Os Jogos de Inverno de 2022 vão para Pequim, e o pesadelo do COI não acaba

Pior do que colocar a Olimpíada em um lugar em que não neva é saber que era a melhor opção

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O Comitê Olímpico Internacional deve estar ansioso para 2023 chegar logo. Porque os Jogos de Inverno de 2022 parecem um pesadelo do qual não se consegue acordar. Nesta sexta, foi realizada a eleição para a sede do evento. Venceu Pequim, o que é uma boa notícia. Mas, olhando as coisas com uma dose de pessimismo, o resultado da votação e o fato de a vitória da capital chinesa ser encarada com alívio também é ruim por si só.

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Os chineses têm condições de receber adequadamente os Jogos Olímpicos de Inverno, como fizeram com sucesso na Olimpíada de Verão de 2008 (aliás, será a primeira cidada a receber as duas versões do evento). A questão não é a organização ou o financiamento (ainda está jorrando dinheiro na China e, bem, um país de governo tão centralizado e poderoso não tem muitos problemas para aprovar a liberação da verba necessária para as obras), mas o fato de que neva pouco em Pequim. Ou seja, depois de ter de implorar a São Pedro para cair neve em Sochi, um resort de veraneio, para a edição 2014, o COI terá de repetir a dose daqui sete anos.

Para contornar esse problema, a candidatura pequinesa colocou na capital apenas os eventos indoor, como hóquei no gelo, curling, patinação de velocidade e patinação artística. Os eventos que dependem realmente do clima serão realizados em Zhangjiakou, a quase 200 km de distância.

Haverá reclamações, mas esse é o menor problema. O COI também terá de lidar com protestos da opinião pública pela escolha de um país com retrospecto ruim de respeito aos direitos humanos e com reclamação das TVs do Ocidente – sobretudo Estados Unidos – por colocar três eventos seguidos no Extremo Oriente (os Jogos de Inverno de 2018 serão em Pyeongchang, Coreia do Sul, e os de Verão de 2020 estão marcados para Tóquio, Japão), com fuso horário muito ruim.

Mas ruim mesmo para o comitê é ver que, apesar dos problemas, Pequim era a melhor opção com alguma folga. Os Jogos Olímpicos de Verão têm sofrido para provar que são viáveis e sustentáveis, mas tem seus defensores. Para as Olimpíadas de Inverno, essa causa é praticamente perdida pela dificuldade de absorver a infraestrutura necessária para todo o evento.

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Para as edição de 2022, Oslo (Noruega), Cracóvia (Polônia) e Estocolmo (Suécia) apresentaram pré-candidaturas, mas desistiram diante da projeção de custos e pela aceitação ruim por parte da opinião pública. Lviv pulou fora por causa da crise política de seu país, dividido entre ucranianos de origem ucraniana e os de origem russa. Sobraram apenas duas candidatas, Pequim e Almaty (Cazaquistão), capitais de países governados por ditaduras. Dessas duas, a China, apesar de várias ressalvas, é a opção mais viável e segura.

Ainda assim, o COI tem motivos para preocupação. Apesar de Pequim ter vencido, a votação terminou em 44 a 40, um resultado muito mais apertado do que seria de se imaginar. Por isso, é viável supor que as negociações políticas por parte dos cazaques tenha sido bastante agressiva, o que pode deixar alguns traumas dentro do comitê (como deixou na Fifa a vitória do Catar para a Copa do Mundo, também de 2022).

Agora que o processo eleitoral acabou, o Comitê Olímpico Internacional precisa rever seriamente o modelo para os Jogos de Inverno, diminuindo a exigência de investimentos, avaliar muito bem que tipo de conversa ocorreu durante o processo eleitoral e, principalmente, rezar para nevar bastante no norte da China.

O sonho olímpico do futebol americano é adiado. Já o beisebol…

Decisão só sairá em 2016, mas parece que o retorno do beisebol e do softbol aos Jogos Olímpicos está cada vez mais perto

O Comitê Olímpico Internacional divulgou a lista de esportes finalistas no processo de inclusão nos Jogos Olímpicos de 2020, programados para Tóquio. Nenhuma grande surpresa, o que significa que o beisebol/softbol segue firme para seu retorno às Olimpíadas, enquanto que o futebol americano vai ter de esperar mais um pouco.

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As modalidades selecionadas pelo COI foram beisebol/softbol, caratê, boliche, patinação, escalada, surfe e wushu (kung fu). Dessa relação, apenas o boliche era tido como azarão, ainda mais depois da forte campanha de marketing que deixou o surfe como finalista certo.

