Você verá poucas coisas tão emocionantes quanto o choro de Dee Gordon ao rebater esse home run

Foi o primeiro jogador do Miami Marlins a ir ao bastão após a morte de José Fernández

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Miami Marlins x New York Mets não seria um jogo normal. Era a primeira vez que o time da Flórida entraria em campo após a morte de José Fernández, seu melhor arremessador (e escalado originalmente para essa partida contra os nova-iorquinos). Antes da partida, as duas equipes participaram de homenagens e o clima do estádio era claramente pesado e emotivo.

Tudo isso se misturou e explodiu no primeiro ataque dos Marlins. Dee Gordon, o primeiro rebatedor da equipe, conseguiu um home run. O shortstop chorou enquanto percorria as bases e, ao chegar ao banco, foi acolhido por companheiros que também deixavam as lágrimas escorrerem livremente.

Todos no estádio choraram esse home run. Mas, se José Fernández está em algum lugar agora, ele certamente teve uma reação bem diferente, ainda mais porque o Miami venceu por 7 a 2. Ele simplesmente não conseguiria deixar de se divertir com o esporte que tanto amou e com uma vitória de seus companheiros.

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Os outros esportes já tiveram zebras como a do Leicester? Aqui temos algumas sugestões

Veja algumas das maiores surpresas dos esportes, do basquete à luta olímpica, do futebol americano ao rugby league

Impossível um amante de esporte ficar indiferente à conquista do Leicester City. Mesmo que não tenha apreço pelo futebol há de se sensibilizar com a história de um time tido como candidato forte ao rebaixamento que acaba crescendo e conquistando o título da liga mais poderosa do mundo. A façanha do Leicester é tão grande que imediatamente surgiram comparações com outras zebras do futebol mundial.

LEIA MAIS: 15 histórias fantásticas sobre o Leicester campeão inglês

Aqui no ExtraTime resolvemos fazer diferente. Fomos buscar casos em todos os outros esportes. A lista de surpresas é interminável, mas selecionamos algumas que fossem mais representativas. Não estamos dizendo que os eventos são mais ou menos válidos que o do Leicester, até porque cada modalidade tem sua dinâmica e isso torna impossível uma comparação real com a Premier League.

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Considerando que o clube inglês não foi uma surpresa isolada, um jogo de resultado surpreendente, mas uma campanha que durou uma longa temporada, sou poucos casos que realmente se comparam. Uma luta de boxe, um jogo de tênis, uma prova de atletismo ou uma decisão de torneio mata-mata são sempre suscetíveis ao momento da disputa.

Talvez o único caso que realmente se compare seja o do Miracle Mets, o New York Mets de 1969: um time que vinha de péssima campanha, não se reforçou significativamente, mas saiu ganhando, foi primeiro em um torneio longo de “pontos” corridos (a temporada regular da MLB e seus 162 jogos). Depois ainda venceu uma final contra uma equipe claramente superior tecnicamente.

Só nas fábulas infantis Bartolo Colón venceria uma corrida contra Billy Hamilton

O mundo do beisebol nos proporcionou o prazer de ver essa disputa

A lebre é um animal conhecido pela sua velocidade, exatamente o oposto de uma tartaruga. Por isso, uma corrida entre os dois animais fatalmente teria o mamífero como vencedor, mas uma fábula mostra como a determinação e o trabalho duro e insistente do quelônio o levou à vitória sobre um insolente leporídeo.

Mas isso é nas histórias que buscam dar ensinamentos valiosos às crianças. No mundo real, a lebre vence. E tivemos uma prova disso durante o jogo entre New York Mets e Cincinnati Reds. Bartolo Colón, um dos arremessadores mais “fortinhos” e lentos da liga teve de apostar uma corrida contra Billy Hamilton, que teria condição atlética para tentar uma carreira de velocista. Mesmo com o arremessador dos Mets partindo de um ponto mais próximo da primeira base, Hamilton ganhou. Ainda mais porque Lucas Duda errou seu lançamento para Colón.

