Por que acreditamos que a seleção brasileira motivou a saída de Rienzo dos Marlins

Falamos com exclusividade com o arremessador, que defenderá o Brasil nas eliminatórias do WBC na próxima semana

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Na última semana, o Miami Marlins anunciou o rompimento do contrato com o arremessador André Rienzo. O brasileiro vinha defendendo o New Orleans Zephyrs (filial Triple-A da equipe da Flórida) como jogador de bullpen, inclusive como fechador. Estava com 2,85 de ERA (bom) e já tinha fechado oito partidas, sem ceder nenhuma corrida em 14 dos 17 jogos em que participou desde que retornara de contusão, em julho. Números que justificariam uma continuidade no trabalho, pensando como um jogador que pudesse colaborar na montagem do elenco de 2017 dos Marlins ou para usá-lo como parte de eventuais negociações.

Conversei com Rienzo nesta semana, e o brasileiro deu uma outra versão para o fato. “Oficialmente eles me dispensaram, mas eu que pedi para sair porque vi que eles não tinham nenhum plano para mim”, disse. “Então, achei melhor sair e buscar, no ano que vem, algum lugar em que eu tenha mais oportunidade.”

Com base em alguns elementos oferecidos pelo arremessador brasileiro durante o papo e um pouco de análise do cenário, inclusive as possíveis motivações do Miami para anunciar uma dispensa neste momento incomum da temporada, minha avaliação do cenário (atenção: é uma análise, somando informações com opiniões) é:

– Rienzo imaginava que seria chamado para o time principal no início de setembro. Os Zephyrs já estavam eliminados da Pacific Coast League e os elencos da MLB são expandidos para 40. Os Marlins não promoveram o brasileiro;
– Sem atividade no mês, apenas os jogos derradeiros dos Zephyrs na temporada regular da PCL, Rienzo pediu liberação para defender o Brasil nas eliminatórias do World Baseball Classic, que começam na próxima semana em Nova York. Os Marlins teriam relutado em liberar, talvez temendo que isso prejudicasse o físico do arremessador, que vinha de lesão;
– Rienzo insistiu, e os dois lados acharam melhor terminar o contrato.

Veja André Rienzo conseguindo uma rebatida dupla em cima de Jeurys Familia

E ainda deu para dar uma baixada no ERA

A pré-temporada tem sido apenas mediana para André Rienzo. O arremessador do Miami Marlins teve algumas apresentações fracas, e começa agora a ganhar mais continuidade e a baixar seu ERA. Mas mostrar serviço no bastão nunca é uma má ideia, nem que seja para ficar mais confiante.

Foi o caso da participação do brasileiro na vitória por 2 a 1 sobre o New York Mets. Rienzo arremessou duas entradas, cedeu uma corrida (mas não foi creditada por ela). Seu ERA caiu para 4,91 e ele ainda teve seu primeiro jogo salvo. Mas o destaque foi sua aparição no bastão: uma rebatida dupla em cima de Jeurys Familia, um dos melhores fechadores da Liga Nacional em 2015. Barry Bonds, recordista de home runs da história e treinador de rebatedores dos Marlins, gostou.

Marília resiste até a sétima entrada, mas Atibaia vira e conquista a Taça Brasil

Time campeão contou com André Rienzo abrindo o jogo decisivo

Atibaia chegou com status de favorito na final da Taça Brasil 2015. Teve 100% de aproveitamento na fase de classificação (um dos jogos foi cancelado por chuva), incluindo uma vitória por 6 a 0 sobre Marília logo na primeira rodada. Ainda assim, teve de sofrer muito para superar a equipe mariliense pela segunda vez, precisando de uma reação na sétima entrada para completar as corridas que definiram o placar de 6 a 4.