O beisebol segue como favorito pelo fato de as ligas profissionais terem demonstrado algum apoio ao retorno aos Jogos (a falta de suporte da MLB foi o grande motivo da saída da modalidade em 2012) e pela popularidade no Japão. As federações internacionais do esporte já tratam a inclusão como certa e até criaram um modelo de disputa para o torneio olímpico. Ainda assim, a decisão de quantas e quais modalidades novas aparecerão nas Olimpíadas de Tóquio só ocorrerá em setembro de 2016.

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As modalidades que ficaram para trás foram esportes aéreos, futebol americano, bowls (espécie de petanca, ou bocha), bridge, xadrez, dança esportiva, floorball (semelhante ao hóquei em quadra), ultimate (frisbee), corfebol, netbol, orientação, polo, raquetebol, sinuca, sumô, cabo de guerra, esportes subaquáticos e esqui na água. Para o seguidor de esportes americanos, o sonho de ver o futebol americano no programa olímpico ficará para depois.

A exclusão do esporte mais popular dos Estados Unidos é justificável. Não há popularidade e disseminação da modalidade por vários países, e o nível técnico das competições internacionais ainda é muito abaixo do que há de melhor na competição (no caso, a NFL). Provavelmente a Ifaf e a NFL não tinham esperanças reais de conseguir alguma coisa, mas participar do processo ajuda na divulgação do cenário internacional do futebol americano, além de permitir às entidades do esporte a se aproximarem do movimento olímpico para uma investida no futuro.

Prefeitura do Rio assume que não fez sua parte na preparação olímpica ao pedir férias coletivas

Gambiarra pode ter funcionado na Copa do Mundo, mas a realidade olímpica é muito diferente (e difícil de contornar)

Deu certo em 2014, dará certo em 2016. A organização dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro parece trabalhar com a crença de que, se a Copa do Mundo funcionou mesmo depois de tantos sustos, não há motivos para preocupação em relação ao evento poliesportivo do ano que vem. Nem que, para isso, tenha de partir para certos improvisos que, no final das contas, são gambiarras.

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Nesta terça, o prefeito Eduardo Paes voltou a falar na possibilidade de pedir às grandes empresas cariocas a decretarem férias coletivas ou dispensarem seus funcionários durante o período dos Jogos. “Devo chamar ainda em março uma reunião com o Poder Judiciário e grandes empresas, como Petrobras e BNDES, e outros grandes empregadores do Rio, para que a gente possa ter no período das Olimpíadas um período de férias”, disse em entrevista coletiva.

O princípio é o mesmo que funcionou no Mundial de futebol. Menos gente indo trabalhar alivia a carga sobre o sistema de transporte e permite uma circulação mais tranquila de turistas, atletas e jornalistas envolvidos com a Olimpíada. O problema é que a comparação entre os dois megaeventos é impossível nessa questão.

O Rio de Janeiro foi, ao lado de Brasília, a cidade que recebeu mais partidas da Copa, sete. No entanto, quatro desses jogos (Argentina 2×1 Bósnia-Herzegovina, Bélgica 1×0 Rússia, Colombia 2×0 Uruguai e Alemanha 1×0 Argentina) foram realizados em fins de semana. Outro encontro (Alemanha 1×0 França) foi disputado em um feriado informal, pois o Brasil venceu a Colômbia no mesmo dia e ninguém trabalhou depois do almoço. Ou seja, só duas partidas (Espanha 0x2 Chile e França 0x0 Equador) caíram em dias úteis e exigiram esquema especial das empresas para não sobrecarregar o trânsito carioca.

Muslera observa a bola de James Rodríguez no Colômbia x Uruguai (Jorge R. Jorge)
Muslera tenta alcançar o arremate de James Rodríguez no Colômbia x Uruguai (Jorge R. Jorge)

Os Jogos Olímpicos são de outra natureza. São 17 dias (de 5 a 21 de agosto) diretos, com vários eventos a todo momento, sem trégua. A ideia de Paes é decretar alguns feriados pontuais nesse período, mas um dia não é particularmente mais tranquilo que o outro. Por isso o prefeito falou em “férias coletivas”, mas isso teria um impacto grande nessas empresas. Ficar um dia ou outro fechado é algo contornável. Ficar duas semanas parado é outra questão.

