Saídas de Garnett, Kobe e Duncan serão sentidas, mas NBA nunca esteve tão preparada para isso

Há décadas liga não vivia uma fase tão prolífica em grandes estrelas

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Pessoas que acompanham o basquete, particularmente a NBA, há pelo menos duas décadas, devem estar insuportáveis. E não fique ofendido, eu estou nessa. Com o anúncio das aposentadorias de Kevin Garnett (imediata) e de Paul Pierce (que ainda atua mais uma temporada), a NBA perderá ao menos quatro referências que vêm desde o final dos anos 90: os dois, mais Kobe Bryant e Tim Duncan. Considerando que outras estrelas devem deixar as quadras em breve, como Dirk Nowitzki e, por questões de saúde, Chris Bosh, o cenário está pronto para vários trintões ou quarentões começarem a povoar as redes sociais com posts chorosos com o tema “estou ficando velho”.

O amigo Fábio Balassiano até falou em troca da guarda, comparando esse momento com o final dos anos 90, quando Michael Jordan, Hakeem Olajuwon, Karl Malone e Isiah Thomas deixaram a NBA. É uma boa comparação, mas o amante de basquete pode se contentar com uma coisa: a liga está muito mais preparada para perder esses ídolos hoje do que estava na época.

VEJA TAMBÉM: Tim Duncan nos fez lembrar o que é o talento puro, sem nada em torno dele

A transição de gerações da virada do século foi dura para a NBA. desde o final da década de 1970, a liga tinha como um de seus principais atrativos o show proporcionado pelas superestrelas. Isso explodiu na década de 1980, com o duelo do Los Angeles Lakers de Magic Johnson e Kareem Abdul-Jabbar com o Boston Celtics de Larry Bird redefinindo os rumos do basquete profissional em termos de popularidade e poderio econômico e midiático. Aquela geração teve Magic e Bird como referências, mas havia várias outras estrelas, algumas que começaram a surgir na segunda metade dos anos 80.

Isso se materializou em muitos dos marcos que temos da NBA até hoje. A reunião de talentos inigualável do Dream Team original. O All-Star Game de 1992 com Magic Johnson voltando às quadras e arrebentando. Os duelos envolvendo Lakers, Celtics, Detroit Pistons, Chicago Bulls, Portland Trail Blazers, Utah Jazz, Phoenix Suns, Indiana Pacers, New York Knicks… A internacionalização das marcas, a audiência da TV, a entrada definitiva da liga na cultura norte-americana.

O tempo passa e, uma a uma, as estrelas daquela turma foram pendurando o tênis: Magic Johnson, Larry Bird, Charles Barkley, Hakeem Olajuwon, Isiah Thomas, John Stockton, Karl Malone, Pat Ewing, Reggie Miller, David Robinson e Clide Drexler, entre outros. O problema é que a geração seguinte não conseguiu ter a mesma força.

Shaquille O’Neal ainda jogou junto com muitos dos craques acima e virou herdeiro como grande estrela e figura carismática. Kobe e Garnett também eram referências. Vince Carter surgiu como um furacão, mas não manteve o ritmo. Grant Hill teve vários problemas físicos. Tracy McGrady não atingiu o nível de estrelato que se esperava. Duncan sempre foi genial, mas sempre foi discreto. E, apesar de nunca faltar talento na liga, era nítida a queda de carisma geral.

O resultado se viu no bolso e na TV, ainda mais quando os Lakers entraram em uma fase de transição e as grandes forças do campeonato eram equipes com menos torcida. Quatro das cinco piores audiências da história das finais ocorreram entre 2003 e 07, quando as decisões tiveram San Antonio Spurs x New Jersey Nets, Detroit Pistons x Los Angeles Lakers (único duelo do período que não está na rabeira), Spurs x Pistons, Miami Heat x Dallas Mavericks e Spurs x Cleveland Cavaliers.

