O que o Brasil está fazendo com essa camisa esquisita?

Veja a história do combinado brasileiro que inovou no uniforme, e ganhou por 8 a 1 da Internazionale de Matthäus em seu único jogo

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Foi uma derrota dura. Nem tanto pelo placar, mas pela ideia de que o Brasil havia ficado para trás e era preciso fazer grandes mudanças. Cair nas oitavas de final de uma Copa do Mundo, como em 1990, foi pesado para o orgulho futebolístico brasileiro. Várias mudanças foram feitas ou propostas, e acabaram gerando alguns efeitos colaterais. Como fazer que um time que era praticamente a seleção jogasse com esse uniforme estranho da foto acima. Não, não era a seleção brasileira. Mas praticamente era. E não era o uniforme oficial, mas poderia ter se tornado.

SELEÇÃO: O que esperar da seleção olímpica a um ano dos Jogos do Rio

A CBF lançou um pacote de mudanças após a derrota para a Argentina em Turim. Sebastião Lazaroni foi demitido, dando lugar a Falcão na tentativa de replicar no Brasil o sucesso de Franz Beckenbauer da Alemanha Ocidental campeã mundial. Outra decisão foi vetar a convocação de jogadores que atuassem em clubes estrangeiros, tido como pivôs das discussões por prêmios durante a Copa da Itália. E a terceira, essa quase esquecida, foi lançar um concurso para fazer um novo desenho para a camisa da Seleção.

Esse clima de mudanças estava vivo no início de 1991, quando o atacante italiano Alessandro Altobelli (campeão do mundo em 1982) decidiu fazer seu jogo de despedida. A Internazionale queria colocar craques brasileiros. Não foi a Seleção oficial, que estaria em Londrina naquele 16 de abril para enfrentar o time misto da Romênia em um amistoso (jogo que marcou a primeira vitória brasileira sob comando de Falcão). Os italianos chamaram um combinado do Brasil formado por jogadores que atuassem no futebol italiano (com dois reforços vindos da Suíça, Mauro Galvão e Sinval, e Zico, na época secretário de esportes do governo Collor e convidado especial).

A equipe brasileira que entrou em campo no estádio Mario Rigamonti de Brescia (cidade natal de Altobelli) era mais forte que a seleção de Falcão. O técnico Toninho Cerezo (isso mesmo!) colocou Taffarel; Mauro Galvão, Aldair, Júlio Cesar e Branco; Alemão, Dunga (Sinval), Silas e Zico (Amarildo); Careca (Casagrande) e Evair (Edmar). Do outro lado, Giovanni Trappatoni escalou a Inter com Zenga (Malgioglio, depois Bodini); Battistini (Matteoli, depois Beccalossi), Bergomi (Stringara), Giuseppe Baresi e Ferri (Paganin); Bianchi (Iorio), Mandorlini, Berti (Fanna, depois Pizzi) e Matthäus (Hansi Müller, depois Brady) e Rummenigge (Klinsmann). O apito ficou com Pierluigi Collina, então um jovem de 31 anos que despontava como maior talento da geração de árbitros italianos.

CAMISAS: Veja como eram as camisas dos times em sua estreia na Premier League

Também seguindo a proposta de novidades na Seleção, o combinado brasileiro jogou com um uniforme bastante inovador, dentro da tendência estética da primeira metade da década de 1990. A Umbro fez esse uniforme com verde escuro, verde claro e amarelo. Considerando que a empresa inglesa se tornou fornecedora oficial da Seleção um ano depois e usou esse mesmo padrão de desenho em outros clientes (como a Bolívia), é possível imaginar que esse seria o uniforme do Brasil se a CBF levasse a cabo o plano de mudar o desenho.

O jogo em si foi sem graça. Os brasileiros pareciam dispostos a mostrar que o fracasso na Copa do Mundo havia sido acidental e que deveriam seguir na seleção principal. Assim, jogaram com vontade e destruíram a Internazionale, colocando uma represa inteira de água no chope de Altobelli. Com três gols de Evair e um de Silas, Sinval, Casagrande, Amarildo e Branco, o combinado fez 8 a 1 (o gol solitário da Inter foi de Altobelli, de pênalti).