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O que mais incomoda na proposta é que se trata da insistência no improviso. Uma das vantagens dos Jogos Olímpicos serem realizados no mesmo lugar que, dois anos antes, organizou a Copa do Mundo é que boa parte da infraestrutura já estaria pronta. O tal “legado da Copa” que se transformaria em estrutura olímpica.

Nada disso aconteceu para o Mundial. Várias obras ficaram pelo caminho, e os brasileiros não viram boa parte desse legado. O carioca sabe bem disso, pois o trânsito da cidade está um caos maior do que normalmente é (falo isso como paulistano que está quase anestesiado contra qualquer tráfego intenso, e ainda assim fiquei impressionado com os congestionamentos cariocas em uma visita no segundo semestre do ano passado).

De qualquer maneira, os trabalhos que não ficaram prontos em junho de 2014 deveriam estar em andamento e perdido o prazo por pouco, o que significa que estariam entregues para 2016. No momento em que a prefeitura do Rio pede para as empresas decretarem férias, está assumindo que os projetos previstos não funcionarão adequadamente e será preciso “artificialismos” (uma versão generosa para “gambiarra”) para evitar problemas mais graves.

Que tudo dê certo, porque a imagem que o Brasil deixou após a Copa foi positiva, apesar dos sustos. Uma edição bem sucedida dos Jogos Olímpicos reforçaria essa impressão, até atenuando um pouco o impacto das notícias negativas sobre a situação político-econômica do País.

NBC lança vinheta para os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, e coloca as Cataratas do Iguaçu

Pode ser uma tentativa honesta de mostrar o Brasil, mas passa uma sensação de que as Cataratas fazem parte do cenário olímpico

Super Bowl 49 acabou, agora a NBC sabe que seu próximo grande evento esportivo são os Jogos Olímpicos de 2016. Por isso, o canal mal esperou a poeira da NFL baixar para já começar a esquentar o clima para as transmissões das Olimpíada do Rio de Janeiro.

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O vídeo segue abaixo. É bem feito, com boas imagens e um cuidado realmente notável em botar sem medo um samba como fundo musical. O enfoque é maior (mas não exclusivo) em atletas norte-americanos, e isso é esperado e tem lógica considerando que é um anúncio para o público dos Estados Unidos. Mas há um elemento estranho: as Cataratas do Iguaçu.

Dá para aceitar a ideia de que o pessoal quis vender a imagem do Brasil, e não especificamente do Rio de Janeiro, mas o único elemento não-carioca do clipe são as Cataratas. E Foz do Iguaçu não faz parte do cenário olímpico. Até a Floresta Amazônica pode fazer, se confirmarem Manaus como subsede do futebol.

Provavelmente estamos sendo chatos demais, porque o clipe como um todo é legal. Só fica a lembrança das aulas de geografia brasileira de “007 – Contra o Foguete da Morte”, quando James Bond vai da Amazônia às Cataratas de lancha.

http://vplayer.nbcsports.com/p/BxmELC/nbcsports_share/select/LzLax8YDF1bS?parentUrl=

[Exclusivo] Presidente da CBBS: beisebol nas Olimpíadas está 99% certo, e com jogadores da MLB

Anúncio do Comitê Olímpico Internacional pode sair neste fim de semana

O retorno do beisebol e do softbol aos Jogos Olímpicos está próximo. Tão próximo que as entidades que governam as modalidades até já fazem planos sobre como seria a competição e quais os benefícios que esse fato traria para o Brasil, independentemente de participar ou não das competições. É o que conta Jorge Otsuka, presidente da Confederação Brasileira de Beisebol e Softbol em entrevista ao ExtraTime.

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Na conversa, o dirigente afirma que o COI pode anunciar já neste fim de semana o retorno do beisebol para Tóquio-2020 e que a luta da modalidade é voltar em definitivo ao programa olímpico, e não apenas para o evento japonês. Além disso, ele detalhou como seria o torneio, curto para não atrapalhar o calendários das principais ligas do mundo e permitir a liberação de jogadores. o que incluiria até a MLB.

Para o Brasil, o beisebol e o softbol voltarem a ser olímpicos colocaria a CBBS na lista de entidades que recebe repasse de verbas do Comitê Olímpico Brasileiro. Isso daria mais poder de investimento à entidade, mas os projetos mais promissores para o futuro estão mais ligados ao interesse crescente da MLB no País.

