Como deixar a cesta de Irving mais espetacular? Claro, com a narração islandesa

Obrigado por existir, internet

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A internet muitas vezes é um local de propagação de agressividade, brigas e conteúdo desagradável, por vezes, ilegal. Mas também é um lugar em que estão pessoas caridosas, dispostas a levar boas coisas ao mundo e fazer nossa vida melhor. Como o sujeito do site da ESPN americana que fundiu os dois momentos mais espetaculares do esporte nesta semana: a cesta de Kyrie Irving que deu o título inédito ao Cleveland Cavaliers e a narração insana do gol que classificou a Islândia na Eurocopa.

VÍDEO: É impossível não vibrar junto com a narração islandesa do gol nos acréscimos

Afinal, como ficaria a cesta de Irving na voz do narrador islandês? Sim, ficou ainda melhor do que a original.

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Warriors não é Barcelona, mas pode indicar um caminho na evolução do basquete

Golden State talvez não se torne uma dinastia, mas é inegável que mudou a forma como se vê o basquete moderno

Difícil imaginar o que é mais atraente para um americano hipster que adora esportes: o atual Golden State Warriors ou o atual Barcelona. Os dois têm valor inquestionável por si só, mas também foram feito sob medidas para esse público. O primeiro é um time que pratica um basquete envolvente e empolgante, e tem sede em uma das regiões metropolitanas que mais têm hipsters nos EUA. O segundo é a moda de quem quer se mostrar cosmopolita, internacionalizado e entendedor algo diferente do convencional. Por isso, muita gente já se empolgou para dizer que um é a versão do outro, mesmo na imprensa americana (a CBS o fez aqui, e a Fox fez algo equivalente, comparando LeBron James com Cristiano Ronaldo).

Não é uma comparação descabida. As duas equipes mostram um jogo leve e de muita movimentação, normalmente dispensando um homem fixo e grande na frente para permitir que todos os jogadores rodem a bola. É esse o motivo de Steve Kerr mostrar vídeos do Barcelona nos treinos dos Warriors (veja no link da CBS acima).

No entanto, uma avaliação cri-cri também pode dizer que um é bem diferente do outro. O Golden State se notabiliza por fazer transições rápidas e muitas vezes finalizar as jogadas rapidamente, chutando de longe. O Barcelona dos técnicos Pep Guardiola e Tito Vilanova, por exemplo. fazia o contrário: tocava muito a bola, às vezes até de forma exagerada, para penetrar a defesa adversária e finalizar de frente para a meta. O atual, sob comando de Luís Enrique, segue mais essa linha.

As duas formas de ver essa comparação são reais, e cada um adota a que achar melhor. Mas onde os Warriors realmente merece comparação com o Barcelona é na forma como se inserem dentro do momento de sua modalidade. É um time que criou uma forma diferente de jogar, evoluindo alguns conceitos que se ensaiavam e subvertendo outros. Por isso, às vezes parece tão difícil encontrar o antídoto para combatê-lo. E por isso também que tantas equipes já começam a se inspirar nessas ideias.

Um dos sinais desse papel dos Warriors é a forma como o time mudou o papel do pivô. Em certos momentos da partida, um grandalhão debaixo da cesta sempre será importante, mas o jogo do time californiano diminui muito o uso desse jogador. Com garrafões congestionados, quase impenetráveis, o Golden State valorizou o perímetro. Nesse estilo, seu pivô também precisa rodar, se afastar da cesta, passar e eventualmente arremessar de média e longa distância para não se tornar um peso morto. Já era um caminho que se tomava, mas os californianos aceleraram o processo.

A evolução do esporte sempre envolve uma equipe ou atleta criar de algo novo e os adversários se adaptando a isso. Com o jogo mais aberto e rápido, com arremessos longos mesmo em contra-ataques, os oponentes foram obrigados a seguir esse caminho. Um pivô muito lento e pesado pode ficar perdido contra um ataque desse estilo. Ele também precisará sair do garrafão, ser mais que o distribuidor de tocos e pregador de rebotes debaixo da cesta.

O Barcelona fez isso. Seu sucesso forçou as equipes a mudarem a forma de ver o papel tático de seus jogadores. Não é uma trajetória linear, tanto que o próprio clube catalão chegou a ser superado em determinado momento e teve de fazer ajustes em seu sistema de jogo. De qualquer modo, marcou um momento no futebol, forçou todos a repensarem a modalidade.

