que deve estar em condições de jogo depois de se contundir na última partida das finais em Porto Rico. Para a Série do Caribe, a equipe se reforçou com o veterano Nelson Figueroa, arremessador do Houston Astros. Na LigaPR, ele defendeu os Criollos de Caguas e teve ERA de 2,50 em três partidas. Ainda participou da série final da Lidom pelos Leones del Escogido.

 

 

UBIRATAN LEAL | Os novos ricos

Como Tigers, Nationals, Marlins, Angels e Rangers se tornaram os protagonistas do mercado de contratações na MLB

Todo ano é a mesma coisa. Torcedores dos Yankees, dos Red Sox e ultimamente dos Phillies ficam esperando a enxurrada de craques que seus times contratarão para alimentar uma das maiores rivalidades dos esportes. Claro, eles farão ofertas astronômicas para inibir qualquer outra equipe a tentar concorrer pelos melhores jogadores sem contrato. Por isso, não havia quem achasse que um dos dois (ou ambos) levariam Albert Pujols e Prince Fielder, mesmo com Mark Teixeira, Adrián González e Ryan Howard na primeira base. Também levariam CJ Wilson, Yu Darvish ou Gio González para reforçar a rotação. E José Reyes não seria uma má ideia para ter um shortstop bom na defesa, bom no bastão e bom correndo bases.

Mas novaiorquinos e bostonianos ficaram chupando o dedo. Fielder foi para Detroit, Pujols e Wilson para Anaheim, Darvish para Dallas, Reyes para Miami e González para Washington. Todas contratações milionárias, do tipo que só Yankees, Red Sox, Phillies e, nos momentos de delírio, Cubs faziam. A investida pesada desses times mostra uma nova etapa do sistema econômico da MLB. Uma etapa em que os canais de TVs regionais têm força cada vez maior no faturamento das franquias.

Na MLB, os contratos nacionais de TV não são tão importantes quanto na NFL. ESPN tem os direitos do Opening Day e um jogo de quarta e outro de domingo à noite. A Fox tem uma partida no sábado e parte dos playoffs (incluindo a World Series). A TBS tem a outra parte dos playoffs (não inclui a World Series). Como praticamente todo dia tem rodada cheia (com 15 jogos), o percentual de jogos transmitidos em rede nacional é bem pequeno.

Por isso, a relação do torcedor de beisebol é muito grande com o canal esportivo regional. E, ao contrário das sucateadas TVs educativas brasileiras, são empresas com alguma força, até porque a maior parte está ligada à Fox ou à NBC. Elas pagam pelos direitos de transmissão de todos os jogos de temporada regular da equipe para o mercado local. Esse direito se sobrepõe, inclusive, aos das redes nacionais. Ou seja, um Yankees x Red Sox de domingo à noite é transmitido pela ESPN para todos os Estados Unidos, menos em Nova York e na Nova Inglaterra, onde o clássico fica no canal local.

Os canais regionais que se estruturaram mais rápidos e conseguiram oferecer dinheiro significativo para os times foram os dos mercados mais consolidados. Isso fez a diferença econômica entre franquias de Nova York, Los Angeles, Chicago, Boston e Philadelphia explodirem em relação aos demais. Veja o ranking das maiores folhas salariais no início da temporada 2010:

1)      New York Yankees
2)      Boston Red Sox
3)      Chicago Cubs
4)      Philadelphia Phillies
5)      New York Mets
6)      Detroit Tigers
7)      Chicago White Sox
8)      Los Angeles Angels of Anaheim
9)      Seattle Mariners
10)  San Francisco Giants
11)  Minnesota Twins
12)  Los Angeles Dodgers*
13)  St Louis Cardinals
14)  Houston Astros
15)  Atlanta Braves
16)  Colorado Rockies
17)  Baltimore Orioles
18)  Milwaukee Brewers
19)  Cincinneti Reds
20)  Kansas City Royals
21)  Tampa Bay Rays
22)  Toronto Blue Jays
23)  Washington Nationals
24)  Cleveland Indians
25)  Arizona Diamondbacks
26)  Florida Marlins
27)  Texas Rangers
28)  Oakland Athletics
29)  San Diego Padres
30)  Pittsburgh Pirates

*Já efeito dos problemas econômicos da família McCourt. Dois anos antes, os Dodgers eram sétimo no ranking.

Essa lista reflete o que entendemos hoje por times mais ricos e mais pobres. Afinal, ela privilegia as franquias que resolveram antes a questão de suas TVs regionais. Mas é um fenômeno cíclico. Duvida? Então vamos às maiores folhas salariais de 1998:

1)      Baltimore Orioles
2)      New York Yankees
3)      Los Angeles Dodgers
4)      Atlanta Braves
5)      Texas Rangers
6)      Cleveland Indians
7)      Boston Red Sox
8)      New York Mets
9)      San Diego Padres
10)  Chicago Cubs
11)  San Francisco Giants
12)  Anaheim Angels
13)  Houston Astros
14)  Colorado Rockies
15)  St Louis Cardinals
16)  Seattle Mariners
17)  Kansas City Royals
18)  Chicago White Sox
19)  Toronto Blue Jays
20)  Milwaukee Brewers
21)  Arizona Diamondbacks
22)  Philadelphia Phillies
23)  Tampa Bay Rays
24)  Minnesota Twins
25)  Oakland Athletics
26)  Cincinnati Reds
27)  Detroit Tigers
28)  Florida Marlins
29)  Pittsburgh Pirates
30)  Montréal Expos

As duas listas são muito diferentes. E o motivo é evidente. Nos anos 90, o boom não era das TVs regionais, mas dos novos estádios. A partir do Oriole Park, inaugurado em 1992, a MLB descobriu que era possível aumentar significativamente a média de público – e, portanto, o faturamento em bilheteria e em venda de produtos – com a construção de estádios modernos, mas com jeito acolhedor. Nada de nave espacial. O negócio é ser grande, espaçoso, confortável e cheio de lojas, mas parecer um estádio antigo. O que os americanos chamam de “retro ballpark”.

