Playoffs estão criando um novo conceito de arremessador: o super-reliever

Os melhores jogadores do bullpen ainda precisam fechar o jogo, mas o jogo não é necessariamente arremessar a nona entrada

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Uma partida de playoff da MLB pode exigir um espaço grande na agenda do torcedor. Com a temporada em jogo, muitos técnicos lançam mão de todas as suas armas para assegurar a vitória. Normalmente, isso significa um desfile de relievers, muitos deles saindo do bullpen para fazer uma ou duas eliminações e deixar o montinho. Era a superespecialização dos arremessadores, promovida por técnicos que buscam sempre o braço ideal para eliminar cada rebatedor adversário antes de chegar ao set up (oitava entrada) e o fechador (nona). Uma estratégia que se mostrou eficiente e até hoje pauta a atuação de treinadores nas entradas finais. Mas a pós-temporada 2016 está subvertendo essa lógica.

O ponto de mudança foi o jogo de repescagem entre Toronto Blue Jays e Baltimore Orioles, o primeiro do mata-mata. Buck Showalter, tido como um dos melhores técnicos da MLB, adotou uma postura convencional para lidar com seus arremessadores. Foi colocando jogadores especializados nas entradas finais de um duelo que estava empatado. Entraram Mychal Givens, Donnie Hart, Brad Brach, Darren O’Day, Brian Duensing e, quando o confronto parecia ir longe nas entradas extras, Ubaldo Jiménez. Quem não entrou foi Zach Britton. O melhor fechador da temporada ficou na espera de seu time assumir a vantagem para finalizar a partida.

Ainda durante o jogo, muitos torcedores e jornalistas criticavam a ausência de Britton. Afinal, era um jogo de vida ou morte para os O’s e era preciso tratar cada entrada como se fosse a última. Showalter preservou o arremessador para uma possibilidade futura. A possibilidade não se confirmou e o futuro da equipe foi entrar em férias.

A partir daí, a abordagem de muitos técnicos foi completamente diferente. Ainda mais porque os playoffs de 2016 têm sido generosos em partidas de placares apertados. Ainda que haja momentos de desfile de jogadores saindo do bullpen, como nos confrontos entre Los Angeles Dodgers e Washington Nationals, surgiu a figura do super-reliever. Assim, o braço mais confiável não é usado necessariamente para manter uma vantagem na nona entrada. Até porque o momento mais delicado talvez seja na sexta, na sétima ou na oitava entrada, naquele momento em que chega a vez dos melhores rebatedores do adversário, há corredor em base. E, como são playoffs, não dá para pensar muito no futuro. É preciso garantir o presente.

Andrew Miller tem sido um dos melhores jogadores da atual pós-temporada por incorporar como ninguém esse papel. Quando os Indians precisaram evitar que o Boston Red Sox ou os Blue Jays crescessem, ele foi ao montinho garantir uma ou duas entradas impecáveis. Kenley Jansen fez essa função nos Dodgers (e o Clayton Kershaw entrar para finalizar uma partida está dentro dessa lógica), Roberto Osuna fechou jogo em duas entradas no Toronto e Aroldis Chapman foi acionado nessas situações pelo Chicago Cubs. Desses, é possível dizer que Chapman não teve sucesso, mas os demais foram importantes para levar seus times às finais de liga.

Entre os times já eliminados, os Nationals ensaiaram usar Mark Melancon nesse papel no jogo 5 contra os Dodgers e o Texas Rangers fizeram isso com Matt Bush no jogo 3 contra os Blue Jays. Os demais times (Red Sox, New York Mets e San Francisco Giants) foram mais convencionais pela falta de opção, pela ausência de um jogador com essas características ou falta de necessidade pelas circunstâncias dos jogos. Não dá para saber se fariam o mesmo em outros cenários.

De qualquer modo, o sucesso dessa medida propõe uma releitura sobre o papel dos fechadores e até de qual é o momento mais delicado da partida. É uma estratégia que desgasta os arremessadores e talvez não seja usada largamente durante a temporada regular, quando gerenciar o elenco pensando nos dias seguintes é quase tão importante quanto comandar a equipe em campo. Mas, em playoffs, é possível que se torne um caminho bastante usado. Bom para os fechadores, que terão uma valorização de seu trabalho (e de seus salários), e um desafio novo para técnicos e dirigentes que precisarão contar com uma figura como essa no elenco.

Dominou de chaleira e depois pegou a bola. Não, não foi jogada de futebol

Duvido que você tenha visto uma defesa mais inusitada que a de Zach McAllister, do Cleveland Indians, nesta temporada

Zach McAllister é um arremessador de desempenho mediano no bullpen do Cleveland Indians. Teve duas temporadas como abridor, a última delas terminou com ERA cima de 5. No momento, tem atuado como reliever e sua efetividade está em 4,07. Um número passável, mas nada espetacular, ainda mais depois de uma ótima temporada em 2015, com ERA de 3. São números suficientes para garanti-lo alguns anos a mais na MLB, mas sem grande destaque. E talvez seu talento esportivo esteja em outra modalidade.

