Encalhe do Riocard reforça nosso pedido por bilhete olímpico unitário

Apenas 100 mil Riocards – o bilhete único para uso durante os Jogos Olímpicos – foram vendidos até esta terça

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A notícia veio com um tom de preocupação, mas não de surpresa. Apenas 100 mil Riocards – o bilhete único para uso durante os Jogos Olímpicos – foram vendidos até esta terça (2), um quinto do estimado pela prefeitura do Rio de Janeiro. A procura certamente crescerá com o início das competições, mas deixa a dúvida se a meta de 1,5 milhão será atingida. Uma possibilidade que dava para imaginar pelos pacotes disponíveis.

Leia o texto completo no Outra Cidade

Dez clássicos que marcaram a era do mata-mata no Brasileirão

Grenal, Atlético x Cruzeiro, Palmeiras x Corinthians, Flamengo x Botafogo: relembre grandes duelos estaduais que marcaram a história do Campeonato Brasileiro

Se existe um tipo de jogo que engrandece os mata-matas, estes são os clássicos. Mais do que a rivalidade presente em qualquer confronto, há o peso de apenas um sobreviver. Somente o vencedor terá a chance de se aproximar do título. E, por mais que as fases eliminatórias acontecessem todos os anos, os dérbis não eram tão comuns assim no Brasileirão. Fatores que tornavam ainda mais especiais os duelos, muitos deles eternizados na história do futebol nacional.

TEMA DA SEMANA: Saudades do mata-mata? Separamos os confrontos mais marcantes do Brasileirão

São poucos os clássicos ocorridos ao longo do Campeonato Brasileiro que não cabem nos dedos de duas mãos. Mesmo assim, o Top 10 consegue reunir jogos eternos. Como os que botaram frente a frente Flamengo e Botafogo na final de 1992, ou a decisão entre Palmeiras e Corinthians dois anos depois. Grêmio e Inter viveram o Grenal do Século em 1988, enquanto Cruzeiro e Atlético Mineiro tiveram jogos de igual magnitude em 1999. Relembre essas partidas nos vídeos abaixo:

Botafogo x Flamengo – 1981

O Flamengo tinha Zico, Júnior, Raul e Adílio. Sim, era o time que havia sido campeão brasileiro no ano anterior e alguns meses depois conquistaria a Libertadores e o Mundial. Mas aquela tarde de abril era do Botafogo. Após um 0 a 0 no jogo de ida das quartas de final, o Alvinegro dependia apenas de um empate para se classificar às semifinais. Zico abriu o marcador, mas o craque do dia foi Mendonça, que fez dois gols nos 3 a 1.

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Fluminense x Vasco – 1984

São Paulo e Palmeiras decidiram o Brasileirão de 1973, mas era última rodada de um quadrangular. Clássico estadual numa final de Brasileiro, mata-mata, só aconteceu pela primeira vez em 1984. O Fluminense tinha uma de suas equipes mais vitoriosas, que estava no meio de um tricampeonato carioca. O time era famoso pela dupla Washington-Assis, mas Romerito, Delei, Paulo Victor e o técnico Carlos Alberto Parreira também se destacavam. O Vasco era dirigido por Edu Antunes, irmão de Zico, e tinha Roberto Dinamite e Arturzinho. O Tricolor venceu por 1 a 0 no jogo de ida, gol de Romerito. Na partida de volta, o título veio com algum sofrimento. O Flu ficou muito recuado no começo e viu o Vasco perder boas oportunidades. Depois do intervalo, o Tricolor saiu mais em contra-ataques e quase fechou a conquista com outra vitória. Mas o 0 a 0 foi suficiente.

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Internacional x Grêmio – 1988

Internacional e Grêmio se encontraram nas semifinais do Brasileirão de 1988, um jogo que foi apelidado de Gre-Nal do século. O Colorado jogava pelo empate no tempo normal e na prorrogação, mas o Tricolor tinha muita coisa a seu favor. Os gremistas não perdiam havia 12 Gre-Nais e, no primeiro tempo, tinham vantagem no marcador (gol de Marcos Vinícius) e em número de jogadores em campo (Casemiro foi expulso). No segundo tempo, o Inter se recuperou e, mesmo com dez em campo, conseguiu uma virada histórica.

São Paulo x Corinthians – 1990

Os corintianos mais novos se acostumaram a sofrer com a falta de títulos internacionais. Pois, até 1990, o mote das provocações era a falta de conquistas nacionais. Uma seca que terminou justamente em um clássico regional. O São Paulo jogava por empate na soma de resultados, mas o Corinthians venceu o jogo de ida por 1 a 0. Na partida de volta, o Tricolor pressionou no começo, mas o Alvinegro segurou seu nervosismo e, no segundo tempo, fez seu gol após uma tabela entre Fabinho e Tupãzinho.

