Parece que a Copa América 2016 vai rolar mesmo. Já fizeram até o desenho da bola oficial

O modelo será basicamente o mesmo da próxima temporada da Premier League

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A limpa que o FBI fez na cartolagem das Américas deixou a Copa América Centenário na berlinda. Claro, os dirigentes de Conmebol e Concacaf que (ainda) não foram presos ou indiciados estão claramente com medo de viajar aos Estados Unidos ou a países com acordo de extradição com os EUA. Assim, quem é que iria comandar o torneio realizado em solo norte-americano?

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Bem, uma reunião na semana passada ratificou a realização do torneio, e parece que vai acontecer mesmo. O ótimo Footy Headlines, fonte constante de vazamento de novos modelos de camisas, bolas e chuteiras, apresentou o desenho que a Nike preparou para a bola oficial do torneio.

O modelo da bola teria base na Nike Ordem IV, a mesma que será utilizada na temporada 2016/17 da Premier League. A imagem acima é só um esboço do desenho que a peça terá, pois a tecnologia e estrutura em si ainda está em desenvolvimento.

O italiano que quer mudar o futebol das Américas, e acabar com a Libertadores que conhecemos

A MP & Silva tomou o lugar de Traffic e TyC como principal agência de mídia do futebol das Américas, e pretende unificar torneios de Concacaf e Conmebol

Nenhum sobrenome tem tanto a cara do Brasil quanto “Silva”. Mas o Silva dessa história não tem nada de brasileiro. Nasceu em Milão, filho da família dona da Italsilva, uma das maiores indústrias químicas da Itália. Mas os rumos profissionais levaram Riccardo Silva a chegar à América Latina. E, agora, ele tem um plano para mudar a cara do futebol de todo o continente, do Alasca à Terra do Fogo. O que poderia reformular a Copa Libertadores a ponto de ela se tornar algo que ninguém a reconheceria.

Essa história atravessa o mundo. O primeiro capítulo foi na Itália, onde Silva entrou na onda da primeira explosão de negócios da internet. Em 1998, criou a MP Web, empresa que provia conteúdo em vídeo de futebol. Vendeu a empresa, trabalhou como agente de celebridades italianas e assumiu o Milan Channel. O conhecimento desse mercado fez que, ao lado de Andrea Radrizzani, fundasse a MP & Silva. A empresa, com sede em Cingapura, trabalharia com a negociação de direitos de transmissão de eventos esportivos.

Durante anos, a MP & Silva ficou à margem do noticiário brasileiro. A empresa dos italianos tem um portfólio gigantesco, mas trabalhava mais no mercado asiático e europeu. Mas, aos poucos, Riccardo Silva foi atravessando o Oceano Atlântico para chegar às Américas. A ponte era natural, pois a maior parte dos torneios que vendia à Ásia eram latino-americanos (Copa América, Eliminatórias da Copa, Libertadores, Sul-Americana, amistosos do Brasil e da Argentina, Campeonato Brasileiro e Copa do Brasil, entre outros).

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Ainda assim, o mercado de transmissão de direitos do futebol latino-americano era dominado pela brasileira Traffic e a argentina Torneos y Competencias. Até que o FBI quebrasse essa estrutura, investigando líderes das duas empresas, além de prender diversos cartolas da Concacaf e da Conmebol.

Pode ser coincidência, mas a MP & Silva começou a ganhar espaço. Em parceria com o ex-defensor Paolo Maldini, Riccardo Silva será dono do Miami novo time da NASL, segunda principal liga profissional dos Estados Unidos. Agora, a nova investida é mais ousada: aproveitar o embalo da Copa América Centenário, que unificará Concacaf e Conmebol, para criar a Americas Champions League.

A primeira notícia sobre a ideia de criar um torneio pan-americano de clubes é de julho, mas começa a parecer cada vez mais séria. Em entrevista ao site Sports Business Daily, Silva apresenta números sobre o que representaria o projeto. “As Américas têm uma população combinada 30% maior que a Europa. Um torneio dessa escala pode valer mais de US$ 500 milhões em direitos de TV e de marketing, enquanto que os torneios da Concacaf e da Conmebol, somados, valem hoje apenas US$ 100 milhões.

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O sistema de disputa seria simples, com 64 clubes divididos em uma fase de grupos, com chaves regionais nas etapas iniciais, jogos em meio de semana e início em fevereiro. Segundo Silva, cada time poderia receber um mínimo de US$ 5 milhões, com prêmios que cresceriam gradualmente de acordo com o avanço da equipe, chegando a US$ 30 milhões para o vencedor. No total, US$ 440 milhões seriam distribuídos para os clubes.

