Donald Trump já foi dono de time de futebol americano. E destruiu uma liga

Veja a história de como o novo presidente dos EUA tentou entrar na NFL

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Donald Trump é o novo presidente dos Estados Unidos. O candidato republicano acabou conquistando uma boa parte do eleitorado com seu discurso cheio de frases fortes e a promessa de representar algo novo em um sistema falido, levando a maioria dos votos em estados importantes, o suficiente para atingir a maioria no colégio eleitoral. Na sua vida de empresário, seus principais negócios foram no setor imobiliário, mas ele já colocou seu dinheiro em diversas áreas. Até no futebol americano.

Contamos essa história em abril, quando Trump ainda disputava com Ted Cruz e John Kasich o direito de ser o candidato do Partido Republicano. Mas sua vitória nesta terça servem de bom motivo para relembrarmos desse caso. Veja:

Trump usa a mídia, vira protagonista e implode o sistema. Não é política, era o futebol americano

É mais fácil vencer jogando em casa, e Donald Trump sabia disso. Assim como Ted Cruz foi o vitorioso no Texas e John Kasich em Ohio, o milionário nova-iorquino tomou conta das primárias republicanas em Nova York, conquistando 60,4% dos votos e ficando ainda mais perto da indicação do partido para a eleição presidencial do fim do ano. Um cenário que causa angústia no comando da legenda, que não se vê no discurso do extravagante empresário. Os analistas mais exaltados até visualizam um racha no Partido Republicano.

Não é uma possibilidade inédita para Trump. Há 30 anos, o milionário usou seu discurso sempre exagerado para tomar conta da mídia, conquistar aliados e rachar um grupo. Não foi na política, nem em uma versão ancestral de “O Aprendiz”. Foi no futebol americano.

Nos Estados Unidos, ligas esportivas são negócios. A estrutura que coloca a federação como uma espécie de instituição guardiã e legitimadora de competições é fraca. Pessoas podem formar empresas cujo negócio é participar de eventos. Essas empresas podem se juntar para criar uma competição. E aí elas criam seus regulamentos internos para os membros (por isso são “franquias”. São partes de um negócio maior) e até adaptam os do jogo em si se acharem necessário.

Atualmente, NFL, MLB, NBA e NHL são as ligas dominantes de suas modalidades. Elas já têm tradição e dinheiro, e seus clubes conquistaram torcedores a ponto de permitir que todo o negócio gire, mantendo essas competições como as principais do país. Mas nada impede um grupo de empresários de criar novos certames e até ter aspiração a tomar o lugar da concorrente. E, de fato, isso já aconteceu algumas vezes. Uma das mais recentes foi a United States Football League, liga formada nos anos 80 para servir de alternativa à NFL.

Confronto entre New Jersey Generals (vermelho) e Houston Gamblers na temporada de 1985 da USFL (AP Photo/Bill Kostroun)

A maior parte das ligas alternativas busca cidades que não têm franquias nas grandes, conquistando torcedores sem enfrentar concorrência. A USFL fez diferente: a estratégia era preencher o vazio existencial dos torcedores durante o longo recesso da NFL e da NCAA, realizando seus jogos durante a primavera e o verão, quando a única concorrência por atenção de público e mídia seria a MLB (a NBA ainda era uma liga cambaleante e a NHL tinha alcance regional).

David Dixon, um empresário de Nova Orleans, era o cérebro da liga. Ele conseguiu acordos para formar times em 12 dos principais mercados de TV dos Estados Unidos. Nove dessas cidades tinham franquias na NFL, mas isso não era um problema. Com temporadas que não se cruzavam, uma pessoa podia torcer pelas duas equipes de sua região. ABC e ESPN compraram os direitos de transmissão.

Para chamar a atenção do público, a USFL tomou várias atitudes ousadas. Os clubes não tinham medo de fazer ofertas vultosas para os jogadores, convencendo vários a desistirem da NFL para ganhar mais na nova liga e as partidas tinham regras ligeiramente diferentes, como a implementação da conversão de dois pontos após o touchdown e o uso de replay para revisar decisões da arbitragem. Além disso, a direção incentivava um comportamento mais livre e descontraído dos jogadores, sobretudo nas celebrações de TD.

A primeira temporada foi apenas regular do ponto de vista econômico, com dificuldade para atrair público em algumas cidades. Uma das ideias da liga era ter empresários fortes no comando das franquias das regiões de Los Angeles e Nova York, as duas maiores dos EUA. Assim, Donald Trump comprou o New Jersey Generals.

Donald Trump na apresentação do quarterback Doug Flutie (AP Photo/Marty Lederhandler)

A chegada do milionário – então com 37 anos – teve impacto imediato para a USFL. Desbocado e conhecido do público, fez a mídia prestar atenção na concorrente da NFL. Os donos das outras franquias gostaram da ideia e se aproximaram de Trump, que rapidamente se tornou um dos líderes políticos na liga. Impulsivo, o empresário começou a impor sua opinião e sua agenda na liga.

Havia apenas uma força para competir com Trump: John Bassett. O dono do Tampa Bay Bandits comandava uma equipe de sucesso em campo e era um dos mentores da USFL. Sua postura era muito diferente da adotada pelo nova-iorquino, buscando projetos de longo prazo e entendendo a lógica particular de se fazer negócio no mundo dos esportes.