O COI anunciou uma série de novas políticas para os Jogos Olímpicos, incluindo uma flexibilidade maior na relação de modalidades que farão parte do evento. Como os Jogos de 2020 serão em Tóquio, o beisebol fica em posição privilegiada para voltar. Qual é a posição atual?

Em Tóquio é 99% de certeza que terá o beisebol e o softbol, mas não queremos que seja algo transitório, só para 2020. Em 6 e 7 de dezembro, o COI vai se reunir novamente. O Thomas Bach [presidente do comitê] já foi claro que quer que o beisebol volte, mas talvez seja em definitivo.

Qual é a posição da MLB e da NPB em relação a isso? Ano passado, quando o beisebol disputou com a luta e o squash para entrar em 2020, houve promessa de apoio e cessão de jogadores. Isso está em pé?

A liga japonesa está inteiramente a favor. A liga coreana (KBO) e a de Taiwan (CPBL) também. Elas se comprometeram a ceder todos os jogadores que forem necessários. Na MLB é mais difícil, mas o modelo de torneio deve ajudar. A ideia é fazer um torneio bem rápido para atrapalhar pouco o calendário das ligas. Seriam oito times e apenas cinco dias. Se for assim mesmo, uma possibilidade que foi pensada era a de a MLB liberar seus jogadores, sobretudo os arremessadores, em duas etapas. Na primeira leva os jogadores que disputariam os primeiros jogos e, na segunda, os atletas que disputariam a fase final. Assim, não haveria tanto desgaste e os clubes americanos não perderiam seus jogadores por tanto tempo. Em relação aos atletas não-americanos da MLB, é algo que teria de ser conversado entre a liga e as federações dos países.

O Brasil dificilmente conseguiria uma vaga em um torneio de oito seleções. De qualquer forma, o retorno do beisebol e do softbol para o programa olímpico recolocaria a CBBS como entidade que receberia repasse de verbas do Comitê Olímpico Brasileiro.

Isso. Seria muito importante para nós. Com o repasse da Lei Agnello-Piva, voltamos a ter ajuda. Quando recebíamos, podíamos mandar a seleção para disputar os torneios continentais, era mais fácil bancar a estrutura do CT em Ibiúna, por exemplo. O Brasil já é 14º no ranking mundial da Ibaf, mas dá para subir uma ou duas posições se disputarmos mais competições.

O time que vai disputar o Sul-Americano em janeiro vai bancar a viagem para o Peru do próprio bolso?

Isso. Recurso dos atletas.

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Então, mas sobre os eventuais repasses do COB, a CBBS já tem algum plano para o que fazer com esse dinheiro? Bancar a viagem das seleções e o CT é o mínimo, mas não é a oportunidade de também fazer algo diferente para alavancar o esporte?

Já demos o pontapé inicial para uma parceria com a MLB, que está ajudando a implementar projetos em Belo Horizonte, Rio de Janeiro e Recife, e com outros já programados para Natal, Fortaleza e Porto Alegre. A liga tem sido fundamental, porque um problema que sempre tivemos era o custo dos equipamentos. Agora ela manda para cá.

Neste ano, o Náutico se tornou o primeiro clube tradicional no futebol a criar uma equipe de beisebol. Esse é um caminho?

Seria um sonho nosso ter time do Corinthians, do São Paulo, do Flamengo. Porque eles já têm um público próprio, que viria junto com o time. Inclusive, vamos fazer um evento com o André Rienzo lá em Recife no começo de 2015 para ajudar a promover esse trabalho do Náutico.

Mas isso é um sonho ou já existe algo em andamento?

É só um sonho por enquanto. Nunca conversamos com nenhum dirigente de clube de futebol.

A Taça Brasil está sendo disputada e não há nenhum clube de fora de São Paulo na disputa, algo que tem se tornado comum nos últimos anos. O que falta para o Brasil ter uma competição nacional que seja realmente nacional?

É difícil fazer tudo o que queremos. Existem competições regionais em Belém, Manaus, no Mato Grosso, no Mato Grosso do Sul, no Paraná e em São Paulo. Mas é caro para os times de fora de São Paulo disputarem o torneio aqui. Para uma equipe paraense, custaria algo em torno de R$ 50 mil entre transporte, hospedagem e alimentação. Fora que o nível técnico em muitos desses lugares ainda é inferior, não dá para competir.

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O Caleb Santos-Silva [coordenador de desenvolvimento internacional da MLB] já disse que a liga pensa em fazer um jogo no Brasil. O que seria preciso fazer de infraestrutura para viabilizar isso?

