Aqui estão os dois pontos de Raulzinho no Jogo dos Calouros da NBA

Brasileiro fez dois pontos e deu nove assistências nos quase 18 minutos em que ficou em quadra

Anúncios

Os Estados Unidos venceram o Jogo de Calouros do All-Star Game da NBA. Em uma partida de pouca marcação (como é comum nesses eventos), os norte-americanos fizeram 157 a 154. Zach LaVine teve 30 pontos e sete rebotes e foi eleito o melhor jogador em quadra. Outros destaques, ambos no time do resto do mundo, foram Emmanuel Mudiay, com 30 pontos e dez assistências, e Kristaps Porzingis, com 30 pontos e aproveitamento de 63,5% (5 de 8) em arremessos de três pontos.

Para o torcedor brasileiro, fica a ressalva da participação de Raulzinho. O armador anotou dois pontos e deu nove assistências nos 18 minutos (17:59 para ser preciso) em que ficou em quadra. Um desempenho bem decente. Veja abaixo sua cesta (a foto acima é de uma de suas assistências, uma ponte aérea para Kristaps Porzingis).

 

Kobe Bryant é o jogador mais votado para o All-Star Game, e isso é justo

Estrela dos Lakers tem mais que o dobro de votos de LeBron James

A NBA divulgou a primeira parcial de votos para o All-Star Game desta temporada, e ninguém deve estar surpreso com a presença de Kobe Bryant na primeira posição. O astro do Los Angeles Lakers recebeu 719.235 indicações, mais de 200 mil a mais que Stephen Curry, do Golden State Warriors, e mais que o dobro de LeBron James, do Cleveland Cavaliers. Um número expressivo, e que deve ser considerado justo.

Os mais críticos ou puristas do Jogo das Estrelas podem usar vários argumentos para contestar a liderança de Kobe. Curry é claramente o melhor jogador desta temporada – como já havia sido na passada – e LeBron é o melhor jogador do mundo no geral. Além disso, o jogador dos Lakers vem de duas temporadas muito apagadas por causa de contusão e, na atual, tem chamado mais a atenção por estar em sua despedida das quadras do que por grandes jogadas.

Tudo isso é verdade, como também é verdade que:

– Kobe Bryant é provavelmente o maior jogador que a NBA viu desde que Michael Jordan se aposentou (LeBron ainda está construindo sua trajetória);
– Kobe Bryant está em sua temporada de despedida e qualquer homenagem é justa;
– O All-Star Game será em Toronto, uma cidade que não teve tantas oportunidades de vê-lo jogar. Foram apenas 13 jogos de Kobe na maior cidade do Canadá, o que representa 0,85% de todas as partidas que fez na NBA;
– Acima de tudo, o All-Star Game é um grande amistoso. Não vale mando de campo nas finais como o da MLB, tampouco dá US$ 1 milhão ao vencedor como o da Nascar, nem vale a rivalidade nacional como os antigos Jogos das Estrelas da NHL. É só um amistoso em que craques vão desfilar o seu talento para uma torcida disposta a ver lances espetaculares.

Russell Westbrook é a estrela do All-Star Game: prêmio de MVP e cabeçada na tabela

Armador do Thunder se destacou em jogo que teve recorde de pontos

O All-Star Game da NBA foi o de sempre: nenhuma marcação, muitas acrobacias, jogador se divertindo e placar que poderia ser medido em notação científica. O Oeste venceu o Leste por 163 a 158 (recorde de pontos na história do encontro), completando sua quarta vitória nos últimos cinco Jogos das Estrelas.

VEJA TAMBÉM: Zach LaVine é campeão de enterradas com bola debaixo das pernas, pelas costas e camisa do Space Jam

No meio de toda essa numeralha, Russell Westbrook conseguiu se destacar. O armador do Oklahoma City Thunder anotou 41 pontos e terminou como cestinha e MVP da partida. Além disso, será lembrado por uma façanha: deu uma cabeçada na tabela quando dava uma enterrada.

Zach LaVine é campeão de enterradas com bola debaixo das pernas, pelas costas e Space Jam

Armador dos Timberwolves foi tão espetacular que dá para esquecer que a competição decepcionou

Concurso de enterradas é um espaço para galhofas. Já teve até jogador com roupa do Super-Homem. Para Zach LaVine, a referência para voar em direção à cesta, desde criança, era o filme Space Jam. Então, fazia sentido usar uma camisa do filme que misturou Michael Jordan e Pernalonga na hora de se apresentar. E ele justificou a homenagem.