Em 1984, Trump liderou uma campanha dentro da liga para mudar a época de disputa da temporada. Ao invés de organizar as partidas durante as férias da NFL, a USFL entraria em choque direto, fazendo seu campeonato simultaneamente à irmã mais velha. Com toda a verborragia que lhe é peculiar, ele criou a frase “Se Deus quisesse futebol americano na primavera, não teria criado o beisebol”. Bassett era o principal opositor da proposta, mas seu câncer estava cada vez mais avançado e ele se viu obrigado a vender os Bandits, perdendo seu papel na liga.

Trump não defendia a mudança da temporada da USFL por acreditar na capacidade da liga de se chocar com a NFL. Sua ideia era incomodar a NFL o suficiente para forçá-la a absorver ou se fundir com a USFL. Como uma das figuras mais conhecidas e endinheiradas da liga menor, a franquia de Trump provavelmente seria uma das preservadas.

Para acelerar o processo, o milionário convenceu a USFL a processar a NFL por práticas que impedissem a concorrência de mercado. O argumento principal é que a NFL incluía em seus acordos com as emissoras de TV uma cláusula proibindo o canal de transmitir outra liga profissional de futebol americano na mesma época do ano. Além disso, a ação antitruste acusava a NFL de impedir que algumas franquias da USFL utilizassem os mesmos estádios da liga maior. Trump e seus colegas pediam indenização de US$ 567 milhões, um valor que saltaria para US$ 1,7 bilhões pela lei antitruste.

Donald Trump (à direita) e Harry Usher, comissário da USFL, no anúncio da fusão entre os Generals e os Gamblers (AP Photo/Marty Lederhandler)

A Justiça deu ganho de causa à USFL, mas foi uma das vitórias mais inócuas do esporte. A Corte concordou que a NFL adotava práticas ilegais de monopólio para manter sua condição hegemônica no futebol americano. No entanto, as intenções da USFL para o processo não foram ignoradas. O júri considerou que a liga menor alterou sua estratégia de mercado apenas para forçar a fusão com a NFL, uma decisão que causou prejuízos a suas próprias franquias, e citou Trump como responsável por liderar essa campanha sabendo que muitas das equipes entrariam em falência. Ou seja, ainda que as táticas predatórias da NFL tenham prejudicado a USFL, sua situação financeira desesperadora se devia exclusivamente a suas próprias escolhas.

Com isso, a Justiça determinou uma indenização de US$ 1, que triplicou como previa a lei antitruste. O cheque de três dólares nunca foi descontado e a USFL fechou as portas antes mesmo de iniciar sua primeira temporada simultânea com a NFL. Tudo porque deixou de lado seus princípios e foi para o confronto, o choque.

Isso foi em 1986. Trinta anos depois, Trump adota uma postura parecida na sua corrida à Casa Branca. Dificilmente ele rachará o Partido Republicano, uma instituição muito mais tradicional e sólida que a USFL. Mas a forma como o empresário falastrão sequestrou o debate das primárias lembra o que ocorreu com a liga. E seu discurso sempre imprevisível causa desconfiança em muitos, ainda que soe sedutor para tantos outros.

Kaepernick tem a maior sequência de vitórias de um quarterback que nem entrou em campo

Para quem só via os fatos da intertemporada se viraram contra ele, o começo de ano do QB dos 49ers é surpreendentemente positivo

O Minnesota Vikings é o único time invicto após  temporada 2016 da NFL. Claro, Sam Bradford não perdeu nenhuma de suas quatro partidas. Entre os quarterbacks que também venceram os jogos que disputaram estão Shaun Hill (Vikings) e Tom Brady (New England Patriots), que participaram de apenas uma partida cada. Mas nenhum QB tem vencido tanto neste início de temporada quanto Colin Kaepernick. E ele nem entrou em campo.

O armador do San Francisco 49ers foi anunciado como titular para o duelo contra o Buffalo Bills fora de casa. A escolha do técnico Chip Kelly soa óbvia, considerando que o time não tem conseguido bons resultados com Blaine Gabbert e que Kaepernick, por pior que tenha atuado nos últimos tempos, já foi competitivo um dia.

Ganhar a posição em um time que não dá a menor pinta de que disputará uma vaga nos playoffs (ainda que o Los Angeles Rams esteja na briga nesse momento, o que dá um ar de “tudo pode acontecer” nessa divisão) não parece um grande feito. Ainda mais porque muitos consideravam que Kaepernick realmente teria nova oportunidade após a contratação de Kelly. Mas o retorno, da forma como ocorre, é uma vitória.

Kaepernick foi o grande personagem da pré-temporada da NFL. Sua recusa em ficar em pé durante o hino norte-americano, como protesto à forma como as autoridades dos Estados Unidos tratam os negros, motivou um caso nacional. Vários outros atletas, de diversos esportes, repetiram o gesto. Muita gente importante se posicionou, dos dois lados da polêmica, criando um debate. E era justamente isso o que o quarterback dos 49ers disse que pretendia: criar o debate (afinal, seria muita ingenuidade acreditar que toda a sociedade mudaria só porque ele ficou de joelhos na hora do hino).

Gabbert foi o escolhido como titular nos primeiros jogos, mas perdeu a posição diante da falta de competitividade da equipe californiana. Kaepernick, que já havia tido sucesso ao motivar um debate nacional, acabou recuperando a posição da melhor forma: com torcedores e jornalistas se lembrando de que um dia ele foi bom. Ou seja, ele voltou como alguém desejado e que talvez até tenha apoio das arquibancadas.