Mas o dominicano pode dizer que, no que importava mesmo, ele que teve a vitória: 4 a 3 no placar final.

Admire toda a glória do duelo de 16 arremessos entre Dee Gordon e Jim Henderson

Não importa qual o duelo mais longo da história. O legal é curtir o rebatedor mostrando todo seu instinto de sobrevivência

“Qual o duelo com mais arremesso da história?” Essa pergunta não é rara quando um confronto entre arremessador e rebatedor se torna mais longo que o normal. E a resposta é: ninguém sabe. Apenas nas últimas décadas que o número de arremessos se tornou algo relevante no beisebol e, por isso, não se anotava o número de foul balls que um jogador conseguia rebater.

Há uma lenda sobre um duelo com 24 foul balls durante um New York Yankees x Chicago White Sox em 1940. Mas, desde que há medição (e, portanto, certeza da informação), o confronto mais longo foi em 1998. Ricky Gutiérrez (Houston Astros) obrigou Bartolo Colón (Cleveland Indians) a fazer 20 arremessos antes de ser eliminado por strikes.

Duelos como esse são sempre divertidos, pois mostram uma incrível capacidade do rebatedor de permanecer vivo. E tudo fica ainda mais interessante se, no final, ocorre a rebatida. Foi justamente o que ocorreu na última semana, na vitória do Miami Marlins por 2 a 1 sobre o New York Mets. Dee Gordon viu 16 arremessos de Jim Henderson e ainda arrancou uma rebatida simples no mais longo confronto da história dos Marlins.

Sensacional.

Céspedes permitiu o inside-the-park home run mais estúpido dos últimos tempos

Defensor externo dos Mets quis forçar a barra para interromper a jogada, mas não deu certo

Percorrer quatro bases após uma rebatida. São 108 metros em disparada, com três curvas de 90º no caminho. Não é fácil, leva um tempo considerável. Por isso, quase todos os inside-the-park home runs envolvem algo fora do comum no caminho, como uma bobagem cometida pela defesa. E Yoenis Céspedes levou esse fato a um novo patamar.

AJ Reed, do Houston Astros, rebateu para o campo externo. O cubano do New York foi atrás da jogada, mas parou quando viu a bola parar no pé do muro. Céspedes passou a argumentar que a bola estava presa, o que configuraria uma rebatida dupla automática.

Óbvio que não estava. A bola estava solta, e o árbitro fez questão de não marcar nada. Mesmo desconfiado, Reed continuou percorrendo as bases e completou a inusitada corrida. Depois, o juiz simplemente empurrou a bolinha mostrando como não havia o menor sentido na argumentação de Céspedes.

Os Mets perderam por 8 a 5. Menos mal que era jogo de pré-temporada e não valia nada. Mas foi ridículo.

Veja André Rienzo conseguindo uma rebatida dupla em cima de Jeurys Familia

E ainda deu para dar uma baixada no ERA

A pré-temporada tem sido apenas mediana para André Rienzo. O arremessador do Miami Marlins teve algumas apresentações fracas, e começa agora a ganhar mais continuidade e a baixar seu ERA. Mas mostrar serviço no bastão nunca é uma má ideia, nem que seja para ficar mais confiante.

Foi o caso da participação do brasileiro na vitória por 2 a 1 sobre o New York Mets. Rienzo arremessou duas entradas, cedeu uma corrida (mas não foi creditada por ela). Seu ERA caiu para 4,91 e ele ainda teve seu primeiro jogo salvo. Mas o destaque foi sua aparição no bastão: uma rebatida dupla em cima de Jeurys Familia, um dos melhores fechadores da Liga Nacional em 2015. Barry Bonds, recordista de home runs da história e treinador de rebatedores dos Marlins, gostou.

