[Copa 2014, um ano] Messi perde troféus de melhor em campo no truco da concentração

Um levantamento do Facebook que (não) vai mudar sua vida

Anúncios

Para celebrar o primeiro aniversário do Mundial 2014, vamos retomar um dos lemas da Copa. Depois do “Não vai ter Copa”, do “Vai ter Copa, sim” e do “Devia ter Copa todo ano”, é a vez de gritar “Volta, Copa!”. A cada dia, uma retrospectiva do que ocorreu há um ano. Só para alimentarmos nossa saudade.

VOLTA, COPA: Confira a retrospectiva dia a dia do que rolou na Copa das Copas

O folclore

Times de folga, jogadores arrumando coisas para passar o tempo na concentração. Na Argentina, o pessoal vai para um carteado. E Messi mostra que é tão bom em campo quanto ruim com o baralho. Perdeu no truco dois troféus de melhor jogador em campo. Melhor para Demichelis e Maxi Rodríguez. Outro argentino já pôde curtir mais. Verón encerrou a carreira e pode curtir mais as praias. No caso, jogando futevôlei com Vieri.

Na Colômbia, o pessoal já está se preparando para a partida contra o Brasil. O dia do duelo pelas quartas de final virou feriado nacional. Sim, de verdade.

E, claro, onde tem galhofa tem alguém da seleção alemã. Podolski começou sua relação de amor com o Rio de Janeiro ganhando uma camisa do Flamengo do ex-colega André Santos.

Bola rolando

Não houve jogos neste dia.

Vídeos do dia

Qual é a graça de ser o homem mais poderoso do mundo se não for para ligar para os jogadores do seu time depois de mandarem muito bem? (vídeo em inglês)

Enquanto isso, na Trivela

Onde as pessoas comemoram “gooooool” escrevendo com mais vogais? O Facebook fez esse levantamento, e o vencedor nem era um país que participava da Copa (e que tampouco tem o futebol como esporte mais popular). Também mostramos alguns dos melhores momentos do Mundial para os leitores escolherem o melhor gol, jogo e craque do torneio. Para completar, uma galeria com a versão de personagens anime de cada uma das 32 seleções.

Oea do dia

Estamos em estado de choque após ver a chamada da Copa América 2015 na TV japonesa

Aprenda como pegar uma ideia ruim, fazer algo ainda pior em cima e ter um resultado espetacular

Maradona está tentando ensinar o filho a jogar bola, percebe que o pimpolho não tem talento para a coisa e pensa: “ele precisa ver Messi jogando para aprende um pouco”.  Dito e feito, o garoto vê a Copa América e passa a acertar uns petardos no ângulo.

VEJA TAMBÉM: Você se lembra do Hugo? Pois agora ele estrela um game ao lado de Cristiano Ronaldo

Pode dizer, a ideia é estúpida e é impossível algum canal de TV usá-la como forma de promover suas transmissões da Copa América. A não ser que seja no Japão, porque a TV japonesa tem a missão de usar as distribuir ao planeta os vídeos mais incrivelmente surreais que o ser humano produziu.

Foi o que aconteceu. A Sky PerfecTV pegou o enredo acima e conseguiu fazer uma propaganda sensacional em cima da pior história.

Dica e tradução de Tiago Bontempo, dono do sempre recomendado blog Futebol no Japão.

Morte suspeita na Argentina mostra por que o protesto de judeus merecia ser ouvido

A falta de conclusão para o caso do atentado à Associação Mutual Israelita-Argentina ainda é um fantasma

Parece enredo de filme da máfia. O promotor Alberto Nisman foi encontrado morto em seu apartamento em Buenos Aires. Ele estava caído ao lado da arma utilizada para o tiro, abrindo a possibilidade de suicídio. Mas as circunstâncias deixam margem para se acreditar em crime. Até porque a morte ocorreu horas antes de Nisman apresentar uma denúncia ao Congresso argentino. O tema: informações que mostrariam o envolvimento de pessoas importantes do governo de Cristina Kirchner no encobrimento dos responsáveis ao atentado da Associação Mutual Israelita-Argentina (Amia), ocorrido em 1994.

