Quero ver algum torcedor invadir o campo em São Francisco depois desse ippon

Se a segurança do estádio não deu conta, Ángel Pagán tratou de resolver o problema

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Você está fazendo um duelo contra seu maior rival. A vitória é fundamental para seu time conseguir a classificação para o mata-mata e não há como o clássico ser mais tenso. Aí, o jogo para porque um gaiato resolve invadir o gramado e distribuir flores para os atletas. Deve ser frustrante para o jogador, sob o risco de ainda perder a concentração.

Por isso, Ángel Pagán do San Francisco Giants, não teve dúvidas. Quando um torcedor de sua própria equipe se aproximou para uma interação, ele fez o que a segurança do AT&T Park não conseguiu: deu um belo ippon e imobilizou o invasor de gramado. Quem ficou na arquibancada vibrou, ainda mais porque isso não acabou atrapalhando os Gigantes, que venceram o Los Angeles Dodgers por 9 a 3.

Se você acha que Curry tem arremessos precisos, é porque não viu Posey

Foi sem querer, mas foi sensacional

Parece que fazer cestas virou mania na Baía de São Francisco. O Golden State Warriors conquistou um título e um vice da NBA ao meter cestas de três pontos com a facilidade com que se acerta uma bandeja durante o aquecimento antes do jogo. Nenhum ser humano parece tão capaz de fazer uma bola cair dentro de qualquer tipo de alvo. Até que Buster Posey acabou com a brincadeira.

Olha o que o catcher do San Francisco Giants fez neste sábado, na partida contra o Arizona Diamondbacks. Posey foi devolver a bola ao arremessador Jake Peavy, que preferiu continuar reclamando com o árbitro e não se virou. Mas sua luva ficou virada para cima, como uma pequena cesta. Aí…

Quem precisa de rebatedor designado quando tem Madison Bumgarner?

Uma noite inesquecível para amantes da Liga Nacional que desprezam o rebatedor designado

Madison Bumgarner tem sido uma atração no bastão. O arremessador do San Francisco Giants tem aproveitamento discreto (18%) se comparado com rebatedores profissionais, mas tem conseguido uma quantidade impressionante de home runs. Isso explica o porquê de tanta gente (como eu) querê-lo no Home Run Derby. Seria incrível, mas, enquanto isso não é confirmado, nos contentemos em vê-lo subvertendo o espírito das regras do jogo.

Nesta quinta, os Giants enfrentaram os A’s em um dérbi da baía em Oakland. Como o mando era do time da Liga Americana, a regra do rebatedor designado estava valendo. Foi assim na partida de quarta, com Buster Posey assumindo a função na posição de Jake Peavy. Mas Bumgarner quer e merece rebater.

Com isso, o técnico Bruce Bochy abriu mão do rebatedor designado e o San Francisco jogou com o arremessador no ataque. Deu certo? Bem, Bumgarner rebateu uma dupla (com ajuda de Billy Burns, defensor central dos Athletics), completou uma corrida e os Giants venceram por 12 a 6, a única vitória sobre o rival local no ano.

Rockies anotam 13 corridas em uma entrada, e nem foi no ar rarefeito de Denver

Giants cede 12 ou mais corridas em uma entrada apenas pela segunda vez na semana, e isso é bastante ruim

O ataque do Colorado Rockies é dado a explodir algumas vezes, mas isso costuma ser no Coors Field. Normal, pois o ar menos denso nos 1,6 mil metros de Denver permite à bolinha viajar mais em rebatidas altas. Mas São Francisco é no nível do mar, e os Giants costumam ter ótimos arremessadores. Isso torna as 13 (isso mesmo, TREZE) corridas anotadas apenas na quinta entrada uma aberração da natureza.

Matt Cain, que está longe de ser o grande arremessador do início da década estava no montinho. Foi um massacre. Veja a o que aconteceu na entrada, a partir do primeiro duelo:

– Trevor Story rebate home run;
– Carlos González rebate uma dupla;
– Nolan Arenado chega em base por erro de Brandon Crawford;
– Gerardo Parra rebate uma simples;
– Matt Cain sai do jogo, substituído por Vin Mazzaro;
– Mark Reynolds chega em base por erro de Kelby Tomlinson;
– Tony Wolters rebate uma dupla;
– Chris Rusin é eliminado por bola rasteira;
– DJ LeMahieu rebate uma simples;
– Charlie Blackmon rebate uma dupla;
– Trevor Story rebate uma simples;
– Carlos González recebe walk;
– Nolan Arenado avança em hit by pitch;
– Gerardo Parra rebate uma simples;
– Mark Reynolds rebate uma dupla;
– Vin Mazzaro sai do jogo, substituído por Derek Law;
– Tony Wolters é eliminado por strikes;
– Chris Rusin rebate uma simples; e, finalmente
– DJ LeMahieu é eliminado por bola rasteira.

 

A entrada começou com o placar de 4 a 3, mas ficou em 17 a 3 ao final desse segmento. Impossível reagir, e os Giants perderam por 17 a 7.