É um clima muito diferente de como Kaepernick começou algumas de suas últimas temporadas. Em 2013, teve de lidar com as repercussões (e as expectativas criadas) de um comentário empolgado de Ron Jaworski, analista da ESPN que afirmou que o QB dos 49ers poderia se tornar o melhor da história. No ano seguinte, seu recesso foi ocupado pelas notícias de que teria jogado com contusão no final da temporada anterior. Em 2015, a polêmica foi pior, e extracampo. Ele passou toda a intertemporada afirmando que se preparava para destruir em campo, e acabou fazendo uma brincadeira de mal gosto com uma inundação em Houston.

Todos esses fatos se viraram contra Kaepernick. Alguns o viram como insensível, outros consideraram seu desempenho frustrante diante do potencial. Nesta temporada, a maré virou a seu favor. As polêmicas criadas acabaram indo a seu favor. E, ainda que ele siga tecnicamente mal após seu retorno aos gramados e a liga não veja mais futuro nele, ao menos pode dizer que conseguiu algumas vitórias nesse início de temporada.

Sim, essa é uma boa hora para apostar em… Eli Manning

Veja nossas dicas para o fantasy da rodada 3 da NFL

QUARTERBACKS

Vai fundo

Eli Manning, NEW YORK GIANTS x Redskins
Os Redskins cederam 300 jardas para Big Ben e 292 para Dak Prescott. Eli Manning está jogando bem e tem 3 wide receivers bem capazes. Receita perfeita para uma bela semana no Fantasy.

Fique atento

Marcus Mariota, TENNESSEE TITANS x Raiders
Mariota vai jogar contra a defesa mais generosa aos quarterbacks adversários no Fantasy. Caso você esteja em uma liga que não tem muitos QBs disponíveis, ele pode se tornar aposta interessante.

Ryan Tannehill, MIAMI DOLPHINS x Browns
Tannehill produziu a maior parte de seus pontos na semana 2, depois que os Dolphins ficaram bem atrás no placar, mas contra os Browns as coisas podem ser mais fáceis. A defesa tem cedido pontos aos QBs adversários, e eles jogaram contra Carson Wents e Joe Flacco. Produção de QB2 beirando a 1 para Tannehill nessa semana.

Joe Flacco, BALTIMORE RAVENS x Jaguars
Caso parecido com Tannehill, mas até melhor, pois Flacco está jogando relativamente bem. Contra a defesa dos Jaguars, que cedeu mais de 20 pontos aos QBs adversários nas duas primeiras partidas, ele tem a oportunidade de ser opção sólida, e até de produzir como um QB1.

Pule fora

Ryan Fitzpatrick, NEW YORK JETS x CHIEFS
A defesa dos Chiefs não cedeu mais de 13 pontos para os quarterbacks que enfrentou. Há apostas mais segurar para essa rodada que Fitzmagic.

RUNNING BACKS

Vai fundo

Melvin Gordon, SAN DIEGO CHARGERS x Colts
Melvin Gordon fez 17 pontos em suas duas primeiras semanas, e agora vai ter um confronto MUITO favorável e os Chargers perderam Danny Woodhead pelo resto da temporada.

Mark Ingram, NEW ORLEANS SAINTS x Falcons
Os Falcons não estão bem contra o jogo terrestre e Ingram tem a oportunidade de produzir. Caso ele não produza, podem ficar preocupados.

Fique atento

Isaiah Crowell, CLEVELAND BROWNS x Dolphins
LeGarrette Blount detonou a defesa dos Dolphins na segunda semana, e Crowell tem dominado o backfield dos Browns. Com um terceiro quarterback em campo, eles vão ter que correr com a bola.

Rashad Jennings, NEW YORK GIANTS x Redskins
Caso Jennings entre em campo, ele vai ter um dos melhores confrontos para a posição. A menor quantidade de pontos que a defesa dos Redskins cedeu aos backfields adversários foi de 20.

Tevin Coleman, ATLANTA FALCONS x Saints
A defesa dos Saints tem cedido 115.5 jardas aos ataques terrestres adversários, e Coleman está sendo bastante usado no ataque dos Falcons. RB3 com alto potencial.

Pule fora

Carlos Hyde, SAN FRANCISCO 49ERS x Seahawks
A defesa dos Seahawks não cedeu mais de 11 pontos aos running backs adversários, e o ataque dos 49ers não é lá essas coisas.

WIDE RECEIVER

Vai fundo

Travis Benjamin, SAN DIEGO CHARGERS x Colts
Não sobrou ninguém na secundária dos Colts, e Benjamin mostrou que vai ser o WR1 do ataque comandado por Philip Rivers. Titular fácil.

Jarvis Landry, MIAMI DOLPHINS x Browns
Os Browns cederam 29 pontos aos recebedores dos Ealges e 25 aos dos Ravens. Com uma secundária desse jeito, Landry tem tudo para produzir muitos pontos.

Fique atento

Willie Snead, NEW ORLEANS SAINTS x Falcons
3 touchdowns cedidos para recebedores pela defesa dos Falcons, e agora eles vão enfrentar o ataque dos Saints, que além de Snead, tem outras boas armas. Potencial para produzir muito pontos, ainda mais com o volume de jogo que tem ido em sua direção wide receiver.

