Poucos perceberam na hora, mas o maior Juve x Monaco da história foi prévia da Copa de 1998

De um lado o craque do Mundial e o capitão que levantou a taça, do outro, o goleiro herói e a promissora dupla de ataque

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A história pode estar passando diante de nossos olhos e não percebermos. Isso acontece a todo momento e muitas vezes é um dilema do jornalista dentro de seu papel de registrar os fatos e como eles serão lembrados. Juventus x Monaco se enfrentam nesta terça pelas quartas de final da Champions League, um jogo que nem de perto se compara ao confronto entre os dois clubes em 1º de abril de 1998. O duelo valia uma vaga para a final do torneio, mas o tamanho daquela partida só se viu alguns meses depois.

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A Juventus era uma das potências europeias da década de 1990. Havia conquistado a Champions League em 1996 e foi vice-campeã em 1997. Na temporada 1997/98, fazia uma campanha apenas cumpridora quando enfrentou o Dynamo de Kiev na quartas de final. A equipe ucraniana estava voando. Com Shevchenko e Rebrov no ataque, havia feito 3 a 0 (em Kiev) e 4 a 0 (no Camp Nou) no Barcelona na fase de grupos. O jogo de ida, em Turim, terminou em 1 a 1. Tudo pronto para o Dynamo chegar à semifinal. Mas os italianos impuseram sua experiência e venceram por incontestáveis 4 a 1.

O Monaco fazia uma campanha até mais convincente. Foi primeiro em um grupo com Bayer Leverkusen, Sporting e Lierse (BEL). Nas quartas de final, passou pelo Manchester United de Beckham, Schmeichel, Giggs e Scholes após dois empates.

O encontro nas semifinais tinha enorme favoritismo juventino. Era o time do momento, vinha em crescimento e a Itália era a grande liga do mundo na época. Os monegascos contavam com um elenco muito jovem, cheio de promessas sobre as quais não se sabia direito o que esperar. Comandada por Del Piero, a Juventus fez 4 a 1 e preparou o terreno para chegar a sua terceira decisão continental seguida. Uma derrota por 3 a 2 no principado não atrapalhou os planos piemonteses.

A importância do jogo era óbvia pelo fato de ser uma semifinal de Champions League (a outra tinha Real Madrid e Borussia Dortmund). Mas vendo as escalações que percebemos que, em campo, estava uma parte da história da Copa de 1998, que seria disputada apenas dois meses depois. O Monaco tinha Barthez e a jovem dupla de ataque Henry-Trezeguet. A Juventus também tinha sua cota de talento gaulês, com Deschamps e Zidane.

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Dos 22 titulares dessa semifinal, dez voltariam ao mesmo gramado em três meses e dois dias depois. O cenário era o Stade de France. O quinteto francês encontraria os juventinos Del Piero, Inzaghi, Di Livio, Pessotto e Torricelli, todos defendendo a seleção italiana, pelas quartas de final. Os anfitriões se deram melhor, com vingança monegasca sobre Del Piero: vitória da França nos pênaltis, com uma defesa de Barthez e cobranças convertidas por Henry e Trezeguet.

Dias depois, a França conquistou o mundo, com o juventino Deschamps erguendo a taça como capitão e o também juventino Zidane se consagrando o melhor jogador do planeta. Barthez, Henry e Trezeguet se consolidariam como titulares da seleção francesa que dominaria o mundo entre 1998 e 2001.

Não à toa, a Juventus foi se reforçar justamente naquele Monaco que havia enfrentado. Em 1999, os italianos contrataram Henry. Não deu muito certo, mas os piemonteses não desistiram e, um ano depois, levaram Trezeguet. O ótimo grupo monegasco semifinalista da Champions League estava desfeito e a Juventus construía o time que voltaria à final da Europa em 2003. Um fato que só reforça quanto aquele duelo de 1º de abril de 1998 teve uma importância histórica muito maior do que ter sido “apenas” a semifinal do maior torneio de clubes do planeta.

Se quiser ver a ficha completa da partida, clique aqui.

Aqui está nosso roteiro para você acompanhar a Champions League 2014/15

Grupo a grupo, o que há de mais importante para você ficar ligado na Liga dos Campeões

“A melhor Champions League dos últimos tempos.” Provavelmente, todo torneio que está para começar é vendido como um dos melhores dos últimos tempos. Mas temos, dessa vez, elementos para acreditar que a Liga dos Campeões pode realmente ser melhor que as últimas temporadas. E isso deixa a gente animado (e você também, supomos). Por que tamanho otimismo? Vejamos:

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TV: O jogo mais disputado da Champions é em outubro: quem transmitirá o torneio em 2015?