Limitar entrada de estrangeiros é uma ideia tão ruim quanto nociva ao futebol brasileiro

Comitê de ex-técnicos da Seleção já começa muito mal seus trabalhos ao sugerir nova regra

Quando a CBF anunciou a criação de uma comissão formada por ex-técnicos da seleção brasileira para discutir o futuro do futebol nacional, muita gente (incluindo a Trivela) criticou. Era uma crítica baseada apenas em expectativa, considerando o passado da maior parte das figuras envolvidas. Pois, agora, já há elementos para se cornetar com algo concreto. Porque uma das primeiras ideias que surgiram dos debates assusta de tão ruim.

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O comitê encaminhou à CBF a proposta de mudar a regulamentação de jogadores estrangeiros no Brasil. Atualmente, a única limitação é na quantidade: cada time pode ter, no máximo, cinco estrangeiros. A ideia apresentada não mudaria o número de atletas, mas atingiria a qualificação deles. Apenas os que tivessem defendido a seleção de seu país determinadas vezes teriam autorização para trabalhar no futebol brasileiro.

A inspiração da lei é o futebol inglês, e bastaria conhecer um pouco do que aconteceu para saber que a ideia não faz o menor sentido. Na Inglaterra, esse regulamento tinha razão de ser pelo fato que os clubes têm dinheiro para contratar jogadores de outras potências mundiais, jogadores muitas vezes mais talentosos que os atletas britânicos. Em última instância, as equipes poderiam formar seus elencos apenas com estrangeiros, deixando de lado o desenvolvimento na base.

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Mesmo com esse argumento, a lei fracassou na Inglaterra. A União Europeia deu o primeiro golpe ao abrir o mercado do futebol dentro de seus países-membros, mudando substancialmente o significado da palavra “estrangeiro” no esporte europeu. O segundo problema é que ela se tornou insustentável.

O futebol de seleções mudou demais nos últimos anos. As equipes nacionais têm cada vez mais rodízio de jogadores, e poucos atletas tinham os 75% de atuação por seus países nos últimos 12 meses. Os clubes ingleses estavam arriscados a perder várias oportunidades de negócio e a limitação aos estrangeiros foi afrouxando com o tempo.

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No Brasil, o resultado de uma lei como essa seria ainda mais sério. Os clubes não têm dinheiro para contratar jogadores com longo currículo em seleções nacionais (muitos deles, pelos menos os de países sul-americanos, já estão na Europa). Assim, a maioria dos estrangeiros na Série A seria formada por decadentes que perderam espaço no mercado europeu ou figurantes no cenário internacional. Dois grupos que despertariam pouco interesse dos dirigentes, pois a mão-de-obra nacional seria mais qualificada na maioria dos casos.

Para se ter uma ideia, o regulamento proposto poderia ter vetado a chegada de nomes como Conca, Guiñazú, Montillo, Petkovic e Lugano ao Brasil. No final das contas, essa limitação serviria apenas para reduzir o intercâmbio e o poder de negociação dos clubes, justamente em um momento em que o futebol brasileiro precisa tanto receber ideias e talento de fora.

Se o comitê de ex-técnicos da Seleção quiser justificar sua criação, precisa trazer iniciativas realmente interessantes, que acrescentem algum elemento novo ao futebol brasileiro. Repetir clichês e frases feitas da Europa, ignorando o fato de que o Brasil vive uma realidade completamente diferente, só servirá para alimentar os críticos e dar mais motivos para não se levar a sério o que está sendo debatido nessas reuniões.

Esse golaço é obra da nova esperança para o ataque do Corinthi… não pera!

Luciano faz gol espetacular de bicicleta no empate (isso mesmo) do Brasil contra o Panamá nos Jogos Pan-Americanos

O Corinthians divide a liderança do Brasileirão com o Atlético Mineiro (perde apenas no saldo de gols), mas todo torcedor alvinegro está insatisfeito com o ataque do time. Desde a saída de Guerrero, não há um artilheiro confiável no elenco, até porque Vagner Love vem decepcionando. O clube já tentou contratar um novo centroavante, mas as limitações financeiras atrapalham.

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Mas quem viu o jogo entre Brasil x Panamá nesta segunda pode ficar um pouco esperançoso. Um atacante corintiano fez os dois primeiros gols brasileiros no 3 a 3, um deles dessa linda bicicleta. Talvez o técnico Tite devesse dar mais espaço para esse garoto, o Lucian… Alto lá! O autor desse gol é o Luciano, “aquele” Luciano atacante do Corinthians???