Nesta terça, na vitória dos Indians sobre o Minnesota Twins, McAllister mostrou que tem jeito para futebol freestyle, ou “fazer embaixadinhas”. Olha só como o arremessador defendeu a rebatida de Kurt Suzuki. Teve direito a ajeitada de chaleira antes de finalizar a jogada. Tem muito jogador no Brasileirão que não consegue fazer isso.

Francisco Lindor foi eliminado após levar uma rasteira do próprio bastão

A regra ainda não criou a figura da “obstrução do próprio equipamento”

Um jogador de defesa não pode impedir que um corredor siga seu caminho entre as bases. Mas a regra não faz nenhuma menção ao equipamento do próprio jogador que está no ataque. Pior para Francisco Lindor. Nesta terça, o shortstop do Cleveland Indians levou uma rasteira de seu bastão e não teve a chance de alcançar a primeira base na derrota de sua equipe por 7 a 3 para o Texas Rangers.

Veja a grande trapalhada do porto-riquenho. Após acertar a bolinha, o bastão se enroscou em suas pernas e acabou travando a corrida. Como a rebatida foi ruim, dificilmente Lindor chegaria na base a salvo, mas ele é rápido e havia uma chance pequena. Com a obstrução de seu taco, ficou impossível.

Comunidade indígena do Quebec propõe um novo distintivo para os Blackhawks

O símbolo causa desconforto por estereotipar a imagem dos nativo-americanos

O movimento da comunidade indígena contra a forma como ela própria é retratada no esporte é amplo. O Washington Redskins é o alvo mais recorrente, pela repercussão maior da NFL sobre as outras ligas e por usar um termo racista. Mas alguns símbolos estereotipados, comuns em outras equipes, também causam desconforto. E, por isso, a Assembleia das Primeiras Nações de Quebec e Labrador deram seu pitaco em como o Chicago Blackhawks vende sua imagem.

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Ghislain Picard, diretor da entidade, afirmou nesta sexta que apoiaria a ideia de troca do distintivo do time pelo desenho criado por Mike Ivall. Nele, o cocar é mantido, mas o rosto do indígena seria trocado por um gavião (“Blackhawks” significa “gavião negro”). Curiosamente, esse desenho não é novo. Foi criado em 2007 e Ivall vendeu ao Maplesoft Hawks, um time de hóquei infantil de Ottawa.

Distintivo proposto pela Assembleia das Primeiras Nações de Quebec e Labrador para o Chicago Blackhawks (Divulgação)
Distintivo proposto pela Assembleia das Primeiras Nações de Quebec e Labrador para o Chicago Blackhawks (Divulgação)

O Chicago recebeu o apelido “Black Hawks” (as palavras só foram unidas em 1986) de um de seus primeiros donos, Frederic McLaughlin. O empresário havia lutado na Primeira Guerra Mundial, servindo na Divisão Gavião Negro. O batalhão recebeu esse nome em homenagem ao chefe sauk que liderou seu povo em uma guerra contra o governo norte-americano em 1832.

Ao contrário do que ocorre com os Redskins, o desconforto dos indígenas com os Blackhawks é como símbolo, que reforça o estereótipo em torno dos nativo-americanos. É o mesmo motivo que tem motivado protestos contra o Chefe Wahoo, símbolo do Cleveland Indians que tem sido discretamente colocado de lado pela franquia, e contra o Chefe Noc-A-Homa, ex-mascote do Atlanta Braves.

Yan Gomes fez dois home runs salvadores para os Indians, e nem assim foi suficiente

Brasileiro empatou o jogo na sétima e na nona entrada, mas não podia fazer nada na décima

O Cleveland Indians vinha em uma série de seis vitórias seguidas nesta terça. Mas tinha um duro confronto fora de casa contra o Toronto Blue Jays, de quem já haviam vencido na segunda. Os canadenses ficaram no comando do marcador durante muito tempo, e parecia que só um jogador dos Indians era capaz de impedir a vitória: Yan Gomes.

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O brasileiro salvou o Cleveland duas vezes. Na sétima entrada, os Blue Jays venciam por 2 a 1 quando o catcher rebateu um home run para empatar a partida.

O Toronto voltou a ficar em vantagem, e a carregou para a nona entrada. Faltavam apenas dois eliminados para os Blue Jays fecharem a partida, mas Yan voltou ao bastão. E…

Mas não foi suficiente. Os Indians empataram por 3 a 3 ao final das nove entradas, mas o time da casa conseguiu um home run de duas corridas na décima. Aí, não tinha como o brasileiro voltar ao bastão para salvar, mais uma vez, o Cleveland.