– Os supertimes recentes perderam um pouco de sua aura. O Real Madrid se mexeu e já perdeu duas vezes para o Atlético de Madrid nesta temporada. O Barcelona está em reformulação depois de uma temporada decepcionante. O Bayern de Munique teve a confiança abalada depois do modo como foi eliminado pelo Real na temporada passada;

– A Inglaterra parece ter voltado ao topo depois de dois anos um degrau abaixo. O Chelsea e o Manchester City pintam como candidatos a título, e Liverpool e Arsenal dão bons sinais;

– O Atlético de Madrid talvez não seja apenas um acidente de um ano bom. O time já ganhou duas vezes do Real Madrid em reedições da última final europeia;

– O Paris Saint-Germain teve dois anos de duras derrotas na Champions para amadurecer, e talvez tenha aprendido o que falta para chegar entre os quatro primeiros.

Poderia ser melhor se a Itália não vivesse um momento tão ruim (ou, no mínimo, se Antonio Conte tivesse seguido na Juventus). Mas já temos uma lista de candidatos a título e de equipes que correm por fora maior do que nos últimos anos. O que só engrandece o torneio, o que só aumenta a expectativa dos torcedores.

Para você navegar um pouco nessas águas agitadas, preparamos um roteiro especial. Grupo a grupo, o que deve ser observado de perto e onde estão as armadilhas para os favoritos. Aproveitem. Ah, e não ache que ficaremos só nisso. Ao longo desta semana, faremos mais matérias especiais sobre a Champions League, que entrarão no ar daqui até quarta-feira.

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GRUPO A

Atlético de Madrid
Atlético de Madrid 

Juventus
Juventus

Olympiacos
Olympiacos

Malmö
Malmö
GRUPO B

Real Madrid
Real Madrid

Liverpool
Liverpool

Basel
Basel

Ludogorets
Ludogorets
GRUPO C

Benfica
Benfica

Bayer Leverkusen
Bayer Leverkusen

Zenit
Zenit

Monaco
Monaco

 

GRUPO D

Arsenal
Arsenal

Borussia Dortmund

Galatasaray

Anderlecht

 

GRUPO E

Bayern de Munique
Bayern de Munique

Manchester City
Manchester City

Roma
Roma

CSKA Moscou
CSKA Moscou
GRUPO F

Barcelona
Barcelona

Paris Saint-Germain
Paris Saint-Germain

Ajax
Ajax

Apoel
Apoel
GRUPO G

Chelsea
Chelsea

Schalke 04
Schalke 04

Sporting
Sporting

Maribor
Maribor
GRUPO H

Porto
Porto

Athletic Bilbao
Athletic Bilbao

Shakhtar Donetsk
Shakhtar Donetsk

Bate Borisov
Bate Borisov

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Grupo C: equilíbrio e imprevisibilidade em grupo sem um grande favorito

Benfica, Bayer Leverkusen, Zenit e Monaco irão disputar uma vaga, com os portugueses sendo cabeça de chave. O que dá para prever?

Benfica
Benfica

Bayer Leverkusen
Bayer Leverkusen

Zenit
Zenit

Monaco
Monaco
O cenário esperado

É um grupo equilibrado, com muitas incógnitas. O Monaco é uma incógnita porque perdeu o investimento pesado que recebeu nas duas últimas temporadas. O Benfica é uma incógnita porque vendeu boa parte do time que dominou o futebol português na temporada passada. Zenit e Bayer Leverkusen são incógnitas porque sempre agem de forma aleatória na Champions League. Mas o mais provável seria Leverkusen e Benfica ficando com as duas vagas e Zenit levando o lugar na Liga Europa.

O cenário possível

O Zenit se solta e consegue bons resultados em Mônaco e Portugal, arrancando pontos que o coloque nas oitavas de final. O Benfica entraria na Liga Europa já como candidato ao terceiro vice-campeonato seguido do torneio.

Jogador-chave
Axel Witsel, do Zenit (AP Photo/Paulo Duarte)
Axel Witsel, do Zenit (AP Photo/Paulo Duarte)

Axel Witsel

Axel Witsel é o termômetro do meio-campo do Zenit. O belga marca forte e distribui o jogo de trás, mas também pode se posicionar mais à frente, articulando com Hulk, Danny e Fayzulin para concluir as jogadas. Ele pode ser a diferença entre o cenário possível e o esperado indicados acima.

Fique de olho
Monaco ainda tem bons jogadores (Foto: divulgação)
Monaco ainda tem bons jogadores (Foto: divulgação)

Monaco à deriva

O Monaco ainda tem um time com bons jogadores, como o argentino Ocampos, o francês Toulalan, o búlgaro Berbatov, o português João Moutinho e o croata Subasic. O problema não é a perda de jogadores como James Rodríguez e Radamel Falcao García, mas o clima de fim de feira que pode tomar conta do elenco pela redução dos investimentos. Se o elenco levar a competição a sério, os monegascos podem brigar. Se cada um ficar mais preocupado com o próprio futuro, será um retorno bem fugaz ao torneio.