Mais que os números, são os nomes envolvidos que chamam a atenção. O empresário disse ter feito consulta com vários clubes brasileiros, mencionando Corinthians e Flamengo como exemplos, e teria recebido sinal verde. O próximo passo seria conversar com equipes de EUA e México, e contaria com Paul Tagliabue (ex-chefão da NL) como consultor.

Se o projeto der certo, a MP & Silva estaria dando o passo definitivo para ocupar o espaço que o FBI deixou vago de principal empresa de marketing esportivo das Américas. E o italiano que começou com uma empresa para vídeos na internet se tornaria o herdeiro de J. Hawilla.

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As chaves brasileiras da Copa Sul-Americana 2015 estão definidas. Confira

Serão três duelos regionais, inclusive com revanche de uma semifinal da Copa do Nordeste

Acabou a terceira fase da Copa do Brasil, finalmente sabemos quem vai para as oitavas de final. E também quem “caiu” para a Copa Sul-Americana. O chaveamento, sorteado na semana passada, tinha muito mais interrogações do que certezas, mas, agora, já sabemos quem pega quem. Confira:

– Brasília x Goiás
– Joinville x Atlético Paranaense
– Bahia x Sport
– Ponte Preta x Chapecoense

O vencedor de Brasília x Goiás pegará o vencedor de Joinville x Atlético Paranaense. Quem passar de Bahia x Sport enfrentará Huracán ou Tigre, ambos argentinos. O melhor entre Ponte Preta x Chapecoense encontrará um entre Universidad Católica-EQU, Danubio-URU, Libertad-PAR e Santiago Wanderers-CHI.

 

Veja como ficaram as chaves da Copa Sul-Americana e quem seu time pode enfrentar

Os confrontos estão definidos, só resta saber que time ocupará cada vaga. São 13 com chances

A Conmebol não se emenda. Até fez um esforço há dois anos para realizar sorteio de campeonatos com tudo acertadinho, mas já avacalhou de novo. Foi assim na Libertadores de 2015, e ficou ainda pior na Copa Sul-Americana. O torneio teve suas chaves sorteadas nesta quinta, e sobraram Brasil 1, Brasil 5 e Brasil 7 para todo lado. Fica aquela coisa misteriosa, e ninguém sabe direito o que significa aquilo todo. Bem, por isso estamos aqui. Vamos dar uma traduzida para você.

MAPA: Explore os estádios dos 87 clubes da Copa do Brasil de 2015 neste mapa interativo

O sorteio deixou as chaves assim:

– Brasil 8 x Brasil 3
– Brasil 7 x Brasil 2
– Brasil 6 x Brasil 4
– Brasil 5 x Brasil 1

Meio bagunçado, deixando o cruzamento olímpico (1×8, 2×7, 3×6, 4×5) de lado, mas isso é o de menos no momento. O que importa é: quem serão esses times?

Brasil 1 a 6

Como ocorre há três anos, os participantes da Sul-Americana são os melhores times do Brasileirão do ano anteiror que não estejam classificados para as oitavas de final da Copa do Brasil. Essas equipes ficam com as 6 primeiras vagas. Quatro delas já têm donos, mas os outros dois classificados e a ordem de todos os seis dependem de como terminar a terceira fase da Copa do Brasil. Veja quem são as equipes que podem entrar nessas vagas, pela ordem:

1) Grêmio
2) Atlético Paranaense*
3) Santos
4) Sport
5) Goiás*
6) Coritiba
7) Chapecoense*
8) Joinville*
9) Ponte Preta
* Já eliminados da Copa do Brasil. Desses, apenas o Joinville ainda não está assegurado na Sul-Americana

Brasil 7

Vaga do campeão da Copa do Nordeste de 2015. Teoricamente, ela pertence ao Ceará, mas o Vovô ainda está vivo na Copa do Brasil e, se eliminar o Tupi (o jogo de ida foi 0 a 0 em Fortaleza), cederá essa vaga ao vice-campeão Bahia. No entanto, o Tricolor baiano também está na disputa da Copa do Brasil e, se passar pelo Paysandu (jogo de ida: 3 a 0 Papão em Belém), deixa a vaga para o Vitória (já eliminado da Copa do Brasil).