O crescimento da internet contribuiu para o aumento de ofertas de atrações e a queda de audiência, mas não dá para ignorar que faltava uma narrativa mais empolgante em muitas dessas finais, sobretudo considerando uma grande parcela do público uma partida importante (pessoas que não são tão fanáticas e só ligaram a TV porque ouviram falar que algo relevante vai acontecer). Outro sinal de que não é apenas uma mudança na mídia é que, a partir de 2008, a concorrência midiática pelo público se tornou ainda maior, mas a NBA cresceu. As duas últimas finais, alimentadas pela atração Curry x LeBron, tiveram as maiores audiências desde 1998.

Ainda que perder figuras do nível de Garnett, Kobe e Duncan seja um golpe duro a qualquer modalidade, o basquete de hoje está mais forte do que na virada do século. Já há um grupo de estrelas estabelecidas e que ainda ficarão bons anos na ativa, como LeBron James, Stephen Curry, Kevin Durant, Dwyane Wade, Russell Westbrook, Carmelo Anthony, Chris Paul, Tony Parker, Paul George e Derrick Rose. E a geração que sucederá essa turma também já desponta, com nomes como Kawhi Leonard, Damien Lillard e Anthony Davis.

Não à toa, o mais novo contrato de TV da liga tem uma alta acentuada de valores. Sinal de confiança da mídia de que o produto seguirá dos melhores. Mesmo sem Kobe Bryant, Kevin Garnett e Tim Duncan.

Já que prêmio de ícone do Espys podia ser dividido, não custava darem também a Jeff Gordon

Um dos maiores pilotos da história dos Estados Unidos merecia uma homenagem no ano de sua aposentadoria

Um dos maiores jogadores da história da NFL, fechou sua carreira conquistando o Super Bowl 50. Uma das maiores jogadoras de futebol da história, conquistou a Copa do Mundo feminina em seu último ano. Um dos maiores jogadores da história do basquete, fechou a carreira com uma partida de 60 pontos. Não há a menor dúvida que Peyton Manning, Abby Wambach e Kobe Bryant foram três dos grandes nomes que deixaram o esporte em 2015/16. Por isso, não há como contestar o fato de eles serem merecedores de um prêmio pelo que fizeram, como a edição de 2016 do Espys.

Era difícil decidir entre eles. Cada um, dentro de sua modalidade, foi vencedor e deixou sua marca, como Derek jeter, vencedor único de 2015. Dessa forma, a organização decidiu dar o prêmio aos três. Uma decisão compreensível, já que se trata de uma premiação honorífica e estabelecer uma competição entre quem foi mais espetacular entre grandes nomes acabaria indiretamente desvalorizando a trajetória dos derrotados.

Até aí, tudo certo. Mas, se era possível premiar mais de um atleta nessa categoria, faltou um nome: Jeff Gordon. O piloto encerrou a carreira na Sprint Cup em 2015 com quatro títulos, 93 vitórias (terceiro no ranking histórico) e três vitórias nas 500 Milhas de Daytona. É recordista de vitórias em superspeedways e em mistos, o que mostra sua versatilidade. Também sempre foi muito respeitado por torcedores e adversários. É um dos melhores da história do automobilismo americano.

Manning, Wambach e Bryant (no vídeo abaixo, o discurso deles em inglês) mereciam o prêmio de ícone. Mas, já que era possível entregar para três, podiam dar para quatro e incluir Gordon.

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Veja abaixo a lista completa de vencedores do Espys 2016:

Melhor desempenho de quebra de recorde: Stephen Curry (basquete/Golden State Warriors)
Melhor atleta revelação: Jake Arrieta (beisebol/Chicago Cubs)
Melhor jogada: Aaron Rodgers para Richard Rodgers (futebol americano/Green Bay Packers)
Melhor time: Cleveland Cavaliers (basquete)
Melhor atleta mulher: Breanna Stewart (basquete/UConn Huskies e Seattle Storm)
Melhor atleta homem: LeBron James (basquete/Cleveland Cavaliers)
Melhor desempenho de título: LeBron James (basquete/Cleveland Cavaliers)
Melhor jogo: Golden State Warriors x Cleveland Cavaliers, jogo 7 das finais da NBA (basquete)
Melhor jogador da NBA: LeBron James (Cleveland Cavaliers)
Melhor jogador da MLB: Bryce Harper (Washington Nationals)
Melhor atleta mulher de esporte de ação: Jamie Anderson (snowboard)
Melhor atleta homem de esporte de ação: Ryan Dungey (motocross)
Melhor jóquei: Mario Gutierrez
Melhor jogador de boliche: Jason Belmonte
Melhor atleta universitária: Breanna Stewart (basquete/UConn Huskies)
Melhor atleta mulher com deficiência: Tatyana McFadden (atletismo)
Melhor atleta homem com deficiência: Richard Browne (atletismo)
Maior zebra: Vitória de Holly Holm sobre Ronda Rousey (MMA)
Melhor técnico: Tyronn Lue (basquete/Cleveland Cavaliers)
Melhor atleta internacional: Cristiano Ronaldo (futebol/Real Madrid e Portugal)
Melhor lutador: Conor McGregor (MMA)
Melhor jogador da NFL: Cam Newton (Carolina Panthers)
Melhor jogador da NHL: Sidney Crosby (Pittsburgh Penguins)
Melhor jogadora da WNBA: Maya Moore (Minnesota Lynx)
Melhor atleta universitário: Buddy Hield (basquete/Oklahoma Sooners)
Melhor piloto: Kyle Busch (Nascar)
Melhor golfista homem: Jordan Spieth
Melhor golfista mulher: Lydia Ko
Melhor tenista homem: Novak Djokovic
Melhor tenista mulher: Serena Williams
Melhor jogador da MLS: Sebastian Giovinco (Toronto FC)
Prêmio Jimmy V de Perseverança: Craig Sager
Prêmio Arthur Ashe de Coragem: Zaevion Dobson
Prêmio Pat Tillman de Serviço militar: Sargento Elizabeth Marks
Melhor momento: Cleveland vence seu primeiro título em 52 anos
Melhor atleta que deu a volta por cima: Eric Berry (futebol americano/Kansas City Chiefs)
Prêmio de Ícone: Kobe Bryant (basquete/Los Angeles Lakers), Peyton Manning (futebol americano/Denver Broncos) e Abby Wambach (futebol/Estados Unidos)

Jogo de despedida foi um belo resumo do que representou Kobe Bryant

Nada melhor para celebrar o craque do que ver tudo o que ele foi condensado em 48 minutos

Kobe Bryant fez sua primeira partida na NBA em 3 de novembro de 1996, uma vitória do Los Angeles Lakers por 91 a 85 sobre o Minnesota Timberwolves. Faz quase 20 anos, e muita gente já crescida que ama basquete e admira o jogador não viu seus melhores momentos. Alguns só sabem de ter lido sobre ele e visto no YouTube, até porque as últimas três temporadas foram decepcionantes devido a lesões e à fragilidade da equipe californiana. Para essa parte do público, a partida de despedida, nesta quarta contra o Utah Jazz, foi quase perfeita.

VEJA MAIS: Como uma notícia plantada permitiu o casamento entre Kobe e Lakers

Durante os 48 minutos de jogo, tivemos uma versão condensada do que foi Kobe Bryant. Claro, não havia a potência e vigor físico de seus primeiros anos ou a importância dos tantos encontros de playoffs de que participou, mas sua essência estava lá. O astro dos Lakers esteve em quadra por 42 minutos, e foi o dono do jogo. Mesmo sem tanto fôlego e com uma temporada apenas regular, tudo girava em torno dele, só importava o que ele ia fazer. Como nos áureos tempos.

Não foi apenas isso, porém. O duelo se encaminhou para uma dinâmica perfeita para Kobe. Com os Lakers atrás no marcador, o jogador fez seu show. Arremessou tudo o que pôde, fez 60 pontos e ainda premiou o público com uma de suas marcas, a cesta da vitória no finalzinho da partida. Não chegou a ser no estouro do cronômetro, mas foi perto disso.

