Uma versão artística para o resumo da Copa, porque nunca é demais relembrar a Copa

Confira esse clipe em animação com os grandes momentos da Copa. Ficou muito bom

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Richard Swarbrick é um ilustrador inglês que tem se especializado em realizar versões em animação de grandes momentos do esporte. E, claro,tinha de fazer da Copa do Mundo. Mas ele não pegou apenas um lance. Fez um clipe inteiro com grandes lances do Mundial.

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Ficou bem demais. Aproveitem:

Final da Copa em versão Lego tem até a imagem do Cristo Redentor no por do sol

Veja a reprodução em bonequinhos de blocos do Alemanha 1×0 Argentina que decidiu o título mundial

A gente continua curtindo nossa depressão pós-Copa do Mundo. Agora, uma fossa em versão Lego, porque nunca é demais ver a versão Lego de partidas. Confira abaixo como os bonequinhos de blocos criados na Dinamarca reproduzem o Alemanha 1×0 Argentina que decidiu quem manda no futebol mundial pelos próximos quatro anos. Ficou tão legal que fizeram até a reprodução da imagem do Cristo Redentor diante do por do sol.

A BBC caprichou em seu clipe de encerramento da cobertura da Copa do Mundo

Sim, já estamos começando a sentir a depressão pelo fim do Mundial. E nos deixem curtir essa fossa em paz!

Já podemos estar com depressão pós-Copa, certo? Então vamos curtir essa fossa. O primeiro passo é ficar relembrando o que se foi, como um filme na cabeça. É que, nesse caso, é um filme mesmo. Olha só o vídeo de encerramento da cobertura da Copa 2014 que a BBC preparou, com direito a Gary Lineker apresentando e tudo.

É, já está dando saudades. Parece que faz tanto tempo…

A Copa que lavou a alma das Copas do Mundo

Nos campos e nas arquibancadas, o Mundial de 2014 deu uma nova cara ao torneio. Ainda bem

A Copa do Mundo de 2014 não acabou. Exatamente, ela não acabou. Você viu o Brasil dar vexame nas semifinais, a Alemanha vencer a Argentina na final, Lahm levantar o troféu, as placas na beira do Maracanã mostrarem um “nos vemos na Rússia”. Viu tudo o que pode caracterizar o encerramento do torneio. Mas o Mundial não acabou. E ainda demorará muito para acabar.

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Muita gente já está olhando para o que ocorreu no último mês e concluindo que estivemos diante de uma das melhores Copas de todos os tempos, talvez a melhor. O Brasil teve resultados surpreendentes na organização, ainda que jamais devamos esquecer os diversos erros cometidos. A população brasileira também ajudou, criando clima de hospitalidade e festa dificilmente igualáveis. Mas o que realmente marcou neste Mundial foi o que ocorreu dentro dos estádios.

A Copa do Mundo estava com dificuldade para se justificar tecnicamente falando. As três últimas edições, justamente as que coincidiram com a internacionalização completa do futebol, foram fracas. Em 2002, o excesso de zebras matou a possibilidade de jogos épicos entre grandes potências. Em 2006 e 2010, o defensivismo foi a tônica, e alguns jogos de alto nível técnico se misturavam com os ruins pelo denominador comum: a falta de gols.

Não foi raro, nesses momentos, pessoas defenderem o fim do futebol de seleções, dizerem que a Copa do Mundo estava morrendo com a globalização dos clubes, que o torcedor não tinha mais a mesma conexão com aquilo tudo, que era um modelo em decadência. Nem alguns bons sinais em Eurocopas, como a edição de 2008, serviam de consolo.

O Mundial de 2014 acabou com isso. Dentro de campo, as seleções apresentaram estilos ofensivos. A média de gols beirou os 3 ao final da primeira fase. O índice caiu no mata-mata, mas não por renúncia das equipes em buscar o placar a seu modo. Se Copas do Mundo mostram tendências – na verdade, o mais justo é dizer que elas reforçam as tendências já existentes nos clubes – para o futebol, a sensação é que o momento é dos ataques. Novas formações ofensivas, novas estratégias para propor o jogo ou para explorar os buracos do adversário. Já tem sido assim na Champions League. No final, a Copa terminou igualando o recorde de gols em números absolutos (171, empatado com 1998).

