E aí, será que o Romero realmente pegou o primeiro pênalti da Holanda?

Goleiro argentino defendeu chute de Vlaar, mas replay mostra que talvez a bola tenha entrado

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Ron Vlaar havia sido um dos melhores em campo. Confiante, foi escalado por Louis van Gaal para abrir a disputa de pênaltis contra a Argentina nas semifinais da Copa. O zagueiro bateu mal, Romero acertou o canto e fez a defesa. Fez mesmo?

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Confira o vídeo abaixo. Ele mostra o que aconteceu após a defesa de Romero por três ângulos diferentes. A sensação é de que a bola não passa inteiramente a linha (até porque o relógio do árbitro avisaria), e que Vlaar talvez toque na bola, mas não é tão nítido assim (até porque as imagens são ruins). Bizarro.

Colombianos fazem vídeo para tirar sarro do Brasil

Cafeteros acham que os alemães fizeram justiça ao time que teria roubado para chegar às semifinais

Parte da torcida da Colômbia está com fixação na ideia de que o Brasil comprou o árbitro para vencer o duelo nas quartas de final. Isso criou uma certa sede de vingança dos cafeteros, que queriam ver os brasileiros eliminados como forma de se fazer justiça. Assim, os 7 a 1 da Alemanha foram um prato cheio.

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Veja só o clipe que fizeram, misturando imagens de dança tirolesa, ritmo de cumbia e muita tiração de sarro. É a “Siete Song”:

Trivela na Copa #34: O que resta fazer após os 7 a 1

A Copa 2014 já acabou para o Brasil. Hora de lamber as feridas e começar a discutir o que se pode fazer daqui para frente

Muito já se falou do Brasil 1×7 Alemanha. Então, já é hora de lamber as feridas e começar a discutir o que se pode fazer daqui para frente. Na edição desta quarta do Hangout Trivela na Copa, Bruno Bonsanti e Ubiratan Leal discutem o cenário da seleção brasileira, as opções para o lugar de Felipão e o que se projeta para os próximos anos. Afinal, a Copa de 2018 é logo ali.

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Uma goleada que deu o que falar: Brasil x Alemanha foi o jogo mais tuitado da história

Goleada do Mineirão superou – por larga margem – o Super Bowl 2014

Jogo tenso, com o time da casa, o mais vencedor da história do futebol, prestes a ser eliminado prematuramente da Copa do Mundo em Belo Horizonte. Esse enredo deixou o Twitter agitado no mundo inteiro e fez do pênalti de Jara no Brasil x Chile o momento mais falado na rede de microblogs. Pois o recorde não durou duas semanas. Porque o Brasil voltou ao Mineirão para perder de 7 a 1 da Alemanha e amassar esse recorde.

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O quinto gol alemão, marcado por Khedira, motivou 580.166 tuítes por minuto, passando de muito longe os 389.000 do pênalti perdido por Jara. Mas não foi apenas isso. O Brasil x Alemanha como um todo foi assunto de 35,6 milhões de tuítes. Com isso, ultrapassou o Super Bowl 2014 (25,3 milhões) como o evento esportivo mais tuitado na história dos microblogs.

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Veja abaixo como foi, minuto a minuto, a atividade do Twitter durante Brasil x Alemanha:

http://cartodb.com/v/worldcup/match/?TC=x&vis=31ed2e2a-06ce-11e4-8c1d-0e230854a1cb&h=t&t=Brazil,FFCC00%7CGermany,B40903&m=7%2F8%2F2014%2017:00:00%20GMT,7%2F8%2F2014%2018:52:00GMT&g=108%7C11,23,24,26,29,87,97#/2/-17.5/-5.6/0

Torcida foi treinada para ter cara de estádio, mas não se preparou para teste definitivo

Cantar, provocar a Argentina, tudo bem. Mas precisa apoiar na derrota

A seleção brasileira é um time de futebol como tantos outros. Tem uma camisa mais pesada, tem mais títulos, tem bons jogadores, mas ainda é um time de futebol. E, tanto quanto qualquer clube de cidade do interior, precisa de uma torcida que saiba empurrar. Esse foi um dos ensinamentos da Copa de 2014. Quando os mexicanos igualaram os brasileiros em barulho na segunda rodada da primeira fase, ficou claro que o Brasil precisava criar uma cultura de torcida de estádio em torno de sua equipe nacional.