VEJA MAIS: Era para ser um concurso de 3 pontos emocionante, mas o que Stephen Curry foi covardia

O armador do Minnesota Timberwolves foi fantástico. Abriu passando a bola por baixo da perna. Garantiu a classificação para a fase final passando a bola pelas costas. Na decisão, contra Victor Oladipo, do Orlando Magic, nem foi tão criativo assim. Mais duas bolas que passaram por baixo da perna foram suficientes. Afinal, sobrou potência e energia em cada uma das enterradas.

Foi uma apresentação tão dominante que até nos fez esquecer que a competição foi decepcionante como um todo. Oladipo deu uma bela enterrada na primeira fase, mas Mason Plumlee e Giannis Antetokounmpo não fizeram apresentações à altura do evento.

Veja abaixo a primeira, a segunda e a quarta enterradas de LaVine:

Era para ser um concurso de 3 pontos emocionante, mas o que Stephen Curry foi covardia

Astro do Golden State Warriors foi tão espetacular que os concorrentes pareceram inofensivos

Kyrie Irving, campeão de 2013. Marco Belinelli, campeão de 2014. Kyle Korver, mais de 52% de aproveitamento em arremessos de 3 pontos na atual temporada. James Harden, líder em pontos na atual temporada. Klay Thompson, que acertou nove arremessos do perímetro em apenas um quarto há menos de um mês. E Stephen Curry, maior pontuador de três em uma temporada na história (em 2012/13).

LEIA MAIS: Garota fenômeno do beisebol infantil detonou marmanjo no Jogo das Celebridades da NBA

Era para ser uma competição de três pontos emocionante e equilibrada, cheia de pesos pesados na disputa. Mas Curry não deixou. Depois de chegar à fase final contra Irving e Thompson, o armador resolveu apelar: acertou 20 dos 25 arremessos, completando 27 dos 34 pontos possíveis. Irving foi o segundo colocado com 18, nem teve graça.

Os 27 pontos são um recorde na história do torneio de três pontos do All-Star Game da NBA, mas isso só foi possível com as regras criadas em 2014, que colocaram mais quatro bolas de pontuação dobrada. Caso a competição de 2015 seguisse o regulamento tradicional, com apenas cinco bolas de pontos dobrados, Curry teria feito 23 pontos e o recorde ainda seria de Jason Kapono (25 pontos em 2008).

Garota fenômeno do beisebol infantil detonou marmanjo no Jogo das Celebridades da NBA

Além de talentosa, Mo’ne Davis mostra que não se intimida com toda a atenção que recebe

Tem gente que parece nascer com o dom para ser atleta. Mo’ne Davis é uma dessas pessoas. A garota de 13 anos já havia conquistado fama nacional ao brilhar na Little League World Series, jogando no lixo qualquer ideia de desigualdade de gêneros e vencendo os meninos que encontrou pela frente. Nesta sexta, foi a vez de mostrar sua capacidade no basquete.

LEIA MAIS:
– A lenda da garota fenômeno só cresce: Mo’Ne Davis destroi adversário na estreia pela Little League World Series
– ESPN bate recordes com transmissão de garota que estava arrasando na Little League
– Garota sensação da Little League vai ao Dodger Stadium e até assina bolinha para Yasiel Puig

Mo’ne foi convidada para integrar o time do Oeste no Jogo das Celebridades, evento que abre o fim de semana do All-Star Game da NBA. Jogando contra adultos, a maioria homens, ela não se intimidou. Assumiu o papel de armadora da equipe e ainda fez essa bela jogada em cima do humorista Kevin Hart (que acabou eleito, pelo quarto ano seguido, melhor jogador do evento).

Deu para entender por que ela dizia que, apesar da fama ter vindo pelo beisebol, seu futuro esportivo estava no basquete.

Você vai ficar horas e horas explorando esse infográfico sobre o basquete de Nova York

A primeira conclusão que podemos tirar desse trabalho é que a NBA não quer que trabalhemos

New York Knicks e Brooklyn Nets se especializaram ao longo dos anos em serem franquias pouco vitoriosas, muitas vezes por incompetência de quem comanda as equipes. Por isso, Nova York nem sempre aparece como protagonista na NBA, uma posição injusta com a importância que a cidade tem para o basquete.

