A história de F, um rubro-negro de São Paulo, em um dia de Fla-Flu no Pacaembu

A capital paulista é a casa de milhões de migrantes de outras partes do Brasil. Gente que trouxe seu sotaque, sua cultura, sua força de trabalho e o Flamengo

Camisa infantil, R$ 35. Mas, se der uma choradinha, dá para fechar por R$ 30. Aceita cartão de débito. Não, não é produto oficial, mas achar um mau negócio gastar R$ 200 em uma camisa de futebol que vai caber no filho por um ano no máximo não faz de alguém menos torcedor. Por isso, comerciantes como F existem. Ele fica em torno de bilheterias para oferecer uniforme do time que vai jogar a preços camaradas. Não é algo dentro da lei, e todo mundo envolvido naquela transação sabe disso.

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No último sábado, F estava no Pacaembu, na rua Desembargador Paulo Passaláqua. Na mão direita, várias camisas piratas do Flamengo, prontas para vestir os rubro-negros que achassem uma boa ideia deixar o pimpolho (ou a pimpolha) a caráter para ver de perto o primeiro Fla-Flu em São Paulo em mais de 70 anos. Para F – que pediu à reportagem da Trivela para não ter o nome, nem a foto de seu rosto publicados – aquele também era um momento especial. Ele próprio teria a chance de ver um jogo que diz muito a ele.

O vendedor de camisas nasceu no interior de Minas Gerais e sempre foi rubro-negro. Mudou-se a São Paulo para trabalhar e, junto com seu sotaque e a cultura de sua terra, levou também o Flamengo. E se tornou um dos milhares de flamenguistas que vivem na maior cidade do país.

F conta que vender camisa de futebol lhe dá o que precisa. Consegue tirar um dinheiro para ajudar a filha, que vive com a mãe, e a sustentar seu amor ao futebol. Três dias antes de fazer plantão na bilheteria do estádio do Pacaembu, o vendedor estava em Aracaju, empurrando seu time na partida contra o Confiança pela Copa do Brasil.

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“Eu adoro viajar. Sempre que vejo que terá um jogo legal em uma cidade que não conheço, tento ver. Sou solteiro, não preciso de luxos. Só quero dar uma vida digna à minha filha e fazer o que eu gosto. E eu gosto de conhecer lugares e ver futebol, mesmo quando não é jogo do Flamengo. Tô até vendo se consigo ir lá para o Norte ver Remo x Vasco em Belém ou Santos-AP x Santos em Macapá no mês que vem. Já pensou que legal? Conhecer Macapá e ver o Santos jogar contra o Santos?”

Enquanto fala dos planos para abril, F pega seu celular e mostra as fotos de suas viagens futebolísticas. Paraguai, Espírito Santo, Brasília, São Paulo, Rio de Janeiro… “Ponho no meu Facebook, para poder lembrar para sempre. Um dia vou parar com isso, mas terei essas lembranças.”

Se o amor ao Flamengo o leva até Aracaju, era óbvio que ele não ficaria de fora do Fla-Flu na cidade que adotou para viver. Mas sempre com os pés no chão, e ciente de que era preciso trabalhar primeiro. “Ainda não comprei o ingresso. Vou ver na torcida do Fluminense, porque já acabaram os setores mais baratos para a torcida do Flamengo. Poderia comprar agora para garantir, mas só vou sair daqui [na calçada, em frente à fila] quando estiver para fechar a bilheteria. Preciso vender as camisas antes.”

A história de F diz muito sobre o ótimo público do Pacaembu no Fla-Flu. Havia paulistas curiosos, interessados em ver um dos clássicos mais tradicionais do Brasil sendo realizado no estádio mais tradicional de sua cidade. Havia tricolores radicados em São Paulo felizes pela oportunidade de rever um duelo tão querido de perto. Mas havia, mais que tudo, milhares de rubro-negros como F. Gente que veio de todas as partes do Brasil para ganhar a vida na cidade mais populosa do país. Pessoas que levaram sua disposição para trabalhar e o amor ao Flamengo. E que não puderam perder a oportunidade de transformar São Paulo em uma cidade rubro-negra por um dia.