[Copa 2014, um ano] Já que o hexa tinha ido para o beleléu, era hora de abraçar a zoeira

Vascaíno cornetou seu time e a seleção em apenas uma frase, e meteram até Chico Buarque na parada

Para celebrar o primeiro aniversário do Mundial 2014, vamos retomar um dos lemas da Copa. Depois do “Não vai ter Copa”, do “Vai ter Copa, sim” e do “Devia ter Copa todo ano”, é a vez de gritar “Volta, Copa!”. A cada dia, uma retrospectiva do que ocorreu há um ano. Só para alimentarmos nossa saudade.

VOLTA, COPA: Confira a retrospectiva dia a dia do que rolou na Copa das Copas

O folclore

O brasileiro tem um enorme talento para transformar em piada seus próprios infortúnios. E uma derrota contundente para a Holanda (só não chamamos de vexatórias porque as definições de “vexatória” haviam sido atualizadas dias antes) por 3 a 0 na disputa de terceiro lugar deu margem para mais zoação. Colocaram Chico Buarque na parada, mas o campeão foi um vascaíno que esteve no estádio Mané Garrincha e conseguiu cornetar seus dois times de uma vez só.

Bola rolando

Não houve jogos nesse dia. Estava marcado Brasil x Holanda pela disputa de terceiro lugar, mas novamente a equipe da casa não compareceu.

Vídeo do dia

Um grande jeito de relembrar a Copa: com reproduções dos melhores momentos em Lego.

Enquanto isso, na Trivela

Nosso repórter no Rio de Janeiro conversou com torcedores argentinos, e mostrou como a maioria deles adora o Brasil, o que não significa que torcerão ou serão solidários à seleção brasileira. Alguns deles não entendem como os brasileiros não respondem de forma semelhante (seca a seleção, mas gosta do país), talvez porque não tenham lido nosso Guia de Comportamento do Torcedor Brasileiro na Copa, um trabalho feito com os mais apurados critérios científicos (a última afirmação não é verdadeira).

Bem, e depois do que o Brasil não fez contra a Holanda na disputa do terceiro lugar, não tínhamos alternativa a não ser criticar ainda mais a Seleção. Cobramos que Felipão tomasse a iniciativa de se demitir e que David Luiz desse um tempo da Seleção para apagar um pouco os 7 a 1 de sua cabeça. Ah, e claro, mostramos que os vexames não eram resultado apenas de um apagão em campo.

Oea do dia

[Copa 2014, um ano] Colombianos fazem vídeo para tirar sarro dos 7 a 1 em ritmo de cumbia

Para eles, foi uma vingança pela vitória supostamente roubada do Brasil nas quartas de final

Para celebrar o primeiro aniversário do Mundial 2014, vamos retomar um dos lemas da Copa. Depois do “Não vai ter Copa”, do “Vai ter Copa, sim” e do “Devia ter Copa todo ano”, é a vez de gritar “Volta, Copa!”. A cada dia, uma retrospectiva do que ocorreu há um ano. Só para alimentarmos nossa saudade.

VOLTA, COPA: Confira a retrospectiva dia a dia do que rolou na Copa das Copas

O folclore

A Alemanha meteu 7 a 1 no Brasil, mas seus jogadores continuam mostrando um grande entrosamento com os brasileiros. Podolski usa o Twitter para se revelar um noveleiro, enquanto que Schweinsteiger pede para parar a van que levava o elenco germânico para a concentração só para cumprimentar um funcionário do hotel que virou amigo dos atletas.

Bola rolando

Não houve jogos nesse dia.

Vídeo do dia

Os colombianos estavam (ainda estão, diga-se) convencidos que só perderam para o Brasil nas quartas de final porque foram operados pelo árbitro espanhol Carlos Velasco. Assim, viram os 7 a 1 da Alemanha nas semifinais como uma espécie de vingança, e celebraram bastante. A ponto de um site até criar “Siete Song”, a cumbia dos sete.