VEJA MAIS: O vídeo do All-Star Game da NBA deixa com (ainda mais) vontade de viajar para Nova York

Para celebrar o All-Star Game nova-iorquino, a NBA fez um infográfico mostrando a história da modalidade em Nova York, com acontecimentos importantes ligados a cada região da cidade. É uma coisa fantástica, incrível, sensacional, absurda. Foi difícil terminar o expediente hoje, pois ficamos hipnotizados por esse mapa.

Clique aqui e se divirta.

O vídeo do All-Star Game da NBA deixa com (ainda mais) vontade de viajar para Nova York

Cultura urbana, de rua. É NY no que ela tem de melhor

É fácil ter vontade de viajar para Nova York. A maior cidade dos Estados Unidos soa atraente até para quem não é tão chegado em cultura norte-americana. Sobretudo para quem está na turma de preferir grandes metrópoles a recantos pacatos como destino de férias.

LEIA TAMBÉM: Miami Heat protagoniza jogada mais estúpida da temporada da NBA

Bem, se você está nesse time, ver esse vídeo promocional do All-Star Game da NBA (que, claro, será disputado em NY) é um prato cheio. Cultura urbana, cultura de rua, Nova York na veia.

PS.: alguém tem dica de site com passagens aéreas promocionais? Só perguntando…

Damian Lillard não gostou nada de ficar de fora do All-Star Game, e compartilhou isso com o mundo

Jogador postou mensagem no Facebook metendo a boca em todo mundo que participou da escolha, incluindo técnicos e torcedores

Eleição do público sempre tem o risco de injustiças, sobretudo no esporte. Afinal, o torcedor comum nem sempre acompanha todo o campeonato a ponto de ter um conhecimento profundo, e o voto se direciona a quem ele torce ou conhece. Por isso, o fato de Damian Lillard, do Portland Trail Blazers, ter ficado de fora do time titular do Oeste no Jogo das Estrelas é relativamente compreensível. Mas ficar de fora até na escolha de especialistas foi demais. E ele fez questão de deixar claro o que achou disso.

VEJA MAIS: Esses são os times do All-Star Game, e estamos estarrecidos com a ausência de Kyle Korver

Nesta sexta, horas depois de DaMarcus Cousins ser escolhido pelo comissário Adam Silver como substituto do contundido Kobe Bryant, o armador dos Blazers foi ao Facebook e desabafou:

“SEJA TÃO BOM QUE ELES NÃO POSSAM IGNORÁ-LO

Eu apenas queria agradecer aos técnicos que acharam que eu não era bom o suficiente, aos torcedores que acharam que eu não era bom o suficiente e também Adam Silver por não achar que eu era bom o suficiente. Isso não é um território desconhecido para mim, é, na verdade, no que minha vida tem se inspirado. Eu estaria mentindo se dissesse que não estou decepcionado ou que eu não me senti desrespeitado, mas não é difícil de lidar com isso. Não sou o primeiro ou o último cara a ser esnobado. ‘Você deveria estar lá’ não é bom o suficiente para mim. Mas, de qualquer forma, a razão pela qual estou aqui é porque sempre usei os recursos que tenho em minha vantagem… Um sábio uma vez me disse: ‘não será sempre moleza, mas alguém tem de pagar por isso, de um jeito ou de outro. #Agradecido #Real #NãoAllStar #RipCity (apelido de Portland) #Encerrando” 

Minutos depois, ele apagou a mensagem, provavelmente pensando que ela poderia motivar alguma punição ou atrair antipatia de algumas pessoas dentro da liga. Abaixo está a captura da tela enquanto esteve no ar.

Mensagem de Damian Lillard após ficar de fora do All-Star Game
Mensagem de Damian Lillard após ficar de fora do All-Star Game

Esses são os times do All-Star Game, e estamos estarrecidos com a ausência de Kyle Korver

Entendemos que o processo seletivo tem suas falhas e favorece a quem tem mais nome, mas, poxa vida…

O All-Star Game da NBA já tem seu elenco conhecido. O anúncio dos titulares, eleitos pelo público, havia sido feito na semana passada. Agora saíram os jogadores reservas, eleitos pelos 16 técnicos de cada conferência, e quem participará das competições de enterradas e três pontos. Falta sair apenas os concorrentes no concurso de fundamentos.