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A mobilização foi grande, e teve sucesso. Dezenas de músicas surgiram na mídia, algumas poucas acabaram escolhidas naturalmente pelas arquibancadas. E o Brasil torceu, fez barulho, brigou com os argentinos no gogó, empurrou nos momentos difíceis contra Chile e Colômbia.

Uma coisa surgiu, os brasileiros já sabem que precisam abraçar sua seleção. Mas faltava o teste final, e ele não era gritar “é campeão!”. Faltava seguir amando e apoiando mesmo nos péssimos momentos. Como algumas torcidas de clubes já fizeram ao aplaudir suas equipes após derrotas ou eliminações. E, nesse teste, houve quem fosse reprovado nesta terça.

Alguns torcedores deixaram o Mineirão no meio do primeiro tempo. É verdade que o placar estava em 4 ou 5 a 0 quando essas pessoas tomaram a decisão de voltar para casa, mas ainda havia 60 minutos de futebol. A Seleção jamais viraria o marcador, mas ela – como qualquer time de futebol, do Aimoré-RS ao Baré-RR – precisava da manifestação da torcida. Uma manifestação de compreensão, de carinho, de ódio. Qualquer que fosse. Mas não o desprezo, não a fuga de quem tem medo de encarar o fato de que, no esporte, seu time às vezes é humilhado.

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Claro que não foram todos os torcedores. A maioria ficou, muitos seguiram se manifestando com apupos ou cantos de incentivo. Tudo dentro do que se pode imaginar para um time que está sofrendo a maior goleada de sua história. Mas a imagem de pessoas indo embora para fugir da realidade foi forte. Mostrou que muita gente prendeu a lição de como torcer quando parecia bonitinho e descolado, mas não estava disposta a continuar a brincadeira quando ela ficou mais sofrida do que divertida.

Tudo bem, a fuga do Mineirão contra a Alemanha ficou como o silêncio do Castelão contra o México. Mas, para a seleção brasileira ter uma torcida plena, é preciso que todos na arquibancada entendam que seguir um time é um exercício de como lidar com altos e baixos emocionais, e não apenas momentos de alegria. Vejamos o que acontece nas Eliminatórias para a Copa de 2018.

Gekas é mais uma vítima da tatuagem com mensagem em japonês escrita errado

O Japão não deve ter entendido nada quando os times se enfrentaram em Natal

O pessoal adora uma tatuagem de ideograma. É bonito, faz referência à sabedoria milenar dos povos orientais, parece sempre ter uma mensagem plácida por trás e ainda fica como algo subconsciente, algo que nem todos podem entender. E é visualmente legal. O problema é que todo esse mistério por trás das frases em japonês ou chinês também se aplicam aos ocidentais que decidem fazer a tatuagem, que ficam sob o constante risco de sair algo errado.

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Theofanis Gekas foi uma dessas vítimas. O atacante da Grécia exibiu em seu braço direito uma tatuagem escrito “matador frio”. No caso, “frio” como calculista, impiedoso, cruel. Normal, para um centroavante que quer fazer pose de “eu sou mau”.

O problema é que o tatuador contratado não deveria ser um especialista em japonês. “Matador frio” seria “reikoku na satsujinki”, mas a mensagem tatuada é kanrei satsujin ma”, que significa “demônio assassino do frio” (“frio” como temperatura). Parece uma tradução de Google Translator, que embaralha palavras de sentidos parecidos e acaba criando uma expressão sem sentido algum.

Isso poderia passar batido, mas a Grécia acabou enfrentando o Japão, e a tatuagem chamou a atenção dos nipônicos.

 

Chile se prepara para a Alemanha e lamenta lesão de Orellana… no mundo paralelo do Twitter

Chilenos simulam no Twitter como seria o jogo contra a Colômbia se a bola de Pinilla tivesse entrado contra o Brasil

Os traumas começam a ser superados quando viram piada. E podemos dizer que o Chile já está lidando melhor com a eliminação para o Brasil e a derrota no que quase foi o momento mais glorioso da história de seu futebol. Nesta sexta, os chilenos brincaram com seu azar na Copa, e simularam pelo Twitter o que aconteceria se aquela finalização de Pinilla fosse 5 cm mais baixa.