Botafogo x Flamengo – 1992

O Botafogo tinha mostrado mais consistência durante todo o Brasileirão e chegou à final com a vantagem do empate no placar somado. Mas o Flamengo estava embalado após eliminar o Vasco em um dos quadrangulares semifinais. Aí, foi difícil segurar. No jogo de ida, Júnior, Nélio e Gaúcho deixaram o placar em 3 a 0 ainda no primeiro tempo. O Rubro-Negro segurou a vantagem e ficou com a mão no título. A partida de volta ficou mais conhecida pela queda da grade da arquibancada do Maracanã, matando três torcedores. O jogo em si foi só uma continuação da festa rubro-negra, com dois gols selando o título (o Botafogo precisava vencer por três gols de diferença). No final, o Alvinegro reagiu e empatou.

Palmeiras x Corinthians – 1994

Dois dos maiores dérbis da história entre Corinthians e Palmeiras aconteceram nas finais do Brasileirão de 1994. Os alviverdes tentavam coroar o timaço de Vanderlei Luxemburgo com o bicampeonato nacional, mas os alvinegros contavam com bom time recheado de jovens. Pesou a excelente fase vivida pelos palmeirenses naqueles anos, com sua equipe recheada de craques. Rivaldo e Edmundo decidiram a primeira partida, marcando os gols no triunfo por 3 a 1. Já no segundo encontro, um tento de Rivaldo no fim buscou o empate por 1 a 1 e deu a taça para o Palmeiras no Pacaembu.

Cruzeiro x Atlético Mineiro – 1999

O Cruzeiro era vice-campeão brasileiro e tinha feito a segunda melhor campanha na primeira fase. Entretanto, cruzou justamente com o Atlético Mineiro nas quartas de final. E o Mineirão contou com duas partidas espetaculares, que coroaram o Galo de Guilherme e Marques. Com show de sua dupla de ataque, os alvinegros venceram o primeiro jogo por 4 a 2. Repetiram a dose no reencontro, com Guilherme e Adriano buscando a virada por 3 a 2, que evitou a terceira partida. Após passarem pelo Vitória em uma verdadeira batalha nas semifinais, os atleticanos só pararam na decisão, para o Corinthians.

Corinthians x São Paulo – 1999

Aqueles dois jogos certamente estão na memória de qualquer corintiano ou são-paulino com mais de 20 anos. As duas equipes eram fortíssimas, e fizeram jogos a altura no Morumbi. No primeiro duelo, os corintianos iam garantindo a vitória com gols de Nenê, Ricardinho e Marcelinho Carioca.  Até que Dida começasse a brilhar, em uma atuação monstruosa. O goleiro alvinegro defendeu duas cobranças de pênalti de Raí, impedindo o empate do São Paulo. Com o triunfo assegurado pelo camisa 1, o Corinthians firmou seu caminho rumo ao terceiro título brasileiro após vencer por 2 a 1 a segunda partida, com tentos de Ricardinho e Edílson, e se garantir na final contra o Atlético Mineiro.

Paysandu x Remo – 2000

Pouca gente se lembra, mas a Copa João Havelange contou com um mata-mata em seu “segundo nível” antes do mata-mata principal do torneio. O módulo amarelo decidiu em eliminatórias quem seriam os seus três representantes na fase decisiva. E, após Paraná e São Caetano passarem à decisão, a última vaga foi disputada pelos eliminados nas semifinais, em um clássico regional: Remo e Paysandu se pegaram em dois jogos no Mangueirão, para resolver quem ficaria vivo. Os remistas conquistaram uma vitória emocionante no primeiro duelo, 3 a 2 no placar e três gols de Robinho. E o empate por 1 a 1 na segunda partida foi suficiente para a classificação do Remo, eliminado pelo Sport na etapa seguinte.

Santos x Corinthians – 2002

O último jogo dos mata-matas do Brasileirão é vivo na cabeça de muita gente. Afinal, tornou-se símbolo de uma geração. Depois de se classificar em oitavo para as quartas de final e surpreender o fortíssimo São Paulo, o Santos eliminou o Grêmio e ganhou o direito de decidir contra o Corinthians, então campeão da Copa do Brasil e do Rio-São Paulo. No jogo de ida, Alberto e Renato deram a vitória por 2 a 0 no Peixe. Por fim, a volta foi coroada com um jogaço. Robinho assumiu a responsabilidade de ser a estrela solitária santista na ausência de Diego. E não se escondeu, com as eternas pedaladas sobre Rogério e a contribuição para os gols. Enquanto Fábio Costa fazia milagres, Elano e Léo fecharam a vitória por 3 a 2 e deram ao Santos o seu primeiro título na fase moderna do Brasileirão.

“Todo técnico europeu vê treinar o Brasil como um grande desafio”, diz ex-colega de Felipão em Portugal

José Couceiro defende o aumento de intercâmbio entre treinadores, e diz que os 7 a 1 da Alemanha não foram apenas acidente de uma partida

Fotos de David Martins

José Couceiro pode falar bem de intercâmbio cultural no futebol. O português trabalhou em grandes clubes de seu país, como Porto e Sporting, e teve passagens por Lituânia, Turquia e Rússia. Além disso, foi técnico das categorias de base da seleção portuguesa na década de 2000, trabalhando em conjunto com o brasileiro Luis Felipe Scolari. Para completar, é o técnico do Estoril Praia, equipe portuguesa controlada pela Traffic, uma empresa brasileira.