Temos primeiro de trabalhar com a prefeitura de São Paulo. O estádio Mie Nishii tem uma ótima localização, no Bom Retiro, bairro central. O problema é que teria de fazer muita obra para deixar o estádio em condições de receber um jogo desses. Há espaço, mas a estrutura em si teria de praticamente construir tudo de novo. Já estamos vendo com a secretaria de esportes o que pode ser feito naquele local.

A chegada de brasileiros na MLB aumentou a exposição do beisebol na mídia e aumentou a procura pelo esporte?

Melhorou bastante. Houve muita gente nos procurando ou fazendo consultas para eventuais projetos. Temos atletas bons, somos mais respeitados lá fora, só precisamos de mais quantidade. Uma coisa que começou a andar é a conversa com o Sesi-SP, que pode implementar em suas unidades o mesmo trabalho que o Sesc-SP já faz. Também já fechamos com a prefeitura de Indaiatuba uma clínica na cidade durante o Carnaval, levando técnicos para ensinarem os professores de educação física da rede municipal a colocarem o beisebol na grade.

Por que a próxima terça pode ser tão importante ao beisebol brasileiro

Comitê Olímpico Internacional deve anunciar novidades para os Jogos de Tóquio-2022, e dá pinta que o retorno do beisebol/softbol seria uma delas

O japonês Masa Morino tenta pegar uma bola nos Jogos de Pequim, em 2008 (AP Photo/Charlie Riedel)
O japonês Masa Morino tenta pegar uma bola nos Jogos de Pequim, em 2008 (AP Photo/Charlie Riedel)

O que a desistência de Oslo na candidatura aos Jogos Olímpicos de Inverno de 2022 tem a ver com o beisebol brasileiro? Bem, o mundo é complexo, e um fato realmente pode ajudar bastante o outro. E o fato que liga as duas coisas é como o primeiro acendeu o alerta vermelho ao COI sobre como o maior evento poliesportivo do planeta precisa ser repensado.

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Apenas duas cidades são candidatas aos Jogos de 2022: Almaty, no Cazaquistão, e Pequim, China. As duas foram as sobreviventes de uma campanha que teve mais desistências que concorrentes efetivos. Abandonaram o barco Oslo (Noruega), Estocolmo (Suécia), Cracóvia (Polônia) e Lviv (Ucrânia). Esta última saiu por motivos políticos, mas as outras o fizeram por falta de apoio popular diante da dificuldade de justificar economicamente o investimento no evento. E, mais que isso, justificar os gastos para participar da escolha, correndo o risco de ser derrotado.

O COI ficou exposto. Os Jogos Olímpicos, sobretudo o de Verão, ainda têm apelo, mas é nítido como se tornou um evento gigantesco demais e é preciso reformulá-lo. O Comitê realizou diversos estudos e, nesta terça, o presidente Thomas Bach deve aproveitar uma assembleia da entidade para anunciar novidades. Baratear o processo de candidatura é um dos pontos mais importantes. Outro foco é aumentar o potencial de retorno ao país-sede. E uma das melhores maneiras de fazer isso é flexibilizar o programa, com mais margem para cada organizador incluir e excluir modalidades de acordo com seus interesses.

O primeiro passo para isso seria justamente no beisebol. Com o programa dos Jogos de 2016, no Rio, já fechado, os primeiros efeitos dessa mudança ocorreriam em Tóquio-2020. Aí, fica muito fácil perceber onde o beisebol entraria. Para a capital japonesa, seria muito interessante que o esporte mais popular do país tivesse um torneio olímpico, pois o retorno de TV e bilheteria seria imediato.

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Em entrevista ao ótimo Marcelo Laguna no blog Espírito Olímpico em outubro, Jorge Otsuka, presidente da Confederação Brasileira de Beisebol e Softbol, já se mostrou otimista em relação ao retorno das duas modalidades de que cuida às Olimpíadas. E, se as especulações se confirmarem, a CBBS se tornaria elegível a receber repasses de verba do Comitê Olímpico Brasileiro, pelo menos no período entre 2016 e 2020.

O corte desse dinheiro é tido por Otsuka como um dos grandes motivos de asfixia econômica do beisebol brasileiro. Então, voltar a estar na lista de recebedores do COB, somado ao crescimento da modalidade no Brasil após ações da MLB e, principalmente, aumento de destaque de jogadores brasileiros, daria mais margem para a entidade investir.

