Até time de beisebol comemorou conquista de Cristiano Ronaldo na Bola de Ouro

O Colorado Rockies parabenizou o português, “torcedor” do time da MLB de Denver

Os portugueses, sobretudo os adeptos do Sporting, comemoraram. O Real Madrid comemorou. Provavelmente a torcida do Manchester United tenha comemorado. Normal, os times ligados a Cristiano Ronaldo desejavam ver o atacante conquistar o prêmio de melhor jogador de futebol do ano pela terceira vez. Até que pintou um apoio surpreendente: do Colorado Rockies.

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Até time da MLB comemorou conquista de Cristiano Ronaldo na Bola de Ouro

O Colorado Rockies parabenizou o português, “torcedor” do time de beisebol de Denver

Os portugueses, sobretudo os adeptos do Sporting, comemoraram. O Real Madrid comemorou. Provavelmente a torcida do Manchester United tenha comemorado. Normal, os times ligados a Cristiano Ronaldo desejavam ver o atacante conquistar o prêmio de melhor jogador de futebol do ano pela terceira vez. Até que pintou um apoio surpreendente: do Colorado Rockies.

Logo após o português receber a Bola de Ouro, o time de beisebol de Denver postou uma mensagem o parabenizando.

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Claro, foi uma brincadeira. Os Rockies sugerem que Cristiano Ronaldo seria um “amigo” da franquia. Na verdade, o atacante apareceu várias vezes em público com o boné do Colorado pela coincidência das iniciais “CR”. Ele provavelmente nem sabe quais são as equipes da MLB, e sua maior relação com o beisebol foi em um bate bola com Yasiel Puig antes de um jogo do Los Angeles Dodgers.

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É injusto, mas compreensível: por que Messi foi eleito o melhor da Copa

A escolha do craque argentino foi resultado das circunstâncias, tão contestáveis quanto conhecidas

Lionel Messi sobe os degraus do Maracanã como a criança que achou que ganharia o videogame, mas viu o Papai Noel trazer um par de meias. Não conseguia esconder a decepção, ainda que esse presente de Natal antecipado fosse a Bola de Ouro. Um prêmio que poderia coroar o que tantos lhe cobravam: uma grande Copa do Mundo. A questão é que o Mundial de Messi não foi tão marcante, e a conquista individual soa mais como um consolo exagerado do que como uma consagração. Mas… é plenamente compreensível essa escolha por parte da Fifa.

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Messi fez uma boa Copa. Limitado fisicamente durante todo o torneio – sua mobilidade lembrava a do final de temporada do Barcelona, e não a do jogador que está por todos os lados do campo –, foi marcado com mais facilidade do que de costume. Ainda assim, aproveitou-se das poucas oportunidades em que tinha liberdade para decidir.

Foi assim contra Bósnia-Herzegovina, Irã, Nigéria, Suíça e Bélgica. Boas atuações, mas nada espetacular como Maradona em 1986, a dupla Ronaldo em 2002 ou Zidane de 2006, mas ele se destacou. Na semifinal ficou preso na forte marcação. Na decisão contra a Alemanha foi muito bem no primeiro tempo, mas pareceu sentir algo e foi se apagando. O saldo? Uma boa participação, com momentos decisivos, que talvez lhe vale um lugar na seleção do torneio. Mas não foi o melhor jogador. Não foi nem o melhor jogador da Argentina.

O problema é que a eleição da Fifa não é feita por um colegiado que analisa cada caso e chega a um consenso. A eleição era feita por jornalistas, com voto direto em turno único, muitas vezes antes da final. Desta vez, foi um “colegiado” selecionado pela Fifa. Inevitavelmente, grandes personagens e grandes nomes acabam atraindo seguidores. E, nesse ponto, a Copa do Mundo sempre contou sua história em cima de craques que chamaram a responsabilidade para decidir.

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Esse padrão favorece jogadores que sejam destaques individuais de suas seleções. Basta ver quem foram os últimos cinco vencedores da Bola de Ouro: Ronaldo em 1998, Kahn em 2002, Zidane em 2006, Forlán em 2010 e Messi em 2014. Todos chegaram até a última semana da Copa e eram os responsáveis por decidir os jogos de suas equipes. Isso acaba pesando na hora de se dar o voto, ainda mais no caso de registrá-lo antes de sair o campeão.