Jason Heyward acabou de deixar a rivalidade Cubs x Cardinals ainda mais quente

Jogador se apresentou ao Chicago dizendo que não via um grande futuro em sua permanência no St. Louis

A perda de um dos melhores jogadores disponíveis no mercado para o maior rival já era motivo suficiente para o St. Louis Cardinals ficar contrariado com Jason Heyward, novo reforço do Chicago Cubs. Mas o defensor externo conseguiu tornar o cenário ainda mais hostil. Bastou explicar os motivos de sua escolha.

Segundo o jogador, suas perspectivas de títulos não seriam grandes se permancesse em St. Louis. E os motivos eram a idade dos companheiros. “Yadier Molina talvez aguente só dois anos. Matt Holiday provavelmente também. Já foram feitas negociações com Jon Jay indo embora e Tony Cruz e Adam Wainwright provavelmente só suportem três ou quatro anos… Esses caras foram o que realmente me apresentaram à franquia. Eu senti queseria difícil se eu olhasse em três anos e ver um time completamente diferente.”

 

Bem, Heyward foi bastante cruel e acabou atingindo o orgulho dos Cardinals em vários aspectos. Primeiro, ao dizer que vários jogadores estão no fim de carreira e não serão competitivos em alguns anos. Depois, desprezou a capacidade – da qual toda a franquia, dos dirigentes aos torcedores, tanto se orgulham – do St. Louis de formar jogadores de alto nível em sua base.

Mike Matheny, técnico dos Cardinals, já respondeu – de forma mais diplomática do que o esperado – dizendo que discorda da análise de Heyward e acha que seu time não deve em nada aos jovens talentos dos Cubs. Mas deixou uma frase que pode dar o tom dos encontros entre os rivais nesta temporada: “eu não acho que a declaração vai cair bem no nosso clube”.

Será um 2016 divertido.

Esse gol impossível mostra que um disco pode passar por qualquer fresta

Além de espetacular, gol decidiu um clássico regional nos segundos finais

Tempo normal está acabando, o jogo está empatado, o disco está em sua posse. Não há muito o que fazer em um caso desse a não ser tentar o arremate. Pode soar desesperado, mas não há nada a perder. Na pior das hipóteses, o empate é mantido e a decisão vai para a prorrogação. Na melhor das hipóteses, seu chute encontra uma fresta e se esgueira até encontrar as redes. Michael Frolik, do Calgary Flames, se encaixou no segundo caso na vitória do clássico contra o Edmonton Oilers neste sábado.

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O ala direita estava além da linha de gol e mandou o disco. Cam Talbot fechou bem o ângulo, mas deixou um pequeno espacinho. Era praticamente impossível o arermate encontrar justamente essa brecha, mas foi o que aconteceu. E os Flames venceram a Batalha de Alberta por 5 a 4.

Veja so resultados da NHL neste fim de semana:

Sábado

New Jersey Devils 3×2 New York Islanders (shootout)
Dallas Stars 5×3 San Jose Sharks
Los Angeles Kings 4×3 Nashville Predators
Toronto Maple Leafs 0x4 Pittsburgh Penguins
Ottawa Senators 3×5 Detroit Red Wings
Tampa Bay Lightning 1×3 Boston Bruins
Florida Panthers 1×2 Washington Capitals
Columbus Blue Jackets 2×3 Winnipeg Jets
St. Louis Blues 3×2 Minnesota Wild
Edmonton Oilers 4×5 Calgary Flames

Domingo

Colorado Avalanche 3×4 San Jose Sharks
Carolina Hurricanes 3×4 Tampa Bay Lightning
Montréal Canadiens 5×1 Winnipeg Jets
New York Islanders 1×2 Buffalo Sabres
Anaheim Ducks 4×2 Nashville Predators

River x Boca é como correr a maratona contra o vento, e ganha quem não tropeça

Um Superclásico que se preza não é para ser bonito, é para ser áspero

A tensão é real, e solidifica o ar. Qualquer movimento é mais difícil, como andar na água. Com tanta matéria no caminho, o ambiente é áspero e os choques são particularmente duros, chegam a causar faísca. É como um motor de um superesportivo em pleno funcionamento, mas sem nenhum lubrificante para preservar as peças. Assim é um River Plate x Boca Juniors, uma maratona contra o vento em que vence quem não tropeçar. Foi o que aconteceu nesta quinta, no jogo de ida das oitavas de final da Libertadores.

