Você verá poucas coisas tão emocionantes quanto o choro de Dee Gordon ao rebater esse home run

Foi o primeiro jogador do Miami Marlins a ir ao bastão após a morte de José Fernández

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Miami Marlins x New York Mets não seria um jogo normal. Era a primeira vez que o time da Flórida entraria em campo após a morte de José Fernández, seu melhor arremessador (e escalado originalmente para essa partida contra os nova-iorquinos). Antes da partida, as duas equipes participaram de homenagens e o clima do estádio era claramente pesado e emotivo.

Tudo isso se misturou e explodiu no primeiro ataque dos Marlins. Dee Gordon, o primeiro rebatedor da equipe, conseguiu um home run. O shortstop chorou enquanto percorria as bases e, ao chegar ao banco, foi acolhido por companheiros que também deixavam as lágrimas escorrerem livremente.

Todos no estádio choraram esse home run. Mas, se José Fernández está em algum lugar agora, ele certamente teve uma reação bem diferente, ainda mais porque o Miami venceu por 7 a 2. Ele simplesmente não conseguiria deixar de se divertir com o esporte que tanto amou e com uma vitória de seus companheiros.

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Por que acreditamos que a seleção brasileira motivou a saída de Rienzo dos Marlins

Falamos com exclusividade com o arremessador, que defenderá o Brasil nas eliminatórias do WBC na próxima semana

Na última semana, o Miami Marlins anunciou o rompimento do contrato com o arremessador André Rienzo. O brasileiro vinha defendendo o New Orleans Zephyrs (filial Triple-A da equipe da Flórida) como jogador de bullpen, inclusive como fechador. Estava com 2,85 de ERA (bom) e já tinha fechado oito partidas, sem ceder nenhuma corrida em 14 dos 17 jogos em que participou desde que retornara de contusão, em julho. Números que justificariam uma continuidade no trabalho, pensando como um jogador que pudesse colaborar na montagem do elenco de 2017 dos Marlins ou para usá-lo como parte de eventuais negociações.

Conversei com Rienzo nesta semana, e o brasileiro deu uma outra versão para o fato. “Oficialmente eles me dispensaram, mas eu que pedi para sair porque vi que eles não tinham nenhum plano para mim”, disse. “Então, achei melhor sair e buscar, no ano que vem, algum lugar em que eu tenha mais oportunidade.”

Com base em alguns elementos oferecidos pelo arremessador brasileiro durante o papo e um pouco de análise do cenário, inclusive as possíveis motivações do Miami para anunciar uma dispensa neste momento incomum da temporada, minha avaliação do cenário (atenção: é uma análise, somando informações com opiniões) é:

– Rienzo imaginava que seria chamado para o time principal no início de setembro. Os Zephyrs já estavam eliminados da Pacific Coast League e os elencos da MLB são expandidos para 40. Os Marlins não promoveram o brasileiro;
– Sem atividade no mês, apenas os jogos derradeiros dos Zephyrs na temporada regular da PCL, Rienzo pediu liberação para defender o Brasil nas eliminatórias do World Baseball Classic, que começam na próxima semana em Nova York. Os Marlins teriam relutado em liberar, talvez temendo que isso prejudicasse o físico do arremessador, que vinha de lesão;
– Rienzo insistiu, e os dois lados acharam melhor terminar o contrato.

Reveja, na íntegra, a apresentação histórica de Giancarlo Stanton no Home Run Derby

Foi a maior apresentação de um jogador nessa competição? Sim, sem dúvida

Giancarlo Stanton é o rebatedor de potência mais espetacular da MLB e há anos se esperava uma apresentação convincente no Home Run Derby. Pois ela veio nesta segunda. O defensor externo do Miami Marlins teve um desempenho histórico, com 61 rebatidas para fora do campo somando as três rodadas, batendo por 20 o recorde anterior do evento, de Bobby Abreu em 2005. Mais que isso, fez dando show: acertou 20 das 21 rebatidas mais longas da noite em San Diego.