Nisso, Müller de 2014 pagou pelo mesmo pecado de Ronaldo e Rivaldo em 2002 e Xavi e Iniesta em 2010. Teve de repartir votos com companheiros devido a um time com vários jogadores decisivos. Messi ganhou terreno por ser o jogador decisivo da outra seleção finalista, mesmo que Mascherano talvez tenha feito uma Copa melhor. Até porque as boas atuações do volante se devem justamente ao fato de Alejandro Sabella ter montado uma equipe que se sacrificava muito para que o camisa 10 pudesse decidir.

No final, Messi não fez a Copa que gostaria, que o colocasse definitivamente entre os 3 ou 5 maiores de todos os tempos. Mas fez uma Copa boa, e com perfil que o levou a ganhar a Bola de Ouro. Um prêmio injusto, mas plenamente compreensível.

Conheça a versão em figurinhas dos vencedores da Bola de Ouro

História do futebol é muito legal, mas vê-la em versão Panini é sempre melhor

Fazia um bom tempo em que não chegávamos às vésperas da entrega da Bola de Ouro sem saber quem vencerá. Messi foi o favorito claro nos quatro anos em que venceu, como havia sido Cristiano Ronaldo no ano anterior e Kaká um pouco antes. Agora, Messi pode levar pelo conjunto da obra, Cristiano Ronaldo pelo que vem jogando e Ribéry pelo que vem jogando e pelos títulos que conquistou.

Esse tipo de domínio de um ou outro jogador não é tão comum. Vá lá que Cruyff e Platini tiveram sua hegemonia, mas foi em uma época em que a France Football premiava apenas jogadores que eram nascidos na Europa (lembrando que Di Stéfano ganhou na década de 1960 porque era naturalizado espanhol). Muitos craques, os melhores de suas época, ganharam poucos. Zidane tem só um. Ronaldo tem dois.

Bem, a gente podia dar a lista de vencedores aqui. Mas o Old School Panini fez melhor. Colocou a lista com a capa da revista anunciando o resultado e a figurinha do jogador. É genial demais. Abaixo vai uma amostra, mas você tem obrigação moral de clicar aqui para ver tudo.

Josef Masopust, vencedor da Bola ed Ouro em 1962 (Old School Panini)
Josef Masopust, vencedor da Bola da Ouro em 1962 (Old School Panini)
Denis Law, vencedor da Bola de Ouro em 1964 (Old School Panini)
Denis Law, vencedor da Bola de Ouro em 1964 (Old School Panini)
Johan Cruyff, vencedor da Bola de Ouro em 1974 (Old School Panini)
Johan Cruyff, vencedor da Bola de Ouro em 1974 (Old School Panini)
Ronaldo, vencedor da Bola de Ouro em 1997 (Old School Panini)
Ronaldo, vencedor da Bola de Ouro em 1997 (Old School Panini)

 

Zidane, vencedor da Bola de Ouro em 1998 (Old School Panini)
Zidane, vencedor da Bola de Ouro em 1998 (Old School Panini)

É, Pandev, a Fifa provou que você não votou no Mourinho

Entidade divulga cópia do voto do meia na Bola de Ouro de 2012. E está lá: Del Bosque, Mancini e Klopp

A Fifa havia ameaçado ontem, e hoje cumpriu. A entidade mostrou uma cópia do formulário que o técnico e o capitão da seleção da Macedônia preencheram com seus votos para os melhores jogadores e técnicos de 2012. E está lá: Goran Pandev não votou em José Mourinho, como ele vinha dizendo nesta semana toda (reforçando acusação do português de que teria havido manipulação dos votos). Os preferidos do meia foram Vicente del Bosque, Roberto Mancini e Jürgen Klopp.

Agora o meia terá de explicar por que criou caso sobre isso. Parece, no fundo, que ele não votou no Mourinho por um motivo qualquer, mas ficou constrangido em admitir que preteriu seu ex-técnico de Internazionale e quis criar um factoide. Veja abaixo a cópia do voto de Pandev:

Voto de Pandev na Bola de Ouro 2012 (Crédito: Divulgação)
Voto de Pandev na Bola de Ouro 2012 (Crédito: Divulgação)