Toda essa experiência o fez ter convicção de que essa troca de ideias é importante para a evolução do futebol. Incluindo no Brasil, na seleção brasileira. “Sempre temos coisas a aprender, e não acho que seja só na Seleção, mas também nos clube e no trabalho de base”, afirma. “Nós treinadores europeus encaramos o Brasil como um grande desafio. É um país com um potencial fantástico, grandes jogadores, muita qualidade. Quem gosta de futebol não é indiferente ao Brasil. Há um sentimento especial”, completa.

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No entanto, não bastaria trocar a nacionalidade dos comandantes para tudo melhorar. Segundo ele, a derrota por 7 a 1 para a Alemanha não pode ser interpretada como um lapso, um branco de uma partida. O português considera que a goleada – bem como os 4 a 0 que a sua seleção sofreu para a mesma Alemanha duas semanas antes – é sintoma de um problema maior, estrutural. “A organização no Brasil precisa ser diferente para que os campeonatos sejam mais competitivos, menos longos. São muitas coisas a serem discutidas”, comenta.

Em entrevista à Trivela, concedida na antevéspera da estreia do Estoril na Liga Europa (derrota por 1 a 0 para o PSV em Eindhoven), Couceiro também falou da situação da seleção portuguesa e sobre as expectativas de seu clube para a temporada 2014/15.

Você já trabalhou em grandes clubes de Portugal e fora, e agora trabalha em um clube português administrado por uma empresa brasileira. Dá para perceber alguma diferença cultural na forma de gestão?

O Estoril é um bom exemplo de gestão, num plano geral e do ponto de vista esportivo. É um bom exemplo de como fazer as coisas de forma produtiva e, por isso, não temos essa pressão extra de termos de atingir objetivos inatingíveis. É um exemplo para outros clubes de como a gestão pode fazer a diferença nos resultados em campo.

Você trabalhou na Rússia, na Turquia, na Lituânia. E é comum ver técnicos portugueses em clubes por toda Europa. Por que Portugal se tornou um centro formador de técnicos?

Somos pequenos, temos só 10 milhões de habitantes, 5% da população do Brasil. Então, temos de apostar na qualidade porque não conseguimos ter a quantidade. Apostando na qualidade, conseguimos ao longo dos anos ter um conjunto de pessoas em diversas áreas que tenha de fato qualidade internacional. E depois disso vira algo cíclico. Pessoas começam a trabalhar e a ter sucesso, e uns puxam os outros. E é isso que tem passado conosco. E felizmente para nós somos cada vez mais reconhecidos porque isso abre perspectiva de outros mercados.

Os técnicos brasileiros não costumam fazer sucesso na Europa, e uma das explicações que se usa é o fato de o idioma português atrapalhar. Isso atrapalha mesmo?

Não acho. A língua é importante, é claro que é, mas a língua não condiciona tudo. A maior parte da nossa comunicação não é verbal, é corporal. É evidente que só a comunicação corporal não resolve, mas também ajuda muito a criar um clima muito mais próximo e a passar uma mensagem positiva. Obviamente que o ideal é falar a língua local, mas não falo turco, lituano e russo e consegui trabalhar. Bastava saber algumas palavras. Não acho que isso seja impeditivo de se fazer um bom trabalho.

Como ex-colega do Felipão nas seleções portuguesas, como você viu a participação do Brasil na Copa e aquele final melancólico?

O Brasil ficou marcado pela Alemanha, como Portugal também ficou. São daqueles jogos em que não há treinador, não há ninguém, que consiga aguentar aquilo. É uma derrota muito pesada. A equipe perdeu sua organização, os jogadores não conseguiram ter cabeça fria para minimizar a derrota. Mas eu penso que o problema, quer de Portugal, quer do Brasil, não se pode resumir a um jogo. É um trabalho mais profundo e os treinadores acabam sendo mais vítimas de um trabalho estrutural que não existe. O que acontece em um torneio é uma situação conjuntural, uma situação de momento. E eu acho que nas duas situações há razões mais profundas. O Brasil é um país com potencial fantástico, tem muitos jogadores, muita qualidade, mas a organização das competições precisa ser diferente para ter campeonatos mais competitivos, menos longos. São muitas coisas a ser discutidas.

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Uma discussão que se teve muito no Brasil foi a de trazer um técnico estrangeiro para a Seleção como uma forma de modernizar o futebol daqui, trazer ideias novas. Portugal até fez o contrário, contratou um brasileiro, mas você acha que um intercâmbio desse poderia ser positivo?

Acho que é positivo para todo mundo. Sempre temos coisas a aprender. Não penso que seja só na seleção, nos clubes e na base também. Nós treinadores europeus encaramos o Brasil como um grande desafio. O Brasil tem um potencial fantástico, tem grandes jogadores, muita qualidade. Quem gosta de futebol não é indiferente ao Brasil, tem um sentimento especial. Quando o Scolari veio para Portugal, o ambiente que se criou em torno da seleção foi incrível. Gosto desse intercâmbio cultural, não só de países que falam a mesma língua, com outras escolas também.