Enquanto isso, na Trivela

Ainda tem coisa para falar do Brasil 1×7 Alemanha? Claro que tem! Mostramos o texto de Raphael Sardinha, pai do garoto de óculos que apareceu chorando nas arquibancadas do Mineirão entre um gol e outro dos alemães. Também publicamos o relato de uma jornalista que ficou de torcedora por um dia e acabou sendo testemunha ocular do Mineirazo.

Teve mais: um vídeo que mostra os alemães jogando sozinho em Belo Horizonte, como brasileiros e argentinos tiveram um momento de provocação sadia e uma coleção de momentos carisma da Alemanha em solo brasileiro.

Oea do dia

[Copa 2014, um ano] Depois dessa elegância na vitória, ficou difícil torcer contra a Alemanha

Alemães dão aula de como saber vencer, e dão várias demonstrações de carinho com a torcida brasileira após o 7 a 1

Para celebrar o primeiro aniversário do Mundial 2014, vamos retomar um dos lemas da Copa. Depois do “Não vai ter Copa”, do “Vai ter Copa, sim” e do “Devia ter Copa todo ano”, é a vez de gritar “Volta, Copa!”. A cada dia, uma retrospectiva do que ocorreu há um ano. Só para alimentarmos nossa saudade.

VOLTA, COPA: Confira a retrospectiva dia a dia do que rolou na Copa das Copas

O folclore

Alguma dúvida que a Arena Corinthians virou cenário de várias tirações de sarro dos argentinos após os 7 a 1 do Brasil? Teve essa, teve essa

Em outro fato do dia, a L’Oreal assinou contrato com Axelle Despiegelaere para posar como modelo em uma campanha. Não sabe quem é? É a torcedora belga que ficou conhecida por ser focalizada pelas câmeras em tudo quanto era jogo da Bélgica na Copa. (Dias depois, o contrato foi cancelado porque descobriram que a garota era chegada em ir à África para caçar animais.)

Bola rolando

Argentina x Holanda fizeram um jogo muito aguerrido, com marcações muito fortes superando ataques pouco produtivos. No final, os argentinos contaram com Romero para vencer nos pênaltis e garantir a terceira final da história contra a Alemanha.

Vídeo do dia

Olha o festão que os costa-riquenhos fizeram para receber a sua seleção após a fantástica (e invicta) campanha na Copa.

Enquanto isso, na Trivela

Os alemães deram aula de como vencer em 8 de julho. No dia seguinte, deram lições de como saber vencer. Todos deram palavras de consolo bastante legais para os jogadores, a torcida e o povo brasileiros. Nós reunimos as melhores. Mas, claro, não pudemos esquecer de seguir a repercussão e a análise do Mineirazo. Foi possível falar sober o comportamento da torcida, as declarações de Felipão após a derrota, como o placar se construiu também fora do campo, comparamos o Mineirazo com o Maracanazo e mostramos como esse jogo foi o mais tuitado da história até aquele momento.

Ah, e também mostramos como foram todos os gols em Copas do Mundo de Klose, que se isolou como o maior artilheiro da história da competição.

Oea do dia

[Copa 2014, um ano] Brasil pode até perder um jogo por 7 a 1, mas jamais perderá a piada

Luto pela humilhação? Que nada! A primeira coisa que o brasileiro fez depois da derrota foi tirar sarro de si próprio

Para celebrar o primeiro aniversário do Mundial 2014, vamos retomar um dos lemas da Copa. Depois do “Não vai ter Copa”, do “Vai ter Copa, sim” e do “Devia ter Copa todo ano”, é a vez de gritar “Volta, Copa!”. A cada dia, uma retrospectiva do que ocorreu há um ano. Só para alimentarmos nossa saudade.

VOLTA, COPA: Confira a retrospectiva dia a dia do que rolou na Copa das Copas

O folclore

Tragédia! Humilhação! Vergonha! Luto! Luto? Será mesmo? A derrota por 7 a 1 para a Alemanha foi bastante sentida, mas a recepção do Brasil ao placar foi muito diferente. Reunimos algumas das melhores piadas que a torcida fez para contornar um pouco a insatisfação pelo não-futebol apresentado pela Seleção.

Mas não foram só os brasileiros que riram. Os argentinos não perderam a oportunidade de tirar um sarro da derrota brasileira. Até esqueceram quanto estava o jogo em certo momento.

