Kaepernick tem a maior sequência de vitórias de um quarterback que nem entrou em campo

Para quem só via os fatos da intertemporada se viraram contra ele, o começo de ano do QB dos 49ers é surpreendentemente positivo

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O Minnesota Vikings é o único time invicto após  temporada 2016 da NFL. Claro, Sam Bradford não perdeu nenhuma de suas quatro partidas. Entre os quarterbacks que também venceram os jogos que disputaram estão Shaun Hill (Vikings) e Tom Brady (New England Patriots), que participaram de apenas uma partida cada. Mas nenhum QB tem vencido tanto neste início de temporada quanto Colin Kaepernick. E ele nem entrou em campo.

O armador do San Francisco 49ers foi anunciado como titular para o duelo contra o Buffalo Bills fora de casa. A escolha do técnico Chip Kelly soa óbvia, considerando que o time não tem conseguido bons resultados com Blaine Gabbert e que Kaepernick, por pior que tenha atuado nos últimos tempos, já foi competitivo um dia.

Ganhar a posição em um time que não dá a menor pinta de que disputará uma vaga nos playoffs (ainda que o Los Angeles Rams esteja na briga nesse momento, o que dá um ar de “tudo pode acontecer” nessa divisão) não parece um grande feito. Ainda mais porque muitos consideravam que Kaepernick realmente teria nova oportunidade após a contratação de Kelly. Mas o retorno, da forma como ocorre, é uma vitória.

Kaepernick foi o grande personagem da pré-temporada da NFL. Sua recusa em ficar em pé durante o hino norte-americano, como protesto à forma como as autoridades dos Estados Unidos tratam os negros, motivou um caso nacional. Vários outros atletas, de diversos esportes, repetiram o gesto. Muita gente importante se posicionou, dos dois lados da polêmica, criando um debate. E era justamente isso o que o quarterback dos 49ers disse que pretendia: criar o debate (afinal, seria muita ingenuidade acreditar que toda a sociedade mudaria só porque ele ficou de joelhos na hora do hino).

Gabbert foi o escolhido como titular nos primeiros jogos, mas perdeu a posição diante da falta de competitividade da equipe californiana. Kaepernick, que já havia tido sucesso ao motivar um debate nacional, acabou recuperando a posição da melhor forma: com torcedores e jornalistas se lembrando de que um dia ele foi bom. Ou seja, ele voltou como alguém desejado e que talvez até tenha apoio das arquibancadas.

É um clima muito diferente de como Kaepernick começou algumas de suas últimas temporadas. Em 2013, teve de lidar com as repercussões (e as expectativas criadas) de um comentário empolgado de Ron Jaworski, analista da ESPN que afirmou que o QB dos 49ers poderia se tornar o melhor da história. No ano seguinte, seu recesso foi ocupado pelas notícias de que teria jogado com contusão no final da temporada anterior. Em 2015, a polêmica foi pior, e extracampo. Ele passou toda a intertemporada afirmando que se preparava para destruir em campo, e acabou fazendo uma brincadeira de mal gosto com uma inundação em Houston.

Todos esses fatos se viraram contra Kaepernick. Alguns o viram como insensível, outros consideraram seu desempenho frustrante diante do potencial. Nesta temporada, a maré virou a seu favor. As polêmicas criadas acabaram indo a seu favor. E, ainda que ele siga tecnicamente mal após seu retorno aos gramados e a liga não veja mais futuro nele, ao menos pode dizer que conseguiu algumas vitórias nesse início de temporada.

A NFL bem que poderia ouvir o que Jarryd Haynes tem a dizer sobre sua passagem nos 49ers

Australiano levantou uma questão relevante: a criação de uma liga de desenvolvimento no futebol americano

Físico adequado, boa capacidade de ler o campo e velocidade. Jarryd Hayne parecia uma aposta adequada como reforço inusitado para um time da NFL. A estrela do rugby league australiano chegou ao San Francisco 49ers para ajudar na remontagem de um elenco que ruiu rapidamente. No final das contas, teve algumas oportunidades, mas acabou dispensado.