E como você vê a situação de Portugal? É um país com bons jogadores, mas a seleção está com dificuldade de decolar. Acabou de perder da Albânia e trocar de técnico.

É um momento difícil. Perdemos um jogo que todos achavam que íamos ganhar. Aconteceu uma surpresa, mas eu não concordo com a saída do treinador. Se fosse para sair, tinha de ter sido depois da Copa do Mundo e não a essa altura. Essas coisas não acontecem só no Brasil, acontecem em Portugal também. Mas é uma fase. Portugal tem tido uma história de sucesso. Dos países europeus com a dimensão de Portugal, somos claramente o primeiro. No mundo, o único país que pode ter comparação conosco é o Uruguai, que é pequeno e tem muito bons jogadores. Os outros países têm muito mais gente, com muito mais capacidade de recrutamento. Fazer o que Portugal faz com 10 milhões de habitantes é fantástico.

Goleiro brasileiro Vágner espalma a bola em jogo do Estoril contra o Vitória de Setúbal (David Martins)
Goleiro brasileiro Vágner espalma a bola em jogo do Estoril contra o Vitória de Setúbal

Bem, você está em um momento de comandar um clube português em uma competição internacional. Como o Estoril está encarando a Liga Europa?

Como uma boa oportunidade de poder jogar em um nível mais elevado. Vamos encarar como um desafio e jogar com equipes que estão acostumadas a jogar em competições europeias. Para conseguirmos isso, vamos ter de jogar um futebol positivo, e encarar como um prêmio para toda a equipe.

Na temporada passada, o Paços de Ferreira conseguiu uma vaga na Champions League, mas acabou eliminado cedo e ainda fez uma campanha muito ruim na liga. O que o Estoril faz para não sofrer o mesmo?

São situações diferentes. O Estoril claramente sabe que começou um ciclo diferente. Mudaram muitos jogadores e dessa forma o seu principal objetivo é o campeonato nacional, e não a campanha internacional. É bom sempre lembrar a situação do Paços de Ferreira, mas penso que não vai ter nada.

Qual foi a sensação quando vocês viram que estavam no grupo com equipes tradicionais como Dinamo de Moscou, PSV e Panathinaikos?

Poder defrontar adversários de tanta importância e habituados a jogar essas competições é um desafio interessante. É motivador para os jogadores enfrentar equipes de tanto prestígio.

A ideia que se tem do futebol português é que só tem três clubes: Porto, Benfica e Sporting. Mas, neste século, Boavista e Braga já foram muito longe na Copa da Uefa/Liga Europa. Vocês pensam tão grande assim?

Não. Nós neste momento só podemos pensar num jogo de cada vez. Começar a fazer uma aposta só na campanha internacional obviamente vai ter problema na campanha nacional. E o mais importante neste momento é a campanha nacional. Em termos de Liga Europa, o Estoril vai pensar em um jogo de cada vez e não vai criar nenhuma pressão extra. O primeiro objetivo do Estoril na Liga Europa é ganhar um jogo, pois nunca ganhamos nenhum jogo na Liga Europa. Se conseguirmos continuar para a fase seguinte, ótimo. Mas uma coisa de cada vez, sem pressão adicional.

GUIA: Quinze motivos para não perder a Liga Europa 2014/15

E na liga portuguesa, qual a perspectiva do Estoril? O time vem de dois bons campeonatos [quinto em 2012/13 e quarto em 2013/14] e se criou um patamar meio alto para seu trabalho.

Futebol é por ciclos. O Estoril teve um ciclo nos últimos anos brilhante, mas saíram muitos jogadores importantes. O clube fez dinheiro, o que é importante. Agora começa um novo ciclo, com muitos jogadores que têm uma primeira vez nesse nível. Esse primeiro ano não é fácil. Precisamos criar estabilidade e fazer crescer os jogadores. O objetivo é fazer um campeonato tranquilo e, no ano seguinte, buscar posições melhores.

Então, se o Estoril der um passo atrás em relação à classificação, não seria algo fora do normal? Já faria parte do projeto?

Claro. É evidente que do ponto de vista financeiro é interessante para o Estoril vender os jogadores. Mas é difícil do ponto de vista esportivo. Isso faz parte do projeto do Estoril.

Aqui está nosso roteiro para você acompanhar a Champions League 2014/15

Grupo a grupo, o que há de mais importante para você ficar ligado na Liga dos Campeões

“A melhor Champions League dos últimos tempos.” Provavelmente, todo torneio que está para começar é vendido como um dos melhores dos últimos tempos. Mas temos, dessa vez, elementos para acreditar que a Liga dos Campeões pode realmente ser melhor que as últimas temporadas. E isso deixa a gente animado (e você também, supomos). Por que tamanho otimismo? Vejamos:

CURIOSIDADES: Sorteio da Champions: os detalhes dos grupos para enriquecer teu papo com os amigos
TV: O jogo mais disputado da Champions é em outubro: quem transmitirá o torneio em 2015?