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Não foi uma boa partida do ponto de vista técnico. Sobrava intensidade, mas faltava capacidade de cadenciar o jogo, impor uma estratégia racional para buscar o gol. Seria esperar muito cérebro para um duelo que sempre é vencido com o coração. E nesse aspecto, foi um ótimo clássico argentino.

Cada dividida era encarada como se a trombada fosse inevitável. Não era um jogo violento, mas ninguém dava margem a nada em cada dividida. Alguns cutucões a mais eram a regra, aparentemente aceita pelos dois lados como algo natural para um confronto desse tamanho.

O River Plate tomava a iniciativa como quem sabia que precisava vencer em casa para aumentar as chances de classificação. Algumas boas oportunidades foram criadas, mas o excesso de vontade muitas vezes prejudicava a finalização (e, se isso já havia sido um problema dos millonarios contra o Juan Aurich, imagina contra o Boca).

O Boca preferiu especular, deixar o adversário se expor para explorar alguma falha. Mas ela não veio. Com Ponzio e Kranevitter bem postados na marcação, o meio-campo riverplatense ficou mais sólido e criou o volume de jogo necessário para empurrar sua equipe. Aí, um deslize foi fatal. Martínez recebeu uma bola na área, Marín falhou de forma infantil e acabou cometendo um pênalti esquisito. Sánchez aproveitou e fez o gol da vitória do River Plate, acabando ainda com os 100% de aproveitamento do rival na Libertadores 2015.

O resultado foi justo porque premiou quem fez mais força para encarar o vento nessa maratona. Mas os jogadores e torcedores sabem que, daqui sete dias, há mais uma corrida pela frente. Na Bombonera, valendo vaga, o vento contrário pode virar um furacão. E o objetivo nesse cenário não é ganhar, mas ficar em pé e sobreviver.

O que acontece quando dois rivais estão no auge ao mesmo tempo

Os mineiros vivem isso com Cruzeiro x Atlético, mas outros clássicos também tiveram momentos em que dominaram as atenções do País

Todo grande clube teve esse momento. A fase era ótima, com um time poderoso em campo e peças novas chegando periodicamente para redecorar a sala de troféus. Mas faltava alguma coisa: um adversário local forte para proporcionar confrontos históricos e validem ainda mais cada conquista. Não é tão comum assim dois rivais estarem  em alta ao mesmo tempo.

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Por isso, Cruzeiro e Atlético Mineiro estarem dominando o futebol brasileiro é algo tão saboroso. Os dois times protagonizam grandes duelos, e a força de um se valida pelas conquistas do outro, e vice-versa. Como celebração dessa histórica final da Copa do Brasil, vamos relembrar nesta semana momentos em que dois rivais estiveram em alta ao mesmo tempo, e botaram a rixa em um novo patamar.

Escolhemos cinco, um para cada estado. Claro que outros ficaram de fora, como Vasco x Flamengo do final da década de 70, Palmeiras x Santos dos anos 60, Sport x Santa Cruz dos anos 70, Palmeiras x São Paulo do começo da década de 1990, mas ficamos com cinco que dão um bom retrato de momentos importantes da história do futebol em suas cidades.

Segunda: Flamengo x Fluminense 1936-44

O Tricolor era a base da seleção brasileira, mas o Rubro-Negro contratou Leônidas e ganhou grande impulso em campo e fora dele (com o rápido crescimento de sua torcida). Durante quase uma década, a dupla Fla-Flu comandava o futebol carioca, ou ao menos uma das ligas em que ele se dividia.

Terça: Cruzeiro x Atlético Mineiro 2013-14

Um foi bicampeão brasileiro. O outro foi campeão da Libertadores. E ambos se encontraram para o tira-teima na final da Copa do Brasil. O futebol mineiro tomou conta do Brasil.