LEIA TAMBÉM: Cantona tem muito a nos dizer sobre o ataque em Paris e a intolerância

Trata-se do maior ataque terrorista da história da América Latina. Uma bomba destruiu o prédio da Amia, matando 85 pessoas. Desde então, as diversas investigações foram infrutíferas, sempre com suspeita de que os sucessivos governos argentinos participariam de um abafamento do caso.

Por que estamos falando nisso em um site de futebol? Bem, entre as centenas de protestos que ocorreram durante a Copa do Mundo de 2014, um deles teve justamente esse mote. Judeus brasileiros se mobilizaram para reclamar da falta de justiça às vítimas do atentado da Amia. Praticamente ninguém se importou na época. A estranhíssima morte de Nisman mostra que o assunto merecia mais atenção.

Veja abaixo a reportagem da Trivela sobre a manifestação da comunidade judaica de São Paulo em julho de 2014:

Não são pelos 20 centavos, mas pelos mortos do atentado que liga Argentina e Irã
Comunidade judaica pede que o atentado à Amia seja lembrado durante Argentina x Irã (AP Photo/Dario Lopez-Mills)
Comunidade judaica pede que o atentado à Amia seja lembrado durante Argentina x Irã (AP Photo/Dario Lopez-Mills)

Eram poucas pessoas, cerca de 60. Eles estavam na avenida Paulista, em São Paulo, com faixas e roupas pretas. Em uma Copa com uma quantidade considerável de protestos pelas cidades, uma manifestação tão reduzida receberia pouca atenção. Mas não deveria. Essas seis dezenas queriam apenas que o maior atentado terrorista da América Latina fosse lembrado antes de Argentina e Irã se enfrentarem no Mineirão.

LEIA MAIS: Argentina 1×0 Irã: cadeado arrebenta quando a corda já estava no pescoço

A história começou em 18 de julho de 1994 em Buenos Aires. Uma bomba explodiu na sede da Associação Mutual Israelita-Argentina, destruindo o prédio e matando 85 pessoas (67 dentro do edifício e o restante na vizinhança) e ferindo mais de 300. A conta ainda cresce se forem incluídos os imóveis danificados.

Apesar da gravidade, o caso nunca avançou na Justiça. Durante anos, os responsáveis eram trocados e surgiam acusações de acobertamento. Em 2005, o cardeal Jorge Mario Bergoglio (atual Papa Francisco) deu a primeira assinatura de uma petição por justiça. Em 2006, os promotores Alberto Nisman e Marcelo Martínez Burgos acusaram formalmente o governo do Irã de ordenar a ação, e o Hezbollah por executá-la. A versão é contestada, mas ganha força pelo fato de que um grupo ligado ao Hezbollah havia assumido um atentado contra a Embaixada de Israel em Buenos Aires em 1992, dois anos antes do ataque à Amia.

Sede da Amia após atentado terrorista de 1994

A questão é que, até hoje, ninguém foi punido. Um acordo entre Argentina e Irã limitou as investigações a quem já estivesse na lista de procurados pela Interpol e os interrogatórios foram realizados pelos iranianos. A Justiça argentina ficou fora de boa parte do processo.

VEJA TAMBÉM: Entrevista: “É simplista achar que o resultado da Copa pode influenciar as eleições”

A comunidade judaica argentina, a maior da América Latina, até hoje organiza grandes manifestações todo 18 de julho (veja algumas fotos abaixo). O próximo, em menos de um mês, marcará o 20º aniversário do atentado. Claro que um encontro entre Argentina e Irã na Copa do Mundo não podia passar batido.

Por isso, a comunidade judaica brasileira realizou o protesto deste sábado. O pedido era que o caso fosse lembrado. O Congresso Judaico Latino-Americano criou campanha – inclusive enviando cartas para Joseph Blatter e Dilma Rousseff – para que houvesse um minuto de silêncio antes da partida no Mineirão. Não foram atendidos.

Provavelmente eles não esperavam ter sucesso. Mas só queriam que a sociedade não esquecesse que, até hoje, o maior atentado terrorista da América Latina segue impune.