Nesta semana, o australiano disse desistiu da investida norte-americana por falta de perspectiva para um jogador com seu perfil: um atleta já no auge que vem de outra modalidade. E Hayne tem um pouco de razão nisso.

A estrutura do futebol americano é monolítica. Os jovens têm o primeiro contato com a modalidade na escola, os melhores ganham a oportunidade de jogar competições universitárias, que funcionam como as categorias de base da liga profissional. Alguns são selecionados para a NFL, outros ainda entram como parte do elenco de treinamento e, com muita sorte, recebem oportunidade no time principal. E só.

É um sistema bem eficiente, mas ele se fecha em si próprio. As ligas de outros países – mesmo a CFL – não alimentam a NFL com talentos. Modalidades que teriam espaço atletas se converterem ao futebol americano, como rugby union e rugby league, menos ainda. No final das contas, se um jovem não consegue entrar no sistema universitário, sua chance de ir à NFL é muito pequena. Casos como o do alemão Moritz Böhringer, draftado pelo Minnesota Vikings do Schwäbisch Hall Unicorns em 2016, devem demorar a se tornarem comuns.

Uma forma de a NFL ter mais flexibilidade seria criar uma liga de desenvolvimento. Ela poderia reunir estrangeiros que mostraram potencial em ligas de seus países, universitários que não foram contratados por franquias profissionais e jogadores que estavam na liga, mas perderam espaço por qualquer motivo. Elas serviriam para preparar ou dar uma nova chance a dezenas de atletas, muitos deles potencialmente úteis para a única grande liga da modalidade no mundo.

A NFL Europe teve esse papel, e dela vieram jogadores como Kurt Warner, Adam Vinatieri, Jake Delhomme e Dante Hall. No entanto, sua operação era muito custosa – organizar uma liga do outro lado do oceano, em países sem grande público para futebol americano, utilizando grandes estádios – para se manter como liga de desenvolvimento. Mas ela mostrou como o futebol americano, como modalidade, se beneficiaria de um caminho extra para desenvolver atletas.

A NFL poderia criar uma liga de desenvolvimento como a Triple-A da MLB ou a D-League da NBA, montando equipes em grandes cidades sem equipes profissionais, como Las Vegas, San Antonio, Sacramento, Portland, Columbus, Oklahoma City, Salt Lake City, Omaha, Albuquerque, Rochester, Memphis e Louisville. Se houver receio de ela concorrer com a própria NFL e com o universitário, essa competição poderia ter disputa entre março e junho. Outro caminho seria realizar uma parceria com a CFL – e aí é preciso ver se os canadenses concordariam – para usá-la como auxílio.

O problema é que a NFL só se preocupará com esse tema no momento em que entender que ele traria jogadores com nível de segunda ou terceira rodada do draft, tornando-se uma fonte interessante de talento. Enquanto essa liga de desenvolvimento for vista como segunda oportunidade para jogadores que apenas “comporiam o elenco”, não haverá motivação para as franquias reduzirem suas margens de lucros para investir nisso. Pior para Haynes, que até mostrou potencial, mas precisaria de uma ou duas temporadas dentro do futebol americano para ter nível de jogo suficiente para fazer sua carreira nos Estados Unidos.

NFL monta primeira rodada para começar temporada com o pé na porta

O futebol americano tem a maior liga dos EUA, e faz questão de jogar isso na cara de todo mundo

O futebol americano é o maior esporte dos Estados Unidos. O beisebol pode ser mais antigo e ter raízes mais profundas na cultura local, o basquete tem projeção internacional maior, mas o futebol de bola oval reina. Tem mais público, mais dinheiro, mais repercussão e usa todas as ferramentas possíveis para reforçar isso. E uma delas pudemos ver na noite desta quinta, com a divulgação da tabela da temporada 2016/17 da NFL.