MAIS CAMPEÕES NO BRASIL: Incrível! Espectros conquistam Brasileirão com touchdown no último segundo

André Rienzo foi o abridor da partida por Atibaia. O arremessador do Miami Marlins passou as duas primeiras entradas em branco, mas cedeu uma corrida na terceira, após rebatidas dupla de Pedro Ivo Okuda e uma simples de Felipe Burin. Os atibaienses empataram na quarta entrada e viraram para 2 a 1 na quinta. Marília voltou a mostrar força na sexta entrada. Com rebatidas de Juan Muniz, Fabio Murakami e Allan Fanhoni, retomaram a vantagem, 3 a 2.

Até que chegou a sétima entrada. Veja a sequência:

– Fábio Rienzo (irmão de André) e Felipe Talos receberam walk;
– Fábio foi substituído por Hallan Chimura, que avançou uma base (como Talos) com um wild pitch;
– Cauê Koizumi chegou à segunda base com wild pitch em strike 3. Na mesma jogada, Chimura completou corrida e Talos foi para a terceira.
– Caio Benedito levou bolada e avançou para a primeira base;
– Everton Shimizu foi eliminado por bola voadora;
– Lucas Rojo rebate uma simples. Talos completa corrida, Koizumi vai para a terceira base e Caio para a segunda;
– Felipe Tanaka rebate outra simples. Koizumi e Caio completam corridas, Rojo vai para a segunda base;
– Rodney Marcos chega à primeira base em escolha defensiva que eliminou Tanaka na segunda. Rojo vai para a terceira base;
– Jean Tomé é eliminado por bola rasteira.

Depois desse segmento confuso, o Atibaia vencia por 6 a 3 a duas entradas e meia do final. O Marília até anotou mais uma corrida na oitava entrada, mas não conseguiu evitar o título atibaiense. Veja abaixo como foram as eliminações finais da Taça Brasil 2015.

Marlins colocou Rienzo para jogar em uma roubada, e o brasileiro se virou bem

Arremessador foi responsável por apenas uma corrida cedida em mais de quatro entradas

O jogo estava na primeira entrada, mas era causa perdida. Brad Hand vivia uma péssima noite e cedeu seis corridas para o Toronto Blue Jays na primeira entrada. Aliás, em menos de uma entrada. O arremessador do Miami Marlins foi retirado do montinho com um corredor na segunda base e dois eliminados. Foi esse o cenário que André Rienzo pegou em sua terceira partida na temporada.

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O brasileiro entrou em uma fria, mas foi convincente. Fechou a primeira entrada sem ceder base. Acabou sofrendo um home run de Josh Donaldson no início da segunda, mas depois fez quatro entradas completas sem ceder corrida (um erro de defesa permitiu aos canadenses anotar um ponto na quinta, mas não creditado a Rienzo).

No total, foram 4 entradas e dois terços, com duas corridas (só uma creditada), duas rebatidas, três walks e cinco strikeouts. Uma apresentação convincente, que baixou seu ERA para 2,57. Os Marlins acabaram perdendo por 11 a 3, mas a derrota já estava ensaiada desde antes do brasileiro entrar em campo.

Veja os resultados da MLB nesta segunda:

Pittsburgh Pirates 0x2 Milwaukee Brewers
Toronto Blue Jays 11×3 Miami Marlins
Cincinnati Reds 6×4 Philadelphia Phillies
Atlanta Braves 3×5 San Diego Padres
Chicago White Sox 3×1 Houston Astros
Minnesota Twins 1×3 Kansas City Royals
Colorado Rockies 11×3 St. Louis Cardinals
Los Angeles Dodgers 9×3 Arizona Diamondbacks

Paulo Orlando rebate seu primeiro home run, e justo no Yankee Stadium

Brasileiro foi responsável pela única corrida dos Royals na partida em Nova York

Paulo Orlando chamou a atenção do beisebol com suas rebatidas triplas, mas teve sua cota de simples e duplas nas últimas semanas. Faltava apenas um home run para completar suas estatísticas nesse início de carreira na MLB. Não falta mais. Nesta terça, o brasileiro do Kansas City Royals rebateu na arquibancada um arremesso de Adam Warren, no New York Yankees.