Três dopings em um ano, e arremessador dos Mets está banido da MLB

Jenrry Mejía ainda nem havia terminado de cumprir a suspensão pelo segundo exame positivo

Jenrry Mejía não é mais jogador da Major League Baseball. O arremessador de 26 anos, que defendeu o New York Mets em toda a sua carreira, foi banido da liga nesta sexta, após o terceiro exame antidoping com resultado positivo. Dessa forma, o venezuelano se torna o primeiro atleta a ser excluído da MLB desde a adoção do atual programa de combate ao doping.

O dado mais inusitado do caso de Mejía é que todos os seus testes positivos foram realizados em menos de um ano. Em 11 de abril de 2015, a MLB suspendeu o arremessador dos Mets por 80 jogos por uso de estanozolol. Em 28 de julho, o venezuelano pegou gancho de 162 jogos (uma temporada completa), por estanozolol e boldenone. Ele nem havia terminado de cumprir sua segunda punição quando a liga anunciou seu banimento, novamente por boldenone.

Mejía era uma das principais promessas das categorias de base dos Mets para esta década, mas não conseguiu atender às expectativas na MLB devido a constantes lesões. Acabou se estabelecendo no bulllpen, onde teve uma temporada competente em 2014 (3,65 de ERA, 28 jogos salvos). Em 2015, após sua segunda suspensão por doping, ele foi dispensado pelo time nova-iorquino.

Pelas regras do acordo trabalhista entre atletas e liga, o arremessador pode apelar da decisão em fevereiro de 2017. Mesmo que seja perdoado (improvável), sua suspensão tem duração mínima de 2 anos e ele só estaria liberado para jogar em 2018.

O banimento anunciado nesta sexta é válido para a MLB. Isso não significa que sua carreira esteja encerrada. Ele pode atuar em ligas de outros países. Em novembro de 2014, Mejía ainda cumpria punição na liga norte-americana, mas defendeu os Navegantes de Magallanes na Venezuela.

Royals arrumam problema com os vizinhos de Kansas ao consolar Panthers

E toda a inusitada troca de mensagens começou com os Mets

Os dois times de Kansas City, Chiefs e Royals, mostraram muita sintonia nos últimos anos. Duas franquias que vinham de várias temporadas ruins,a mbas cresceram recentemente e aproveitaram para se apoiarem nos momentos de playoffs, criando uma boa relação no cenário esportivo de Kansas. Mas isso teve um abalo, simplesmente porque o representante da cidade na MLB resolveu fazer uma graça com o Carolina Panthers pelo Twitter.

Incrivelmente, essa histórica começou com o New York Mets. O time ofereceu palavras simpáticas para Denver Broncos e Panthers, parabenizando os primeiros pelo título do Super Bowl e dizendo ao Carolina que, como perdedores da última World Series, sabem como é duro perder uma decisão.

//platform.twitter.com/widgets.jsOs Panthers pegaram carona. Agradeceram, aproveitando para lembrar que os Royals venceram a World Series um ano após ficarem com o vice.

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A bola passou para os Royals, que ofereceram palavras de conforto e inspiração: “Redenção torna tudo mais saboroso. Boa sorte!”.

//platform.twitter.com/widgets.jsOutro time de Kansas City não gostou de ver o vizinho desejar sorte aos Panthers, e não ao representante da cidade na NFL. Como assim?

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Aí os Royals tiveram de agir como marido que foi pego flertando outra garota e teve de dar alguma prova de amor aos Chiefs.

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Mets estão de olho em jogador de críquete como possível reforço

Kieran Powell, um dos melhores rebatedores do Caribe, está trabalhando no centro de treinamento do clube na Flórida

Kieran Powell é um dos principais jogadores da atual geração do críquete caribenho. Aos 25 anos, o rebatedor já defendeu a seleção das Índias Ocidentais (no críquete, as ilhas de língua inglesa do Caribe têm uma única seleção) nos três formatos da modalidade, chegando a atuar na dupla de abertura*. Mas ele pode mudar de ares em breve. Ao invés de acompanhar os caribenhos na excursão pela Austrália nas últimas semanas, ele esteve nos Estados Unidos treinando… beisebol.

