Legado: em cidade com arena da Copa, maior clássico é disputado em estádio de 10 mil lugares

Até o estádio da Colina teve espaço sobrando para o primeiro Rio Negro x Nacional de 2015

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“Se você construir, ele virá.” No cinema, esse mantra funcionou. Kevin Costner fez um campo de beisebol em sua fazenda, atraiu fantasmas de antigos jogadores e ainda ganhou três indicações para o Oscar com o filme “Campo dos Sonhos”. No mundo real, é preciso construir, mas também é preciso investir, incentivar e promover. Assim, não é em um passe de mágica (e de engenharia) que a Arena Amazônia, tida como potencial elefante branco da Copa 2014, impulsionaria o futebol manauara.

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Nesta quinta, Nacional e Rio Negro disputaram o primeiro Rio-Nal de 2015. Trata-se do maior e mais tradicional clássico do Amazonas e, teoricamente, é o jogo que mais mobiliza os torcedores de times locais. Mas, pelo visto, ainda não é suficiente para abrir o estádio de 40 mil lugares e obras de R$ 605 milhões. O jogo foi disputado no estádio da Colina, com capacidade de 10,4 mil torcedores após uma reforma para ser campo de treino durante o Mundial. E mesmo o estádio ainda teve espaço de sobra: apenas 1.209 nacionalinos e barrigas-pretas pagaram ingresso para ver a vitória azul por 3 a 0.

O futebol amazonense já foi maior que isso, e pode voltar a ser. Mas não é apenas a construção do estádio que fará isso. É preciso ter carinho com os clubes locais, dar motivos para o público deixar de lado a preferência por equipes do Rio de Janeiro. Que esse Rio-Nal sirva de alerta para mudanças no futuro, e não como sinal definitivo de que está tudo perdido.

Veja algumas imagens do clássico manauara:

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Agradecemos à leitora Monique Albuquerque, fiel torcedora do Rio Negro, por nos enviar algumas imagens do clássico