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Não foi um home run quilométrico. Orlando rebateu para o campo oposto, onde a potência gerada é normalmente menor. Mas o brasileiro se beneficiou pelo fato de o campo direito do estádio Yankee ser o mais curto das grandes ligas e a bolinha passou do muro.

O primeiro home run foi importante para o defensor externo dos Royals, mas não ajudou muito seu time. O Kansas City já perdia por 5 a 0 e a corrida de Orlando foi a única da equipe nos 5 a 1 dos nova-iorquinos.

Em outra nota desta terça, o arremessador André Rienzo fez sua estreia na temporada. O brasileiro não cedeu nenhuma rebatida, walk e corrida em uma entrada e um terço na derrota do Miami Marlins para o Pittsburgh Pirates.

Veja os resultados da MLB nesta terça:

Baltimore Orioles 1×4 Houston Astros
New York Yankees 5×1 Kansas City Royals
Pittsburgh Pirates 5×1 Miami Marlins
Chicago Cubs 3×2 Washington Nationals
Toronto Blue Jays 10×9 Chicago White Sox
Cincinnati Reds 2×1 Colorado Rockies
New York Mets 5×4 Philadelphia Phillies
Tampa Bay Rays 6×7 Seattle Mariners
Cleveland Indians 3×4 Texas Rangers
Minnesota Twins 2×1 Boston Red Sox
Milwaukee Brewers 3×6 San Francisco Giants
St. Louis Cardinals 6×4 Arizona Diamondbacks
Oakland Athletics 0x1 Detroit Tigers
Los Angeles Angels 0x4 San Diego Padres
Los Angeles Dodgers 8×0 Atlanta Braves

Miami Marlins chama, e André Rienzo está de volta à MLB

Brasileiro foi promovido para o time principal após contusão de Mat Latos e Henderson Álvarez

O Brasil tem três jogadores na Major League Baseball. O arremessador André Rienzo foi promovido para o time principal do Miami Marlins neste sábado, se juntando a Paulo Orlando, do Kansas City Royals, e Yan Gomes, do Cleveland Indians, na principal liga de beisebol do planeta. É a primeira vez que três brasileiros estão inscritos em elencos da MLB ao mesmo tempo.

ENTREVISTA: Yan Gomes: “Se o Rienzo tiver confiança, pode ser um dos melhores da liga”

Rienzo foi chamado junto com o também arremessador Vin Mazzaro para substituir Henderson Álvarez e Mat Latos, dois membros da rotação que se lesionaram nesta semana. O brasileiro estava no New Orleans Zephyrs, equipe triple-A dos Marlins, como abridor.

A promoção do arremessador era esperada desde a sexta à noite, quando foi anunciada a ida de Álvarez e Latos para a lista de contundidos. No entanto, ainda havia a possibilidade de Justin Nicolino ou José Urena, dois outros abridores dos Zephyrs com números muito promissores, serem os escolhidos. Neste sábado, um jornalista da ESPN Deportes Miami confirmou a seleção do brasileiro.

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A expectativa é que Rienzo faça parte do bullpen dos Marlins a partir deste sábado, na partida contra o Baltimore Orioles em casa. Não é o papel mais comum para o brasileiro, que foi abridor durante toda sua carreira em ligas menores e em partes das temporada 2013 e 14 pelo Chicago White Sox. No entanto, ele atuou como reliever na pré-temporada com o Miami, com números promissores: ERA de 1,80 em cinco entradas arremessadas.

Nos Zephyrs, Rienzo tinha realiado sete partidas, com 40 entradas no total. Foram 14 corridas cedidas, com ERA de 3,15. Ele vinha em boa fase, com aberturas de qualidade nos três jogos que fez em maio. Na MLB, o brasileiro fez 28 partidas (21 como abridor), todas pelos White Sox. Foram 6 vitórias e 8 derrotas, com ERA de 5,89.