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A grande novidade, porém, veio das arquibancadas. Os Mundiais viraram uma ode à assepsia da Fifa. Tudo bonitinho, tudo organizadinho, tudo asséptico. Esse padrão foi repetido no Brasil, mas nem a entidade conseguiu impedir o furacão latino-americano. E isso deu um molho extra ao torneio.

Para mexicanos, costarriquenhos e sul-americanos, um Mundial no Brasil é uma oportunidade raríssima de ver o torneio in loco. E foram diversas marés. As amarelas de Equador e Colômbia, a verde do México, as azuis de Argentina e Uruguai, as vermelhas de Costa Rica e Chile. Os brasileiros, ainda que com comportamento errático em alguns momentos, entraram na brincadeira. Não se abstiveram de secar os grandes, tirar sarro, saudar os grandes craques. E, nos confrontos entre sul-americanos, pudemos ver grandes duelos de torcedores.

O som de fundo da Copa foi diferente. As arquibancadas jogavam. Os hinos viraram armas como a haka do rúgbi neozelandês. A torcida procurava desestabilizar. Tirar sarro era obrigação moral. E, enquanto o jogo rolava, as cidades paravam. O planeta viu a paixão brasileira pelo futebol, viu a paixão latino-americana pelo futebol. O mundo do futebol precisava disso.

Em 2014, o futebol retomou contato com o segundo continente mais vitorioso do esporte, com o continente que revelou algumas das melhores equipes da história. Retornou a uma de suas paradas preferidas, e se sentiu novamente em casa. A Copa do Mundo precisava disso. Ela ganhou um novo fôlego, um novo ar. E isso não será esquecido. Por isso, o Mundial do Brasil não acabou. Porque o que aconteceu no último mês servirá de referência para o que pode ser o futebol de seleções.

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É injusto, mas compreensível: por que Messi foi eleito o melhor da Copa

A escolha do craque argentino foi resultado das circunstâncias, tão contestáveis quanto conhecidas

Lionel Messi sobe os degraus do Maracanã como a criança que achou que ganharia o videogame, mas viu o Papai Noel trazer um par de meias. Não conseguia esconder a decepção, ainda que esse presente de Natal antecipado fosse a Bola de Ouro. Um prêmio que poderia coroar o que tantos lhe cobravam: uma grande Copa do Mundo. A questão é que o Mundial de Messi não foi tão marcante, e a conquista individual soa mais como um consolo exagerado do que como uma consagração. Mas… é plenamente compreensível essa escolha por parte da Fifa.

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Messi fez uma boa Copa. Limitado fisicamente durante todo o torneio – sua mobilidade lembrava a do final de temporada do Barcelona, e não a do jogador que está por todos os lados do campo –, foi marcado com mais facilidade do que de costume. Ainda assim, aproveitou-se das poucas oportunidades em que tinha liberdade para decidir.

Foi assim contra Bósnia-Herzegovina, Irã, Nigéria, Suíça e Bélgica. Boas atuações, mas nada espetacular como Maradona em 1986, a dupla Ronaldo em 2002 ou Zidane de 2006, mas ele se destacou. Na semifinal ficou preso na forte marcação. Na decisão contra a Alemanha foi muito bem no primeiro tempo, mas pareceu sentir algo e foi se apagando. O saldo? Uma boa participação, com momentos decisivos, que talvez lhe vale um lugar na seleção do torneio. Mas não foi o melhor jogador. Não foi nem o melhor jogador da Argentina.

O problema é que a eleição da Fifa não é feita por um colegiado que analisa cada caso e chega a um consenso. A eleição era feita por jornalistas, com voto direto em turno único, muitas vezes antes da final. Desta vez, foi um “colegiado” selecionado pela Fifa. Inevitavelmente, grandes personagens e grandes nomes acabam atraindo seguidores. E, nesse ponto, a Copa do Mundo sempre contou sua história em cima de craques que chamaram a responsabilidade para decidir.

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Esse padrão favorece jogadores que sejam destaques individuais de suas seleções. Basta ver quem foram os últimos cinco vencedores da Bola de Ouro: Ronaldo em 1998, Kahn em 2002, Zidane em 2006, Forlán em 2010 e Messi em 2014. Todos chegaram até a última semana da Copa e eram os responsáveis por decidir os jogos de suas equipes. Isso acaba pesando na hora de se dar o voto, ainda mais no caso de registrá-lo antes de sair o campeão.