Foi uma bela festa, que permitiu ao público mais jovem ver – e ao público menos jovem a relembrar – como era Kobe no auge: o jogador dominante, que assume o protagonismo e é capaz de carregar seu time nas costas. Até os críticos foram contemplados, pois um torcedor mais cri-cri terá alguma razão se acusar o craque pelo excesso de arremessos (50, 28 deles errados), ainda que ver por esse lado seja levar a sério demais um jogo de celebração.

Essa oportunidade de rever o grande Kobe Bryant ajudou a tornar a noite tão empolgante. Mais que uma grande atuação, memorável, com Kobe sendo Kobe. E isso é o que todos queriam ver uma última vez.

Como uma notícia plantada permitiu o casamento entre Kobe e Lakers

O New Jersey Nets pretendia draftar o garoto promissor do ensino médio, mas ficou com medo de ele se mudar para a Itália

Foram 20 anos juntos, com cinco títulos, um sem-número de cestas da vitória no estouro do cronômetro e diversas marcas. É impossível dissociar a imagem de Kobe Bryant do Los Angeles Lakers no século 21. Uma história que tem seu fim nesta quarta, na partida contra o Utah Jazz, a última do ala-armador. Uma história que talvez nem tivesse existido, ou fosse muito diferente, não fosse por um boato.

Kobe não teve uma trajetória comum às promessas do basquete. Cresceu na Itália e só passou a se dedicar mais à bola laranja quando seu pai, o ex-jogador Joe Bryant, encerrou a carreira e a família retornou à Filadélfia. No ensino médio, o garoto mostrou muito talento, mas não estava tão vivo no radar dos principais olheiros americanos.

Sonny Vaccaro, organizador de torneios de basquete para ensino médio e responsável por levar Michael Jordan à Nike, trabalhava pela Adidas e teve conhecimento do potencial de Kobe, com a informação de que o jovem pretendia ir direto do colégio para a NBA, pulando a universidade. O diretor da empresa alemã colocou na cabeça que o garoto poderia fazer dela uma força no mercado de basquete como Jordan havia feito com a Nike. Vaccaro se aproximou da família Bryant e fechou um acordo de patrocínio para o momento em que o jogador se profissionalizasse.

Com Kobe se apresentado para o draft, foi natural que ele participasse de treinos organizados pelas franquias para apresentar seu talento de perto. Algumas demonstraram interesse, incluindo os Lakers. Jerry West, diretor esportivo do time, deixou claro o quanto se impressionou com o jovem e queria levá-lo a Los Angeles. A Adidas adorou a ideia, pois aumentaria incrivelmente o potencial de marketing da futura estrela.

O problema é que os Lakers tinham apenas a 24ª escolha no draft de 1996. A questão se tornava garantir que nenhuma equipe selecionasse o garoto antes de os californianos terem a oportunidade.

Os dirigentes dos Lakers fizeram um acordo com o Charlotte Hornets, que tinha a 13ª escolha e recrutariam Kobe para fazerem uma troca imediata por Vlade Divac. Uma transação que fazia algum sentido, pois o iugoslavo era um jogador experiente e já consolidado na liga, não um adolescente que, por mais promissor que fosse, poderia ter dificuldades em dar o salto ao profissionalismo.

A maior ameaça se tornou o New Jersey Nets. O time, na época comandado por John Calipari (um dos mais vencedores da NCAA), também estava interessado em Kobe e tinha a oitava escolha do draft. Para afastar esse interesse, Vaccaro espalhou um boato que o jovem não queria jogar perto de sua casa, na Filadélfia. “Era meu dever informar as pessoas: compradores, cuidado. Eu não tive medo em contar a todos – especialmente os Nets – que havia a possibilidade de Kobe Bryant jogar no basquete italiano”, revelou o dirigente da Adidas no documentário Sole Man (disponível no Brasil no Watch ESPN).