Rienzo, Reginatto, Shogun, Gohara… Veja como estão os brasileiros nas ligas menores

Oito brasileiros começam neste fim de semana a temporada das ligas menores nos Estados Unidos. Confira a situação de cada um

A temporada da MLB começou no último domingo, dia 5, com dois representantes brasileiros. Mas, para o beisebol do país, esta semana é igualmente importante. É o início das ligas menores, e o Brasil tem oito jogadores disputando espaço para crescer dentro de alguma franquia e aparecer (ou voltar a aparecer) nas grandes ligas. Vamos repassar um pouco a situação de cada um para esse início de ano.

André Rienzo

Posição: arremessador
Franquia:
 Miami Marlins
Time: New Orleans Zephyrs
Nível: Triple-A

Está de franquia nova, após ser negociado pelo Chicago White Sox com o Miami Marlins. Sua participação na pré-temporada foi boa, com ERA de 1,80 após cinco jogos (sempre saindo do bullpen). Ainda assim, foi designado para defender os Zephyrs no Triple-A. Se repetir o bom desempenho do spring training, deve retornar à MLB em algum momento na temporada.

Yan Gomes: “Se o Rienzo tiver confiança, pode ser um dos melhores da liga”

Leonardo Reginatto

Posição: shortstop/terceira base
Franquia:
 Tampa Bay Rays
Time: Montgomery Biscuits
Nível: Double-A

Uma boa surpresa da pré-temporada. O paranaense foi chamado para disputar algumas partidas com o time principal do Tampa Bay Rays e respondeu, com home run em cima de Jonathan Papelbon e rebatida que impulsionou a corrida da vitória na nona entrada. Como ainda está em fase de desenvolvimento, foi colocado no time Double-A, mas deve ascender na franquia durante o ano e uma aparição nas grandes ligas no final do ano não está fora da realidade (ainda que a perspectiva mais sólida seja para 2016).

Veja o home run que Leonardo Reginatto rebateu em cima de Jonathan Papelbon

Tiago da Silva

Posição: arremessador
Franquia:
 Toronto Blue Jays
Time: Dunedin Blue Jays
Nível: Single-A avançado

O arremessador teve bom desempenho no beisebol latino-americano em 2014 e acabou chamando a atenção do Toronto Blue Jays. Foi colocado no time Single-A para ganhar ritmo, mas a própria imprensa canadense imagina que Shogun, como é conhecido no Brasil, ascenderá rápido e poderá receber oportunidades nas grandes ligas porque veio para dar mais opções a um bullpen carente.

Toronto Blue Jays contrata arremessador brasileiro Tiago da Silva

Murilo Gouvea

Posição: arremessador
Franquia:
 Houston Astros
Time: Lancaster JetHawks
Nível: Single-A avançado

Temporada importante para o futuro do brasileiro. Gouvea mostrou muita capacidade no World Baseball Classic (tanto nas Eliminatórias, em 2012, quanto no torneio, em 2013), mas sofreu duas graves lesões no braço e perdeu duas temporadas. Os Astros renovaram seu contrato, mas precisará ter um bom desempenho para recuperar seu espaço.

Daniel Missaki

Posição: arremessador
Franquia:
 Seattle Mariners
Time: Clinton LumberKings
Nível: Single-A

O brasileiro tem chamado a atenção positivamente nos Mariners. Teve ERA abaixo de 3 e WHIP abaixo de 1 em 2014, motivando a franquia a fazê-lo subir dois níveis de uma vez, pulando do estreante para o single-A.

Thyago Vieira

Posição: arremessador
Franquia:
 Seattle Mariners
Time: Clinton LumberKings
Nível: Single-A

Ainda oscula muito nas ligas menores. Teve um desempenho convincente em 2013, com ERA de 3,84 como abridor, mas sua efetividade passou de 5 como reliever em 2014. Mas já mostrou ter potencial para crescer.