O anúncio foi ofuscado pela noite anterior na NBA, com a despedida de Kobe Bryant e o Golden State Warriors batendo o recorde de vitórias em uma temporada regular. Mas a NFL também foi uma protagonista, sobretudo porque soube transformar algo trivial (o anúncio da tabela) em um evento. Primeiro, por reforçar a ideia de que muita gente começará a planejar suas atividades no segundo semestre de acordo com os compromissos de seu time. Segundo, e principal, porque eles capricham na construção de grandes histórias desde o começo.

A liga tem 32 franquias e obviamente é impossível montar uma rodada com 16 jogos interessantes. Mas ela sabe como chamar a atenção. Pinçou alguns duelos para gerar o burburinho desde já e, quando o campeonato enfim começar, o público já sabe para que partidas o país inteiro estará olhando.

A temporada começa em 8 de setembro, uma quinta, com o Denver Broncos em campo. É tradicional o atual campeão abrir o campeonato diante de sua torcida, e o adversário será o Carolina Panthers, justamente a equipe derrotada no último Super Bowl. É a revanche, é o reencontro de Cam Newton com Von Miller, é a expectativa de o detentor do título começar sua campanha com derrota (ninguém perde Peyton Manning sem ver sua condição de potência ser abalada) e já se sentir em um drama.

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No domingo, 11 de setembro, uma série de partidas sem grandes atrativos. Mas duas chamam a atenção: Dallas Cowboys x New York Giants e Arizona Cardinals x New England Patriots. A primeira não tem apelo tecnicamente especial, mas é uma rivalidade das mais tradicionais, reunindo duas das maiores torcidas da NFL. A segunda coloca frente a frente dois dos candidatos ao título de suas conferências e deve ser um grande jogo.

Para fechar, a rodada dupla da segunda. O Washington Redskins recebe o Pittsburgh Steelers, em duelo de duas equipes populares, tradicionais e com aspiração de playoffs. Por fim, a estreia perfeita para o Los Angeles Rams: jogar diante de sua torcida contra o San Francisco 49ers. Há uma boa chance de ser uma partida tecnicamente fraca, mas já alimenta a rivalidade entre duas franquias que convivem no mesmo estado e na mesma divisão.

Assim que se abre um campeonato. Algo que serve de lição até para a MLB, que tem o Opening Day mais tradicional dos EUA e já o desperdiçou com eventos insossos como Miami Marlins x St. Louis Cardinals e Houston Astros x Texas Rangers. Por esse tipo de coisa que a NFL não apenas domina, mas aproveita todas as oportunidades para jogar esse domínio na cara das demais ligas.

Se quiser ver a tabela completa, da primeira à 17ª rodadas, clique aqui.

Precisamos conversar sobre as aposentadorias precoces da NFL

Ninguém fala abertamente, mas fica a suspeita silenciosa de que encurtar a carreira está virando uma tendência

Peyton Manning é quase uma força da natureza, e sua aposentadoria ganhou ares de fim de uma era no futebol americano. No entanto, o que pode realmente ser início de uma nova fase na NFL foi o que aconteceu depois. Uma série de jogadores ainda jovens e capazes de jogarem em alto nível anunciou que estava pendurando o capacete. E deixou no ar a pergunta que ninguém quer fazer com medo de ouvir a resposta: foi por causa das concussões?

Marshawn Lynch tem 29 anos e anunciou sua aposentadoria durante o quarto período do último Super Bowl. Um ano antes, o fato de ele não ter a oportunidade de fazer uma corrida nos segundos finais foi considerado um dos maiores erros da história da final da NFL. Jerod Mayo, também 29, deixou o esporte em que conquistou um título e foi selecionado duas vezes ao Pro Bowl. Dias depois, foi a vez de Calvin “Megatron” Johnson, 30 anos, recordista de jardas recebidas em uma temporada e que liderou o Detroit Lions em jardas recebidas e touchdowns em 2015. Por fim (por enquanto), BJ Raji, outro de 29 anos, disse que fará um hiato e não jogará em 2016, ainda que considere a possibilidade de retornar no futuro.