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Os torcedores criaram a hashtag #mundoparalelo e descreveram a situação. Medel era dúvida, mas jogou. Valdívia entrou como titular, em uma sacada de Jorge Sampaoli para surpreender a Colômbia. Funcionou: vitória por 2 a 0 que colocou o Chile numa semifinal de Copa depois de 52 anos. Mas houve baixas: Orellana sofreu uma lesão, foi para o hospital e não poderá enfrentar a Alemanha.

Veja os melhores momentos desse duelo sul-americano:

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Canuto leva mordida e cai ou Fred assustadão com notícia de Neymar?

Cobertura de Brasil x Colômbia na Globo teve essas duas pérolas para serem eternizadas na internet

Brasil x Colômbia deste sábado foi um jogo tão empolgante e dramático – até após o apito final – que houve pouco espaço para lembrar o lado engraçado do jogo. No dia seguinte, alguns idiotas resolvem fazer ataques racistas a Zuñiga e até a sua filha pequena e tira ainda mais o ânimo.

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Então, com a poeira baixada, vamos lembrar de dois momentos folclóricos que passaram quase batido. Ambos da cobertura da Globo sobre o jogo. Primeiro, Márcio Canuto sendo mordido e, depois, caindo durante um link ao vivo (o cara que o morde é bem mala, pois quer tanto aparecer que tira a mão dos outros da frente e ainda tenta fazer cócega no repórter fanfarrão). Depois, a cara de assustado de Fred ao receber de Mauro Naves a notícia de que Neymar havia sofrido uma lesão grave.

Dois momentos para a enternidade, que apenas o YouTube pode proporcionar à humanidade:

Paul Pogba fará falta na Copa, mas a sua família virtual fará mais ainda

Confira a saga da Pogfamily pelo Brasil

Futebol elegante, firme, criativo, insinuante. Pogba tem pinta de craque, e mostrou isso nos jogos da França na Copa do Mundo. A derrota de sua equipe para a Alemanha tirará do torcedor brasileiro a oportunidade de ver de perto um pouco mais do futebol do volante francês. Mas talvez nem seja essa a maior perda.

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Com o fim da caminhada de Pogba no Mundial, deve terminar a saga da Pogfamily. Isso mesmo, o jogador criou personagens de desenho inspirados na sua família, e eles passeavam pelo Brasil de acordo com a campanha francesa. E o pessoal mandava bem, com mensagens em português, boas referências regionais e transformando o volante em herois do cinema e dos desenhos animados.

Confira os melhores momentos da Pogfamily:

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O que a saída de Neymar da Copa muda para o Brasil, e o que é possível fazer agora

A perda de seu craque tem enorme impacto técnico, tático e psicológico, mas dá para tentar reduzir os danos

A seleção brasileira tem sido um arremedo coletivo. Há quem diga, com alguma razão, que o esquema tático é 4-2-3-bola-no-Neymar. De fato, o craque do Barcelona assume a responsabilidade, decidiu contra a Croácia e contra Camarões quando o Brasil estava se complicando. Por isso, é justificável o desânimo do País após a notícia de que o craque fraturou uma vértebra e perderá o resto do Mundial.

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Por isso, veja o impacto dessa contusão em diferentes aspectos, e até como é possível reduzir esse problema.

Técnico

A perda é enorme, até porque, ao contrário do que ocorreu com o Brasil ao perdeu Pelé em 1962, a Seleção não tem um Garrincha para assumir a responsabilidade e um reserva como Amarildo. Neymar é o único jogador ofensivo acima da média, o jogador responsável por decidir a partida em um dia inspirado.

Não há como substituir. O Brasil tem bons jogadores no banco, mas nenhum fez uma Copa particularmente boa quando teve oportunidade e nenhum com a característica de pegar a bola e avançar por conta própria para quebrar a marcação adversária e criar espaços (o atacante brasileiro com características mais parecidas, ainda que com qualidade inferior, é Lucas Moura, que não foi convocado).