Foi o segundo jogo em uma semana que o time cedeu 12 ou mais corridas em uma entrada apenas. Em 29 de abril, foram 12 corridas para o New York Mets na terceira entrada. Nunca na MLB um time cedera tantas corridas duas vezes em tão pouco tempo.

Stephanie Tanner zica os Giants em episódio da nova versão de “Três É Demais”

Personagem começa a namorar Hunter Pence, que não consegue mais rebater nada

Impossível qualquer pessoa que veja um episódio da série “Três É Demais” (Full House) ignorar o fato de ela se passar em São Francisco. A cidade californiana é mostrada a todo momento, a começar pela vinheta de abertura que começa com uma vista aérea da Ponte Golden Gate. Por isso, era até natural que o San Francisco Giants acabasse se misturando.

Em 2015, o clube criou um vídeo em que apresentava seus jogadores como na abertura da série. Mas agora foi a vez de entrar de vez na trama. Na nova versão da série (Fuller House, ainda sem nome em português), produzida pelo Netflix mostrando como está a família Tanner 20 anos depois, Hunter Pence aparece como personagem.

ATENÇÃO: SPOILERS – ATENÇÃO: SPOILERS – ATENÇÃO: SPOILERS

Em um episódio disponibilizado nesta semana, o defensor externo dos Giants é apresentado a família como namorado de Stephanie (Jodie Sweetin). O problema é que, desde que eles começaram a sair, o jogador não conseguiu mais rebater. A torcida culpa a garota, que chega até a cantar o hino americano antes de uma partida do time (a cena foi gravada durante um clássico contra o Los Angeles Dodgers em 2015). E não vamos dar mais spoilers que esse.

Quem leu Moneyball vai soltar uma lágrima ao ver o A’s x Giants deste sábado

Dois dos principais ícones de Oakland e San Francisco encerrarão a carreira juntos, um enfrentando o outro

Livros são quase sempre melhores que suas versões no cinema. Não é diferente com Moneyball, obra de Michael Lewis que mudou o mundo do beisebol (e do esporte em geral) ao expor como o Oakland Athletics tinha sucesso em campo usando pouco dinheiro e muita estatística. Quem viu apenas o filme sabe da história do primeira base Scott Hatteberg e dos defensores esquerdos David Justice e Jeremy Giambi. Mas pouco ouviu falar dos arremessadores.

VEJA MAIS: Barry Zito está de volta à MLB, e talvez tenha uma despedida para parar duas cidades

Mark Mulder, Tim Hudson e Barry Zito encabeçavam uma das rotações mais estáveis e confiáveis da MLB entre 2000 e 2004. Não eram só os walks e as análises avançadas sobre rebatedores que impulsionavam os A’s. O montinho era fundamental na equação, e esse trio se tornou símbolo daquele momento dos Athletics.

Essa história terá um final. Mulder encerrou a carreira em 2008 e atualmente é comentarista da ESPN norte-americana. Mas Zito e Hudson seguiram. Ambos foram parar do outro lado da Baía de São Francisco, ajudando a levar o San Francisco Giants a títulos de World Series. E, neste sábado, ambos pendurarão as luvas em uma partida para lá de simbólica: um dérbi da Baía entre A’s e Giants em Oakland, cada um abrindo o jogo por uma das equipes.

Não podia ser melhor. Torcedor do Oakland tem obrigação de lotar o O.co Coliseum.

Veja a evolução dos escudos dos times da MLB em apenas uma imagem

Ano a ano, franquia a franquia… Isso é hipnótico!

O beisebol é um esporte de tradição, e isso se reflete sobretudo na imagem. Os estádios mais modernos precisam ter uma cara retrô. Os uniformes têm camisa com botão e cinto para securar a calça. Os bonés são tão clássicos que se transformaram em símbolos de muitas cidades. Mas, nos distintivos, a liga nunca foi muito conservadora. As franquias trocaram de escudos várias vezes ao longo da história.

VEJA MAIS: De que esporte é o atleta mais bem pago de cada país? Esse mapa responde

Eric Orvietto, do Yahoo Sports norte-americano, fez um GIF sensacional mostrando, ano a ano, time a time, a evolução de todos os distintivos das franquias. Eles consideraram apenas as equipes existentes hoje (ou seja, excluiu as que fecharam as portas entre as décadas de 1870 e 1890). Confira abaixo e clique aqui para ver as curiosidades levantadas pelo pessoal do Yahoo a partir dessa imagem animada.

(Eric Orvieto)

Pela primeira vez em 112 anos de história, todos os mandantes vencem em rodada cheia da MLB

O recorde anterior era de 12 jogos, em uma época em que o beisebol tinha três grandes ligas, Nova York se divida em quatro times e Indians x Yankees era decidido em entradas extras (ops)

O New York Yankees estava com a vitória nas mãos. Depois de tomar 2 a 0 do Cleveland Indians nas primeiras entradas, reagiu e empatou na oitava. A partida foi para entradas extras e, logo de cara, os nova-iorquinos anotaram duas corridas. Seria difícil resistir, mas os Indians conseguiram arrancar um empate (com corrida impulsionada por Yan Gomes) contra o único fechador que tinha 100% de aproveitamento no ano e viraram na 16ª.