Veja os resultados da MLB nesta terça:

Colorado Rockies 4×6 Arizona Diamondbacks
Colorado Rockies 3×5 Arizona Diamondbacks (segundo jogo)
Baltimore Orioles 2×11 Tampa Bay Rays
Toronto Blue Jays 5×3 Cleveland Indians
Atlanta Braves 1×7 Miami Marlins
Boston Red Sox 1×3 New York Yankees
New York Mets 8×14 Philadelphia Phillies
Chicago Cubs 5×4 Cincinnati Reds
Minnesota Twins 8×6 Chicago White Sox
Kansas City Royals 5×6 Detroit Tigers
Milwaukee Brewers 7×4 Pittsburgh Pirates
Houston Astros 5×7 Seattle Mariners
St. Louis Cardinals 8×5 Washington Nationals
Oakland Athletics 2×6 Los Angeles Angels
Los Angeles Dodgers 2×1 San Francisco Giants
San Diego Padres 6×8 Texas Rangers

Quer ver o primeiro grand slam da carreira de Yan Gomes? Aqui está

Brasileiro impulsiona quatro corridas que definem a vitória do Cleveland Indians sobre o Los Angeles Angels

O Cleveland Indians dá seus últimos suspiros na temporada, buscando uma série de vitórias que mantenha o time com chances de classificação para o playoffs. Uma vitória contra o Los Angeles Angels, um concorrente direto, era fundamental. E ela veio, com ajuda fundamental de Yan Gomes.

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O brasileiro foi ao bastão na oitava entrada com o placar em 4 a 3 para os Indians e as bases lotadas. Mas aproveitou uma bola rápida na parte central inferior da zona de strike para mandar um petardo por cima do muro no campo central. Foi o primeiro grand slam da carreira do brasileiro na MLB e definiu o placar da vitória do Cleveland por 8 a 3.

Veja a evolução dos escudos dos times da MLB em apenas uma imagem

Ano a ano, franquia a franquia… Isso é hipnótico!

O beisebol é um esporte de tradição, e isso se reflete sobretudo na imagem. Os estádios mais modernos precisam ter uma cara retrô. Os uniformes têm camisa com botão e cinto para securar a calça. Os bonés são tão clássicos que se transformaram em símbolos de muitas cidades. Mas, nos distintivos, a liga nunca foi muito conservadora. As franquias trocaram de escudos várias vezes ao longo da história.

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Eric Orvietto, do Yahoo Sports norte-americano, fez um GIF sensacional mostrando, ano a ano, time a time, a evolução de todos os distintivos das franquias. Eles consideraram apenas as equipes existentes hoje (ou seja, excluiu as que fecharam as portas entre as décadas de 1870 e 1890). Confira abaixo e clique aqui para ver as curiosidades levantadas pelo pessoal do Yahoo a partir dessa imagem animada.

(Eric Orvieto)

A filha de Mike Avilés está se recuperando da leucemia, e nada pode ser maior que isso

Garota foi a campo fazer o arremesso cerimonial da partida entre Indians e Yankees

A temporada 2015 da MLB pode acabar. O principal objetivo foi atingido. Nesta quinta, o arremesso cerimonial de Cleveland Indians x New York Yankees foi dado pelas gêmeas Maiya e Adriana, filhas do defensor interno Mike Avilés. E isso é emocionante, porque todo o time do Cleveland se mobilizou para permitir que Adriana, 4 anos, tivesse a melhor recuperação possível da leucemia.

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Quando a garota começou tratamento, todo o elenco dos Indians raspou a cabeça em solidariedade a Mike. Depois, a diretoria anunciou que não ouviria nenhuma proposta de negociação pelo jogador, de modo que ele tivesse a certeza que continuaria jogando – e morando – em Cleveland. Assim, não correria o risco de ficar longe de sua filha, que faz tratamento em um hospital da cidade, um dos melhores do mundo no tratamento do câncer.

A ida de Adriana ao campo é um símbolo de como a garota está evoluindo, com boas perspectivas de se recuperar completamente. Parabéns à família e ao Cleveland Indians.

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Pela primeira vez em 112 anos de história, todos os mandantes vencem em rodada cheia da MLB

O recorde anterior era de 12 jogos, em uma época em que o beisebol tinha três grandes ligas, Nova York se divida em quatro times e Indians x Yankees era decidido em entradas extras (ops)

O New York Yankees estava com a vitória nas mãos. Depois de tomar 2 a 0 do Cleveland Indians nas primeiras entradas, reagiu e empatou na oitava. A partida foi para entradas extras e, logo de cara, os nova-iorquinos anotaram duas corridas. Seria difícil resistir, mas os Indians conseguiram arrancar um empate (com corrida impulsionada por Yan Gomes) contra o único fechador que tinha 100% de aproveitamento no ano e viraram na 16ª.