Quarta: Atlético Paranaense x Coritiba 1982-86

O futebol do Paraná foi visto como secundário por muito tempo, mas a imagem mudou na primeira metade da década de 1980. O Furacão chegou a uma semifinal de Brasileirão, o Coxa levou um título e ainda fez outras boas campanhas.

Quinta: Grêmio x Internacional 1977-84

O Colorado vinha do melhor momento de sua história quando o Tricolor acordou e resolveu bater de frente. Um conquistava o Brasil, enquanto o outro dominava o Rio Grande do Sul. Depois, os papéis se inverteram.

Sexta: Corinthians x Palmeiras 1998-2000

Com um parceiro milionário, o Corinthians montou a que talvez seja a melhor equipe de sua história e conquistou o bicampeonato brasileiro. Mas não levou a Libertadores, pois o Palmeiras de Felipão não deixou. Duas vezes.

O Atlético soube ser Cruzeiro, mas o Cruzeiro saberá ser Atlético?

Galo se impõe, e obriga Raposa a encarnar o espírito de nunca desistir do rival

Há argumentos de sobra para colocar o Cruzeiro como melhor time do Brasil. Foi campeão brasileiro em 2013 com um pé nas costas, e está em situação controlável para conquistar o bi em 2014. É um time que até tem dificuldade em alguns momentos, mas consegue os resultados que precisa quando a situação aperta. Por isso tem dominado o campeonato mais importante do Brasil nos últimos dois anos.

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Mas, nesta quarta, o Atlético Mineiro que assumiu esse papel. Se o Cruzeiro pode ser considerado o melhor time do Brasil nos últimos 12 meses, o Galo é o melhor do momento. É o time com mais pontos no segundo turno (27, empatado com o São Paulo, que tem um jogo a mais) e mostrou uma força mental e técnica descomunal para conseguir viradas impossíveis contra Corinthians e Flamengo. E manteve essa tendência no jogo de ida da final da Copa do Brasil.

O Atlético foi melhor desde o início. Entrou em campo com um plano, com uma ideia na cabeça. Teve a intensidade que os times campeões sabem ter. Mesmo sem ter sido tecnicamente brilhante, arrancou gols no começo dos dois tempos, minando a força e a confiança do adversário. O Galo pareceu aquele time argentino que costuma se dar bem na Libertadores: tem a mistura de ambição e competência que desnorteia o adversário. Um Alvinegro copeiro, copeiro como o Cruzeiro se acostumou a ser na sua história de duas Libertadores e quatro Copas do Brasil.

Os atleticanos parecem uma força da natureza, como uma massa d’água que ameaça inundar uma comunidade. Por mais que se tente construir diques e represas para ter uma vantagem momentânea, eles pressionarão até encontrar as frestas por onde se esgueirar até achar o caminho. O destino é o alagamento.

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Para impedir que esse Atlético copeiro levante sua primeira Copa do Brasil, só um time com a mesma força mental. E esse é o desafio que se impõe ao Cruzeiro agora. A Raposa fez uma partida morna no Independência, como se pensasse apenas em evitar uma derrota irrecuperável para decidir em duas semanas no Mineirão. E, de certa forma, até conseguiu. O placar só não ficou em 2 a 1 porque o árbitro Marcelo de Lima Henrique deixou de marcar um pênalti descarado de Leonardo Silva no segundo tempo.

De qualquer modo, é possível reverter o 2 a 0 alvinegro. Mas, para isso, os celestes precisarão ter o espírito do Atlético. O Atlético que parece ter fobia da derrota, e fica tão obcecado em sua aversão que nem reflete se é possível ou não evitar o que tanto odeia. No final das contas, é essa capacidade de ignorar a lógica que deu tanta força ao Galo no mata-mata da Libertadores 2013 e na Copa do Brasil 2014.

O Cruzeiro tem de entrar nesse transe. Focar no fato de que, na final do Mineiro de 2013, conseguiu fazer 2 a 0 em 45 minutos (tomou um gol no segundo tempo). Focar no fato de que ainda é o time de desempenho mais consistente do Brasil nos últimos 12 meses. E se entregar obsessivamente, sabendo que perder uma final para o maior rival pode tirar parte da animação pelo provável bicampeonato nacional.