– Os supertimes recentes perderam um pouco de sua aura. O Real Madrid se mexeu e já perdeu duas vezes para o Atlético de Madrid nesta temporada. O Barcelona está em reformulação depois de uma temporada decepcionante. O Bayern de Munique teve a confiança abalada depois do modo como foi eliminado pelo Real na temporada passada;

– A Inglaterra parece ter voltado ao topo depois de dois anos um degrau abaixo. O Chelsea e o Manchester City pintam como candidatos a título, e Liverpool e Arsenal dão bons sinais;

– O Atlético de Madrid talvez não seja apenas um acidente de um ano bom. O time já ganhou duas vezes do Real Madrid em reedições da última final europeia;

– O Paris Saint-Germain teve dois anos de duras derrotas na Champions para amadurecer, e talvez tenha aprendido o que falta para chegar entre os quatro primeiros.

Poderia ser melhor se a Itália não vivesse um momento tão ruim (ou, no mínimo, se Antonio Conte tivesse seguido na Juventus). Mas já temos uma lista de candidatos a título e de equipes que correm por fora maior do que nos últimos anos. O que só engrandece o torneio, o que só aumenta a expectativa dos torcedores.

Para você navegar um pouco nessas águas agitadas, preparamos um roteiro especial. Grupo a grupo, o que deve ser observado de perto e onde estão as armadilhas para os favoritos. Aproveitem. Ah, e não ache que ficaremos só nisso. Ao longo desta semana, faremos mais matérias especiais sobre a Champions League, que entrarão no ar daqui até quarta-feira.

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PARA 2015: Champions League muda critério dos cabeças de chave para fazer jus ao nome

SEM GOLS FORA: Regra dos gols fora pode estar com os dias contados na Uefa

GRUPO A

Atlético de Madrid
Atlético de Madrid 

Juventus
Juventus

Olympiacos
Olympiacos

Malmö
Malmö
GRUPO B

Real Madrid
Real Madrid

Liverpool
Liverpool

Basel
Basel

Ludogorets
Ludogorets
GRUPO C

Benfica
Benfica

Bayer Leverkusen
Bayer Leverkusen

Zenit
Zenit

Monaco
Monaco

 

GRUPO D

Arsenal
Arsenal

Borussia Dortmund

Galatasaray

Anderlecht

 

GRUPO E

Bayern de Munique
Bayern de Munique

Manchester City
Manchester City

Roma
Roma

CSKA Moscou
CSKA Moscou
GRUPO F

Barcelona
Barcelona

Paris Saint-Germain
Paris Saint-Germain

Ajax
Ajax

Apoel
Apoel
GRUPO G

Chelsea
Chelsea

Schalke 04
Schalke 04

Sporting
Sporting

Maribor
Maribor
GRUPO H

Porto
Porto

Athletic Bilbao
Athletic Bilbao

Shakhtar Donetsk
Shakhtar Donetsk

Bate Borisov
Bate Borisov

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Grupo F: Barcelona sobra, mas PSG vem logo atrás

Barcelona é o grande favorito do grupo F e deve ter a companhia do PSG nas oitavas de final, já que Ajax e Apoel parecem apenas figurantes

Barcelona
Barcelona

Paris Saint-Germain
Paris Saint-Germain

Ajax
Ajax

Apoel
Apoel
O cenário esperado

É um grupo com relações de forças muito claras. O Barcelona fica à frente de todos, com o Paris Saint-Germain vindo logo atrás. O Ajax, a despeito de toda a sua tradição, não tem a mesma força dos dois, mas não deve ser ameaçado pelo Apoel.

O cenário possível

O Ajax estreia com vitória sobre o PSG em Amsterdã, depois bate o Apoel em Nicósia e arranca ponto do Barcelona na quarta rodada, quando jogará em casa. Assim, pode jogar pressão em cima do time parisiense na quinta rodada, conseguindo um empate que deixaria a equipe holandesa com a segunda posição da chave.

Jogador-chave
Ibrahimovic é a estrela do PSG (AP Photo/Michel Euler)
Ibrahimovic é a estrela do PSG (AP Photo/Michel Euler)

Zlatan Ibrahimovic

O Paris Saint-Germain tem investimento e elenco para estar no topo da Europa, e parece faltar algo para escalar esse último degrau. Parte disso recai sobre Ibrahimovic. O craque sueco deita e rola no Campeonato Francês, mas continua com sua dificuldade crônica em ser realmente convincente na Champions League. Se ele assumir a responsabilidade e decidir os grandes jogos, o PSG pode até pensar em voos mais altos do que as quartas de final das duas últimas temporadas.

Fique de olho
Riise é reforço do Apoel para a temporada
Riise é reforço do Apoel para a temporada

Bom retrospecto do Apoel

O Apoel vem de resultados convincentes nas fases preliminares da Champions, com empates fora de casa e vitórias em casa contra o finlandês HJK e o dinamarquês AaB. Pelo currículo contra os nórdicos, as chances cipriotas melhorariam se o grupo tivesse Malmö (SUE), Kobenhavn (DIN), Stromgodset (NOR), HB (FAR) ou KR (ISL), mas dá para sonhar em uma zebra em cima do Ajax. O Apoel ainda tem vários jogadores da equipe que surpreendeu a Europa há três anos, quando chegou às quartas de final deixando Porto, Zenit e Lyon para trás. Ah, e ainda contratou o veterano Riise.