No final, sabemos de quem foi a culpa. Não foi o Felipão, nem o David Luiz. Foi ele… Mick Jagger.

Saindo um pouco do Mineirazo, que tal Gekas exibindo sua tatuagem com uma mensagem errada em japonês?

Bola rolando

Não houve jogo neste dia. Estava programado Brasil x Alemanha pelas semifinais, mas o time da casa não compareceu.

Vídeo do dia

Meses antes da Copa, Os Simpsons já previram que a estrela brasileira se machucaria e a Seleção cairia contra a Alemanha em casa. É verdade que eles colocaram os dois fatos no mesmo jogo, mas já é um bom aproveitamento.

Enquanto isso, na Trivela

Claro que uma derrota por 7 a 1 em semifinal de Copa do Mundo gerou uma grande quantidade de análises. Mostramos que o problema não era falta de jogador, mas de um time em si. Como os erros da Seleção eram carregados desde o começo do Mundial e só a comissão técnica não via. E falamos como os dois grandes nomes alemães no jogo foram os volantes Kroos e Khedira.

Em outra nota da Copa, falamos da campanha que mostra por que ninguém torce tanto pela seleção inglesa quanto as mulheres. E é por uma razão das mais preocupantes.

Oea do dia

[Copa 2014, um ano] Vamos falar dos grandes Brasil x Alemanha que não aconteceram

A semifinal de 2014 seria apenas o segundo confronto dos países em Mundiais, mas poderiam ter sido muitos mais

Para celebrar o primeiro aniversário do Mundial 2014, vamos retomar um dos lemas da Copa. Depois do “Não vai ter Copa”, do “Vai ter Copa, sim” e do “Devia ter Copa todo ano”, é a vez de gritar “Volta, Copa!”. A cada dia, uma retrospectiva do que ocorreu há um ano. Só para alimentarmos nossa saudade.

VOLTA, COPA: Confira a retrospectiva dia a dia do que rolou na Copa das Copas

O folclore

O clima já era de apreensão na véspera do Brasil x Alemanha. Não houve tantas brincadeiras, mas a presidente Dilma Rousseff tentou entrar na onda dos apoios públicos a Neymar e posou para uma foto com o gesto do “É tois”.

Bola rolando

Não houve jogo neste dia.

Vídeo do dia

A Xcor Aerospace prometeu dar um passeio espacial para cada jogador da seleção holandesa se os laranjas conquistassem o título inédito. A viagem seria mais ou menos assim:

Enquanto isso, na Trivela

Sem Neymar, quem pode decidir para o Brasil? Bem, a gente achava que era uma boa oportunidade para Oscar reaparecer, depois de um início ótimo de Copa e de cair de rendimento ao longo do torneio. Também mostramos os grandes duelos entre brasileiros e alemães que nunca aconteceram na história dos Mundiais, como ganhar a Copa em casa não é tão fácil quanto parece e um artista de rua de Fortaleza que sabe quebrar cocos de tudo quanto é jeito.

Oea do dia

[Copa 2014, um ano] Lembram-se da cara de Fred quando soube que Neymar estava fora da Copa?

Teve também a genial vídeo dos alemães ao som de “Luz de Tieta”, de Caetano Veloso

Para celebrar o primeiro aniversário do Mundial 2014, vamos retomar um dos lemas da Copa. Depois do “Não vai ter Copa”, do “Vai ter Copa, sim” e do “Devia ter Copa todo ano”, é a vez de gritar “Volta, Copa!”. A cada dia, uma retrospectiva do que ocorreu há um ano. Só para alimentarmos nossa saudade.

VOLTA, COPA: Confira a retrospectiva dia a dia do que rolou na Copa das Copas

O folclore

Os colombianos estavam bem sastisfeitos com o desempenho de sua seleção, mesmo com a derrota para o Brasil nas quartas de final. A recepção da delegação cafetera reuniu 120 mil pessoas em Bogotá, e todas foram obrigadas a ver mais uma demonstração do Armeration. Afinal, esse foi o maior legado da Colômbia no Mundial.

Ainda em solo brasileiro, o clima era de preparação para as semifinais. Os alemães decidiram relaxar, exalando carisma ao publicar um vídeo ao som de “A Luz de Tieta” com um resumo da passagem da seleção pelo Sul da Bahia. No mesmo dia, o diretor Oliver Bierhoff foi visitar os índios pataxós.