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Todos esses jogadores já tiveram momentos mais brilhantes na carreira. Vinham sofrendo com contusões e seus valores no mercado provavelmente cairiam na próxima negociação de contrato. Mesmo assim, estiveram entre os melhores da liga em suas posições e ainda jogavam em alto nível, argumentos suficientes para convencerem algum time a oferecer um contrato de alguns milhões de dólares por três ou quatro anos.

Nenhum desses jogadores deu motivos muito claros para encerrar a carreira prematuramente, mas é inegável que as pessoas envolvidas no dia a dia da NFL (dirigentes, jogadores e jornalistas) pensaram que pode ser uma reação à crescente quantidade de informações sobre os efeitos de longo prazo das repetidas pancadas na cabeça – um elemento quase natural do futebol americano. Estudos em ex-jogadores já mortos mostram como as concussões danificam o cérebro, causando problemas como depressão e demência anos após o fim da carreira.

Por enquanto, há poucos casos de aposentadoria precoce oficialmente creditada à encefalopatia traumática crônica (CTE na sigla em inglês). Chris Borland, ex-San Francisco 49ers, deixou o futebol americano aos 24 anos após uma temporada de NFL após refletir em cima de relatos da difícil vida dos ex-atletas de sua modalidade. Sidney Rice fez o mesmo aos 27 anos devido ao seu próprio histórico de concussões.

Marshawn Lynch, dos Seahawks, passa pela marcação de Chris Borland, dos 49ers, em novembro de 2014. Os dois jogadores já encerraram a carreira (AP Photo/Tony Avelar)
Marshawn Lynch, dos Seahawks, passa pela marcação de Chris Borland, dos 49ers, em novembro de 2014. Os dois jogadores já encerraram a carreira (AP Photo/Tony Avelar)

Ainda que Lynch, Raji, Megatron e Mayo, e também Patrick Willis e Jason Worilds – que encerraram a carreira no início de 2015 aos 30 e 27 anos, respectivamente – tenham razões individuais, é de se estranhar tantas aposentadorias com jogadores de 30 anos ou menos que ainda tinham futuro na liga. Já são duas temporadas seguidas com esse fenômeno, o que pode indicar o início de uma tendência.

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Os jogadores cada vez mais sabem o que aconteceu com alguns de seus antecessores na NFL, e talvez já estejam reagindo a isso. Não deixaram de jogar futebol americano, mas podem adotar uma outra postura em relação à carreira, sobretudo as estrelas. Ficam na liga o tempo que considerarem suficiente para “fazer a independência financeira” (para usar uma expressão comum aos atletas brasileiros). Se o corpo ainda aguentar bem, vão jogando. Se começarem a sentir o desgaste da entrega física necessária para atuar em alto nível, a aposentadoria não é um fantasma tão assustador assim.

Nesta semana, a NFL já assumiu que sabe dos efeitos das concussões no cérebro dos jogadores, então não há mais necessidade de fingir que não sabe do que se fala. Então, é hora de a liga, os torcedores e a mídia encarar a possibilidade de a CTE estar encurtando a carreira dos atletas. Afinal, é preciso entender o fenômeno, e não ficar com esse silêncio constrangedor.

Polícia prende quatro torcedores por 49ers por agressão a seguidor dos Vikings após jogo

Briga ocorreu no estacionamento do estádio Levi’s após o confronto entre San Francisco e Minnesota

A birga de torcedores de San Francisco 49ers e Minnesota Vikings não passou impune. Cinco dias após seguidores dos Niners agredirem um homem que acompanhava o time de Minneapolis, o departamento de polícia do condado de Santa Clara (cidade na região metropolitana de São Francisco onde está localizado o estádio Levi’s) anunciou a prisão de quatro pessoas.

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Os detidos são Félix Chavira, Juan Arias, Eric Martínez e um menor de idade cujo nome não foi divulgado pelas autoridades. Os quatro foram identificados no vídeo da briga (link acima), ocorrida no estacionamento do estádio após a vitória dos 49ers por 20 a 3.