Tajae Sharpe, TENNESSEE TITANS x Raiders
Os Raiders tem sofrido muito para marcar os recebedores adversários. Sharpe aparece como aposta, pois tem Walker como companheiro de ataque, e os Titans não são tão confiáveis assim. Apesar disso, se você está precisando de alguém que tem chances de pontuar, Sharpe é um bom nome.

Pule fora

Stefon Diggs, MINNESOTA VIKINGS x Panthers
Não é necessário colocá-lo no banco, mas é bom segurar o entusiasmo. A defesa do Panthers é melhor que a do Packers, e eles vão estar mais preparados para a parceria entre Bradford e Diggs.

TIGHT ENDS

Vai fundo

Delanie Walker, TENNESSEE TITANS x Raiders
Contra os Falcons, os Raiders cederam 180 jardas e 1 touchdown aos tight ends.

Fique atento

Jacob Tamme, ATLANTA FALCONS x Saints
Tamme teve 8 bolas lançadas em sua direção nos dois primeiros jogos da temporada. Com esse volume de jogo, o nome do tight end se torna uma boa opção para o campeonato inteiro.

Dennis Pitta, BALTIMORE RAVENS x Jaguars
Assim como Tamme, Pitta também pode ultrapassar a boa opção só para essa semana. O tight end mostrou química com Flacco, e foi o líder de recepções, passes lançados em sua direção e jardas na partida contra os Browns.

Pule fora

Charles Clay, BUFFALO BILLS x Cardinals
Clay até tem bons momentos, mas há opções melhores nessa rodada e que enfrentam defesas mais fracas.

DEFESAS

Vai fundo

SEATTLE SEAHAWKS x 49ers
O ataque dos 49ers é ruim, e a defesa dos Seahawks é boa.

HOUSTON TEXANS x Patriots
Terceiro quarterback dos Patriots em campo contra uma defesa que tem jogado muito bem, e pontuado muito bem no Fantasy.

Fique atento

BALTIMORE RAVENS x Jaguars
Há apostas mais seguras para essa rodada, mas a defesa dos Ravens fez 8 pontos na primeira rodada e 10 na segunda, quantidades bem aceitáveis. Se eles produzirem algo parecido, é o bastante.

TAMPA BAY BUCCANEERS x Rams
A única coisa boa do ataque dos Rams (Todd Gurley), não está funcionando essa temporada, e eles não marcam touchdowns. Defesa dos Bucs é excelente aposta para essa rodada.

NEW YORK GIANTS x Redskins
Defesa dos Giants foi muito bem contra o ataque comandado por Drew Brees, e a vitória veio pelo time de especialistas e pela unidade defensiva. Os G-Men vão jogar contra o problemático Redskins agora. Ótima oportunidade para produzir muitos pontos.

Pule fora

PHILADELPHIA EAGLES x Steelers
O ataque dos Steelers é bom, e tem outras defesas mais interessantes para essa rodada.

A NFL bem que poderia ouvir o que Jarryd Haynes tem a dizer sobre sua passagem nos 49ers

Australiano levantou uma questão relevante: a criação de uma liga de desenvolvimento no futebol americano

Físico adequado, boa capacidade de ler o campo e velocidade. Jarryd Hayne parecia uma aposta adequada como reforço inusitado para um time da NFL. A estrela do rugby league australiano chegou ao San Francisco 49ers para ajudar na remontagem de um elenco que ruiu rapidamente. No final das contas, teve algumas oportunidades, mas acabou dispensado.

Nesta semana, o australiano disse desistiu da investida norte-americana por falta de perspectiva para um jogador com seu perfil: um atleta já no auge que vem de outra modalidade. E Hayne tem um pouco de razão nisso.

A estrutura do futebol americano é monolítica. Os jovens têm o primeiro contato com a modalidade na escola, os melhores ganham a oportunidade de jogar competições universitárias, que funcionam como as categorias de base da liga profissional. Alguns são selecionados para a NFL, outros ainda entram como parte do elenco de treinamento e, com muita sorte, recebem oportunidade no time principal. E só.

É um sistema bem eficiente, mas ele se fecha em si próprio. As ligas de outros países – mesmo a CFL – não alimentam a NFL com talentos. Modalidades que teriam espaço atletas se converterem ao futebol americano, como rugby union e rugby league, menos ainda. No final das contas, se um jovem não consegue entrar no sistema universitário, sua chance de ir à NFL é muito pequena. Casos como o do alemão Moritz Böhringer, draftado pelo Minnesota Vikings do Schwäbisch Hall Unicorns em 2016, devem demorar a se tornarem comuns.

Uma forma de a NFL ter mais flexibilidade seria criar uma liga de desenvolvimento. Ela poderia reunir estrangeiros que mostraram potencial em ligas de seus países, universitários que não foram contratados por franquias profissionais e jogadores que estavam na liga, mas perderam espaço por qualquer motivo. Elas serviriam para preparar ou dar uma nova chance a dezenas de atletas, muitos deles potencialmente úteis para a única grande liga da modalidade no mundo.

A NFL Europe teve esse papel, e dela vieram jogadores como Kurt Warner, Adam Vinatieri, Jake Delhomme e Dante Hall. No entanto, sua operação era muito custosa – organizar uma liga do outro lado do oceano, em países sem grande público para futebol americano, utilizando grandes estádios – para se manter como liga de desenvolvimento. Mas ela mostrou como o futebol americano, como modalidade, se beneficiaria de um caminho extra para desenvolver atletas.