VEJA TAMBÉM: Como usar drones para melhorar treino de beisebol? O pessoal do críquete tem uma sugestão radical

O jogador são-cristovense (de São Cristóvão e Névis) foi convidado pelo New York Mets para usar o centro de treinamento da franquia na Flórida, onde sua evolução tem sido observada. Ele já havia passado um período nas instalações do Milwaukee Brewers, em dezembro.

Apesar de serem esportes de arremesso e rebatida, a técnica adotada nas duas modalidades são bem diferentes. No críquete, é possível rebater para o lado ou para trás, o que pode ser conseguido apenas desviando a bolinha. No beisebol, é preciso mandar a bola para frente. Além disso, o movimento no esporte americano é de lado, enquanto que no britânico é de baixo para cima.

Mesmo que a adaptação seja boa no bastão, Powell teria também de aprender os fundamentos e a leitura para jogadas defensivas e na corrida entre as bases. De qualquer forma, seria interessante se beisebol e críquete começassem a trocar jogadores, pois alguns talentos que estão de lado em uma das modalidades poderia ser bem aproveitados na outra.

Na década passada, um empresário norte-americano viu no críquete indiano uma fonte de talentos para a MLB. Ele criou um programa de TV para testar vários jovens indianos com braços fortes, que poderiam ser treinados para arremessar no beisebol. Os dois vencedores, Dinesh Patel e Rinku Singh, foram contratados pelo Pittsburgh Pirates. Curiosamente, nenhum deles tinha formação no críquete (praticavam arremesso de dardo).

NA AUSTRÁLIA: Veja como o estádio de críquete de Sydney foi preparado para abrir a temporada da MLB

A trajetória dos garotos indianos virou o filme “Arremesso de Ouro” (“Million Dollar Arm” em inglês) em 2014. A produção conta a história de ambos até a assinatura do contrato, mas o que se seguiu não foi tão feliz. Patel foi dispensado em 2010 (hoje dá aulas de beisebol na Índia). Singh sofreu uma série de lesões, mas ainda está nas categorias de base dos Pirates. Em dezembro, seu contrato foi renovado por mais um ano.

Se for aprovado pelos Mets ou pelos Brewers (o Los Angeles Dodgers também estaria de olho no são-cristovense), Powell, 25 anos, teria de reiniciar a carreira. Provavelmente passando uma ou duas temporadas de adaptação nas ligas menores antes de ser considerado para a equipe principal.

O motivo de sua saída é a crise institucional do críquete das Índias Ocidentais. A federação tem sido alvo de várias críticas por parte dos jogadores, que chegaram a boicotar uma série de amistosos contra a Índia. A falta de comando se refletiu em campo, com uma queda brutal nos resultados da seleção caribenha, hoje muito distante da equipe que dominou o mundo nas décadas de 1970 e 80.

* Críquete tem semelhanças com o beisebol. Então use uma lógica parecida nesse caso. Os rebatedores que iniciam o jogo estão entre os mais eficientes da equipe, assim como os primeiros do alinhamento de um time de beisebol.

Dica de pauta do leitor Vinícius Bonizzoni de Alcântara.

Griffey Jr. bate recorde, mas vencedores da eleição do Hall da Fama foram os usuários de doping

Eleição de Mike Piazza e crescimento de Barry Bonds e Roger Clemens indicam uma mudança na opinião dos eleitores

Faltaram apenas três votos. Ken Griffey Jr. esteve muito perto de se tornar o primeiro jogador da história a ser eleito para o Hall da Fama do beisebol com indicação de 100% dos eleitores. O defensor externo teve 437 dos 440 votos possíveis. De qualquer forma, fechou a eleição com 99,3% de aproveitamento, quebrando a marca de 98,8% do arremessador Tom Seaver, ícone do New York Mets. No entanto, o maior vencedor da eleição para o salão dos mitos da MLB em Cooperstown não foi o ídolo de Seattle Mariners e Cincinnati Reds. Foram os jogadores que usaram doping durante a carreira.