O brasileiro
Hulk, do Zenit
Hulk, do Zenit

Hulk

A torcida brasileira não vai muito com a cara de Hulk, mas o atacante é um jogador consistente e decisivo para o Zenit. Vale ficar de olho nele, sobretudo porque ele talvez esteja nos planos de Dunga para a Seleção e o desempenho na Champions pode ajudar a recolocá-lo no elenco nacional.

A contratação
Anderson Talisca começou bem no Benfica
Anderson Talisca começou bem no Benfica

Anderson Talisca

Anderson Talisca é uma das gratas surpresas do Benfica nesse início de temporada. O meia revelado pelo Bahia entrou bem no campeão português, e já marcou três gols contra o Vitória de Setúbal na última rodada da Liga Sagres. Se ele seguir nesse ritmo, pode acelerar a remontagem do time encarnado e evitar que o time vá, novamente, para a Liga Europa.

Veja outros grupos do guia da Champions League

Ligue 1 e Monaco conversam muito e chegam a uma solução: empurrar impasse com a barriga

Clube monegasco pagará € 50 milhões por ter benefícios fiscais, mas a disputa pode retornar no futuro

Some um país que reestrutura seus impostos para acertar as contas públicas com um clube que tem sede em um paraíso fiscal e recebeu injeção de um bilionário russo e o resultado é: muita gente reclamando de condições injustas. O Monaco sempre foi favorecido pelo fato de estrangeiros não-franceses morarem no principado sem pagar impostos, mas essa diferença aumentou quando o presidente francês François Hollande resolveu aumentar a taxação sobre grandes fortunas. Ainda mais porque coincidiu com o período em que o russo Dmitry Rybolovlev comprou o clube monegasco.

Criou-se um impasse. Clubes com sede na França pedindo a criação de mecanismos que igualassem as condições do Monaco, e o time monegasco querendo fazer a lei de seu país e o acordo de décadas com a Ligue 1 prevalecer. Nesta sexta chegou-se a um consenso: uma solução para inglês ver, e empurrar o problema com a barriga.

O clube de Rybolovlev pagará € 50 milhões à liga. É um dinheiro considerável, mas será só isso, e ainda parcelado em diversas vezes. Para o curto e médio prazo não há problema. O montante pode ser visto como uma compensação proporcional às vantagens que o Monaco tem em relação a Paris Saint-Germain, Olympique de Marseille, Lyon, Nice, Evian, Montceau, Carquefou, Créteil-Lusitanos e qualquer clube com sede na França. Mas o acordo é grande a ponto de dar compensação eterna?

Monaco e Ligue 1 acertaram o pagamento dos € 50 milhões e só. Como se fosse uma multa. Mas, em 10, 15 ou 20 anos, o impacto desse pagamento que o ASM faz agora será nulo. E é bem fácil imaginar os clubes franceses chiando quando esse momento chegar.

Muito melhor seria definir um valor permanente que os monegascos teriam de pagar, como renúncia de parte de sua cota de TV ou doar o equivalente ao imposto francês a instituições de caridade. Mas daria muito trabalho. Preferiram empurrar o impasse com a barriga.

Clubes de um país na liga de outro: Barça seria caso inédito

Vários clubes disputam ligas nacionais de países diferentes dos quais têm sede, mas nenhum veio de uma separação política

A direção do Barcelona apoia abertamente a independência da Catalunha, mas é rápida ao afirmar que isso não mudaria a situação do clube em relação ao Campeonato Espanhol. A pirâmide futebolística de Espanha e Catalunha continuariam unificadas, permitindo a Barcelona e Espanyol seguirem em La Liga.

Não é algo novo. Vários clubes disputam campeonatos nacionais de países diferentes do seu, argumento que é usado por barcelonistas e espanyolistas que defendem a independência catalã. No entanto, em nenhum desses casos houve uma separação política entre nações que se mantiveram unidas no futebol.

Na União Soviética, na Tcecoslováquia e na Iugoslávia, as repúblicas se separaram em tudo, criando seus próprios campeonatos esportivos. Mesmo na Bósnia-Herzegovina, que ficou dividida internamente entre muçulmanos e sérvios, não houve quem se mantivesse como iugoslavo. Os clubes de etnia sérvia da Bósnia criaram seu próprio torneio, hoje equivalente à segunda divisão bósnia.

Desse modo, a maior parte dos clubes que atuam em outras ligas o fazem na busca de uma liga profissional, algo inexistente em seus países na época de suas fundações. Há também casos de países que costumam já misturavam times em outros esportes e resolveram fazer o mesmo com o futebol, um exemplo extremo de time que migrou por questão de segurança e um caso de permissividade política no sudeste asiático.