A NFL poderia criar uma liga de desenvolvimento como a Triple-A da MLB ou a D-League da NBA, montando equipes em grandes cidades sem equipes profissionais, como Las Vegas, San Antonio, Sacramento, Portland, Columbus, Oklahoma City, Salt Lake City, Omaha, Albuquerque, Rochester, Memphis e Louisville. Se houver receio de ela concorrer com a própria NFL e com o universitário, essa competição poderia ter disputa entre março e junho. Outro caminho seria realizar uma parceria com a CFL – e aí é preciso ver se os canadenses concordariam – para usá-la como auxílio.

O problema é que a NFL só se preocupará com esse tema no momento em que entender que ele traria jogadores com nível de segunda ou terceira rodada do draft, tornando-se uma fonte interessante de talento. Enquanto essa liga de desenvolvimento for vista como segunda oportunidade para jogadores que apenas “comporiam o elenco”, não haverá motivação para as franquias reduzirem suas margens de lucros para investir nisso. Pior para Haynes, que até mostrou potencial, mas precisaria de uma ou duas temporadas dentro do futebol americano para ter nível de jogo suficiente para fazer sua carreira nos Estados Unidos.

Já que prêmio de ícone do Espys podia ser dividido, não custava darem também a Jeff Gordon

Um dos maiores pilotos da história dos Estados Unidos merecia uma homenagem no ano de sua aposentadoria

Um dos maiores jogadores da história da NFL, fechou sua carreira conquistando o Super Bowl 50. Uma das maiores jogadoras de futebol da história, conquistou a Copa do Mundo feminina em seu último ano. Um dos maiores jogadores da história do basquete, fechou a carreira com uma partida de 60 pontos. Não há a menor dúvida que Peyton Manning, Abby Wambach e Kobe Bryant foram três dos grandes nomes que deixaram o esporte em 2015/16. Por isso, não há como contestar o fato de eles serem merecedores de um prêmio pelo que fizeram, como a edição de 2016 do Espys.

Era difícil decidir entre eles. Cada um, dentro de sua modalidade, foi vencedor e deixou sua marca, como Derek jeter, vencedor único de 2015. Dessa forma, a organização decidiu dar o prêmio aos três. Uma decisão compreensível, já que se trata de uma premiação honorífica e estabelecer uma competição entre quem foi mais espetacular entre grandes nomes acabaria indiretamente desvalorizando a trajetória dos derrotados.

Até aí, tudo certo. Mas, se era possível premiar mais de um atleta nessa categoria, faltou um nome: Jeff Gordon. O piloto encerrou a carreira na Sprint Cup em 2015 com quatro títulos, 93 vitórias (terceiro no ranking histórico) e três vitórias nas 500 Milhas de Daytona. É recordista de vitórias em superspeedways e em mistos, o que mostra sua versatilidade. Também sempre foi muito respeitado por torcedores e adversários. É um dos melhores da história do automobilismo americano.

Manning, Wambach e Bryant (no vídeo abaixo, o discurso deles em inglês) mereciam o prêmio de ícone. Mas, já que era possível entregar para três, podiam dar para quatro e incluir Gordon.

http://player.espn.com/player.js?playerBrandingId=4ef8000cbaf34c1687a7d9a26fe0e89e&adSetCode=91cDU6NuXTGKz3OdjOxFdAgJVtQcKJnI&pcode=1kNG061cgaoolOncv54OAO1ceO-I&width=740&height=416&externalId=espn:17063019&thruParam_espn-ui%5BautoPlay%5D=false&thruParam_espn-ui%5BplayRelatedExternally%5D=true

Veja abaixo a lista completa de vencedores do Espys 2016:

Melhor desempenho de quebra de recorde: Stephen Curry (basquete/Golden State Warriors)
Melhor atleta revelação: Jake Arrieta (beisebol/Chicago Cubs)
Melhor jogada: Aaron Rodgers para Richard Rodgers (futebol americano/Green Bay Packers)
Melhor time: Cleveland Cavaliers (basquete)
Melhor atleta mulher: Breanna Stewart (basquete/UConn Huskies e Seattle Storm)
Melhor atleta homem: LeBron James (basquete/Cleveland Cavaliers)
Melhor desempenho de título: LeBron James (basquete/Cleveland Cavaliers)
Melhor jogo: Golden State Warriors x Cleveland Cavaliers, jogo 7 das finais da NBA (basquete)
Melhor jogador da NBA: LeBron James (Cleveland Cavaliers)
Melhor jogador da MLB: Bryce Harper (Washington Nationals)
Melhor atleta mulher de esporte de ação: Jamie Anderson (snowboard)
Melhor atleta homem de esporte de ação: Ryan Dungey (motocross)
Melhor jóquei: Mario Gutierrez
Melhor jogador de boliche: Jason Belmonte
Melhor atleta universitária: Breanna Stewart (basquete/UConn Huskies)
Melhor atleta mulher com deficiência: Tatyana McFadden (atletismo)
Melhor atleta homem com deficiência: Richard Browne (atletismo)
Maior zebra: Vitória de Holly Holm sobre Ronda Rousey (MMA)
Melhor técnico: Tyronn Lue (basquete/Cleveland Cavaliers)
Melhor atleta internacional: Cristiano Ronaldo (futebol/Real Madrid e Portugal)
Melhor lutador: Conor McGregor (MMA)
Melhor jogador da NFL: Cam Newton (Carolina Panthers)
Melhor jogador da NHL: Sidney Crosby (Pittsburgh Penguins)
Melhor jogadora da WNBA: Maya Moore (Minnesota Lynx)
Melhor atleta universitário: Buddy Hield (basquete/Oklahoma Sooners)
Melhor piloto: Kyle Busch (Nascar)
Melhor golfista homem: Jordan Spieth
Melhor golfista mulher: Lydia Ko
Melhor tenista homem: Novak Djokovic
Melhor tenista mulher: Serena Williams
Melhor jogador da MLS: Sebastian Giovinco (Toronto FC)
Prêmio Jimmy V de Perseverança: Craig Sager
Prêmio Arthur Ashe de Coragem: Zaevion Dobson
Prêmio Pat Tillman de Serviço militar: Sargento Elizabeth Marks
Melhor momento: Cleveland vence seu primeiro título em 52 anos
Melhor atleta que deu a volta por cima: Eric Berry (futebol americano/Kansas City Chiefs)
Prêmio de Ícone: Kobe Bryant (basquete/Los Angeles Lakers), Peyton Manning (futebol americano/Denver Broncos) e Abby Wambach (futebol/Estados Unidos)