LEIA TAMBÉM: TV testa bolas murchas no basquete e comprova: Shaquille O’Neal continua péssimo em lances livres

Veja só quem fará parte dos eventos, programados para o Madison Square Garden (Nova York) de 13 a 15 de fevereiro:

Jogo das Estrelas

Conferência Leste

Titulares: John Wall (Washington Wizards), Kyle Lowry (Toronto Raptors), LeBron James (Cleveland Cavaliers), Pau Gasol (Chicago Bulls) e Carmelo Anthony (New York Knicks)
Reservas: Al Horford (Atlanta Hawks), Chris Bosh (Miami Heat), Paul Milsap (Hawks), Jimmy Butler (Bulls), Dwyane Wade (Heat), Jeff Teague (Hawks) e Kyrie Irving (Cavaliers)
Técnico: Mike Budenholzer (Hawks)

Conferência Oeste

Titulares: Stephen Curry (Golden State Warriors), Kobe Bryant (Los Angeles Lakers), Anthony Davis (New Orleans Pelicans), Marc Gasol (Memphis Grizzlies) e Blake Griffin (Los Angeles Clippers)
Reservas: LaMarcus Aldridge (Portland Trail Blazers), Tim Duncan (San Antonio Spurs), Kevin Durant (Oklahoma City Thunder), Klay Thompson (Warriors), Russell Westbrook (Thunder), James Harden (Houston Rockets) e Chris Paul (Los Angeles Clippers)
Técnico: Steve Kerr (Warriors)

Obs.: com a contusão de Kobe Bryant, DaMarcus Cousins (Sacramento Kings) herdou um lugar entre os reservas.

Jogo de Novatos

Estados Unidos

Trey Burke (Utah Jazz), Kentavious Caldwell-Pope (Detroit Pistons), Michael Carter-Williams (Philadelphia 76ers), Zach LaVine (Minnesota Timberwolves), Shabazz Muhammad (Timberwolves), Nerlens Noel (76ers), Victor Oladipo (Orlando Magic), Elfrid Payton (Magic), Mason Plumlee (Brooklyn Nets) e Cody Zeller (Charlotte Hornets)
Técnico: Alven Gentry (Warriors)

Resto do Mundo

Steven Adams (AUS/Thunder), Giannis Antetokounmpo (GRE/Milwaukee Bucks), Bojan Bogdanovic (CRO/Nets), Gorgui Dieng (SEN/Timberwolves), Dante Exum (AUS/Jazz), Rudy Gobert (FRA/Jazz), Nikola Mirotic (MAC/Bulls), Kelly Olynyk (CAN/Boston Celtics), Dennis Schröder (ALE/Hawks) e Andrew Wiggins (CAN/Timberwolves)
Técnico: Kenny Atkinson (Hawks)

Torneio de Enterradas

Giannis Antetokounmpo (Bucks), Victor Oladipo (Magic), Mason Plumlee (Nets) e Zach LaVine (Timberwolves)

Torneio de Cestas de 3 Pontos

Kyle Korver (Hawks), Klay Thompson (Warriors), Stephen Curry (Warriors), Marco Belinelli (Spurs), Wes Matthews (Trail Blazers), JJ Redick (Clippers)

Os nomes estão aí. Como todo ano, há as polêmicas de plantão, sobretudo de jogadores que deveriam ter sido chamados, como Damian Lillard, Mike Conley e Nikola Vucevic. Mas a causa que resolvemos comprar é a de Kyle Korver. O cara joga em duas posições (algum supostamente valorizado na definição de quem vai ao ASG), vem fazendo a temporada da sua carreira e comanda um time que venceu os últimos 17 jogos e tem a segunda melhor campanha da liga.

Individualmente, Korver é o segundo com mais pontos em cestas de três, é o primeiro (com MUITA folga) em aproveitamento do perímetro, o quinto entre os jogadores que não atuam no garrafão em aproveitamento em arremessos de dois e, principalmente, tem 74,1% de real aproveitamento de arremessos (o maior da história é de 70,8%, atingido por Tyson Chandler em 2011/12. Mas Korver não é pivô e a maior parte de seus arremessos não é debaixo da cesta).

Isso não significa necessariamente que o ala dos Hawks deva ganhar o prêmio de MVP e assumir o lugar de Michael Jordan como o maior da história do basquete, mas justifica estar entre os melhores de sua conferência nesta temporada. Ainda mais pelo fato de que sua carreira talvez não tenha outras temporadas como esta (Korver já tem 33 anos) e seria uma rara oportunidade de ele participar de um All-Star Game. Mas o argumento principal não é estatístico ou sentimental, é apenas a lógica do show: um jogador que está com a mão tão calibrada seria uma atração incrível para animar a torcida, e o Jogo das Estrelas serve prioritariamente para isso, animar a torcida.