INGLATERRA

Cardiff City, Colwyn Bay, Merthyr Town, Newport County, Swansea e Wrexham
Os seis clubes galeses disputam divisões – profissionais ou semi-profissionais – do futebol inglês. Alguns chegam a ter destaque, como o Cardiff City (que venceu a FA Cup em 1927) e o Swansea (que está na Premier League). Eles jogam na Inglaterra porque, quando foram criados, não havia liga profissional em Gales. Sem espaço em seu país, foram aceitos no vizinho, ainda que seguissem disputando a Copa de Gales (também composta pelos clubes amadores do país) até 1995. Outro intruso no futebol inglês era o Gretna. O clube, sediado quase na fronteira anglo-escocesa, disputava torneios amadores na Inglaterra. Aos poucos, foi crescendo e chegou a disputar a FA Cup. Nos anos 90, teve aceito seu pedido de jogar na liga escocesa.

FRANÇA

Monaco
Mônaco é o segundo menor país do mundo, e o primeiro em densidade demográfica. São apenas 36 mil pessoas se espremendo em 2 km². Com espaço tão escasso, não haveria como surgirem muitos times e estádios, ainda mais para manter um nível de futebol minimamente decente. Assim, se torna compreensível que o Monaco disputasse o futebol como time francês.

SUÍÇA

Vaduz
Caso semelhante ao de Mônaco. A diferença é que, em Liechtenstein, ainda existem clubes amadores, que se juntam ao Vaduz para a disputa da Copa de Liechtenstein.

AUSTRÁLIA

Wellington Phoenix
Único time neozelandês na A-League, o Campeonato Australiano profissional. Pode parecer estranho (até porque a Nova Zelândia possui uma liga própria, amadora), mas é algo recorrente no esporte das duas maiores nações da Oceania. Em um dos esportes mais populares da Austrália, o rúgbi league, a liga nacional tem um time neozelandês (New Zealand Warriors, com Auckland). No rúgbi union, mais popular na Nova Zelândia, o principal campeonato de clubes do hemisfério sul junta cinco times neozelandeses, cinco australianos e cinco sul-africanos. Essas equipes disputam exclusivamente o Super Rugby, ficando de fora de seus campeonatos nacionais.

ESTADOS UNIDOS

Toronto, Impact de Montréal, Vancouver Whitecaps, Edmonton, Puerto Rico Islanders, Antigua Barracuda
As ligas profissionais dos Estados Unidos sempre se organizaram de forma independente de federações de seus esportes. São negócios, que abrem franquias onde pode haver um mercado pouco explorado. A NBA (basquete) tem um time canadense, a MLB (beisebol) tem outro e a NHL (hóquei no gelo) tem sete. Isso sem contar os clubes que fecharam as portas ou se mudaram para território norte-americano. Nesse universo, soou natural que a as ligas de futebol incluíssem clubes de outros países, ainda mais se esses não tiverem suas próprias competições profissionais. A MLS tem três equipes canadenses (Impact, Toronto e Whitecaps), a NASL tem uma canadense (Edmonton) e uma porto-riquenha (Islanders) e a USL Pro tem uma de Antigua e Barbuda (Barracuda). As quatro equipes canadenses ainda disputam o Campeonato Canadense, que nada mais é que um quadrangular que define o representante do Canadá na Concachampions.

IRLANDA

Derry City
O clube de Londonderry disputava o campeonato de seu país, a Irlanda do Norte, até a década de 1970. No entanto, ele é ligado à comunidade católica (tanto que mantém o nome católico da cidade) e se viu em situação desconfortável quando a disputa religiosa voltou a crescer no país. Assim, pediu para disputar a liga irlandesa por questão de segurança.

CINGAPURA

DPMM
O Duli Pengiran Muda Mahkota era uma das forças de Brunei. Em 2005, decidiu competir no futebol malaio para crescer mais. Como o time pertence a Al-Muttadeh Billah, príncipe de Brunei, a federação de seu país não criou empecilhos. O pedido foi aceito pela liga malaia e, em três temporadas, o DPMM conquistou um título da segunda divisão e teve duas participações decentes na Super League. Em 2009, o príncipe resolveu trocar a equipe de campeonato, aproveitando a evolução da S-League. A liga cingapuriana já se diz internacional, tendo equipes de Japão e Malásia (na verdade, são equipes estrangeiras que fazem acordo e mandam seus jogos em clubes de Cingapura). O DPMM entrou como o primeiro integrante realmente estrangeiro da S-League, ainda que tenha ficado de fora até 2012 devido a uma punição da Fifa à federação de Brunei.