O Muhammad Ali que poucos se lembram: o torcedor e benfeitor dos Cardinals

Em 2015, ídolo do boxe criou um programa de bolsas de estudos para jogadores do time de beisebol da Universidade de Louisville

A temporada do beisebol universitário está chegando em sua reta final. Os principais times dos Estados Unidos estão na disputa dos Super Regionais, torneios que indicarão os oito participantes da College World Series, a final nacional. O Louisville Cardinals pinta como um dos favoritos, mas, em uma eventual decisão, não poderá contar com seu torcedor mais ilustre: Muhammad Ali.

O maior boxeador de todos os tempos morreu na noite desta sexta em Phoenix. Ele se tornou uma lenda em várias áreas, e talvez seja o maior esportista de todos os tempos por unir todas elas. Foi medalha de ouro nos Jogos Olímpicos de 1960 e três vezes campeão mundial dos pesos pesados. Suas lutas contra George Foreman e Joe Frazier estão entre as maiores da história do esporte. Fora dos ringues, soube usar sua inteligência e jeito desbocado para trabalhar o marketing e a promoção esportiva, com frases de efeito e provocações lendárias. Além disso, era uma tivista político, negando-se a lutar na Guerra do Vietnã (uma decisão que lhe custou uo cinturão dos pesados), adotando o nome muçulmano e usando sua fama para ser um embaixador da paz.

Mas Ali também é um amante de esportes. Não apenas do boxe, mas doq ue envolve a Universidade de Louisville. Ele foi visto em diversas partidas dos times de futebol americano e de basquete dos Cardinals. Quando a universidade entrou em uma crise administrativa e se auto-impôs uma suspensão em jogos de playoffs no basquete, o ídolo foi ao Twitter pedir à universidade se unir: “”De um campeão para outro, sempre estarei apoiando a Universidade de Louisville. Vai, Cards!”.

//platform.twitter.com/widgets.jsNão foi sua única manifestação de Ali em favor dos Cardinals. Ele sempre mostrou um torcedor das equipes da universidade, nos diversos esportes. Apareceu em partidas de fuebol americano e, claro, basquete (principal esporte da instituição.

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No entanto, o time com o qual tinha mais afinidade era o de beisebol. Ali e sua esposa Lonnie já frequentavam algumas partidas dos Cardinals, mas se tornaram assíduos a partir de 2009, quando Asaad Ali – filho do casal – foi catcher da equipe. Essa passagem criou uma grande relação entre Ali, sua mulher Lonnie e a comissão técnica da equipe.

Asaad chegou a ser draftado pelo Los Angeles Angels em 2009, mas preferiu ir à universidade. Hoje, é assistente técnico do time de beisebol da Ellsworth Community College, em Iowa, e olheiro na região para o Chicago White Sox.

Os Ali assistiam as partidas de beisebol dos Cardinals na cabine da direção ou atrás do home plate. Eles chegaram até a ver jogos no Arizona e na Flórida, onde também tinham casa. Em 2015, a família doou metade de um prêmio de US$ 100 mil que Muhammad ganhou para criar um programa de bolsas de estudos para jogadores do time de beisebol da universidade.

Ano passado, a família Ali havia prometido viajar até Omaha para torcer pelos Cardinals na College World Series. No entanto, o time perdeu o jogo decisivo, na final do Super Regional, e não teve a vaga. Nesta temporada, a Universidade de Louisville surge como uma das favoritas. Mas seu torcedor e apoiador mais ilustre não poderá

A conversa que pode ter convencido Tom Brady a desistir da MLB para jogar futebol americano

Há exatos 21 anos, o Montréal Expos selecionou um tal Thomas Edward Patrick Brady Jr, catcher da Junipero Serra High School

Há exatos 21 anos, o Montréal Expos selecionou um tal Thomas Edward Patrick Brady Jr, catcher da Junipero Serra High School, na 18ª rodada do draft da MLB. O garoto não aceitou o convite, pois já tinha proposta para atuar como quarterback da Universidade de Michigan. Uma escolha aparentemente acertada, pois, polêmicas à parte, ele tornou-se um dos maiores vencedores de Super Bowl e um dos melhores jogadores de todos os tempos da NFL.