A tendência é a Seleção abraçar um estilo mais guerreiro e lutador, deixando as esperanças de praticar um futebol bonito ainda menores.

Tático

Há várias possibilidades. O mais tradicional seria colocar Willian no lugar de Neymar, mas o ex-corintiano poderia cair para a esquerda, onde foi bem no Shakhtar Donetsk. Isso deslocaria Oscar para o centro e Hulk para a direita. Nesse aspecto, os jogadores até ficariam em posições em que se sentem melhor (Hulk está perdido na esquerda, pois não consegue cortar para dentro e arrematar com a canhota).

Bernard seria uma opção para deixar o time menos criativo e mais rápido. O ex-atleticano fica pela esquerda, Oscar no meio e Hulk na direita. O time perderia capacidade de armação, mas seria uma formação para apostar em contra-ataques.

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Se Felipão achar mais prudente mudar o estilo de jogo para proteger mais a defesa e tentar ganhar por placares apertados, uma possibilidade seria colocar três volantes. Luiz Gustavo ficaria mais atrás e Paulinho e Fernandinho sairiam mais. O time ficaria muito pesado, lento, mas melhoraria a marcação no meio. Com Hernanes no lugar de Paulinho, haveria até um pouco mais de saída de bola.

Ah, e a chance de o Brasil jogar sem centroavante praticamente morre. Neymar é o jogador de meio com mais capacidade de se transformar em um atacante móvel com potencial de decidir. Sem criatividade no meio, tentar usar a altura de Fred para as bolas paradas se torna uma estratégia mais importante do que já é.

Psicológico

É difícil prever como a ausência de Neymar será digerida pelo elenco brasileiro e Felipão terá de trabalhar para direcionar de forma positiva a notícia. O impacto imediato tende a ser ruim, a sensação de que o cara que decidiria o título em favor do Brasil não estará mais em campo. Mas há alguns pontos a se trabalhar, para ao menos reduzir o impacto técnico e tático:

1) Reduz o risco de Maracanazo (ou Mineirazo).

Perdendo seu melhor jogador por uma entrada desleal de um adversário, o grupo deixa de ter uma responsabilidade tão grande. Há, digamos, uma desculpa bastante convincente para o caso de derrota para a Alemanha nas semifinais ou para Holanda ou Argentina na final. A Seleção virou vítima das circunstâncias. A torcida e a imprensa entenderão isso e, se o Brasil perder seu segundo título em casa, o bode expiatório da vez provavelmente será um lateral colombiano. A chance de algum jogador atual ser estigmatizado é bem menor e uma derrota não deve levar a imagem de tragédia e fracasso como em 1950.

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2) A responsabilidade é dos outros

O Brasil já vem cambaleando na Copa, mas ainda tinha nas costas a responsabilidade de conquistar o título que lhe escapou em 1950. Agora, alemães, holandeses e argentinos passam a ter a obrigação de vencer os brasileiros. Afinal, a Seleção já vinha mal com Neymar, sem ele passa a ser visto como um time mediano. Talvez nem seja, mas essa será a percepção geral e Felipão terá de trabalhar para jogar o favoritismo para os outros.

3) “Jogar pelo companheiro”

É uma das coisas mais batidas do universo (e os filmes de esporte de Hollywood sempre nos fazem lembrar disso), mas sempre acontece e serve para motivar um time. Quando algum companheiro ou alguém próximo à equipe tem algum problema, os colegas se motivam para dedicar uma campanha gloriosa a ele. É algo mais periférico, mas certamente haverá algum comentário nessa linha.

O que a história diz?

É difícil fazer projeção do que o Brasil pode fazer sem Neymar com base no passado. Desde a estreia do atacante pela Seleção, em amistoso contra os Estados Unidos em 2010, ele ficou de fora de apenas cinco partidas, todas sob o comando de Mano Menezes e apenas uma contra um adversário forte.

07/out/2010 – Irã 0x3 Brasil
11/out/2010 – Brasil 2×0 Ucrânia
09/fev/2011 – França 1×0 Brasil
10/nov/2011 – Gabão 0x2 Brasil
14/nov/2011 – Brasil 2×0 Egito