Brasil 8

Única vaga em que não há dúvida. É do Brasília, campeão da Copa Verde de 2014.

Por que a posição da Conmebol sobre atitude de Jara é tão importante

Entidade tem a oportunidade de estabelecer um limite do que é aceitável ou não no futebol sul-americano

A malandragem e a intimidação fazem parte do futebol sul-americano como o dinheiro faz parte da vida do Real Madrid e do Barcelona. Por décadas, aceitou-se que os gramados se transformassem quase em arenas de telecatch em partidas da Libertadores, sempre com olhar muito, digamos, “generoso” da arbitragem. Essas práticas já diminuíram, mas ainda há resquícios de um jogo provocador, que desafia os limites da regra a todo momento. A dedada de Jara em Cavani no Chile x Uruguai desta quarta é um sinal disso, e por isso é tão importante o que a Conmebol decidirá fazer com o jogador chileno.

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A entidade pode punir o zagueiro por dois caminhos. Se o árbitro brasileiro Sandro Meira Ricci relatou a agressão em sua súmula, basta a comissão disciplinar da confederação julgar o caso e estabelecer a punição. Se o lance foi omitido, o julgamento teria de ser feito com base nas imagens da TV. O regulamento da Copa América não prevê punições por provas em vídeo, mas até a imprensa chilena reconhece que a Conmebol poderia lançar mão desse dispositivo para corrigir um eventual silêncio de Ricci. A pena poderia ir de um a três jogos.

Há muitas coisas em jogo nesse debate. Do ponto de vista político, o Chile deve fazer pressão para que nada ocorra para aumentar suas chances de conquistar um título inédito diante de sua torcida. Na pior das hipóteses, os chilenos aceitariam empurrar o caso para após a Copa América, mesmo que isso tirasse o jogador de algumas partidas das Eliminatórias para o Mundial da Rússia.

No entanto, duas potências do continente gostariam de ver uma punição rigorosa a Jara. O Uruguai, ressentido pela expulsão de Cavani e pela eliminação, deseja que se faça justiça de alguma forma. E, de acordo com vários relatos vindos do Chile, o Brasil também está de olho em todas as ações do comitê disciplinar da Conmebol, pois considerou a punição de quatro jogos a Neymar muito pesada e quer se certificar que os demais casos também sejam julgados com rigor.

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Mas o que está em julgamento não é a força política do Chile, do Uruguai ou do Brasil. É que tipo de atitude se aceita dentro do futebol sul-americano. É desenhar no chão o limite do que é a malandragem saudável, que faz parte da identidade futebolística latino-americana, do que é a provocação antiética e antiesportiva, que não deve continuar existindo.

Se a Conmebol não punir Jara ou estabelecer uma pena leve (multa, por exemplo), ela dará passe livre para que outros jogadores repitam o zagueiro chileno. Se houver uma suspensão pesada, ficará claro para qualquer jogador que há um limite na provocação, e colocar o dedo em uma área íntima do adversário está do lado errado dessa linha imaginária.

O futebol da América do Sul é fascinante e único por diversos motivos. A paixão em campo e nas arquibancadas, a técnica no gramado, a intensidade do jogo e, sim, a malandragem também. Mas isso engloba agressão sexual? A Conmebol dará a resposta.

Grondona diz que botou as mãos em jogos de Santos e Corinthians na Libertadores. O que aconteceu neles?

As duas partidas mencionadas pelo cartola argentino tiveram arbitragem contestada na época

As Caixas de Pandora da Conmebol e da Concacaf já foram abertas. Talvez tenha acontecido o mesmo com a do futebol argentino. Neste domingo, o canal argentino América revelou o conteúdo de várias conversas de Julio Grondona, presidente da AFA entre 1979 e 2014 (ano em que faleceu), gravadas em 2013 pela Justiça local em uma investigação de lavagem de dinheiro em transações de jogadores. O programa teve o pomposo nome de “As escutas da máfia do futebol argentino” e mostrou várias negociações sobre tabela de jogos, manipulação na escolha de árbitros e um incentivo ao Colón para ajudar o Independiente a escapar do rebaixamento.

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No meio de tudo isso, dois clubes brasileiros são citados. Grondona comemora a atuação do árbitro paraguaio Carlos Amarilla no jogo de volta entre Corinthians e Boca Juniors na Libertadores de 2013. Segundo o dirigente, o juiz foi “o melhor reforço do Boca no último ano”.