Em fevereiro do ano passado, contamos um pouco a história de Tom Brady como jogador de beisebol e a conversa que pode ter sido decisiva para sua escolha pelo futebol americano.

Como esses dois jogadores medianos da MLB ajudaram a mudar a história da NFL
FP Santangelo (na frente da fila) e Rondell White (camisa 22) comemoram vitória dos Expos (AP Photo/Lacy Atkins)
FP Santangelo (na frente da fila) e Rondell White (camisa 22) comemoram vitória dos Expos (AP Photo/Lacy Atkins)

FP Santangelo teve uma passagem efêmera na MLB. Foi quarto colocado na eleição de Estreante do Ano em 1996 pelo Montréal Expos, mas seu desempenho caiu rapidamente. Depois dessa temporada inaugural, jamais passou de 26% de aproveitamento, 5 home runs e 31 corridas impulsionadas. Em 2001, após defender o Oakland Athletics, encerrou a carreira. Durante seu período no Canadá, foi companheiro de Rondell White, que até teve mais sorte. Ficou 15 anos nas grandes ligas, ainda assim só foi uma vez ao All-Star Game.

LEIA MAIS: Tom Brady já está ao lado de Joe Montana entre os maiores da história, e não é pelos títulos

Esses dois jogadores não fizeram nada de espetacular ou particularmente especial no beisebol, mas podem ter ajudado a mudar a história da NFL. Tudo por causa de uma sessão de treinos do Montréal Expos em 1995. Um dia que pode ter definitivamente colocado um garoto de San Mateo, Califórnia, no caminho do futebol americano.

Tom Brady era uma estrela da Junipero Serra High School. O garoto era quarterback do time de futebol americano no inverno e catcher da equipe de beisebol no verão. E tinha talento similar nas duas modalidades, chamando a atenção de olheiros e de recrutadores dos dois esportes.

Os relatos entre o pessoal do beisebol é que se tratava de um catcher com potencial de chegar às grandes ligas devido à agilidade, arremessos fortes e precisos, porte atlético, maturidade (ele já cantava os arremessos, coisa pouco comum em beisebol escolar) e potência nas rebatidas. Seu grande problema era o fato de ter como sonho vencer no futebol americano e ter convites para integrar equipes competitivas da NCAA.

Tom Brady com uniforme do time de beisebol de San Mateo, Califórnia

As franquias da MLB estavam de olho em Brady, mas não se animavam com a possibilidade de draftá-lo. A chance de ele recusar o convite para ir a uma universidade era grande. O Montréal Expos (atual Washington Nationals) era uma exceção. O time canadense acreditava no talento do catcher, e valia a tentativa de selecioná-lo.

Como os jogadores não têm de se inscrever para o draft da MLB, qualquer aluno elegível dos Estados Unidos pode ser recrutado. Claro, o risco de desperdiçar a escolha é maior. No caso de jovens com talentos para outro esporte, o beisebol tem como trunfo o fato de dar a profissionalização imediata (algo importante para garotos que precisam de um emprego para ajudar no sustento da família).

VEJA MAIS: Uma escolha de sexta rodada no draft de 2000 mudou a história dos Patriots

Os Expos aproveitaram que enfrentariam o San Francisco Giants no Candlestick Park para conhecer Brady melhor. O garoto foi convidado para acompanhar os treinos do time antes do jogo e mostrar um pouco seu repertório. Antes das atividades, porém, Brady ficou conversando com jogadores do Montréal, sobretudo Santangelo e White. Os dois jogadores perguntaram ao garoto por que ele aceitaria um contrato da MLB e passaria anos fazendo longas, cansativas e desconfortáveis viagens pelo interior durante duas ou três temporadas de ligas menores ao invés de jogar no Michigan Wolverines, um dos principais times de futebol americano da NCAA.

Ao ver a cena, John Hughes, olheiro que acompanhava mais a fundo a carreira colegial de Brady, comentou com Kevin Malone, diretor esportivo dos Expos: “Eu não acho que esses caras estão nos ajudando muito”. De fato, não ajudaram. O Montréal draftou Brady só na 18ª rodada (quando o efeito de um desperdício de escolha é menos grave), mas o garoto preferiu seguir no futebol americano. Já era a preferência pessoal do catcher/quarterback, mas Santangelo e White podem ter dado o argumento definitivo para ele seguir com a bola oval.

‘Missoula’: questões essenciais sobre o estupro

Livro de Jon Krakauer esquadrinha casos de estupro na Universidade de Montana, muitos deles ligados ao time de futebol americano

por Fernanda Reis

Mesmo depois da circulação de um vídeo em que uma adolescente de 16 anos está nua e desacordada enquanto um grupo de homens no Rio de Janeiro diz que ela foi estuprada por mais de 30, o delegado que comandava as investigações afirmou que a polícia não podia “ser leviana de comprar a ideia de estupro coletivo” quando, na verdade, não se sabia realmente o que tinha acontecido. O caso é ilustrativo de como é difícil acusar alguém de estupro — nem um vídeo é suficiente para que a vítima convença o mundo de que está falando a verdade. O caso é da semana passada, no Brasil, mas encontra paralelo nas várias histórias contadas por Jon Krakauer, autor de “Na Natureza Selvagem”, em “Missoula”, livro americano do ano passado lançado há um mês aqui. O tempo passa, o cenário muda, mas as histórias contadas por Krakauer poderiam muito bem estar acontecendo aqui e agora.