Os times que entraram rápido nessa onda tiveram aumento radical na sua renda. Foram construídas arenas nesse estilo em Baltimore (1992), Cleveland (1994), Dallas/Arlington (1994), Denver (1995) e Atlanta (1996). Isso teve impacto direto nos investimentos no elenco. Basta ver a posição de Orioles, Indians, Rangers e Braves no ranking de 1998. Apenas Yankees e Dodgers, que já possuíam torcida fanática e estádios enormes podiam fazer frente.

A fase dos estádios retrô está praticamente encerrada. Quase todas as franquias estão de casa nova ou conseguiram remodelar as antigas para se adaptarem à nova realidade. Com isso, houve uma consolidação econômica e a lógica de que o time de mercado grande fatura mais e o time de mercado pequeno fatura menos se restabeleceu. Uma lógica que ficou mais evidente com as redes regionais crescendo antes nos mercados mais fortes.

VEJA TAMBÉM:
As últimas do mercado da MLB
– Fielder fecha com os Tigers por valor astronômico
– Darvish fecha com os Rangers por US$ 60 milhões
– Nationals e González acertam extensão de contrato
– Miami acerta a contratação de Carlos Zambrano
– Imprensa de LA divulga detalhes de contrato de Pujols

Agora, os times de mercados médios estão em fase de renovação de contrato de suas TVs regionais. E esses canais já estão mais consolidados, a ponto de pagarem valores muito (muito mesmo) maiores que anteriormente. A receita dos clubes cresceu repentinamente, e o resultado disso são mais investimentos. Detroit levou Victor Martínez e Prince Fielder para se tornar a grande potência do Meio-Oeste. Washington levou Jayson Werth e pagou valores impressionantes para os recrutados Stephen Strasburg e Bryce Harper para ameaçar os Phillies. Texas contratou Darvish e Adrián Beltré para concorrer com os Angels (apesar de ser de Los Angeles, têm espaço de mercado muito menor que os Dodgers e, por isso, tem potencial econômico menor), que botaram a mão no bolso para ficarem com CJ Wilson e Pujols.

Obs.: o Miami entra em uma categoria à parte. O time ainda está na fase de transição dos estádios antigos para os retrô. Então, o boom econômico dos Marlins tem a ver com a projeção de aumento na receita de estádio. E é por isso que dirigentes de Rays e Athletics querem tanto sair de seus estádios conceitualmente antiquados.

A expectativa desses times é usar o novo dinheiro do canal esportivo regional para melhorar o time. Isso pode criar um zunzunzum na cidade, que manterá em bom nível a receita de bilheteria e a audiência da própria TV local, criando um processo autossustentável.

Isso não significa que a era de domínio econômico de Yankees, Red Sox e Phillies tenha acabado. Esses três times ainda lideram o ranking de folhas salariais. Além disso, em alguns anos a MLB passará por algum outro fenômeno, que alçará o faturamento das franquias em alguma frente pouco explorada hoje. É só um ciclo. E os times médios querem aproveitar o momento favorável para encurtar a distância. Podem até fazer bobagem e ficarem comprometidos até o final da década. Mas estão tentando fazer algo novo. Melhor para o público em geral.

Brasileiro renova com Royals por mais um ano

MVP das finais de liga panamenha, outfielder brasileiro assinou contrato de ligas menores com clube

As ligas de inverno da América Latina deram bons resultados para Paulo Orlando. O brasileiro, MVP das finais da Liga Profesional de Béisbol de Panamá, assinou contrato de um ano com o Kansas City Royals.

O contrato é válido para as ligas menores. Orlando, jogador mais próximo a se tornar o primeiro brasileiro na MLB, começou nas categorias de base do Chicago White Sox, mas foi negociado com os Royals em setembro de 2008. Seu contrato havia terminado na temporada passada e ele estava livre para negociar com outras equipes.

“Os Royals fizeram contato ainda durante o campeonato panamenho. Foi mais fácil aceitar porque sei que eles já conheciam meu trabalho, não tem de começar do zero”, comentou ao ExtraTime. Segundo o jogador, o Kansas City não disse em que equipe de base ele deve ficar neste ano.

Em 2011, Orlando atuou por Omaha Storm Chasers (time de Triple-A dos Royals) e Northwestern Arkansas Naturals (Double-A), onde terminou a temporada com 30,5% de aproveitamento no bastão. Depois, foi liberado para atuar em uma liga de inverno da América Latina. Defendeu os Roneros de Chiriquí, do Panamá. Foi campeão e MVP das finais, com aproveitamento de 56,5% e 2 home runs.