É a única esperança da Raposa. E quem tem sido especialista em se agarrar a esperanças derradeiras é o Galo.

Cai um tabu de dez anos no clássico mais antigo do Rio de Janeiro

Veja como o America venceu o Clássico Bisavô contra o Bangu pela primeira vez em uma década

Enquanto o Brasil fala só de um Atlético x Cruzeiro na decisão da Copa do Brasil que ainda nem aconteceu, vamos falar de um clássico que já ocorreu. E que teve um final glorioso, com um tabu de dez anos caindo.

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Nesta quarta, o America fez 2 a 0 no Bangu pela Taça Rio. Foi a primeira vez em uma década que o Sangue venceu o Clássico Bisavô (tem esse nome por ser dois meses e meio mais antigo que o Clássico Vovô entre Fluminense e Botafogo). Tudo bem que os dois clubes já viveram momentos mais gloriosos, com craques dos dois lados e partidas diante de até 30 mil pessoas no Maracanã. Mas os 157 torcedores que foram ao estádio do Madureira viram um momento histórico na vida dos dois times que brigam pelo posto de quinto maior do Rio de Janeiro.

E, como todo jogo histórico que se preze, é importante deixar a ficha técnica e os lances para ser eternizada:

BANGU 0x2 AMERICA

Copa Rio, 2ª fase
Data: 5 de novembro de 2014
Local: estádio Aniceto Moscoso (Rio de Janeiro)
Público: 157 pagantes (217 presentes)
Renda: R$1.330
Árbitro: Carlos Eduardo Nunes Braga
Assistentes: Jackson Lourenço Massara dos Santos e Paulo Vitor Paladino Carneiro

Bangu: Fernando Cunha; Anderson Kunzel, Kerlyson (Paulinho Fernandes, 20´/2T), Sérgio Raphael e Guilherme; Anderson Penna, Magno (Luiz Felipe, 26´/2T) e Raphael Augusto; Du Paraíba (Carlos Alberto, 34´/1T), Lucas e Bruno Luiz.
America: Luís Henrique; Marcelo Costa, Jadson e Vladimir (c); Max, Taércio, Raphael Azevedo, Leandro Chaves (Vinícius Paquetá, 34´/2T) e Edu Pina; Daniel (Denilson, 17´/2T) e Gilcimar. Técnico: Ailton Ferraz.
Cartões amarelos: Anderson Penna (BAN)
Gols: Jadson (24/1T) e Gilcimar (30/1T)

A expectativa para Cruzeiro x Atlético deve ser como esses dois comentários que recebemos

Sim, há vida inteligente nos comentários de sites, e ficamos orgulhosos de ver isso no nosso

Todos os sites deveriam, antes de abrir o espaço de comentários, mostrar o aviso “Você tem realmente certeza que quer fazer isso?”. Convenhamos, há muita coisa interessante nesses debates de sites e blogs, ajudam a criar comunidades, ajudam a comunicação entre o veículo e seu leitor. Mas também é espaço para todo tipo de barbaridade, sobretudo quando algum maluco percebe uma oportunidade de divulgar alguma teoria maluca com a proteção do anonimato.

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A Trivela normalmente não tem problema com isso (obrigado, leitores, o mérito é de vocês). Mas, nesta madrugada de quarta para quinta, ficamos particularmente orgulhosos de dois comentários no texto sobre o Atlético x Cruzeiro da final da Copa do Brasil (veja na imagem acima). Sim, comentários que fazem a gente voltar a ter fé na humanidade.

Lucas Natan, torcedor cruzeirense, fez um belo comentário falando do jogo, mostrando a felicidade pelo desempenho de sua equipe e o respeito que tinha pelo rival. Minutos depois, o atleticano André Macedo Ribeiro parafraseou o comentário, adaptando para o lado alvinegro da decisão. É assim que se debate com alto nível, e é assim que os mineiros precisam tratar essa final. Mais que um grande momento para Cruzeiro ou para Atlético, é um grande momento para a história desse clássico e, mais que isso, um grande momento para ser um torcedor mineiro.