 

Os outros esportes já tiveram zebras como a do Leicester? Aqui temos algumas sugestões

Veja algumas das maiores surpresas dos esportes, do basquete à luta olímpica, do futebol americano ao rugby league

Impossível um amante de esporte ficar indiferente à conquista do Leicester City. Mesmo que não tenha apreço pelo futebol há de se sensibilizar com a história de um time tido como candidato forte ao rebaixamento que acaba crescendo e conquistando o título da liga mais poderosa do mundo. A façanha do Leicester é tão grande que imediatamente surgiram comparações com outras zebras do futebol mundial.

LEIA MAIS: 15 histórias fantásticas sobre o Leicester campeão inglês

Aqui no ExtraTime resolvemos fazer diferente. Fomos buscar casos em todos os outros esportes. A lista de surpresas é interminável, mas selecionamos algumas que fossem mais representativas. Não estamos dizendo que os eventos são mais ou menos válidos que o do Leicester, até porque cada modalidade tem sua dinâmica e isso torna impossível uma comparação real com a Premier League.

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Considerando que o clube inglês não foi uma surpresa isolada, um jogo de resultado surpreendente, mas uma campanha que durou uma longa temporada, sou poucos casos que realmente se comparam. Uma luta de boxe, um jogo de tênis, uma prova de atletismo ou uma decisão de torneio mata-mata são sempre suscetíveis ao momento da disputa.

Talvez o único caso que realmente se compare seja o do Miracle Mets, o New York Mets de 1969: um time que vinha de péssima campanha, não se reforçou significativamente, mas saiu ganhando, foi primeiro em um torneio longo de “pontos” corridos (a temporada regular da MLB e seus 162 jogos). Depois ainda venceu uma final contra uma equipe claramente superior tecnicamente.

Veja como está a lista de escolhas do draft 2016 da NFL

Nenhuma surpresa nas duas primeiras escolhas, e Broncos já selecionou seu novo quarterback

O draft 2016 da NFL seguiu o roteiro nas duas primeiras escolhas. Los Angeles Rams e Philadelphia Eagles negociaram para ter essas posições e pegar novos quarterbacks. Mas, depois disso, houve algumas surpresas. Laremy Tunsil foi a maior delas. Minutos antes do evento começar, uma foto do offensive tackle do Ole Miss Rebels fumando alguma substância foi publicada em sua conta no Twitter, acendendo imediatamente o sinal de alerta em muitas franquias sobre possíveis problemas extracampo e acabou caindo no colo do Miami Dolphins, que não esperava tê-lo disponível na 13ª posição.

Bem, chega de blablablá. Aí está a lista de jogadores draftados na primeira rodada pela NFL em 2016:

1 LOS ANGELES RAMS Jared Goff QB California
2 PHILADELPHIA EAGLES Carson Wentz QB North Dakota State
3 SAN DIEGO CHARGERS Joey Bosa DE Ohio State
4 DALLAS COWBOYS Ezekiel Elliott RB Ohio State
5 JACKSONVILLE JAGUARS Jalen Ramsey CB Florida State
6 BALTIMORE RAVENS Ronnie Stanley OT Notre Dame
7 SAN FRANCISCO 49ERS DeForest Buckner DE Oregon
8 TENNESSEE TITANS Jack Conklin OT Michigan State
9 CHICAGO BEARS Leonard Floyd OLB Georgia
10 NEW YORK GIANTS Eli Apple CB Ohio State
11 TAMPA BAY BUCCANEERS Vernon Hargreaves CB Florida
12 NEW ORLEANS SAINTS Sheldon Rankins DT Louisville
13 MIAMI DOLPHINS Laremy Tunsil OT Ole Miss
14 OAKLAND RAIDERS Karl Joseph S West Virginia
15 CLEVELAND BROWNS Corey Coleman WR Baylor
16 DETROIT LIONS Taylor Decker OT Ohio State
17 ATLANTA FALCONS Keanu Neal S Florida
18 INDIANAPOLIS COLTS Ryan Kelly C Alabama
19 BUFFALO BILLS Shaq Lawson DE Clemson
20 NEW YORK JETS Darron Lee OLB Ohio State
21 HOUSTON TEXANS Will Fuller WR Notre Dame
22 WASHINGTON REDSKINS Josh Doctson WR TCU
23 MINNESOTA VIKINGS Laquon Treadwell WR Ole Miss
24 CINCINNATI BENGALS William Jackson CB Houston
25 PITTSBURGH STEELERS Artie Burns CB Miami (FL)
26 DENVER BRONCOS Paxton Lynch QB Memphis
27 GREEN BAY PACKERS Kenny Clark DT UCLA
28 SAN FRANCISCO 49ERS Joshua Garnett G Stanford
29 NEW ENGLAND PATRIOTS Escolha cancelada como punição no caso Deflategate
30 ARIZONA CARDINALS Robert Nkemdiche DT Ole Miss
31 CAROLINA PANTHERS Vernon Butler DT Louisiana Tech
32 SEATTLE SEAHAWKS Germain Ifedi OT Texas A&M