Nisso, Müller de 2014 pagou pelo mesmo pecado de Ronaldo e Rivaldo em 2002 e Xavi e Iniesta em 2010. Teve de repartir votos com companheiros devido a um time com vários jogadores decisivos. Messi ganhou terreno por ser o jogador decisivo da outra seleção finalista, mesmo que Mascherano talvez tenha feito uma Copa melhor. Até porque as boas atuações do volante se devem justamente ao fato de Alejandro Sabella ter montado uma equipe que se sacrificava muito para que o camisa 10 pudesse decidir.

No final, Messi não fez a Copa que gostaria, que o colocasse definitivamente entre os 3 ou 5 maiores de todos os tempos. Mas fez uma Copa boa, e com perfil que o levou a ganhar a Bola de Ouro. Um prêmio injusto, mas plenamente compreensível.

Argentinos refazem a música, e cutucam brasileiros por ficarem sempre torcendo contra

Prepare-se, porque estão pintando novas versões do “Brasil, decime que se siente”

Basta um grupo de três argentinos se juntar que já começa a vir o som: “Brasil, decime que se siente…”. Essa virou uma das trilhas sonoras da Copa, goste você ou não da Argentina. E é bom se acostumar, porque novas versões começaram a pintar pelo Rio de Janeiro. Claro, a goleada que o Brasil sofreu da Alemanha é um elemento novo, mas as novas letras têm como tema principal o espírito de secador que tomou conta dos brasileiros. A gozação agora é com o fato de, a cada dia, o Brasil aparece torcendo por um time diferente.

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Abaixo vão três letras que estão sendo espalhadas entre os argentinos. O Impedimento mostrou outra, que tem até vídeo com a hinchada cantando.

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Quem é quem: conheça todos os jogadores de Argentina e Alemanha

Um a um, veja quem são os personagens (entre protagonistas, coadjuvantes e figurantes) que contarão o capítulo final da Copa de 2014

Copas do Mundo marcam a épocas, e quem as conquista se transforma em personagem importante dessa história. Por isso, os 23 alemães e os 23 argentinos que entrarão no gramado do Maracanã neste domingo sabem que poderão deixá-lo como herois. Ou como vilões.

Para ficar ligado no que cada um deles pode fazer, resolvemos resgatar o Quem É Quem de nosso guia da Copa do Mundo. Nele você pode encontrar detalhes dos jogadores convocados por Joachim Löw e Alejandro Sabella, e projetar o que o duelo do Maracanã pode fazer na biografia de cada um deles.

Obs.: as informações não foram atualizadas com o que ocorreu durante o Mundial.

Alemanha
Argentina

A melhor coisa que Felipão pode fazer a si é assumir o fracasso e pedir demissão

Cogitar a permanência no cargo é ter mais vaidade e apego ao poder do que respeito ao torcedor

David Luiz foi uma tragédia no Brasil x Alemanha. A braçadeira de capitão parece ter pesado demais, e o zagueiro se colocou como responsável por desfazer tudo o que estava dando errado no jogo. Acabou piorando a situação. Mas foi poupado de críticas pesadas. Foi carisma, foi crédito acumulado nos jogos anteriores e foi… a entrevista.

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Na saída do campo, o zagueiro chorava. Chorava e pedia desculpas, disse que queria apenas dar uma alegria ao povo brasileiro. Assumiu a culpa, mostrou que entendia a dor que o torcedor sentia naquele momento. Deu a cara a tapa. E isso é fundamental. Assumir a vergonha da derrota é mais importante para ter honra e dignidade do que vencer. Uma lição que os comandantes da Seleção não aprenderam.

Luiz Felipe Scolari e Carlos Alberto Parreira são dos dois técnicos mais vitoriosos da história do futebol brasileiro. Ambos conquistaram Copa do Brasil, Campeonato Brasileiro e, raios, ganharam a Copa do Mundo com a Seleção! Grandes conquistas, que colocaram eles em qualquer livro de história do futebol nacional. E é em nome dessa biografia que ambos deveriam assumir sua parte na vergonha e, tal qual um primeiro ministro sem sustentação do parlamento, fazer um harakiri profissional e pedir as contas.

Pedir demissão colocaria os técnicos ao lado dos torcedores entre as pessoas que sofrem com o peso daqueles 7 a 1. Um peso tão grande que o autossacrifício é uma saída viável se for pelo bem comum.