Luiz Gohara

Posição: arremessador
Franquia:
 Seattle Mariners
Time: Everett AquaSox
Nível: Single-A temporada curta

Foi apontado pelo site da MLB como o oitavo jogador mais promissor das categorias de base do Seattle Mariners. Os números não são tão chamativos assim, mas os especialistas em desenvolvimento de talentos veem potencial de grande crescimento para o brasileiro.

Rodrigo Takahashi

Posição: arremessador
Franquia:
 Arizona Diamondbacks
Time: AZL D-backs
Nível: Estreante

Teve uma temporada de estreia interessante no beisebol norte-americano, mas ainda está buscando seu melhor espaço. Teve ERA acima de 4 como abridor e como reliever, algo comum para quem está entrando em um novo nível de beisebol e tem apenas 18 anos.

Yan Gomes: “Se o Rienzo tiver confiança, pode ser um dos melhores da liga”

Catcher brasileiro dos Indians fala sobre beisebol no Brasil, os brasileiros da MLB e as perspectivas para sua equipe em 2015

Era para ser rápido, porque spring training pode até não valer para o campeonato, mas exige tanto trabalho quanto. Yan Gomes, catcher brasileiro do Cleveland Indians, separou um tempo para atender à imprensa brasileira. Uma conferência por telefone, com limitação de perguntas por jornalistas para não prolongar muito a conversa. Foi o que o clube liberou para não atrapalhar a agenda.

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No final, foi melhor do que parecia. Gomes falou com naturalidade, parecia até aliviado ou satisfeito por ver que tantos jornalistas brasileiros se interessaram em entrevistá-lo. E até aproveitou que o assessor deu uma saída para dar uma canja, conversando um pouquinho mais enquanto deu.

O primeiro brasileiro da MLB falou sobre beisebol no Brasil, como ele tem observado o trabalho de Paulo Orlando e André Rienzo, sua relação com seu país e a pressão que seu time pode eventualmente sofrer por ser a segunda franquia há mais tempo na fila.

Começo de carreira

Eu sempre vou agradecer meu início no Brasil e o pessoal que trabalhou comigo. Foi aí que eu aprendi que disciplina era muito importante e eu continuei com isso quando cheguei aos Estados Unidos. Tem de bater muito, se preparar, estar sempre pronto. Isso ajudou a chegar às grandes ligas em uma posição tão exigente como a de catcher.

Respeito muito o Rienzo e o Orlando pelo jeito como chegaram aqui e conseguiram seguir. Quando se chega no nível Double-A e Triple-A, o jogoc oemça a ficar mais sério. O Orlando está evoluindo bem, mostrando no spring training que ele é bom jogador. Vai ser legal quando ele subir, e tenho certeza que vai subir neste ano.

André Rienzo

O Corey Kluber tinha dificuldade no começo e foi o Cy Young no ano passado. O que mudou nesse tempo foi a confiança dele. Ele ia a campo e não sabia se estaria no time no dia seguinte. No que teve uma sequência boa e ganhou confiança, passou a jogar dentro de seu potencial e deslanchou. O Rienzo é parecido. Ele poderia ser um dos melhores arremessadores da liga ou, pelo menos, estar bem estabelecido em uma equipe. Mas ele precisa de confiança. Ele tem uma boa bola reta, uma boa bola curva, o cutter muito bom, o changeup vem melhorando muito. O fato de ele ter descido para o Triple-A não é um grande problema. Às vezes os caras só querem trabalhar um pouco o repertório dele.

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Relação com o Brasil

Eu, o Orlando e o Rienzo não somos como todo o resto dos jogadores aqui. Nós não somos apenas jogadores da MLB, somos jogadores brasileiros da MLB. Nós mostramos a todos como os brasileiros são. Muita gente menciona o fato de eu ser o primeiro brasileiro da liga quando vem me pedir autógrafo, e eu sempre falo “Sou mesmo, e com muita honra”.