A conversa visava definir os apitadores de Boca Juniors x Newell’s Old Boys nas quartas de final daquela mesma Libertadores. Após a escolha dos nomes, o cartola diz a seu interlocutor (Abel Gnecco, presidente da comissão de arbitragem da AFA) para prestar atenção nos bandeirinhas escolhidos, pois eles poderiam executar o plano que os árbitros atrapalhariam. “Em 64, quando jogamos com o Santos, eu ganhei de Leo Horn, que era holandês, com os dois bandeiras”, afirmou Grondona.

Mas como foram esses dois jogos?

O Corinthians 1×1 Boca Juniors de 2013 é recente e está na memória de muito torcedor brasileiro, sobretudo dos corintianos. O vídeo abaixo mostra vários dos lances polêmicos do empate que classificou o Boca Juniors.

O Santos x Independiente de 1964 é um pouco mais misterioso, mas há pistas de que realmente teve arbitragem ruim. As duas equipes se enfrentaram nas semifinais da Libertadores, com vitória argentina por 3 a 2 no Maracanã e por 2 a 1 em Avellaneda. Os santistas buscavam o tricampeonato continental e os rojos tinham como presidente da subcomissão de futebol um cartola ascendente chamado Julio Grondona, então com 33 anos. As duas partidas tiveram o mesmo árbitro. Não era nenhum holandês chamado Leo Horn, mas o inglês Arthur Holland. O sobrenome do juiz pode ter se confundido com a nacionalidade na memória de Grondona 49 anos depois.

Relatos da época e até esse compacto em vídeo dão conta que o placar da partida de volta foi justo, sem momentos de polêmica. A resposta poderia ser no jogo de ida, em que o Peixe abriu 2 a 0 e sofreu a virada. Não há vídeos na internet com lances desse duelo, mas jornais do dia seguinte concordam em dois pontos: o Santos se acomodou depois de abrir vantagem e a arbitragem não foi das melhores.

Segundo a Folha de São Paulo, Holland foi bem, mas os bandeirinhas paraguaios Cabrera e La Rosa foram fracos (clique aqui para ver a imagem ampliada).

Relato de Santos 2x3 Independiente na Folha de Sâo Paulo de 16 de julho de 1964
Relato de Santos 2×3 Independiente na Folha de Sâo Paulo de 16 de julho de 1964

O Correio da Manhã, do Rio de Janeiro, publicou que o árbitro deixou de assinalar várias faltas e houve muitos impedimentos não marcados em favor dos argentinos (clique aqui para ver a imagem ampliada).

Correio da Manhã de 16 de julho de 1964
Correio da Manhã de 16 de julho de 1964

Os dois textos não deixam claro o quanto a arbitragem, sobretudo os assistentes, teria influenciado o resultado da partida ou o comportamento das equipes, mas reforçam a tese de que os bandeiras teriam errado acima da média, ponto principal da menção de Grondona a esse jogo na conversa grampeada pela Justiça argentina.

Os comentários de Grondona são genéricos e não quantificam sua participação nas eliminações de Santos e Corinthians, mas evidencia uma proximidade suspeita com o dia a dia das arbitragens e dão motivos para os dois alvinegros paulistas reclamarem veementemente. E ainda abre a perspectiva de que poderia ter ocorrido coisas parecidas em vários outros jogos durante décadas.

O xingamento a Zuñiga revela um Neymar mais humano

Camisa 10 merece várias críticas pela partida ruim contra a Colômbia – menos pelo entrevero com o lateral

O Brasil fez uma péssima partida contra a Colômbia, o que significa dizer que Neymar esteve mal. E esteve mesmo. Perdeu bolas que não costuma perder, não teve ideias tão claras em campo e ainda estava irritadiço ao extremo. E dá para elencar uma série de possíveis razões para isso: os problemas fiscais na Espanha, o futebol débil da Seleção, o reencontro com Zúñiga em jogo oficial, o desgaste da temporada, a força do adversário, as arbitragens ruins, a marcação exageradamente dura que recebe ou apenas uma noite pouco inspirada. Criticar a atuação do camisa 10 brasileiro é fácil e sobram argumentos, mas a discussão com Zúñiga no meio da partida não é um deles.