Calipari acreditou na história, até porque os assessores de Kobe já haviam dito a algumas franquias que o jogador não aceitaria se fosse recrutado por elas. Por exemplo, o jogador nem aceitou o convite para treinar no Sacramento Kings apenas para evitar o interesse da franquia. Assim, os Nets decidiram priorizar Kerry Kittles. Se a estrela do Villanova Wildcats fosse selecionado antes, aí o New Jersey pegaria Kobe.

Kittles ficou disponível para os Nets, que o escolheram. Kobe passou batido por Dallas Mavericks, Indiana Pacers, Golden State Warriors e Cleveland Cavaliers, caindo no colo dos Hornets – e dos Lakers. E assim começava um dos casamentos mais vitoriosos e duradouros da NBA.

Invista 3 minutos de sua sexta e veja TODOS os 81 pontos que Kobe Bryant fez nos Raptors

Maior atuação do Black Mamba completa dez anos neste dia 22

Kobe Bryant está em sua turnê de despedida, e é normal que todos os amantes de basquete aproveitem qualquer oportunidade para relembrar os grandes momentos do craque do Los Angeles Lakers. Por isso, impossível ignorar que esta sexta, 22 de janeiro, marca o décimo aniversário da que provavelmente foi a maior atuação de sua carreira: a noite em que fez 81 pontos na vitória de sua equipe sobre o Toronto Raptors por 122 a 104.

Para quem não lembra, ou lembra bem e apenas quer ver de novo, aí vai a prova que isso realmente aconteceu. Foi a segunda maior marca da história da NBA, perdendo apenas dos surreais 101 pontos de Wilt Chamberlain, do Philadelphia Warriors, sobre o New York Knicks em 1962.

Torcedor dos Lakers foi sacaneado, mas sua história terminou do melhor jeito possível

Todo consumidor que já se sentiu prejudicado deve se sentir vingado ao ver a história de Jesse Sandler

Qualquer consumidor que já se sentiu lesado alguma vez na vida (ou seja, toda a população mundial) já ficou com vontade de descarregar uma vingança maléfica contra a empresa. Pois é impossível não sentir uma dose de satisfação ao ver o que ocorreu com Jesse Sandler, torcedor do Los Angeles Lakers.

Em 11 de novembro, ele teve a sacada (que, convenhamos, nem era preciso ser Nostradamus para isso) que Kobe Bryant encerraria a carreira ao final desta temporada. Assim, comprou quatro ingressos para o último jogo dos Lakers em casa, marcado para 11 de abril contra o Utah Jazz. Sandler foi ao StubHub, site que revende ingressos para diversos tipos de eventos, e pagou US$ 906,77 pelas quatro entradas.

VÍDEO: Kobe ganhou uma baita homenagem do melhor da história. Não dá pra pedir reconhecimento maior

Compra feita e amigos convocados, veio a má notícia. Dezoito dias depois da transação, Kobe anunciou oficialmente sua aposentadoria. De repente, o preço dos ingressos para Lakers x Jazz decolaram. Assentos no setor comprado por Sandler chegaram a US$ 1,5 mil cada (US$ 6 mil no total).

O torcedor estava determinado a ir ao jogo e não pensou em revender os bilhetes. No entanto, em 15 de dezembro, ele recebeu uma mensagem dizendo que a compra estava cancelada. O motivo é que o dono original dos ingressos havia desistido da venda porque o valor apontado estava incorreto.

Jesse Sandler, torcedor dos Lakers (Reprodução)
Jesse Sandler, torcedor dos Lakers (Reprodução)

É óbvio que se trata de uma sacanagem contra Sandler. Ele comprou os ingressos pelo valor de mercado do dia da negociação e não tem responsabilidade sobre a posterior valorização deles (do mesmo jeito que o preço poderia despencar se Kobe tiver uma lesão grave que o tire dessa partida). No entanto, os termos de uso do StubHub permitem ao vendedor voltar atrás, desde que pague uma multa de 20% em relação ao valor inicial. Em uma situação normal, essa punição até faz sentido, mas se torna inócua quando a valorização do bilhete é de cerca de 650%.