O brasileiro
David Luiz, em sua apresentação no PSG
David Luiz, em sua apresentação no PSG

David Luiz se tornou o zagueiro mais caro do mundo pouco antes da Copa, e acabou sendo uma figura muito polarizadora no Mundial. Foi líder e heroi nas oitavas e quartas de final, mas foi um dos destaques negativos nas derrotas do Brasil para Alemanha e Holanda. No PSG, terá a companhia de Thiago Silva e Marquinhos, dois zagueiros com os quais divide espaço na seleção brasileira, e tentará provar que vale o dinheiro que o clube francês pagou para tirá-lo do Chelsea.

A contratação
Suárez, em suas primeiras ações pelo Barcelona (AP Photo/Emilio Morenatti)
Suárez, em suas primeiras ações pelo Barcelona (AP Photo/Emilio Morenatti)

Luis Suárez, pelo Barcelona

A compra de Luis Suárez fez muito barulho pelas circunstâncias (com o jogador suspenso por morder Chiellini durante a Copa) e pelo que ela representa ao Barcelona. Quando o uruguaio entrar, o time terá de realmente criar uma variante mais aguda e com mais jogadas individuais para seu jogo de toque de bola. O ataque Cone Sul, com Neymar e Messi, pode se tornar um dos mais técnicos e talentosos do mundo. Vai ser interessante acompanhar isso.

Veja outros grupos do guia da Champions League

Grupo C: equilíbrio e imprevisibilidade em grupo sem um grande favorito

Benfica, Bayer Leverkusen, Zenit e Monaco irão disputar uma vaga, com os portugueses sendo cabeça de chave. O que dá para prever?

Benfica
Benfica

Bayer Leverkusen
Bayer Leverkusen

Zenit
Zenit

Monaco
Monaco
O cenário esperado

É um grupo equilibrado, com muitas incógnitas. O Monaco é uma incógnita porque perdeu o investimento pesado que recebeu nas duas últimas temporadas. O Benfica é uma incógnita porque vendeu boa parte do time que dominou o futebol português na temporada passada. Zenit e Bayer Leverkusen são incógnitas porque sempre agem de forma aleatória na Champions League. Mas o mais provável seria Leverkusen e Benfica ficando com as duas vagas e Zenit levando o lugar na Liga Europa.

O cenário possível

O Zenit se solta e consegue bons resultados em Mônaco e Portugal, arrancando pontos que o coloque nas oitavas de final. O Benfica entraria na Liga Europa já como candidato ao terceiro vice-campeonato seguido do torneio.

Jogador-chave
Axel Witsel, do Zenit (AP Photo/Paulo Duarte)
Axel Witsel, do Zenit (AP Photo/Paulo Duarte)

Axel Witsel

Axel Witsel é o termômetro do meio-campo do Zenit. O belga marca forte e distribui o jogo de trás, mas também pode se posicionar mais à frente, articulando com Hulk, Danny e Fayzulin para concluir as jogadas. Ele pode ser a diferença entre o cenário possível e o esperado indicados acima.

Fique de olho
Monaco ainda tem bons jogadores (Foto: divulgação)
Monaco ainda tem bons jogadores (Foto: divulgação)

Monaco à deriva

O Monaco ainda tem um time com bons jogadores, como o argentino Ocampos, o francês Toulalan, o búlgaro Berbatov, o português João Moutinho e o croata Subasic. O problema não é a perda de jogadores como James Rodríguez e Radamel Falcao García, mas o clima de fim de feira que pode tomar conta do elenco pela redução dos investimentos. Se o elenco levar a competição a sério, os monegascos podem brigar. Se cada um ficar mais preocupado com o próprio futuro, será um retorno bem fugaz ao torneio.

O brasileiro
Hulk, do Zenit
Hulk, do Zenit

Hulk

A torcida brasileira não vai muito com a cara de Hulk, mas o atacante é um jogador consistente e decisivo para o Zenit. Vale ficar de olho nele, sobretudo porque ele talvez esteja nos planos de Dunga para a Seleção e o desempenho na Champions pode ajudar a recolocá-lo no elenco nacional.

A contratação
Anderson Talisca começou bem no Benfica
Anderson Talisca começou bem no Benfica

Anderson Talisca

Anderson Talisca é uma das gratas surpresas do Benfica nesse início de temporada. O meia revelado pelo Bahia entrou bem no campeão português, e já marcou três gols contra o Vitória de Setúbal na última rodada da Liga Sagres. Se ele seguir nesse ritmo, pode acelerar a remontagem do time encarnado e evitar que o time vá, novamente, para a Liga Europa.

Veja outros grupos do guia da Champions League

Veja como foi acompanhar a vitória da Costa Rica sobre o Uruguai no meio dos Ticos

Três torcedores da Costa Rica vieram de carro ao Brasil e estão fazendo vídeos da jornada

Poucos esperavam que a Costa Rica chegasse a 22 de junho com duas vitórias, sobre Uruguai e Itália, na Copa do Mundo. Provavelmente, nem os costarriquenhos que vieram ao Brasil esperassem tanto. Menos três caras: Sebas, Oliver e Racha. Eles foram de jipe da Costa Rica até o Brasil, e estão alimentando um site com vídeos interessantes da jornada.