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Uma câmera do Canal Plus espanhol, que acompanhou os movimentos de Neymar, flagrou um bate boca do brasileiro com Zúñiga. Pelas imagens (não há áudio), o jogador do Barcelona reclama do colombiano e parece dizer, em espanhol, “depois você me liga para pedir desculpas, filho da puta”. Pronto, foi o ponto de partida para dizerem que ele não sabe perder, que só sabe reclamar, que é mal educado, que é mimado, que ele mentiu ao dizer que havia perdoado o colombiano, que ele isso, que ele aquilo.

Claro que um craque deve superar os obstáculos que qualquer defesa lhe impuser, como provocação e marcação ríspida. E ele pode ser criticado caso o adversário consiga desestabilizá-lo. Mas o xingamento em si, remetendo ao infeliz encontro com Zúñiga nas quartas de final da Copa do Mundo, não tem nada de condenável.

Ele reclamou de forma agressiva e soltou um palavrão. Como todos os jogadores fazem diversas vezes durante qualquer partida. Neymar não usou termo racista, xenófobo, homofóbico ou com qualquer outro tipo de preconceito, tampouco atacou a filha do lateral colombiano (como alguns torcedores brasileiro fizeram ano passado). Foi um xingamento comum de jogo, e, de tão comum, não significa também que ele tenha mentido quando perdoou Zúñiga. Ele pode perfeitamente ter perdoado, mas se irritou com alguma dividida e reclamou.

Tente-se colocar alguns segundos no lugar de Neymar. Você perdoa o cara que te deu uma joelhada nas costas durante a Copa do Mundo na sua casa e o tira do resto do torneio. Mas, no segundo encontro, você recebe uma entrada mais dura dele. É muito difícil manter a serenidade, ainda mais com tantos outros problemas ao redor. O xingamento é humano. Eu já fiz isso. Você já fez isso.

A única diferença dessa discussão de tantas outras é que um dos protagonistas é seguido por uma câmera durante os 90 minutos. Se houvesse uma em Filipe Luís, outra em Murillo, e mais uma em Thiago Silva, certamente surgiriam mais imagens de atletas disparando palavrões para colegas. Jogo jogado.

Criticar Neymar por isso é exagero, é procurar defeitos em qualquer coisa.E nem precisava fazer tanta força, pois o camisa 10 do Brasil deu vários motivos. Jogou mal e foi expulso corretamente. Pronto, já há elementos para uma avaliação negativa sobre sua participação na derrota brasileira. Senão, deixa de ser crítica. Vira perseguição barata. E de perseguição boba o país já está cheio.

Neymar, muitas vezes, é acusado de ser excessivamente marqueteiro, de se preocupar apenas com a imagem. O xingamento a Zuñiga revela um sujeito normal, que se irrita, que tem dias ruins. O xingamento a Zuñiga revela um Neymar mais humano – e haja humanidade na partida contra a Colômbia…

Estamos em estado de choque após ver a chamada da Copa América 2015 na TV japonesa

Aprenda como pegar uma ideia ruim, fazer algo ainda pior em cima e ter um resultado espetacular

Maradona está tentando ensinar o filho a jogar bola, percebe que o pimpolho não tem talento para a coisa e pensa: “ele precisa ver Messi jogando para aprende um pouco”.  Dito e feito, o garoto vê a Copa América e passa a acertar uns petardos no ângulo.

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Pode dizer, a ideia é estúpida e é impossível algum canal de TV usá-la como forma de promover suas transmissões da Copa América. A não ser que seja no Japão, porque a TV japonesa tem a missão de usar as distribuir ao planeta os vídeos mais incrivelmente surreais que o ser humano produziu.

Foi o que aconteceu. A Sky PerfecTV pegou o enredo acima e conseguiu fazer uma propaganda sensacional em cima da pior história.

Dica e tradução de Tiago Bontempo, dono do sempre recomendado blog Futebol no Japão.

Lei paraguaia impede polícia de investigar documentos e dinheiro na sede da Conmebol

Edifício em Luque, região metropolitana de Assunção, tem proteção legal semelhante a de uma representação diplomática estrangeira

Homens com coletes do FBI entram e saem de um edifício comercial. Levam computadores e várias pastas com papeis, muitos papeis. Qualquer evento que envolve pessoas com identificação da polícia federal norte-americana parece automaticamente algo importante ou gravação de um filme. No caso da manhã da última quarta em Miami Beach, não era cinema. Eram agentes recolhendo documentos na sede da Concacaf para alimentar a investigação que fez uma devassa no futebol das Américas. Uma cena que ainda pode ser vista de alguma forma em vários outros escritórios, menos na Conmebol.