Vários indicadores dão a pista de que o eleitorado do Hall da Fama (membros da Associação de Jornalistas de Beisebol da América) está se tornando mais flexível ao caso de ícones da época do doping, que teve seu auge no final da década de 1990 e na primeira metade dos anos 2000. Bom para casos comprovados como Barry Bonds, Roger Clemens, Manny Ramírez e Alex Rodríguez para casos de suspeita como David Ortiz.

O primeiro elemento favorável aos jogadores que usaram doping foi a eleição de Mike Piazza. O ex-catcher de Mets e Los Angeles Dodgers teve 83% dos votos e foi eleito em seu quarto ano na cédula. O jogador teve desempenho espetacular em campo, mas admitiu mais de uma vez que consumiu androstenediona (um hormônio esteróide) em parte da carreira. O uso teria ocorrido em uma época em que a situação da substância era indefinido na MLB, pois fazia parte da lista de elementos banidos pelo COI, mas não era testado pela liga.

Esse status da androstenediona e a admissão de Piazza deixou o jogador como relativamente inocente na história. Teria usado de boa fé ao falar publicamente sobre o assunto e nunca pareceu que a substância teria mudado radicamente os rumos de sua carreira. De qualquer forma, a demora do catcher em ser eleito tem ligação direta com as reservas de muitos eleitores com jogadores ligadso de alguma forma a uso de doping.

A eleição de Piazza pode servir para “quebrar o gelo”. Se Jeff Bagwell for eleito em 2017, o processo pode ganhar ainda mais força. O ídolo do Houston Astros teve 71,6% dos votos neste ano (são necessários 75% para entrar no Hall) e nunca teve envolvimento com doping, mas muitos jornalistas suspeitam de sua situação e, por isso, sua candidatura era vista com desconfiança.

Com Piazza e possivelmente Bagwell eleitos, os votantes podem perder a resistência a jogadores ligados com doping. Uma indicação dessa tendência já pode ser vista nas próprias votações de Barry Bonds e Roger Clemens, dois ícones desse processo por terem trajetórias inegavelmente vitoriosas e merecedoras da imortalização, mas com reconhecido uso de doping durante parte significativa da carreira.

Bonds teve 44,3% dos votos e Clemens ficou com 45,2%. Ano passado, eles tiveram 36,8 e 37,5%, respectivamente. O crescimento de quase oito pontos percentuais é significativo, e pode levar a uma escalada nos próximos anos até atingir os 75% necessários para a imortalização.

Dois fatores possivelmente levaram a isso. O primeiro é a evolução da discussão e o distanciamento crescente das pessoas do escândalo do doping, que já completou uma década. O segundo é a mudança do eleitorado. A associação de jornalistas tirou o direito ao voto de membros que deixaram de cobrir o beisebol diariamente há mais de nove anos. Com isso, o eleitorado rejuvenesceu, dando mais força proporcional a jornalistas menos conservadores.

Se Bonds e Clemens acabarem entrando, as chances de A-Rod e David Ortiz se tornam imensas. O primeiro chegou a confessar o uso de doping e talvez tenha problemas nos primeiros anos de elegibilidade pela antipatia que tem de boa parte do público, mas o segundo fica em situação mais confortável. Ortiz não foi oficialmente envolvido com doping, mas a suspeita de que ele usou é grande, até porque ele mesmo já admitiu que é testado constantemente pela comisão antidoping (o que o acordo trabalhista da MLB só permite com jogadores que já tiveram resultado positivo em algum momento na carreira).

Por isso, a votação de 2016 do Hall da Fama do beisebol foi uma das mais significativas dessa década. E pode dar início a uma nova forma de se ver um período polêmico da história da MLB.