Para se ter uma ideia do que isso representa, a soma da distância percorrida por seus home runs completa 8,16 km, ou 75,5 campos de futebol americano. Foi a maior apresentação da história do Home Run Derby e pode ser comparada, considerando os parâmetros de cada modalidade, com o que Zach LaVine fez no último concurso de enterradas da NBA.

CONFIRA: LaVine e Gordon protagonizaram um dos melhores campeonatos de enterrada da história

Veja a participação de Stanton na íntegra:

Com esse desempenho, a ídolo dos Marlins finalmente teve um Home Run Derby à altura de seu talento. Na sua participação anterior, em 2014, decepcionou. Ficou com a segunda melhor marca da primeira fase, com seis rebatidas para fora do campo, e ganhou uma vaga direta nas semifinais. Mas foi derrotado por Todd Frazier (campeão de 2015 e justamente o vice na edição desta segunda) por humilhante 1 a 0.

Ichiro Suzuki rebate bolas de beisebol como se jogasse tênis

Às vezes parece um lob, às vezes parece uma passada. Coisa de gênio

Não há jogador como Ichiro Suzuki. O defensor externo japonês já não tem a eficiência defensiva e o poderio ofensivo da época de Seattle Mariners, mas é difícil encontrar um jogador com mais talento para rebater uma bola de beisebol. Sobretudo pela forma como ele o faz: como um mestre oriental que pacientemente escolhe o melhor momento para apresentar uma arte que levou décadas para ser aprimorada.

Suzuki é reserva do Miami Marlins nesta temporada, entrando como pinch-hitter nas entradas finais. No entanto, a lesão de Christian Yelich deu ao japonês a oportunidade de se tornar titular. E ele tem deitado e rolado. Em três dias, conseguiu dois jogos com quatro rebatidas. E do jeito mais Ichiro possível: batendo na bolinha de beisebol como se jogasse tênis. Uma hora parece que ele dá uma passada que encontra um espaço longe do alcance do adversário. Outra hora ele joga por cima como um lob, cujo objetivo nunca é ir longe, mas pousar no ponto certo da quadr… ops, campo.

Faltam apenas 40 rebatidas para chegar à incrível marca de 3 mil. Uma façanha por si só, mas que fica ainda maior se lembrarmos que Ichiro só estreou na MLB aos 27 anos, após nove temporadas na NPB (liga japonesa).

Admire toda a glória do duelo de 16 arremessos entre Dee Gordon e Jim Henderson

Não importa qual o duelo mais longo da história. O legal é curtir o rebatedor mostrando todo seu instinto de sobrevivência

“Qual o duelo com mais arremesso da história?” Essa pergunta não é rara quando um confronto entre arremessador e rebatedor se torna mais longo que o normal. E a resposta é: ninguém sabe. Apenas nas últimas décadas que o número de arremessos se tornou algo relevante no beisebol e, por isso, não se anotava o número de foul balls que um jogador conseguia rebater.

Há uma lenda sobre um duelo com 24 foul balls durante um New York Yankees x Chicago White Sox em 1940. Mas, desde que há medição (e, portanto, certeza da informação), o confronto mais longo foi em 1998. Ricky Gutiérrez (Houston Astros) obrigou Bartolo Colón (Cleveland Indians) a fazer 20 arremessos antes de ser eliminado por strikes.

Duelos como esse são sempre divertidos, pois mostram uma incrível capacidade do rebatedor de permanecer vivo. E tudo fica ainda mais interessante se, no final, ocorre a rebatida. Foi justamente o que ocorreu na última semana, na vitória do Miami Marlins por 2 a 1 sobre o New York Mets. Dee Gordon viu 16 arremessos de Jim Henderson e ainda arrancou uma rebatida simples no mais longo confronto da história dos Marlins.

Sensacional.

Veja André Rienzo conseguindo uma rebatida dupla em cima de Jeurys Familia

E ainda deu para dar uma baixada no ERA

A pré-temporada tem sido apenas mediana para André Rienzo. O arremessador do Miami Marlins teve algumas apresentações fracas, e começa agora a ganhar mais continuidade e a baixar seu ERA. Mas mostrar serviço no bastão nunca é uma má ideia, nem que seja para ficar mais confiante.