A torcida do San Francisco é considerada uma das mais agressivas e hostis – e às vezes violenta – da NFL. No ano passado, dois irmãos foram presos por agredirem um outro torcedor dos 49ers após uma discussão no banheiro do estádio.

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E não é que o astro do rúgbi australiano fez uma boa estreia na NFL?

Jarryd Hayne trocou o rugby league pelo futebol americano, e causou boa impressão com a camisa do San Francisco 49ers

A ideia parecia mais curiosa do que realmente útil. O San Francisco 49ers aceitou o desafio e contratou Jarryd Hayne, estrela do rugby league (modalidade de rúgbi ligeiramente mais próxima do futebol americano que o rugby union, a versão mais famosa), como novo running back. E, pela estreia do australiano na pré-temporada da NFL contra o Houston Texans, a há sinais de otimismo para a torcida dos Niners.

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Hayne correu 63 jardas em cinco tentativas, uma média de 12,6 por corrida. Ele ainda foi utilizado para retornar pontapés iniciais (um retorno, 33 jardas) e punts (dois retornos, 24 jardas totais). Números bastante consistentes, sobretudo para um jogador que fazia sua primeira partida real em um novo esporte.

No geral, o australiano mostrou muita explosão física e bom instinto para ler a marcação, ainda que uma partida isolada (ainda mais de pré-temporada) deva ser encarada apenas como indício, não como verdade absoluta. Mas, se der certo, seria interessante para abrir uma nova frente para as franquias da NFL fazerem suas observações em busca de talentos.

Veja os resultados deste sábado na pré-temporada da NFL:

Houston Texans 23×10 San Francisco 49ers
Minnesota Vikings 26×16 Tampa Bay Buccaneers
Arizona Cardinals 19×34 Kansas City Chiefs

Qual o time mais trapaceiro da NFL? Um site fez o ranking, e os vencedores NÃO são os Patriots

O time da NFL que não trapaceou, que atire a primeira bola (murcha ou cheia)

Burlar as regras é algo quase tão antigo quanto existir regras. Provavelmente no dia seguinte à criação da primeira regra da humanidade surgiu o primeiro indivíduo que a burlou. Claro que isso ocorre no esporte, e todo mundo tira uma casquinha. Na NFL, o New England Patriots ganhou fama de ser uma franquia sacana por murchar bolas e roubar sinais dos adversários, mas será que o time de Boston é tão pior que os outros?

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O site Your Team Cheats surgiu para dar uma luz nesse debate. Eles levantaram todos os escândalos envolvendo as franquias da NFL e mostrou que todas já passaram dos limites das regras. E, de acordo com o currículo, fizeram um ranking. E, surpresa!, os Patriots não ocupam a primeira posição.

A lista está abaixo, mas para ver o que cada equipe fez, clique aqui.

1) Denver Broncos
2) New York Jets
3) Pittsburgh Steelers
4) San Francisco 49ers
5) New York Giants
6) Oakland Raiders
7) Washington Redskins
8) Baltimore Ravens
9) Miami Dolphins
10) Indianapolis Colts
11) Detroit Lions
12) Green Bay Packers
13) Atlanta Falcons
14) Seattle Seahawks
15) Carolina Panthers
16) Tampa Bay Buccaneers
17) Minnesota Vikings
18) New Orleans Saints
19) Dallas Cowboys
20) Philadelphia Eagles
21) San Diego Chargers
22) New England Patriots
23) Chicago Bears
24) Buffalo Bills
25) Cleveland Browns
26) Tennessee Titans
27) St. Louis Rams
28) Houston Texans
29) Cincinnati Bengals
30) Jacksonville Jaguars
31) Arizona Cardinals
32) Kansas City Chiefs

Os EUA têm uma ideia bem simples de como punir torcedor que briga em estádio

Amador Rebollero agrediu outro torcedor após discussão em jogo da NFL e foi julgado como um agressor qualquer

Começa uma discussão no banheiro do estádio Levi’s. Nada incomum, considerando que a torcida do San Francisco 49ers tem fama de ser agressiva e tornar o estádio um ambiente hostil, intimidador para os padrões norte-americanos. Mas dessa vez foi diferente. Sem um motivo claro, um dos torcedores partiu para uma agressão bastante intensa. Foram dois socos, e o segundo deixou a vítima caída no chão, desacordada.