Ainda é cedo para cravar que o Golden State terá a mesma importância do Barcelona. Algumas revoluções não se sustentam, por serem difíceis de replicar em sua época (como, no futebol, a Holanda de 1974) ou por caducarem rápido (o Detroit Pistons dos Bad Boys). O estilo dos Warriors pode tomar esse caminho. Talvez o título da temporada passada não se repita nesta (o time esteve muito perto de ser eliminado pelo Oklahoma City Thunder), talvez se repita, mas a dinastia não se concretize no restante da década. Mas o fato de seu adversário na final da NBA ser o Cleveland Cavaliers que tem acelerado muito mais o jogo do que fazia na temporada passada é um sinal de que, neste momento, há um efeito real.

Texto dedicado ao amigo Corneta Europa.

Estudo descarta teoria que zika entrou no Brasil durante a Copa

Doença teria chegado ao País um ano antes dos primeiros diagnósticos

Milhões de pessoas chegando ao Brasil para ver futebol, festejar, injetar alguns milhões na nossa indústria do turismo e serem picadas pelo Aedes aegypti. É fácil perceber como a Copa do Mundo de 2014 está diretamente relacionada à entrada do vírus da febre zika no País. Só que… não está. É o que identificou um estudo realizado por 57 cientistas de diversas nacionalidades sobre como a doença chegou em território brasileiro e se espalhou.

Veja a matéria completa no Outra Cidade

Antes de ser um revolucionário do futebol, Cruyff era… um catcher promissor

Maior ídolo de Ajax, Holanda e Barcelona dividia seu tempo entre as chuteiras e as luvas de beisebol

O Ajax tinha um importante duelo contra o Dynamo de Zagreb pela fase de grupos da Champions League 2011/12. Johan Cruyff, em sua coluna no jornal De Telegraaf, foi buscar exemplos para inspirar o clube de Amsterdã. E os encontrou no improvável título mundial de beisebol que a Holanda havia conquistado dias antes ao vencer Cuba por 2 a 1 na final.

A menção pode soar surpreendente para alguns, mas fazia todo sentido. Antes de se tornar um craque do Ajax, um revolucionário da seleção holandesa, o idealizador do que é o Barcelona de hoje e um filósofo do futebol, Cruyff era um garoto que amava beisebol. Amava e jogava. Era catcher nas categorias de base do Ajax, mas – já mostrando a versatilidade que teria com a bola nos pés – também atuava como arremessador.

O honkbal era o esporte de verão do Cruyff. Tinha talento a ponto de ser sondado para defender a seleção holandesa em competições juvenis. No entanto, seus compromissos no futebol – esporte que praticava no inverno – dificultavam a vida em dois esportes simultâneos. Quando subiu do time sub-15, o Ajax pediu para ele escolher uma das modalidades. O futebol dava mais perspectivas profissionais e Cruyff abandonou as luvas e bastões.

O beisebol do Ajax ainda abrigaria outro futuro ídolo do futebol: Johan Neeskens, meia da Holanda na Copa de 1974 e considerado um jogador ainda mais promissor no diamante. Em 1972, o maior clube da Holanda fechou seu departamento de honkbal para reduzir custos. Foi o fim de uma trajetória de 50 anos, iniciada também por uma figura polivalente vinda do futebol.

Cruyff fazendo um arremesso cerimonial antes de uma partida nos EUA
Cruyff fazendo um arremesso cerimonial antes de uma partida nos EUA

O irlandês Jack Kirwan entrou na vida esportiva com o futebol gaélico no final do século 19. Mudou-se para a Inglaterra e se destacou no futebol, defendendo profissionalmente Tottenham, Everton e Chelsea. Na época, muitos clubes do Campeonato Inglês tinham equipes de beisebol para ter receita no verão. Tottenham e West Ham eram dois dos melhores, e Kirwan também atuou no diamante.

Ao encerrar a carreira, o irlandês foi contratado como técnico do Ajax. Os registros não são tão claros de parte desse processo, mas a história mais aceita é que o irlandês sugeriu ao clube seguir os passos dos ingleses e também criar um time de beisebol. A partir das décadas de 1910 e 20, o beisebol cresceu na Holanda, estabelecendo uma liga profissional e dominando o cenário europeu. Durante a Segunda Guerra Mundial, praticar o esporte dos norte-americanos era um gesto silencioso de desafio à ocupação alemã.