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Foi a atitude de Cesare Prandelli na Itália, mesmo com o técnico tendo um vice-campeonato da Eurocopa de 2012 para justificar uma eventual insistência. Foi a atitude de Alberto Zaccheroni no Japão. Foi a atitude de Hong Myung-Bo da Coreia do Sul. Os três assumiram seus papéis no fracasso de suas seleções e deram o cargo como forma de mostrar ao público que se sentiam envergonhados do que ajudaram a fazer.

No Brasil, isso é quase utopia. Ter um cargo dá poder, dá relevância, afaga o ego. E é difícil largar isso. Zagallo brigou com jornalista que o tratou como demitido do cargo de supervisor da Seleção após a derrota para a Holanda na Copa de 2010. Felipão e Parreira dizem que são culpados com a mesma naturalidade que um jogador diz “respeitamos o adversário, é um time muito bom” antes de pegar em casa um time do interior que é lanterna do estadual. Declarações para cumprir tabela, mas sem um significado íntimo, tanto que os dois comandantes do Brasil tentaram provar que o trabalho foi feito corretamente.

Felipão e Parreira agem como se não entendessem nada de futebol, pois negam o inegável. Não foi com essa atitude alheia à realidade que ambos se tornaram figuras relevantes. E, em consideração à torcida e ao que eles próprios foram, ambos deveriam pedir demissão. É a atitude mais digna e honrada neste momento.

PS.: após o jogo contra a Holanda, Felipão disse que toda a comissão técnica entregava o cargo para a direção da CBF decidir se continuava ou não o trabalho. Isso não é pedir demissão, é a condição natural quando um contrato se encerra. Pedir demissão é não dar margem para permanecer, e isso ainda não ocorreu.

Esse joguinho tosco é um ótimo jeito de lembrar tudo o que rolou na Copa

Ajude um gringo a passar por todos os obstáculos e chegar ao Maracanã para a final

A Copa do Mundo está acabando, e já começa a bater a depressão. Para ocupar sua cabeça transtornada e seu tempo que fica livre com o fato de não ter jogo há dois dias, aí vai uma dica: Gringo Hero, um joguinho tosco de internet que ajuda muito a lembrar muita coisa legal que aconteceu no torneio.

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Você comanda um turista estrangeiro. É só mexer com o cursor para os lados ou para pular, usar a barra de espaço para usar o bastão de beisebol para se livrar dos obstáculos e seguir até a final entre Argentina e Alemanha. No caminho, várias das histórias desse Mundial: black blocks, Pitbull com Claudia Leitte, exoesqueleto, baladas e urina na rua em bairros boêmios, Suárez mordedor, ganenses pedindo dinheiro, turismo na favela, Neymar levando joelhada nas costas, hinchada argentina cantando, Ronaldo passando a coroa de artilheiro para Klose, ponte caindo em BH…

Tudo isso passando por todas as cidades-sede e em jogos marcantes de cada uma delas. Clique aqui e confira. Mas ligue o áudio do computador, porque é um elemento fundamental do jogo.

Desenhista cria adversários à altura do mito Tsubasa

Os maiores craques do mundo real ganharam versões estilo Super Campeões

Qualquer amante de anime ou mangá sabe que o maior jogador da história foi Oliver Tsubasa. Ele levou o Japão ao título mundial juvenil, foi destaque do São Paulo e do Barcelona na saca Super Campeões. E, claro, é capaz de lances de efeito que todo mundo tenta imitar.

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Se no desenho um dos grandes parceiros/rivais de Tsubasa era Rivaul, uma versão de craque claramente inspirada em Rivaldo, agora os dois passam a ter ótimas companhias. O desenhista Frank Leung resolveu criar alguma concorrência à dupla do Barcelona (ou do Catalunya, no caso do anime). Ele fez ilustrações no estilo do Super Campeões para alguns dos maiores jogadores da história do futebol do mundo real. Acima está a versão de Ronaldo. Abaixo vão Pelé e Zidane. Mas, para ver todos os desenhos, clique aqui.

Pelé na versão Supercampeões (Frank Leung)
Pelé na versão Supercampeões (Frank Leung)
Zidane pronto para enfrentar Tusbasa (Frank Leung)
Zidane pronto para enfrentar Tusbasa (Frank Leung)