VEJA TAMBÉM: Usar o boné para pegar uma bolinha de home run não é uma ideia tão boa quanto parece

Um resultado arrancado na garra, mas que poderia ser mais um de um time já virtualmente eliminado sobre um que provavelmente se classificará. Mas essa virada espetacular garantiu que a MLB tivesse um dia histórico: pela primeira vez, nos 112 anos de vida da liga, uma rodada cheia de 15 partidas teve vitórias apenas dos mandantes.

Em um esporte em que o mando de campo tem influência menor e times fracos conseguem vencer os mais fortes com constância, é comum visitantes vencerem. Em uma rodada completa, com todos os times entrando em campo, é até recorrente haver mais derrotas do que vitórias dos times da casa.

Houve dias com 100% de aproveitamento dos mandantes, mas sempre em rodadas parciais ou na época em que a liga tinha menos equipes (e, portanto, menos partidas a cada dia). O mais perto que se havia chegado da marca desta terça foi em 23 de maio de 1914, com 12 vitórias de mandantes (somando jogos da Liga Nacional, Liga Americana e da finada Liga Federal).

Curiosamente, naquele dia o jogo em que o mandante esteve mais perto da derrota foi Yankees x Indians, também decidido em entradas extras (na 11ª). Mas, na oportunidade, o jogo era em Nova York. Veja abaixo:

Boston Red Sox 6×2 Chicago White Sox
New York Yankees 10×9 Cleveland Indians
Philadelphia Athletics 8×5 Detroit Tigers
Washington Senators 6×1 St. Louis Browns
Baltimore Terrapins 7×4 Chicago Whales
Brooklyn Tip-Tops 8×3 Kansas City Packers
Buffalo Blues 6×5 Indianapolis Hoosiers
Pittsburgh Rebels 3×0 St. Louis Terriers
Pittsburgh Pirates 7×2 Philadelphia Phillies
Chicago Cubs 2×1 Boston Braves
Cincinnati Reds 11×3 Brooklyn Dodgers
St. Louis Cardinals 4×3 New York Giants

Agora confira os resultados desta terça na MLB:

Toronto Blue Jays 4×2 Oakland Athletics
Tampa Bay Rays 2×0 Atlanta Braves
Miami Marlins 5×4 Boston Red Sox
New York Mets 4×0 Colorado Rockies
Cleveland Indians 5×4 New York Yankees
Chicago Cubs 6×3 Milwaukee Brewers
Kansas City Royals 6×1 Detroit Tigers
Chicago White Sox 3×0 Los Angeles Angels
Minnesota Twins 3×2 Texas Rangers
St. Louis Cardinals 4×3 Pittsburgh Pirates
Arizona Diamondbacks 13×1 Philadelphia Phillies
Seattle Mariners 6×5 Baltimore Orioles
San Diego Padres 11×6 Cincinnati Reds
Los Angeles Dodgers 5×0 Washington Nationals
San Francisco Giants 3×1 Houston Astros

AJ Pierzynski chegou a um novo nível na tentativa de iludir o árbitro

O melhor é o árbitro e de Hunter Pence fazendo a cara de “o que diabos você está fazendo?”

“Frame pitching”, ou “emoldurar o arremesso”, é a nova moda na MLB. Consiste em catchers terem a habilidade de posicionar sua luva e seu corpo de forma a levar o árbitro a marcar strikes para arremessos fora da zona de strike (o brasileiro Yan Gomes é um dos melhores da liga nisso, diga-se). O problema é quando o catcher se empolga demais e tenta emoldurar até arremessos que nem a mão do arremessador daria strike.

VÍDEO: Veja só como foi o home run mais longo da carreira de Yan Gomes

Veja o que fez AJ Pierzynski nesta segunda, na vitória do Atlanta Braves sobre o San Francisco Giants. Observe o arremesso na terra de David Aardsma, depois a postura firme de Pierzynski e por fim a cara de “o que diabos você está fazendo?” do árbitro e de Hunter Pence. Só pode ser algum tipo de brincadeira.

Se você acha que o excesso de patriotismo dos americanos é sempre positivo, veja isso

Veja esse torcedor que pintou durante o jogo entre Washington Nationals e San Francisco Giants

Os norte-americanos amam seu país, e isso é visto com todo o vigor a cada 4 de Julho, dia da independência dos Estados Unidos. Para os americanófilos, esse patriotismo é uma enorme virtude do país, um fator fundamental para a construção da economia mais rica e da nação politicamente mais poderosa do planeta. Pode até ser, mas temos um argumento para mostrar que esse amor ao próprio país tem seu lado negativo. Muito negativo, diga-se.

VEJA TAMBÉM: Por que os americanos usam fogos de artifício para comemorar a Independência?

Veja esse torcedor que pintou durante o jogo entre Washington Nationals e San Francisco Giants. Preste atenção na roupa. E na dancinha. O mundo era um lugar melhor antes disso.