Crescimento da MLB no Brasil

Precisar fazer como fazem em alguns países e criar academias. É preciso mostrar o esporte e ter alguns lugares em que as crianças possam jogar e aprender. Não dá para comparar com o futebol, isso nunca vai acontecer, mas dá para crescer o esporte se houver mais investimentos na base. Já melhorou. Depois que fomos ao World Baseball Classic, mostramos que somos bons e muita gente da imprensa começou a dar mais atenção ao nosso trabalho. Mas precisa dar condições para que essas pessoas que tomaram conhecimento do esporte tenham onde jogar.

MERCADO: Toronto Blue Jays contrata arremessador brasileiro Tiago da Silva

Pressão por título

Há dois anos, todo mundo ficou animado quando conseguimos a classificação para os playoffs e ninguém esperava. Agora, a cada ano, começam a falar um poço mais sobre a gente e sobre nossa classificação. Mas não acho que nossa equipe sinta alguma pressão externa por isso. O que tem mais é a nossa vontade de ganhar, já que cada vez mais ficamos confiantes no que podemos fazer.

Mesmo com ERA de apenas 1,80, André Rienzo é colocado no Triple-A pelo Miami Marlins

Arremessador brasileiro começará a temporada 2015 no New Orleans Zephyrs

Os números promissores no spring training não foram suficientes para dar a André Rienzo um lugar no elenco principal do Miami Marlins no início da temporada da MLB. Nesta quinta, o clube da Flórida anunciou que o brasileiro, ao lado de Justin Bour, Derek Dietrich, Miguel Rojas e Jacob Realmuto serão colocados no elenco do New Orleans Zephyrs, filial dos Marlins no nível Triple-A das ligas menores.

ENTREVISTA: Paulo Orlando: “É raro darem chance para alguém de 29 anos, mas sei que estou nos planos”

Rienzo atuou em quatro partidas da pré-temporada, sempre saindo do bullpen. Arremessou cinco entradas no total, conseguindo ERA de 1,80. Teve cinco strikeouts e cedeu apenas uma corrida, quatro rebatidas e dois walks.

A definição não significa que o brasileiro esteja fora dos planos. Rienzo atuou como abridor em toda a sua carreira, mas não teve oportunidade de iniciar uma partida. A comissão técnica pode ter achado necessário fazer alguma adaptação, ou conhecer melhor o repertório do arremessador antes de definir qual a melhor forma de utilizá-lo.

Rienzo defendia o Chicago White Sox até a temporada passada. Em sua carreira na MLB, fez 28 partidas (21 como titular), com ERA de 5,89 e sendo creditado por 6 vitórias e 8 derrotas.

MLB e projeto social organizarão evento, e dá para conhecer até jogador do Hall da Fama

A liga dará apoio a jantar beneficente de projeto social do Rio de Janeiro

As iniciativas da Major League Baseball no Brasil não se limitam a trabalhar em instalações esportivas ou criar peneiras para observar jogadores brasileiros. A liga tenta colocar a modalidade no dia a dia das crianças, e duas iniciativas estão recebendo mais atenção no momento: a escolinha do Náutico e o Baseball Escolar, projeto social criado no Rio de Janeiro para instituir o beisebol nas escolas públicas que ganhou apoio oficial da MLB.

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Nesta quinta, o projeto carioca organizará um evento para arrecadar fundos, que aumentarão de quatro para sete núcleos atendidos, chegando a 130 crianças beneficiadas até o fim do ano. Estarão presentes Paulo Orlando e André Rienzo, jogadores da seleção brasileira, Barry Larkin, membro do Hall da Fama e técnico do Brasil no World Baseball Classic, e Steve Finley, campeão da World Series de 2001 pelo Arizona Diamondbacks.

Quem comparecer receberá uma camisa do projeto, participará de sorteio de bolinhas de beisebol autografadas e cards de Rienzo e poderá arrematar as luvas de rebatidas e uma camisa de Orlando. O jantar será realizado nesta quinta, a partir das 19h, no Porcão Gourmet da Barra da Tijuca.

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