A atualização mais recente é bem legal: como foi ver no meio da torcida costarriquenha a vitória dos Ticos de virada sobre o Uruguai. Confiram:

Não são pelos 20 centavos, mas pelos mortos do atentado que liga Argentina e Irã

Perto do 20º aniversário do atentado à Amia, comunidade judaica pedia minuto de silêncio antes de jogo no Mineirão

Eram poucas pessoas, cerca de 60. Eles estavam na avenida Paulista, em São Paulo, com faixas e roupas pretas. Em uma Copa com uma quantidade considerável de protestos pelas cidades, uma manifestação tão reduzida receberia pouca atenção. Mas não deveria. Essas seis dezenas queriam apenas que o maior atentado terrorista da América Latina fosse lembrado antes de Argentina e Irã se enfrentarem no Mineirão.

LEIA MAIS: Argentina 1×0 Irã: cadeado arrebenta quando a corda já estava no pescoço

A história começou em 18 de julho de 1994 em Buenos Aires. Uma bomba explodiu na sede da Associação Mutual Israelita-Argentina, destruindo o prédio e matando 85 pessoas (67 dentro do edifício e o restante na vizinhança) e ferindo mais de 300. A conta ainda cresce se forem incluídos os imóveis danificados.

Apesar da gravidade, o caso nunca avançou na Justiça. Durante anos, os responsáveis eram trocados e surgiam acusações de acobertamento. Em 2005, o cardeal Jorge Mario Bergoglio (atual Papa Francisco) deu a primeira assinatura de uma petição por justiça. Em 2006, os promotores Alberto Nisman e Marcelo Martínez Burgos acusaram formalmente o governo do Irã de ordenar a ação, e o Hezbollah por executá-la. A versão é contestada, mas ganha força pelo fato de que um grupo ligado ao Hezbollah havia assumido um atentado contra a Embaixada de Israel em Buenos Aires em 1992, dois anos antes do ataque à Amia.

Sede da Amia após atentado terrorista de 1994
Sede da Amia após atentado terrorista de 1994

A questão é que, até hoje, ninguém foi punido. Um acordo entre Argentina e Irã limitou as investigações a quem já estivesse na lista de procurados pela Interpol e os interrogatórios foram realizados pelos iranianos. A Justiça argentina ficou fora de boa parte do processo.

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A comunidade judaica argentina, a maior da América Latina, até hoje organiza grandes manifestações todo 18 de julho (veja algumas fotos abaixo). O próximo, em menos de um mês, marcará o 20º aniversário do atentado. Claro que um encontro entre Argentina e Irã na Copa do Mundo não podia passar batido.

Por isso, a comunidade judaica brasileira realizou o protesto deste sábado. O pedido era que o caso fosse lembrado. O Congresso Judaico Latino-Americano criou campanha – inclusive enviando cartas para Joseph Blatter e Dilma Rousseff – para que houvesse um minuto de silêncio antes da partida no Mineirão. Não foram atendidos.

Provavelmente eles não esperavam ter sucesso. Mas só queriam que a sociedade não esquecesse que, até hoje, o maior atentado terrorista da América Latina segue impune.

Faixa em protesto realizado em São Paulo no dia de Argentina x Irã (AP Photo/Dario Lopez-Mills)
Faixa em protesto realizado em São Paulo no dia de Argentina x Irã (AP Photo/Dario Lopez-Mills)
Protesto em 2004 contra a impunidade no atentado à Amia (AP Photo/Natacha Pisarenko)
Protesto em 2004 contra a impunidade no atentado à Amia (AP Photo/Natacha Pisarenko)
Homem chora em protesto de 2013 contra a impunidade no caso da Amia (AP Photo/Victor R. Caivano)
Homem chora em protesto de 2013 contra a impunidade no caso da Amia (AP Photo/Victor R. Caivano)
Protesto por justiça no 19º aniversário do atentado à Amia, em 2013 (AP Photo/Victor R. Caivano)
Protesto por justiça no 19º aniversário do atentado à Amia, em 2013 (AP Photo/Victor R. Caivano)

 

Querem criar cantos decentes para a Seleção, e surgiram umas boas opções

Um grupo de cariocas lançou letras legais, mas precisa espalhar isso, pois o Brasil só joga no Maracanã se for na final

Tudo bem, já ficou claro que as pessoas que estão acostumadas com o clima de estádio no Brasil não aguentam mais o “Sou brasileiro, com muito orgulho, com muito amooo-oor”. Compreensível, pois é um canto insípido que ficou muito vinculado ao tipo de torcedor que nem gosta tanto de futebol e só resolve ir ao estádio quando é jogo da Seleção porque é mais bacaninha. Isso não era um problema grande, até que os países latino-americanos começaram a invadir o Brasil para a Copa do Mundo e passaram a fazer mais barulho nos estádios do que a equipe da casa.