Mas é preciso aproveitar bem nesses quatro anos antes dos Jogos de Tóquio, pois pode ser uma melhoria apenas provisória. O retorno do beisebol e do softbol aos Jogos de 2020 é tido como certo. Mas dificilmente voltaria como modalidade fixa. Os japoneses a garantiriam em 2020, mas a manutenção para 2024 dependeria do interesse do país-sede, e a maioria dos candidatos não teriam motivos para querer o beisebol.

Obs.: o processo de candidatura aos Jogos de 2024 ainda está começando. Não há concorrentes oficiais, apenas pré-candidaturas, algumas delas ainda passariam por uma competição interna entre cidades interessadas do mesmo país antes de serem apresentadas ao COI. Elas são: Baku (Azerbaijão), Berlim (Alemanha) ou Hamburgo/Copenhague (Alemanha/Dinamarca, candidatura conjunta), Boston, Los Angeles, São Francisco ou Washington (Estados Unidos), Budapeste (Hungria), Casablanca (Marrocos),  Doha (Catar), Durban ou Joanesburgo (África do Sul), Istambul (Turquia), Kiev (Ucrânia), Lima (Peru), Melbourne (Austrália), Nairóbi (Quênia), Paris (França), Roma (Itália) e São Petersburgo (Rússia). De todas essas, só a candidata norte-americana deve sugerir a permanência do beisebol e do softbol para 2024.

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Beisebol tem uma nova esperança de entrar nos Jogos Olímpicos

Presidente do Conselho Olímpico da Ásia defende a entrada do esporte em Tóquio 2020 pelo apelo comercial

O japonês Masa Morino tenta pegar uma bola nos Jogos de Pequim, em 2008 (AP Photo/Charlie Riedel)
O japonês Masa Morino tenta pegar uma bola nos Jogos de Pequim, em 2008 (AP Photo/Charlie Riedel)

Teoricamente, as chances de o beisebol voltar aos Jogos Olímpicos em 2020 morreram em setembro, um dia depois de Tóquio ser escolhida como cidade-sede. Foi quando o Comitê Olímpico Internacional anunciou que a luta havia vencido a disputa com squash e beisebol/softbol e retornaria ao evento. Mas pode haver uma nova possibilidade.

Nesta quarta, o xeique Ahmad Al-Fahad Al-Sabah, presidente do Conselho Olímpico Asiático, declarou apoio à entrada de beisebol/softbol nos Jogos de Tóquio. O motivo é a repercussão que o torneio teria com a torcida local. “agregaria valor aos esportes, para os espectadores e para os Jogos em si”, disse. A declaração ganha força porque o kuaitiano é considerado uma figura influente no COI, ainda mais porque teria sido um dos principais cabos eleitorais de Thomas Bach, eleito para a presidência do Comitê em setembro.

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O COI já deu sinais de que pretende renovar o programa olímpico, incluindo modalidades mais populares para atrais mais público e patrocinadores. No entanto, a entidade quer evitar um inchaço que inviabilize a organização do evento e, por isso, um esporte só entra com a saída de outro.

Em dezembro, o Comitê realiza um congresso em que poderia incluir uma modalidade. De qualquer forma, o COi também quer ver ação das entidades do beisebol/softbol. Houve uma mobilização grande na disputa do ano passado, mas a MLB precisa dar sinais mais decisivos para incluir as estrelas do esporte nos Jogos Olímpicos.

Escolha de Tóquio pode ajudar beisebol olímpico, mas a tendência é que atrapalhe mais

Apesar da popularidade do “yakyu”, os japoneses têm motivos para dar força à luta

O japonês Masa Morino tenta pegar uma bola nos Jogos de Pequim, em 2008 (AP Photo/Charlie Riedel)
O japonês Masa Morino tenta pegar uma bola nos Jogos de Pequim, em 2008 (AP Photo/Charlie Riedel)

Os Jogos Olímpicos sempre tiveram uma grande tradição de países sedes ajudarem a incluir modalidades de apelo local na lista de competições. Foi assim com Tóquio em 1964: foi a primeira edição das Olimpíadas com provas de judô e vôlei feminino, e o beisebol ainda apareceu com esporte demonstração. Então, a escolha da capital japonesa para sediar os Jogos de 2020 significa que o beisebol ganhou uma força repentina na sua disputa com squash e luta para integrar o programa olímpico? Vamos com calma que não é bem assim.