Foi o caso da participação do brasileiro na vitória por 2 a 1 sobre o New York Mets. Rienzo arremessou duas entradas, cedeu uma corrida (mas não foi creditada por ela). Seu ERA caiu para 4,91 e ele ainda teve seu primeiro jogo salvo. Mas o destaque foi sua aparição no bastão: uma rebatida dupla em cima de Jeurys Familia, um dos melhores fechadores da Liga Nacional em 2015. Barry Bonds, recordista de home runs da história e treinador de rebatedores dos Marlins, gostou.

Arremessador mandar a bola a 100 milhas por hora já é raro, imagine um defensor

Kevin Kiermaier tem de ganhar o Golden Glove do campo central, ponto

Será difícil alguém tirar de Kevin Kiermaier o prêmio Golden Glove de melhor defensor em sua posição. O jardineiro central do Tampa Bay Rays já chamou a atenção com jogadas acrobáticas, e agora acrescenteou em suas façanhas um lançamento que muito arremessador jamais conseguiria (pelo menos, não com a mesma precisão).

VEJA MAIS: Essa jogada exemplifica por que Kevin Kiermaier é um monstro na defesa

Na partida contra o Miami Marlins, Kiermaier pegou uma rebatida que caiu no campo central. JT Realmuto estava na segunda base e disparou para anotar uma corrida. O jogador dos Rays soltou o braço, mandando um arremesso de 100,4 milhas por hora na luva de JP Arencibia. Uma eliminação constrangedoramente fácil, tamanha a velocidade do voo da bolinha.

Veja os resultados da MLB nesta quinta:

Philadelphia Phillies 3×0 New York Mets
Baltimore Orioles 6×4 Toronto Blue Jays
Cincinnati Reds 3×5 Chicago Cubs
San Francisco Giants 2×3 Los Angeles Dodgers
San Diego Padres 3×1 Milwaukee Brewers
New York Yankees 4×1 Boston Red Sox
Tampa Bay Rays 4×1 Miami Marlins
Cleveland Indians 2×4 Minnesota Twins
Atlanta Braves 0x3 Washington Nationals
Texas Rangers 5×3 Los Angeles Angels
Chicago White Sox 4×6 Kansas City Royals
Arizona Diamondbacks 8×6 Colorado Rockies

Até as jogadas mais espetaculares ficam engraçadas quando envolvem Bartolo Colón

Arremessador dos Mets jogou a bola pelas costas, em uma das defesas mais incríveis da temporada

Impossível não adorar ver Bartolo Colón em campo. Ele é rechonchudo, tem movimentos engraçados e ainda consegue ser um jogador bastante competitivo e interessante. Ele brilhou neste sábado, na vitória do New York Mets sobre o Miami Marlins. Fez o jogo completo e não cedeu corrida alguma nos 7 a 0 de sua equipe. Mas o grande momento foi defensivo, um momento incrível de técnica. E, claro, também cômico.

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Veja como ele fez a eliminação de Justin Bour na sexta entrada. O normal seria ele pegar a bolinha, girar o corpo e fazer um lançamento convencional para a primeira base. Mas, com seu corpanzil, isso não seria tão simples assim. Então, por que não lançar pelas costas?

Veja a evolução dos escudos dos times da MLB em apenas uma imagem

Ano a ano, franquia a franquia… Isso é hipnótico!

O beisebol é um esporte de tradição, e isso se reflete sobretudo na imagem. Os estádios mais modernos precisam ter uma cara retrô. Os uniformes têm camisa com botão e cinto para securar a calça. Os bonés são tão clássicos que se transformaram em símbolos de muitas cidades. Mas, nos distintivos, a liga nunca foi muito conservadora. As franquias trocaram de escudos várias vezes ao longo da história.