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A torcida mexicana, inclusive, tirou sarro disso após o jogo entre México e Brasil em Fortaleza: “Brasileiro, brasileiro / Eu te quero perguntar / Como é sentir-se visitante / Mesmo quando joga de local”. E, convenhamos, vai continuar sendo assim se não surgir uma música que passe um mínimo de energia e que a torcida cante com vibração real. Mais ou menos o que se sente quando resolvem usar gritos de clubes em jogos da Copa.

Até que um pessoal começou a se mexer. E até criaram umas coisas interessantes. Um grupo se reuniu em Copacabana nesta sexta e criou a Banda Verde e Amarela, aque até abriu uma página no Facebook e já lançou umas sugestões. Com altos e baixos, há material com potencial aí. Veja:

Banda verde amarela_letras

Uma delas, aliás, tem versão vídeo:

Mas não é só isso. Também pintou outra opção. Uma letra um pouco elaborada, talvez demore para a torcida (ainda mais uma torcida tão dispersa, sem uma centralização como em uma organizada de clube para ajudar a vingar a música) aprender. Mas também é interessante:

O problema é que a Copa já está rolando e há pouco tempo para fazer tanta gente aprender essas músicas. Além disso, muitas estão surgindo no Rio de Janeiro e o Brasil só jogará no Maracanã se chegar à final. Ou seja, isso precisa se espalhar pelo País ainda.

Bem, ficam essas sugestões, e que surjam outras. Melhor do que o “Sou brasileiro, com muito orgulho, com muito amor”.

Com dicas dos leitores Marcelo Wilinski e Daniel Tibães

Mapas animados mostram como o Twitter se comporta na Copa

Esses mapas são hipnóticos

É irresistível. Acontece alguma coisa em campo, e você vai lá digitar algumas bobagens no Twitter. Muitas delas não servem para nada. Um exemplo é tuitar “Goool!” quando sai um gol. Afinal, é Copa do Mundo, todo mundo está vendo os jogos e sabe que aconteceu um gol. Não precisa você anunciar. Mas você faz. Normal, muita gente faz.

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E, por “muita gente”, é realmente muita gente. No mundo todo. O Twitter montou mapas animados para mostrar quantas e de onde são os tuítes publicados durante alguns jogos da Copa do Mundo. É bastante interessante.

Brasil x Croácia

http://cartodb.com/v/worldcup/brazil-croatia/#/2/1.8/-21.4/0

Espanha x Holanda

http://cartodb.com/v/worldcup/match/?vis=f6bab00e-f3e8-11e3-a118-0e10bcd91c2b&h=t&t=Spain,be1931%7CNetherlands,ffac33&m=6%2F13%2F2014%2016:01:00%20GMT,6%2F13%2F2014%2018:51:00GMT&g=27%7C44,52,64,72,80#/2/12.6/-7.7/0

Inglaterra x Itália

http://cartodb.com/v/worldcup/match/?vis=d885a186-f422-11e3-9ea4-0e10bcd91c2b&h=t&t=England,be1931%7CItaly,009246&m=6%2F14%2F2014%2019:00:00%20GMT,6%2F14%2F2014%2020:58:00GMT&g=37%7C35,68#/2/-5.8/-7.4/0

Costa do Marfim x Japão

http://cartodb.com/v/worldcup/match/?vis=f2b07696-f45c-11e3-a736-0e230854a1cb&h=t&t=Japan,be1931%7CCote%20d%27Ivoire,009246&m=6%2F14%2F2014%2022:00:00%20GMT,6%2F15%2F2014%20%200:58:00GMT&g=16%7C82,86#/2/12.7/-7.7/0

Alemanha x Itália

http://cartodb.com/v/worldcup/match/?vis=b8efbc94-f580-11e3-95d0-0e10bcd91c2b&h=t&t=Germany,be1931%7CPortugal,009246&m=6%2F16%2F2014%2013:00:00%20GMT,6%2F16%2F2014%20%200:58:00GMT&g=12,32,45,96%7C#/2/-16.5/-3.2/0

Gana x Estados Unidos

http://cartodb.com/v/worldcup/match/?vis=59670c48-f5ab-11e3-a176-0e230854a1cb&h=t&t=USA,5CA2D1%7CGhana,F84F40&m=6%2F16%2F2014%2019:00:00%20GMT,6%2F16%2F2014%2021:58:00GMT&g=1,94%7C90#/2/-20.5/-15.8/0

Brasil x México

http://srogers.cartodb.com/viz/0f9b4218-f651-11e3-acef-0edbca4b5057/embed_map?title=true&description=true&search=true&shareable=true&cartodb_logo=true&layer_selector=false&legends=true&scrollwheel=true&fullscreen=true&sublayer_options=0|0|0|0|0|0|1|1&sql=&zoom=2&center_lat=1.9332268264771233&center_lon=-8.4375

Rússia x Coreia do Sul

http://cartodb.com/v/worldcup/match/?vis=26f237b6-f67c-11e3-8b13-0e10bcd91c2b&h=t&t=Russia,B40903%7CKorea-republic,FFFFFF&m=6%2F17%2F2014%2019:00:00%20GMT,6%2F16%2F2014%2021:58:00GMT&g=92%7C86#/2/12.7/-7.7/0