Muita gente que só lembra que os Jogos Olímpicos existem a cada quatro anos ainda fala em esportes de demonstração, mas eles foram eliminados pelo COI há um bom tempo. Desde 1996 não há esse tipo de competição, o que diminuiu o poder de influência dos países sedes na lista de modalidades. E, mesmo que houvesse, é bastante discutível se os japoneses dariam a forcinha na reta final para incluir beisebol e softbol em Tóquio 2020.

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O Japão teria um grande motivo para querer ver seu esporte mais popular nos Jogos Olímpicos: público, e os benefícios diretamente ligados a isso. Os jogos de beisebol e softbol em Tóquio teriam arquibancadas cheias e muita audiência na TV local. Ótimo, daria dinheiro de bilheteria e retorno bom aos patrocinadores da TV. Mas não é muito mais que isso.

A candidatura do beisebol continua sofrendo com três grandes problemas: a aparente indiferença dos Estados Unidos para a questão, as dúvidas sobre a presença das maiores estrelas da modalidade e os casos recorrentes de doping. O último fator tem sido combatido energicamente pela MLB, mas a liga não consegue resolvê-lo definitivamente e não dá sinais de real comprometimento na segunda questão. Na primeira, não tem jeito: se os norte-americanos, maiores financiadores da comunidade olímpica (de longe) dessem apoio ao beisebol proporcional à popularidade do esporte no país, ele nunca teria deixado os Jogos. Mas o torcedor americano prefere a MLB à competições entre seleções, e a NBC (dona dos direitos de transmissão das Olimpíadas nos EUA) e o Comitê Olímpico Norte-Americano não têm motivos para fazer lobby no COI.

A luta está muito mais sólida na disputa. Apesar de tomar um puxão de orelha anteontem do Comitê por não respeitar a data-limite para o final da campanha de reinclusão, a Fila (Federação Internacional de Lutas Associadas) transformou o retorno aos Jogos Olímpicos uma questão de honra. Realizou boa parte das mudanças políticas e técnicas que o COI exigiu, e ainda mobilizou muito mais sua comunidade. Isso inclui os comitês olímpicos dos dois países em que o beisebol teria mais força: Estados Unidos e Japão. A isso se soma o fato de que há um evidente apelo sentimental e histórico em manter uma das modalidades mais tradicionais das Olimpíadas, um esporte com raízes na Grécia Antiga.

Nem a possibilidade de medalhas nipônicas ajuda a causa do beisebol-softbol. O Japão teria um pódio praticamente certo no softbol (grandes chances de ouro) e uma possibilidade boa no beisebol. Se os japoneses pensarem em quadro de medalhas, é muito mais seguro apoiar a luta. Desde 2004, o Japão é o segundo país no quadro de medalhas da luta, com 8 ouros, 3 pratas e 7 bronzes. Só a Rússia tem mais sucesso na modalidade neste século.

A última questão que pode minar a candidatura do beisebol é política. Para ganhar o direito de sediar os Jogos, os japoneses tiveram de negociar com diversos delegados. E, nessas conversas, podem ter usado o apoio a uma modalidade forte na Europa e no Oriente Médio (a luta) como moeda de troca. Não seria surpreendente se o beisebol-softbol perdesse até do squash, que ficou como azarão entre o apelo popular e econômico do beisebol-softbol e a tradição e força política da luta.

No final das contas, a escolha de Tóquio pode até ter sido pior para as chances do beisebol voltar aos Jogos Olímpicos já em 2020. Se os japoneses se mantiverem em favor do “yakyu” e conseguirem emplacar seu retorno, seria uma mostra incrível de força política. Mas a tendência é que a luta vença agora e o beisebol precise esperar mais um pouco, quando tiver um concorrente menos poderoso, para ser reintegrado às Olimpíadas.

A carta que deu nova vida às aspirações olímpicas do beisebol

Bud Selig prometeu ao COI que não haverá restrições a jogadores da MLB atuarem nos Jogos Olímpicos

Bud Selig, comissário da MLB (Crédito: AP Photo/Richard Drew)
Bud Selig, comissário da MLB (Crédito: AP Photo/Richard Drew)

A candidatura do beisebol-softbol surpreendeu ao aparecer na lista final para entrar no programa dos Jogos Olímpicos de 2020. Parecia um reconhecimento ao esforço de unificar as modalidades dentro de uma confederação. Mas havia uma carta secreta para fazer a balança pender para o lado do esporte de tacos e luvas.