Faixa em protesto realizado em São Paulo no dia de Argentina x Irã (AP Photo/Dario Lopez-Mills)

Homem chora em protesto de 2013 contra a impunidade no caso da Amia (AP Photo/Victor R. Caivano)

Protesto por justiça no 19º aniversário do atentado à Amia, em 2013 (AP Photo/Victor R. Caivano)

Aqui estão os grupos da Copa América 2015, e o Brasil reencontra a Colômbia

Argentina x Uruguai pinta como jogo mais interessante da primeira fase

A Conmebol realizou, nesta segunda, o sorteio dos grupos da Copa América 2015. Chile, Brasil e Argentina foram os cabeças de chave, e as demais seleções foram divididas em potes de acordo com seu nível técnico: Colômbia, México e Uruguai no pote 2, Equador, Paraguai e Peru no 3 e Bolívia, Jamaica e Venezuela no 4. Veja como ficou:

Grupo A

Chile, México, Equador e Bolívia

Grupo B

Argentina, Uruguai, Paraguai e Jamaica

Grupo C

Brasil, Colômbia, Peru e Venezuela

O Brasil até que não pode reclamar. Caiu na chave com Colômbia, Peru e Venezuela. O confronto com os colombianos se ensaia interessante, com o reencontro depois da violenta partida nas quartas de final da Copa 2014 e no exageradamente ríspido amistoso em setembro, disputado em Miami. Mas peruanos e venezuelanos não vivem grande momento e são adversários contornáveis.

Classificam-se os dois primeiros de cada grupo e os dois melhores terceiros colocados.

Se esse gol de Agüero foi legal, entendemos cada vez menos a nova regra de mão na bola

Atacante argentino desviou com o braço chute de Ansaldi, e é difícil dizer que foi um “movimento natural do corpo”

O jogo não valia nada além do orgulho de vencer e a oportunidade de testar os times. Então, não há motivos para se exaltar com a vitória da Argentina por 2 a 1 sobre a Croácia no amistoso disputado no estádio Upton Park, em Londres. Por isso, mais do que qualquer comemoração ou protesto, a sensação que fica do gol de empate dos argentinos, marcado por Agüero, é de uma grande interrogação.

LEIA MAIS: No dia do reencontro, mexicanos continuam inconformados com simulação de Robben

Confiram o vídeo abaixo. Ansaldi avança e chuta de fora da área. Agüero se vira e, em um movimento que parece pouco natural, permite que a bola desvie em seu braço e escubra o goleiro Kalinic. Esperamos que o gol seja avaliado por todos como irregular. Porque, se esse gol foi correto, está cada vez mais difícil entender as orientações da Fifa sobre quando é ou não toque.

https://dailymotion.com/video/x2a164f

Comemoração racista? Não, foi apenas uma coreografia tradicional de torcidas alemãs

Ainda que esquisita, dança dos jogadores alemães não quis atacar o povo argentino

“Alemães racistas! Tiraram sarro dos argentinos chamando de macacos!”

Será? A dancinha que Weindenfeller, Mustafi, Schürrle, Klose, Götze e Kross fizeram nas comemorações  do título mundial da Alemanha em Berlim causou polêmica. Ainda mais porque vinha acompanhada de uma música “So gehen die Gauchos, die Gauchos, die gehen so. So gehen die Deutschen, die Deutschen, die gehen so”.

Tradução: “Assim andam os gaúchos, gaúchos andam assim [abaixados]. Assim andam os alemães, alemães andam assim [em pé]”.

A imprensa argentina acusou os campeões de fazerem menções racistas, até porque, quando andam abaixados, os jogadores parecem imitar macacos.

A acusação é séria, mas não parece ser a intenção. Até porque o Facebook da seleção alemã e a ZDF, rede de TV, reproduziram essa dança, com letra e tudo. Dificilmente fariam isso se houvesse alguma conotação racista (alemães são neuróticos para não soarem racistas – pelo menos em público – devido ao que ocorreu na Segunda Guerra Mundial).

E, de fato, não há motivos para levar a polêmica muito adiante. A coreografia é muito comum entre as torcidas alemãs. No final, ela realmente quer dizer que um time derrotado está de cabeça baixa e o time vencedor está pulando. É uma forma quase infantil de cutucar um adversário (é bem menos agressivo que dizer xingar a mãe ou ameaçar bater). Vejam abaixo.