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A questão não é se há ou não documentos importantes ou suspeitas razoáveis em torno do edifício localizado em Luque, na região metropolitana de Assunção. O problema é legal. Nenhuma autoridade paraguaia tem poder para entrar na sede da Confederação Sul-Americana para qualquer operação, de uma simples busca a confisco de bens e documentos.

É uma situação surreal, revelada pelo jornal paraguaio ABC Color nesta quinta.  Em 1997, a sede da Conmebol ainda estava em construção. Nicolás Leoz, cheio de poder naquele momento, conseguiu convencer a Câmara, o Senado e o presidente Juan Carlos Wasmosy a aprovar uma lei que dava ao prédio a inviolabilidade de “mesmo alcance que a estabelecida nas seções 3 e 4 da Convenção sobre os Privilégios e Imunidades das Nações Unidas”. Basicamente, os escritórios da Conmebol ganharam a mesma proteção de uma representação diplomática (embaixada ou consulado) estrangeira.

A situação é tão surreal que não é apenas o espaço físico e os materiais que estão dentro do edifício que estão protegidos. A lei dá privilégios para bens comprados para uso da Conmebol (de material para decoração até carros de uso dos dirigentes) até ao dinheiro que a entidade opera.

Esse dispositivo foi utilizado em 2013. O uruguaio Luis Cubilla (autor do gol do Uruguai contra o Brasil na semifinal da Copa de 1970) havia falecido, e sua família cobrava o Olimpia por dívidas da época em que treinou o clube paraguaio. A Justiça deu ganho de causa aos Cubillas e embargou a premiação do clube pela participação na Libertadores daquele ano. No entanto, como o recurso da competição internacional era da Conmebol, a decisão não pôde ser executada.

Essa lei pode causar diversos problemas para qualquer autoridade que tente investigar a Conmebol. No mínimo, terá de passar por cima da lei, alterá-la ou convencer os cartolas da entidade a colaborarem voluntariamente com a polícia. Eis uma missão difícil para o FBI resolver.

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Veja quem são os cartolas presos na Suíça. José Maria Marin está entre eles

Dirigentes detidos a mando da Justiça americana são ligados a Concacaf e Conmebol

A quarta amanheceu quente em Zurique. Logo nas primeiras horas do dia, a polícia suíça entrou no congresso da Fifa para prender diversos dirigentes – entre os quais José Maria Marin, ex-presidente da CBF, e Nicolás Leoz, ex-presidente da Conmebol – a pedido da Justiça dos Estados Unidos. As acusações são diversos esquemas de corrupção e lavagem de dinheiro da entidade nos últimos 20 anos, o que inclui o processo de escolha das sedes das Copas do Mundo de 2018 e 2022.

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Os cartolas detidos são ligados à Conmebol e à Concacaf. Joseph Blatter não foi indiciado, mas a previsão é de que as prisões tenham um impacto grande nas eleições presidenciais da entidade, programadas para esta sexta. O suíço é favorito a sua quarta reeleição diante da concorrência de Ali bin Al-Hussein, príncipe da Jordânia.

As autoridades não haviam divulgado a lista de dirigentes detidos, mas o jornal New York Times divulgou uma relação com base em informações que seus repórteres teriam apurado dentro das autoridades suíças.

José Maria Marin – brasileiro, ex-governador de São Paulo 1982-83), ex-presidente da CBF (2012-15) e ex-presidente do Comitê Organizador da Copa 2014;

Nicolás Leoz – paraguaio, ex-presidente da federação paraguaia (1971-73 e 1979-85), ex-presidente da Conmebol (1986-2013) e membro do Comitê Executivo da Fifa de 1998 a 2013;

Eugenio Figueredo – uruguaio, ex-presidente da federação uruguaia (1997-2006) e ex-presidente da Conmebol (2013-14);

Jack Warner – trinitário, ex-presidente da Concacaf (1990-2011)

Jeffrey Webb – caimanês, presidente da federação das Ilhas Cayman (desde 1991) e presidente da Concacaf (desde 2012)

Eduardo Li – costarriquenho, presidente da federação costarriquenha (desde 2007) e representante da Concacaf na Fifa

Julio Rocha – nicaraguense, ex-presidente da federação nicaraguense (1988-2012)

Costas Takkas – caimanês, secretário-geral da federação caimanesa

Rafael Esquivel – espanhol, presidente da federação venezuelana (desde 1988)

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