Ah, e se você se lembra bem das reações de Loco Abreu e Rincón comemorando os gols de suas seleções na cabine da ESPN Brasil durante a Copa, não se esqueça de Van Nistelrooy fazendo o mesmo na ESPN americana assim que a Holanda bateu a Costa Rica nos pênaltis.

Bola rolando

Não houve jogo neste dia.

Vídeo do dia

O vídeo se espalhou no dia 5, mas nós só fomos falar dele no dia 6. Segue válido, pois a imagem de Fred fazendo aquela cara de “ih, danou-se” quando Mauro Naves lhe conta que Neymar está fora da Copa é atemporal.

Enquanto isso, na Trivela

Os turistas estrangeiros adoraram o Brasil, mas não foi todo o setor ligado ao turismo que se beneficiou. Mostramos como donos de restaurantes em Fortaleza reclamavam da queda de movimento em relação à mesma época do ano anterior. Falando em restaurantes, fomos ver Brasil x Colômbia em uma casa colombiana em São Paulo. Teve comida, torcida e festa, mesmo com a derrota colombiana.

Oea do dia

[Copa 2014, um ano] Brasil perde Neymar e David Luiz vira heroi, pelo menos por alguns dias

Gol decisivo, comemoração emocionante e homenagem cavalheira ao crque adversário. O que poderia dar errado para David Luiz?

Para celebrar o primeiro aniversário do Mundial 2014, vamos retomar um dos lemas da Copa. Depois do “Não vai ter Copa”, do “Vai ter Copa, sim” e do “Devia ter Copa todo ano”, é a vez de gritar “Volta, Copa!”. A cada dia, uma retrospectiva do que ocorreu há um ano. Só para alimentarmos nossa saudade.

VOLTA, COPA: Confira a retrospectiva dia a dia do que rolou na Copa das Copas

O folclore

Já dava para ver que a polêmica sobre o pênalti sofrido por Robben no Holanda x México ia durar bastante tempo. O Google entrou na onda e criou um doodle com um “G” laranja caindo sozinho no meio de várias letras verdes.

Quem também estava eliminado e ficou reclamando foram os ingleses. Um grupo tinha ingresso para a partida do Maracanã nas quartas de final, que acabou sendo justamente um Alemanha x França, dois dos maiores rivais da Inglaterra. Sem muita convicção, os britânicos preferiram os alemães. Mas cornetaram o técnico Roy Hodgson por terem sido obrigados a isso.

Entre quem ainda estava na disputa, Brasil e Colômbia teve muita festa nas arquibancadas do Castelão. E teve até um grupo que se fantasiou de ataque da seleção brasileira (o que ajuda a explicar muita coisa…).

Bola rolando

O dia começou com um clássico europeu: França x Alemanha. Os alemães, depois de sofrerem muito contra Gana e Argélia, mudaram sua formação, colocando um time mais prudente e pragmático. Deu certo. Anularam o forte meio-campo francês e conseguiram um gol com Hummels, o melhor em campo. No final, até houve pressão gaulesa, mas Neuer segurou o 1 a 0.

Mas o jogo mais lembrado foi o do fim da tarde. Brasil e Colômbia se enfrentaram no Castelão, em Fortaleza, em uma partida cheia de histórias. Os brasileiros venceram por 2 a 1 com méritos, mas Neymar foi apagado e saiu de campo com uma fratura na vértebra após ser atropelado por Zúñiga. James Rodríguez deixou o Mundial como artilheiro e foi homenageado por David Luiz, que saiu de campo como heroi (fez o segundo gol) e símbolo de raça (parecia que seu fígado ia sair pela boca na comemoração). Mas durou pouco tempo…

Vídeo do dia

David Luiz consola e homenageia James Rodríguez após a vitória do Brasil sobre a Colômbia.

Enquanto isso, na Trivela

Não tem nenhum time detonando na Copa do Mundo? Normal, mostramos como quase todo time campeão sofre demais durante sua campanha. Outas histórias vieram do Brasil x Colômbia. Primeiro, como Fortaleza estava entrando no clima do jogo. Depois, como Cuadrado superou o trauma de perder o pai na guerra do tráfico para se tornar um dos destaques colombianos.

Oea do dia