Esse legado persiste. Em campo, com os holandeses eliminando Coreia do Sul e Cuba para chegar em quarto lugar no World Baseball Classic. Fora dele, com Cruyff. Mesmo depois de consagrado no futebol, ele sempre mostrou carinho pelo esporte que praticou por muitos anos em suas colunas na imprensa de seu país. Em 2007, o Europeu da modalidade foi disputado em Barcelona, cidade que o craque adotou. Claro, ele foi ao estádio torcer, e depois celebrou o penta continental da Holanda.

Cruyff parabeniza jogadores da Holanda após a conquista do título europeu de beisebol de 2007
Cruyff parabeniza jogadores da Holanda após a conquista do título europeu de beisebol de 2007

Após a partida, voltou a falar de beisebol no De Telegraaf, analisando o momento do beisebol na Holanda:

“Estou mais e mais impressionado pelo desenvolvimento dentro da Federação Holandesa de Beisebol. Uma entidade pequena, que, apesar da recessão e da perda da condição de esporte olímpico, consegue continuar crescendo. Uma federação em que o ex-profissional Robert Eenhoorn está fazendo diferença. Obviamente é alguém que pode visualizar o que está errado e encontrar a solução. Consequentemente, o beisebol holandês tem feito progressos graduais. Primeiro, vencendo o título mundial para amadores e, agora, conseguindo contratar Hensley Meulens, um técnico de ponta que trabalha no San Francisco Giants, para comandar a seleção no World Baseball Classic.

Enquanto isso, o elenco do WBC tem 75% de jogadores profissionais e conseguiram luz verde para construir um novo estádio em Hoofddorp, onde em breve jogos de Major League poderão ser jogadas. Esse é o resultado de um trabalho de um diretor esportivo que sabe pela experiência prática qual decisão é necessária a cada momento. Um ex-jogador que chegou ao topo com ajuda de uma equipe adequada a seu lado.”

Por isso, esta quinta não representa apenas a morte de um revolucionário do futebol, do criador do futebol moderno. É também é perda de um dos maiores embaixadores do beisebol na Europa.

Uma homenagem ao maior tradutor de emoção de todos: José Silvério

O narrador que marcou gerações de torcedores em São Paulo anunciou que se aposentará ao final do ano

Imagine o futebol sem narradores, ou sem narradores como você se acostumou a ouvir na TV e no rádio. Impossível. Impossível porque, sem os narradores, o futebol não seria o futebol que você conhece. Afinal, o papel do sujeito com microfone na mão não é descrever jogadas. Isso qualquer um faria, até o sistema do Fifa e do PES se tornou capaz disso quando o arquivo de frases pré-gravadas se tornou grande o suficiente. O papel social do narrador é trabalhar como um tradutor simultâneo da emoção, transformando ações em um gramado no sentimento que domina cada céula do torcedor. Muitos são ótimos nessa tarefa, alguns são mais que ótimos. Mas poucos atingem um patamar quase artístico. José Silvério é um deles.

VEJA O ARTIGO COMPLETO NA TRIVELA

Derrota dos Browns nos presenteia com a versão americana do vídeo do torcedor do Ceará

A felicidade da vitória nos segundos finais motiva o torcedor a já fazer a selfie para o momento glorioso e, de repente…

O torcedor do Cleveland Browns está desacostumado a ver seu time vencer. Ainda mais contra o Baltimore Ravens, com uma virada nos minutos finais. Por isso, era óbvio que, ao ver a equipe com a vitória nos pés nos segundos derradeiros, muitos torcedores iam aproveitar para eternizar o momento e postar o “eu estava lá” nas redes sociais. E, com o field goal bloqueado e o retorno para touchdown dos Ravens, foram criados mini-filmes que simbolizam as décadas de decepções da torcida.

LEIA MAIS: Só o torcedor dos Ravens não ficou com dó dos Browns nessa derrota dolorida

Claro que, nesta terça, vários desses vídeos apareceram na internet. E são impagáveis.

Lembra algo? Sim, claro, o torcedor do Ceará que comemorava o título estadual de 2015 com um gol no último minuto contra o Fortaleza, ignorando a possibilidade de o Tricolor ainda empatar o jogo nos acréscimos (o que, óbvio, aconteceu). Um clássico da internet cearense.

Ao menos, esses dois torcedores, o dos Browns e o do Ceará, só ficaram com aquela cara de decepção. Melhor do que esse outro, que resolveu descontar em sua camisa a irritação pela derrota desta segunda.