Veja a nota completa no ExtraTime

Torcedor é condenado a cinco anos de prisão por agressão no estádio. Simples, não?

Amador Rebollero agrediu outro torcedor após discussão em jogo dos 49ers e aceitou sua pena

Começa uma discussão no banheiro do estádio Levi’s. Nada incomum, considerando que a torcida do San Francisco 49ers tem fama de ser agressiva e tornar o estádio um ambiente hostil, intimidador para os padrões norte-americanos. Mas dessa vez foi diferente. Sem um motivo claro, um dos torcedores partiu para uma agressão bastante intensa. Foram dois socos, e o segundo deixou a vítima caída no chão, desacordada.

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A briga ocorreu em outubro de 2014, durante partida dos 49ers contra o Kansas City Chiefs. O agressor principal foi Amador Rebollero, que teve ajuda de seu irmão Dario. A vítima não teve o nome divulgado, mas foi levada ao hospital em estado grave e teve de passar por cirurgia para a retirada de parte de seu crânio devido ao inchaço de seu cérebro. A família pediu para não divulgarem novas informações sobre sua condição.

Os Rebolleros foram presos e julgados. Nesta semana, a Justiça condenou Amador a cinco anos de prisão. O agressor não contestou a pena e assumiu sua participação na briga. Dario se diz inocente e será julgado em 31 de agosto.

Os Estados Unidos tem um problema com as práticas de sua Justiça, que criou uma população carcerária desproporcional e atinge com mais rigor as minorias. Mas, nesse caso, chama a atenção como não se levantou em nenhum momento a hipótese de julgar os Rebolleros de forma diferente pelo fato de a briga ter ocorrido em um estádio ao invés da rua. Foi uma agressão, a lei prevê certas medidas para quem agride outro indivíduo e os irmãos foram julgados dessa forma.

Parece simples, mas o futebol brasileiro (e o sul-americano em geral) prefere diferenciar certas agressões pelo local em que ela ocorre.

Califórnia aprova lei que dá direitos trabalhistas às cheerleaders

Clubes terão de garantir salário mínimo, horas extras e ausências por motivos de saúde

Não é voluntariado, não é um bico, é trabalho sério e merece ser tratado como tal. As cheerleaders da Califórnia tiveram uma grande vitória nesta semana. Uma lei estadual foi aprovada, garantindo a elas os direitos mínimos de qualquer trabalhador californiano.

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De acordo com o texto, que ainda precisa de aprovação do governador Jerry Brown, os clubes profissionais terão de garantir salário mínimo, pagamento de horas extras e permissão para ausência por motivos de saúde. Parece meio óbvio, ainda mais considerando que as garotas são obrigadas a se apresentar em todas as partidas em casa da equipe, além de comparecer a ensaios e compromissos comerciais ou comunitários. Mas não era assim.

A atividade de cheerleader ainda não tem uma regulamentação muito clara na maior parte dos Estados Unidos. Elas são consideradas trabalhadoras autônomas, não recebendo os mesmos direitos de funcionários comuns, mesmo sendo obrigadas a atender a uma série de compromissos pelo time, algo só possível para quem se dedica exclusivamente a essa atividade.

Como trabalhadoras terceirizadas, não há uma negociação salarial conjunta, dando mais margem a acertos absurdos. O Oakland Raiders, por exemplo, paga US$ 1.250 por temporada para cada garota, o equivalente a US$ 100 por mês. E, comparando com outras franquias da NFL, dá até para dizer que são razoavelmente generosos, pois Buffalo Bills, New York Jets, Cincinnati Bengals e Tampa Bay Buccaneers foram processados por não pagarem nada.