VEJA: Kobe acredita que sua paixão pelo futebol o ajuda a enxergar o basquete de maneira diferente

Sandler reclamou, porque o vendedor estava claramente usando uma brecha no regulamento do site. Entrou em contato com o StubHub para conseguir novamente as entradas, mas sempre parava no serviço de atendimento ao consumidor e frases como “estamos de mãos atadas neste caso”. O máximo que o torcedor conseguiu foi bônus para compras futuras como pedido de desculpas.

Claro, não era isso o que ele queria. Sandler decidiu contar sua história, mostrando toda a troca de e-mails com a empresa, para o site The Lead Sports. Assim que a história foi à imprensa (e se espalhou rapidamente pelas redes sociais), o StubHub fez o que se esperava: admitiu o erro e prometeu “dar um jeito” de verdade.

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Um dia depois, a empresa afirmou que conseguiu quatro outras entradas para Lakers x Jazz e ofereceu de graça para Sandler. Ele aceitou? Claro que não. Afinal, a Tickets for Less, uma empresa concorrente, viu na história do torcedor uma oportunidade de fazer um marketing, arrumou outros ingressos, em um setor melhor ainda, e mandou seu presidente entregar os bilhetes pessoalmente.

No final das contas, a StubHub ficou com o mico de ser passada para trás pelo concorrente e ainda ver a credibilidade de seus serviços ficar bastante arranhada. Teve de se justificar com o seguinte comunicado:

“Essa foi uma péssima experiência para Jesse e faremos todo o possível para colocá-lo nesse jogo. Como um site que realiza milhares de transações por dia, erros e discrepâncias de compradores e vendedores podem ocorrer. A realidade é que essas situações ocorrem menos de 1% do tempo. Quando ocorrem, compradores estão protegidos pela nossa Garantia de Proteção ao Fã. Às vezes, conseguimos oferecer ingressos equivalentes ao comprador. Francamente, isso é o que deveria ter ocorrido nesse caso e o jeito que o comprador foi tratado foi um erro.”

Kobe Bryant é o jogador mais votado para o All-Star Game, e isso é justo

Estrela dos Lakers tem mais que o dobro de votos de LeBron James

A NBA divulgou a primeira parcial de votos para o All-Star Game desta temporada, e ninguém deve estar surpreso com a presença de Kobe Bryant na primeira posição. O astro do Los Angeles Lakers recebeu 719.235 indicações, mais de 200 mil a mais que Stephen Curry, do Golden State Warriors, e mais que o dobro de LeBron James, do Cleveland Cavaliers. Um número expressivo, e que deve ser considerado justo.

Os mais críticos ou puristas do Jogo das Estrelas podem usar vários argumentos para contestar a liderança de Kobe. Curry é claramente o melhor jogador desta temporada – como já havia sido na passada – e LeBron é o melhor jogador do mundo no geral. Além disso, o jogador dos Lakers vem de duas temporadas muito apagadas por causa de contusão e, na atual, tem chamado mais a atenção por estar em sua despedida das quadras do que por grandes jogadas.

Tudo isso é verdade, como também é verdade que:

– Kobe Bryant é provavelmente o maior jogador que a NBA viu desde que Michael Jordan se aposentou (LeBron ainda está construindo sua trajetória);
– Kobe Bryant está em sua temporada de despedida e qualquer homenagem é justa;
– O All-Star Game será em Toronto, uma cidade que não teve tantas oportunidades de vê-lo jogar. Foram apenas 13 jogos de Kobe na maior cidade do Canadá, o que representa 0,85% de todas as partidas que fez na NBA;
– Acima de tudo, o All-Star Game é um grande amistoso. Não vale mando de campo nas finais como o da MLB, tampouco dá US$ 1 milhão ao vencedor como o da Nascar, nem vale a rivalidade nacional como os antigos Jogos das Estrelas da NHL. É só um amistoso em que craques vão desfilar o seu talento para uma torcida disposta a ver lances espetaculares.