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A Filadélfia está tão mal nos esportes que os lanterninhas Phillies são os melhores de 2015

O time teve a pior campanha de toda a MLB, e ainda assim tem aproveitamento melhor que Eagles, 76ers e Flyers na temporada mais recente

A temporada 2015 foi medíocre para o Philadelphia Phillies. O time ainda está em processo de reconstrução, tendo de arcar com jogadores de salários grandes e desempenho pequeno, e sem jovens muito talentosos nas categorias de base para ocupar o espaço (afinal, foram negociados justamente para trazer mais medalhões). Dos 162 jogos, a equipe venceu apenas 63. Foi a pior campanha de toda a MLB.

VEJA MAIS: Você sabia que a Black Friday surgiu do trânsito da Filadélfia?

Poderia ser um ano para os Phillies apagarem, mas há um motivo de orgulho dentro de tudo isso. Neste momento, é a franquia da Filadélfia com mais vitórias na temporada mais recente (ou em andamento). Um dado estarrecedor, e que diz muito sobre a epidemia de incompetência e de fracasso que tem atingido Flyers (NHL), 76ers (NBA), Eagles (NFL) e até o Union (MLS).

O representante da cidade na MLB teve aproveitamento de 38,9%. Com a derrota dos Eagles para o Detroit Lions nesta quinta, a equipe da NFL caiu para 36,4% (4 vitórias, 7 derrotas). Os Flyers têm apenas 7 vitórias em 22 jogos (31,8%), enquanto que o Union conquistou 10 em 34 (29,4%). Os 76ers são a vergonha dos torcedores neste momento: perderam todos os jogos da temporada.

O único time que tem um alívio aí são os Flyers. Apesar de estar na penúltima posição de sua divisão e ter vencido menos de um terço de suas partidas, conseguiu ponto em cinco das 15 derrotas, pois perderam apenas no shootout. Com isso, o aproveitamento de vitórias é pífio, mas o de pontos fica um pouco acima dos Phillies (43,2%). Computando os empates, o Union também sobe um pouco no percentual de pontos, mas seguiria abaixo do vizinho da MLB (36,3%).

Veja abaixo o retrospecto dos times da Filadélfia nas temporadas mais recentes.

Classificação dos Phillies em 2015
Classificação dos Phillies em 2015
Classificação dos Eagles em 27 de novembro
Classificação dos Eagles em 27 de novembro
Classificação dos 76ers em 27 de novembro
Classificação dos 76ers em 27 de novembro
Classificação dos Flyers em 27 de novembro
Classificação dos Flyers em 27 de novembro
Classificação do Union em 2015
Classificação do Union em 2015

A emoção de um imigrante mexicano ao ganhar ingressos para ver sua seleção pela primeira vez

Pai não conteve a emoção ao ganhar as entradas de sua filha para o jogo decisivo contra os EUA

“Estávamos discutindo e dizendo coisas, como acontece em qualquer partida. Mas, de pronto, Luis Hernández me falou: vou encontrar a sua mãe e vou matá-la. Foi quando eu entendi que os duelos entre México e Estados Unidos vão além de ser um mero jogo de futebol”. O depoimento de Landon Donovan dá bastante noção sobre a rivalidade com os mexicanos em seus tempos de seleção. O episódio aconteceu nas oitavas de final da Copa de 2002, quando o US Team se impôs nos vizinhos. E o clima explosivo se promete mais uma vez neste sábado, no encontro no Rose Bowl, que vale vaga na Copa das Confederações de 2017.

Confira a nota completa e o vídeo na Trivela

TV mexicana usa discurso de Trump para apimentar duelo decisivo com os Estados Unidos

Posição contrária do republicano em relação aos imigrantes mexicanos vira combustível para o México enfrentar a seleção americana

A derrota por 4 a 1 para o Brasil na noite desta terça-feira foi um péssimo prelúdio para a seleção americana. Em 10 de outubro, os comandados de Jürgen Klinsmann enfrentam o México em um playoff que valerá vaga na Copa das Confederações de 2017, na Rússia, e os mexicanos não poderiam estar mais confiantes. A chamada da TV Azteca para o jogo, em especial, mostra o espírito com o qual La Tri vai para o jogo com os rivais norte-americanos.

Veja a nota completa e o vídeo na Trivela

Pirlo está tão nova-iorquino que já virou até sanduíche gourmet

Uma delicatessen de Nova York criou o The Pirlo, só precisa aprender a escrever o nome do craque italiano

Nova York está disposta a conquistar Andrea Pirlo. O italiano sempre primou pelo bom gosto à mesa, e os norte-americanos se esforçam para estar à altura do craque do New York City e dono de uma vinícola em Brescia. Mas, claro, os nova-iorquinos foram em um terreno que conhecem bem: os sanduíches.

Veja o post completo na Trivela