O jornalista Michael Payne, que cobre o esporte olímpico, informou que Bud Selig, comissário da MLB, entregou uma carta ao COI em que diz que não haverá restrição a jogadores da liga atuarem nos Jogos. A promessa surpreendeu, porque contraria um comentário que ele próprio havia feito de que não há como parar a temporada da Major League para as Olimpíadas.

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Tecnicamente, uma coisa não anula a outra. Com um cuidado de calendário e muito poder de convencimento em cima dos donos de franquias, é possível que os jogadores desfalquem seus times por uma semana. Se cada time tiver dois dias de folga nesse período e houver limitação de atletas liberados por clube, o impacto não seria tão grande.

Ainda assim, é difícil acreditar que tal liberação ocorra. Até porque qualquer mudança nesse sentido dependeria de aceitação do sindicato dos jogadores, e isso teria de ser negociado no próximo acordo trabalhista, que entrará em vigor em 2017.

Por isso, é improvável que a promessa de Selig seja cumprida, por mais legal que fosse um torneio olímpico cheio de jogadores da MLB. E, por isso também, a luta segue como favorita na disputa por um lugar nos Jogos de 2020.

Beisebol-softbol, luta e squash são finalistas para integrar os Jogos Olímpicos de 2020

Definição do novo esporte olímpico será anunciada no congresso do COI em setembro, em Buenos Aires

Abertura dos Jogos Olímpicos de 2012 (Crédito: AP Photo/David Goldman)
Abertura dos Jogos Olímpicos de 2012 (Crédito: AP Photo/David Goldman)

A pretensão do beisebol de retornar às Olimpíadas ganhou força nesta quarta. O Comitê Olímpico Internacional anunciou as três modalidades finalistas na disputa por integrar o programa dos Jogos de 2020. O beisebol-softbol concorrerá com luta e squash na eleição em 10 de setembro, durante o congresso da entidade em Buenos Aires. Foram descartadas as candidaturas de caratê, wushu (kung fu), patinação, escalada e wakeboard.

As modalidades foram separadas em três grupos, com o esporte mais votado em cada um seguindo na disputa. A luta entra como favorita recebeu oito dos 14 votos. A partir daí, as modalidades restantes foram separadas em dois grupos. O beisebol-softbol, que havia zerado na rodada, surpreendeu ao eliminar o caratê por 9 a 5, e o squash superou wushu e escalada por 8 a 4 a 2.

A escolha do COI serviu de reconhecimento a alguns dos esforços do beisebol-softbol. O maior foi unificar a Ibaf (International Baseball Federation) com a ISF (International Softball Federation) para criar a WBSC (World Baseball Softball Confederation), transformando os dois esportes em modalidades dentro da mesma entidade. Além disso, o relativo sucesso técnico, de público e repercussão internacional do World Baseball Classic, disputado em março, também serviu para mostrar a força e globalização do beisebol.

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No entanto, ainda há problemas com a candidatura. Não há consenso dentro dos diversos agentes do esporte de que a entrada nas Olimpíadas é prioridade. Bud Selig, comissário da MLB e defensor de medidas para a internacionalização da modalidade, já afirmou que não é possível abrir uma janela no calendário para que os principais jogadores da liga participem dos Jogos. Uma ideia que ganhou força com o sucesso do WBC 2013, que fez que muita gente no beisebol norte-americano considerassem que o Mundial já é suficiente para levar o jogo a novos países.

O problema é que o COI decidiu retirar o beisebol dos Jogos em 2005 – o esporte foi disputado de 1992 a 2008 – justamente pela ausência das maiores estrelas, algo que não ocorre com os outros esportes norte-americanos (o futebol americano não é olímpico, o basquete não tem conflito de calendário e o hóquei no gelo interrompe sua temporada para as Olímpiadas de Inverno). Por isso, o anúncio desta quarta do COI deve ser encarado com voto de confiança pelos avanços recentes, mas ainda é preciso melhorar a proposta para voltar em 2020.

Os concorrentes têm apoio interno mais sólido. A luta é um esporte histórico dos Jogos Olímpicos, com disputas desde a Grécia Antiga. Avaliações do Comitê Executivo do COI após Londres-2012 concluíram que a modalidade deixou a desejar e foi surpreendentemente retirada, mas deu uma nova chance. A mobilização foi grande e a luta já é tida como favorita na disputa. O squash tem como força o fato de ter perdido por pequena margem para golfe e rúgbi na disputa por um lugar no Rio-2016.