Kobe Bryant tem uma coisa a mostrar quem tirou sarro dele nesse começo de temporada

Parecia o Kobe de dez anos atrás, e sempre é bom ver o Kobe de dez anos atrás

Um dos memes dessa início de temporada da NBA é expor o mau momento de Kobe Bryant, como o ídolo do Los Angeles Lakers está longe de seus melhores momentos e até já cogitar se não é melhor parar logo. E parece que o Black Mamba entrou em quadra nesta sexta, contra o Brooklyn Nets, disposto a dizer umas coisinhas para esse pessoal.

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O time californiano venceu, e foi o cestinha de sua equipe com 18 pontos. Mais que o número, o importante foi essa jogada, digna do Kobe Bryant de dez anos atrás.

Veja os resultados da NBA nesta sexta:

Orlando Magic 92×87 Toronto Raptors
Boston Celtics 118×98 Washington Wizards
Brooklyn Nets 98×104 Los Angeles Lakers
Cleveland Cavaliers 108×102 Philadelphia 76ers
New York Knicks 92×99 Milwaukee Bucks
Indiana Pacers 90×87 Miami Heat
New Orleans Pelicans 115×121 Atlanta Hawks
Phoenix Suns 92×100 Detroit Pistons
Golden State Warriors 119×104 Denver Nuggets
Sacramento Kings 110×116 Houston Rockets

Phil Jackson acha que Kobe voltará bem e prolongará a carreira (mas não nos Lakers)

Para o técnico, as duas últimas temporadas não devem ser consideradas

Kobe Bryant praticamente não jogou nas duas últimas temporadas. Foram 41 jogos somando ambas, o que dá um aproveitamento de 25%. Como ele chega ao próximo campeonato da NBA com 37 anos e em seu último ano de contrato, muitos imaginam que ele está se despedindo das quadras. Mas, para uma das pessoas que o conhecem melhor, não é bem assim.

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Phil Jackson, técnico de Kobe nos Lakers em 11 temporadas, acha que o jogador voltará melhor do que imaginam, e isso o fará seguir mais um tempo na ativa. “Kobe teve duas temporadas abortadas por contusões. Eu acho que ele será realmente melhor do que as pessoas imaginam, e eu penso que ainda haverá um futuro para ele assim que ele seguir pela temporada”, comentou em entrevista à ESPN norte-americana. “As pessoas vão perguntar ‘Você ainda quer jogar basquete?'”, acrescentou.

Isso não significaria que os Lakers teriam Kobe por muito mais tempo. O ex-técnico, atual dirigente do New York Knicks, vê a próxima temporada como a última do jogador com a camisa angelina. Sua sequência na carreira seria por alguma outra equipe.

 

Kobe Bryant deseja um feliz ano novo à torcida de LA com triplo-duplo e vitória

No último dia do ano, todos têm o direito de sonhar. Até a torcida desse time atual dos Lakers

Último dia do ano, todos têm o direito de sonhar com um 2015 melhor. Até a torcida do time terrível que tem jogado com a camisa do Los Angeles Lakers. Na despedida de 2014, contra o Denver Nuggets fora de casa, Kobe Bryant foi o portador da esperança de um futuro promissor.

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O veterano craque anotou 23 pontos, pegou 11 rebotes e deu 11 assistências. Os californianos venceram por 111 a 103.

Veja os resultados desta terça na NBA:

Orlando Magic 86×109 Detroit Pistons
Atlanta Hawks 109×101 Cleveland Cavaliers
Chicago Bulls 82×96 Brooklyn Nets
Memphis Grizzlies 95×87 San Antonio Spurs
New Orleans Pelicans 110×106 Phoenix Suns
Dallas Mavericks 114×87 Washington Wizards
Denver Nuggets 103×111 Los Angeles Lakers
Utah Jazz 100×94 Minnesota Timberwolves
Portland Trail Blazers 102×97 Toronto Raptors
Golden State Warriors 126×86 Philadelphia 76ers

Clique aqui e veja a classificação completa.