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Um resultado arrancado na garra, mas que poderia ser mais um de um time já virtualmente eliminado sobre um que provavelmente se classificará. Mas essa virada espetacular garantiu que a MLB tivesse um dia histórico: pela primeira vez, nos 112 anos de vida da liga, uma rodada cheia de 15 partidas teve vitórias apenas dos mandantes.

Em um esporte em que o mando de campo tem influência menor e times fracos conseguem vencer os mais fortes com constância, é comum visitantes vencerem. Em uma rodada completa, com todos os times entrando em campo, é até recorrente haver mais derrotas do que vitórias dos times da casa.

Houve dias com 100% de aproveitamento dos mandantes, mas sempre em rodadas parciais ou na época em que a liga tinha menos equipes (e, portanto, menos partidas a cada dia). O mais perto que se havia chegado da marca desta terça foi em 23 de maio de 1914, com 12 vitórias de mandantes (somando jogos da Liga Nacional, Liga Americana e da finada Liga Federal).

Curiosamente, naquele dia o jogo em que o mandante esteve mais perto da derrota foi Yankees x Indians, também decidido em entradas extras (na 11ª). Mas, na oportunidade, o jogo era em Nova York. Veja abaixo:

Boston Red Sox 6×2 Chicago White Sox
New York Yankees 10×9 Cleveland Indians
Philadelphia Athletics 8×5 Detroit Tigers
Washington Senators 6×1 St. Louis Browns
Baltimore Terrapins 7×4 Chicago Whales
Brooklyn Tip-Tops 8×3 Kansas City Packers
Buffalo Blues 6×5 Indianapolis Hoosiers
Pittsburgh Rebels 3×0 St. Louis Terriers
Pittsburgh Pirates 7×2 Philadelphia Phillies
Chicago Cubs 2×1 Boston Braves
Cincinnati Reds 11×3 Brooklyn Dodgers
St. Louis Cardinals 4×3 New York Giants

Agora confira os resultados desta terça na MLB:

Toronto Blue Jays 4×2 Oakland Athletics
Tampa Bay Rays 2×0 Atlanta Braves
Miami Marlins 5×4 Boston Red Sox
New York Mets 4×0 Colorado Rockies
Cleveland Indians 5×4 New York Yankees
Chicago Cubs 6×3 Milwaukee Brewers
Kansas City Royals 6×1 Detroit Tigers
Chicago White Sox 3×0 Los Angeles Angels
Minnesota Twins 3×2 Texas Rangers
St. Louis Cardinals 4×3 Pittsburgh Pirates
Arizona Diamondbacks 13×1 Philadelphia Phillies
Seattle Mariners 6×5 Baltimore Orioles
San Diego Padres 11×6 Cincinnati Reds
Los Angeles Dodgers 5×0 Washington Nationals
San Francisco Giants 3×1 Houston Astros

Veja só como foi o home run mais longo da carreira de Yan Gomes

Brasileiro mandou a bolinha a 440 pés (134 metros) de distância contra o Los Angeles Angels

Uma bola rápida, alta, no meio da zona de strike. Foi um arremesso ruim de Garrett Richards, e Yan Gomes não perdoou. O brasileiro mandou a bolinha par ao outro lado do muro, deixando o Cleveland Indians com uma vantagem de 3 a 0 sobre o Los Angeles Angels já na primeira entrada.

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Pelas medições, a rebatida de Gomes voou 440 pés (134 mestros), o que faz desse o home run mais longo da carreira do catacher brasileiro. A bola viajou a uma velocidade de 110 km/h e atingiu 24,7 metros de altura máxima.

Só não foi o suficiente para dar a vitória a sua equipe. Os Angeles reagiram na quinta e na sexta entradas e venceram por 5 a 4.

Veja os resultados da MLB nesta segunda:

Toronto Blue Jays 5×1 Minnesota Twins
Washington Nationals 4×6 Arizona Diamondbacks
Miami Marlins 1×12 New York Mets
Atlanta Braves 9×8 San Francisco Giants
Texas Rangers 12×9 Houston Astros
Milwaukee Brewers 5×13 San Diego Padres
Chicago White Sox 4×5 Tampa Bay Rays
Colorado Rockies 7×8 Seattle Mariners
Oakland Athletics 2×9 Baltimore Orioles
Los Angeles Angels 5×4 Cleveland Indians
Pittsburgh Pirates x Chicago Cubs (suspenso por chuva)