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Eric Orvietto, do Yahoo Sports norte-americano, fez um GIF sensacional mostrando, ano a ano, time a time, a evolução de todos os distintivos das franquias. Eles consideraram apenas as equipes existentes hoje (ou seja, excluiu as que fecharam as portas entre as décadas de 1870 e 1890). Confira abaixo e clique aqui para ver as curiosidades levantadas pelo pessoal do Yahoo a partir dessa imagem animada.

(Eric Orvieto)

Pela primeira vez em 112 anos de história, todos os mandantes vencem em rodada cheia da MLB

O recorde anterior era de 12 jogos, em uma época em que o beisebol tinha três grandes ligas, Nova York se divida em quatro times e Indians x Yankees era decidido em entradas extras (ops)

O New York Yankees estava com a vitória nas mãos. Depois de tomar 2 a 0 do Cleveland Indians nas primeiras entradas, reagiu e empatou na oitava. A partida foi para entradas extras e, logo de cara, os nova-iorquinos anotaram duas corridas. Seria difícil resistir, mas os Indians conseguiram arrancar um empate (com corrida impulsionada por Yan Gomes) contra o único fechador que tinha 100% de aproveitamento no ano e viraram na 16ª.

VEJA TAMBÉM: Usar o boné para pegar uma bolinha de home run não é uma ideia tão boa quanto parece

Um resultado arrancado na garra, mas que poderia ser mais um de um time já virtualmente eliminado sobre um que provavelmente se classificará. Mas essa virada espetacular garantiu que a MLB tivesse um dia histórico: pela primeira vez, nos 112 anos de vida da liga, uma rodada cheia de 15 partidas teve vitórias apenas dos mandantes.

Em um esporte em que o mando de campo tem influência menor e times fracos conseguem vencer os mais fortes com constância, é comum visitantes vencerem. Em uma rodada completa, com todos os times entrando em campo, é até recorrente haver mais derrotas do que vitórias dos times da casa.

Houve dias com 100% de aproveitamento dos mandantes, mas sempre em rodadas parciais ou na época em que a liga tinha menos equipes (e, portanto, menos partidas a cada dia). O mais perto que se havia chegado da marca desta terça foi em 23 de maio de 1914, com 12 vitórias de mandantes (somando jogos da Liga Nacional, Liga Americana e da finada Liga Federal).

Curiosamente, naquele dia o jogo em que o mandante esteve mais perto da derrota foi Yankees x Indians, também decidido em entradas extras (na 11ª). Mas, na oportunidade, o jogo era em Nova York. Veja abaixo:

Boston Red Sox 6×2 Chicago White Sox
New York Yankees 10×9 Cleveland Indians
Philadelphia Athletics 8×5 Detroit Tigers
Washington Senators 6×1 St. Louis Browns
Baltimore Terrapins 7×4 Chicago Whales
Brooklyn Tip-Tops 8×3 Kansas City Packers
Buffalo Blues 6×5 Indianapolis Hoosiers
Pittsburgh Rebels 3×0 St. Louis Terriers
Pittsburgh Pirates 7×2 Philadelphia Phillies
Chicago Cubs 2×1 Boston Braves
Cincinnati Reds 11×3 Brooklyn Dodgers
St. Louis Cardinals 4×3 New York Giants

Agora confira os resultados desta terça na MLB:

Toronto Blue Jays 4×2 Oakland Athletics
Tampa Bay Rays 2×0 Atlanta Braves
Miami Marlins 5×4 Boston Red Sox
New York Mets 4×0 Colorado Rockies
Cleveland Indians 5×4 New York Yankees
Chicago Cubs 6×3 Milwaukee Brewers
Kansas City Royals 6×1 Detroit Tigers
Chicago White Sox 3×0 Los Angeles Angels
Minnesota Twins 3×2 Texas Rangers
St. Louis Cardinals 4×3 Pittsburgh Pirates
Arizona Diamondbacks 13×1 Philadelphia Phillies
Seattle Mariners 6×5 Baltimore Orioles
San Diego Padres 11×6 Cincinnati Reds
Los Angeles Dodgers 5×0 Washington Nationals
San Francisco Giants 3×1 Houston Astros