Torcida do Munique 1860 provoca o Bayern de Munique:


Torcida do Union Berlin provoca a do Werder Bremen:

Torcida do Stuttgart provoca a do Schalke:

Final da Copa em versão Lego tem até a imagem do Cristo Redentor no por do sol

Veja a reprodução em bonequinhos de blocos do Alemanha 1×0 Argentina que decidiu o título mundial

A gente continua curtindo nossa depressão pós-Copa do Mundo. Agora, uma fossa em versão Lego, porque nunca é demais ver a versão Lego de partidas. Confira abaixo como os bonequinhos de blocos criados na Dinamarca reproduzem o Alemanha 1×0 Argentina que decidiu quem manda no futebol mundial pelos próximos quatro anos. Ficou tão legal que fizeram até a reprodução da imagem do Cristo Redentor diante do por do sol.

Argentinos refazem a música, e cutucam brasileiros por ficarem sempre torcendo contra

Prepare-se, porque estão pintando novas versões do “Brasil, decime que se siente”

Basta um grupo de três argentinos se juntar que já começa a vir o som: “Brasil, decime que se siente…”. Essa virou uma das trilhas sonoras da Copa, goste você ou não da Argentina. E é bom se acostumar, porque novas versões começaram a pintar pelo Rio de Janeiro. Claro, a goleada que o Brasil sofreu da Alemanha é um elemento novo, mas as novas letras têm como tema principal o espírito de secador que tomou conta dos brasileiros. A gozação agora é com o fato de, a cada dia, o Brasil aparece torcendo por um time diferente.

LEIA MAIS: Rivalidade com o Brasil é só dentro de campo. Pelo menos para os argentinos

Abaixo vão três letras que estão sendo espalhadas entre os argentinos. O Impedimento mostrou outra, que tem até vídeo com a hinchada cantando.

Argentina_letra música

//platform.twitter.com/widgets.js

Quem é quem: conheça todos os jogadores de Argentina e Alemanha

Um a um, veja quem são os personagens (entre protagonistas, coadjuvantes e figurantes) que contarão o capítulo final da Copa de 2014

Copas do Mundo marcam a épocas, e quem as conquista se transforma em personagem importante dessa história. Por isso, os 23 alemães e os 23 argentinos que entrarão no gramado do Maracanã neste domingo sabem que poderão deixá-lo como herois. Ou como vilões.

Para ficar ligado no que cada um deles pode fazer, resolvemos resgatar o Quem É Quem de nosso guia da Copa do Mundo. Nele você pode encontrar detalhes dos jogadores convocados por Joachim Löw e Alejandro Sabella, e projetar o que o duelo do Maracanã pode fazer na biografia de cada um deles.

Obs.: as informações não foram atualizadas com o que ocorreu durante o Mundial.

Alemanha
Argentina

Esse joguinho tosco é um ótimo jeito de lembrar tudo o que rolou na Copa

Ajude um gringo a passar por todos os obstáculos e chegar ao Maracanã para a final

A Copa do Mundo está acabando, e já começa a bater a depressão. Para ocupar sua cabeça transtornada e seu tempo que fica livre com o fato de não ter jogo há dois dias, aí vai uma dica: Gringo Hero, um joguinho tosco de internet que ajuda muito a lembrar muita coisa legal que aconteceu no torneio.

LEIA MAIS: Desenhista cria adversários à altura do mito Tsubasa

Você comanda um turista estrangeiro. É só mexer com o cursor para os lados ou para pular, usar a barra de espaço para usar o bastão de beisebol para se livrar dos obstáculos e seguir até a final entre Argentina e Alemanha. No caminho, várias das histórias desse Mundial: black blocks, Pitbull com Claudia Leitte, exoesqueleto, baladas e urina na rua em bairros boêmios, Suárez mordedor, ganenses pedindo dinheiro, turismo na favela, Neymar levando joelhada nas costas, hinchada argentina cantando, Ronaldo passando a coroa de artilheiro para Klose, ponte caindo em BH…

Tudo isso passando por todas as cidades-sede e em jogos marcantes de cada uma delas. Clique aqui e confira. Mas ligue o áudio do computador, porque é um elemento fundamental do jogo.