Tem briga de torcida na NFL, com gente rolando a escada, segurança tomando soco e sangue

A confusão foi gravada durante Arizona Cardinals x San Francisco 49ers neste domingo

Torcedores de Cardinals e 49ers trocam socos em uma escada no estádio Universidade de Phoenix (Reprodução)
Torcedores de Cardinals e 49ers trocam socos em uma escada no estádio Universidade de Phoenix (Reprodução)

O estereótipo é: nos estádios norte-americanos as torcidas ficam misturadas e se respeita o espaço do adversário, nada de separação para evitar brigas, como no futebol brasileiro. De fato, essa imagem tem muito de verdadeira, mas não dá para ignorar que vez ou outra, algumas pessoas perdem a cabeça e também há troca de sopapos por lá.

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Foi o que aconteceu durante Arizona Cardinals x San Francisco 49ers neste domingo. Uma briga estourou no estádio Universidade de Phoenix, e não foi uma briguinha tão pequena. Uma quantidade razoável de pessoas entrou na pancadaria, com direito a gente rolando escada abaixo, segurança do estádio sendo enforcado por torcedor e chão sujo de sangue.

Nâo fica claro qual o motivo da confusão, pode ter sido uma discussão sobre os times, pode ter sido um cara ter derrubado cerveja no outro, pode ter sido um xaveco na namorada de alguém, um monte de coisa. Então qualquer conjectura sobre o motivo seria chute, achismo. Mas mostra que às vezes isso acontece por lá, sim.

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Quem tem mais torcida, Real Madrid ou Barcelona? Essa pesquisa responde

Dados também mostram que equipes que batem os gigantes e dominam as paixões em suas regiões

A rivalidade entre Real Madrid e Barcelona muitas vezes é tida como a maior do mundo. Talvez não seja em relação às manifestações de ódio entre eles, mas provavelmente é em relação à relevância das equipes e da importância que os duelos têm. Mas, nesse clássico que domina as atenções na Espanha, quem tem mais torcida? Bem, o Centro de Investigaciones Sociológicas, órgão de pesquisas sociais da Espanha, fez uma pesquisa e respondeu.

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Em número de torcedores, a supremacia do Real Madrid é marcante. Os merengues têm 38% dos torcedores espanhóis, contra 25% do Barcelona. O terceiro colocado é o distante Atlético de Madrid, com 6%. A quarta posição é dividida entre equipes de apelo regional: Athletic Bilbao, Valencia e Betis, todos com 3%.

No entanto, o mais interessante da pesquisa é como ela separou os torcedores pelas 40 províncias do país. O Real tem a maior maior torcida em 21 províncias (incluindo Albacete, La Rioja e Ilhas Baleares, onde está empatado com o Barça) e é segundo em 16 (incluindo Barcelona, onde há 16% de madridistas). Só em três províncias o Real fica na terceira posição. O Barcelona é o maioral em apenas 8 províncias (incluindo as três em que empata com o Real). Em 19 está na segunda posição e fica em terceiro ou abaixo em 17 áreas (incluindo Madri, com apenas 8%).

O curioso é que o Atlético, terceiro time de mais torcida, não é o primeiro em nenhum lugar. Fica em segundo em seis regiões e em terceiro em outras três. As equipes que conseguem deixar para trás a dupla de gigantes são forças regionais: Valencia (Valência), Athletic Bilbao (Biscaia), Betis (Sevilla), Real Sociedad (Gipuzkoa), Osasuna (Navarra), Zaragoza (Zaragoza), Deportivo de La Coruña (A Coruña), Celta (Pontevedra), Racing de Santander (Cantábria), Sporting de Gijón (Astúrias),Valladolid (Valladolid) e Las Palmas (Las Palmas).

Veja abaixo o mapa interativo que compara as torcidas de Real Madrid e Barcelona. Para ver mais detalhes do estudo do CIS (em espanhol, mas vale a pena) clique aqui (detalhamento) e aqui (mapa interativo).

Mapa compara as torcidas de Real Madrid (tons de azul) e Barcelona (tons de grená). As áreas empatadas estão em cinza
Mapa compara as torcidas de Real Madrid (tons de azul) e Barcelona (tons de grená). As áreas empatadas estão em cinza