A emoção de um imigrante mexicano ao ganhar ingressos para ver sua seleção pela primeira vez

Pai não conteve a emoção ao ganhar as entradas de sua filha para o jogo decisivo contra os EUA

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“Estávamos discutindo e dizendo coisas, como acontece em qualquer partida. Mas, de pronto, Luis Hernández me falou: vou encontrar a sua mãe e vou matá-la. Foi quando eu entendi que os duelos entre México e Estados Unidos vão além de ser um mero jogo de futebol”. O depoimento de Landon Donovan dá bastante noção sobre a rivalidade com os mexicanos em seus tempos de seleção. O episódio aconteceu nas oitavas de final da Copa de 2002, quando o US Team se impôs nos vizinhos. E o clima explosivo se promete mais uma vez neste sábado, no encontro no Rose Bowl, que vale vaga na Copa das Confederações de 2017.

Confira a nota completa e o vídeo na Trivela

Se vocês vissem os erros do juiz em México x Panamá, ficariam enojados

Mark Geiger caprichou: pênalti duvidoso para o México empatar nos minutos finais e outro pênalti duvidoso para a virada na prorrogação

A classificação do México para as semifinais da Copa Ouro já havia sido bastante contestável. La Tri venceu a Costa Rica por 1 a 0 com um pênalti para lá de forçado marcado no último minuto da prorrogação. Os costarriquenhosse sentiram prejudicados, mas devem estar quietos depois desta quarta. Afinal, o erro de arbitragem das quartas de final pareceu um acerto indiscutível perto do que fez Mark Geiger no comando de México x Panamá nas semifinais do torneio.

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Os panamenhos venciam por 1 a 0 e já estavam meio contrariados com a expulsão de Tejada, punido com cartão vermelho direto por uma cotovelada. Mas o México jogava muito mal e, mesmo com dez em campo, os centro-americanos conseguiam manter a vantagem. Até que, aos 43 minutos do segundo tempo, Geiger viu pênalti nesse lance do zagueiro Torres.

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https://platform.vine.co/static/scripts/embed.jsO pênalti foi convertido, mas os panamenhos reclamaram muito ao final do tempo normal, até ameaçando não ficar em campo para a prorrogação. Acabaram concordando em jogar os 30 minutos extras, e tomaram mais um gol, novamente de pênalti, e novamente contestadíssimo. https://vine.co/v/e6Ye25Zqge3/embed/simple Claro que, ao final da partida, o Panamá cercou o árbitro norte-americano, mas já era tarde. Foram eliminados, e tiveram muitas razões para reclamar. Veja os melhores momentos da partida, nas imagens da transmissora oficial:

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[Copa 2014, um ano] Mexicanos seguram Brasil no grito e Ochoa dentro de campo

Seleção tem primeiros problemas sérios com a torcida e com o futebol apresentado

Para celebrar o primeiro aniversário do Mundial 2014, vamos retomar um dos lemas da Copa. Depois do “Não vai ter Copa”, do “Vai ter Copa, sim” e do “Devia ter Copa todo ano”, é a vez de gritar “Volta, Copa!”. A cada dia, uma retrospectiva do que ocorreu há um ano. Só para alimentarmos nossa saudade.

VOLTA, COPA: Confira a retrospectiva dia a dia do que rolou na Copa das Copas

O folclore

O Grupo H nos proporcionou uma mistura bastante inusitada: Rússia e Coreia do Sul se encontrando em Cuiabá. Muitos russos pareciam desanimados, ainda mareados da viagem. Mas entre os sul-coreanos havia um destaque: Kim Heung-Kook, cantor que se transformou em animador oficial da Coreia do Sul desde a Copa de 1990. Para chamar a atenção dos mato-grossenses, ele cantou “Cabeça de Boi”, uma espécie de hino informal cuiabano. Temos o vídeo disso!

Onde a torcida brasileira também estava ainda demorando para engrenar era em Fortaleza. O duelo contra o México serviu de alerta, pois a multidão de mexicanos, composta por sombreros, bigodões postiços e fantasias de Chapolin, invadiram a cidade e impressionavam pelo barulho (inclusive no Castelão, onde eram minoria e, ainda assim, fizeram mais barulho que os brasileiros).

Enquanto isso, em São Paulo, Eduardo Suplicy protagonizou uma das cenas mais bizarras da Copa ao visitar a casa do garoto black block que foi arrancado pelo pai de uma manifestação dias antes. O então senador apresentou a Constituição ao garoto, sentado ao lado dos pais e do poodle de estimação da família.

Outra grande história veio da Holanda. O dono de uma loja de sapatos havia prometido € 10 de desconto a cada gol holandês contra a Espanha. Ele certamente esperava um jogo apertado, com um ou dois gols. Os 5 a 1 o obrigaram a apelar: fechou a loja mais cedo para não ir à falência.

Bola rolando

O grande jogo do dia foi Brasil 0x0 México. A partida foi tecnicamente fraca, com uma atuação taticamente horrível dos brasileiros contra mexicanos que dominaram as ações, mas finalizavam muito mal. Ainda assim, o jogo foi muito corrido e animado. A Seleção, aos trancos e barrancos e sem meio-campo algum, conseguiu criar muitas oportunidades, todas defendidas por um inspiradíssimo Ochoa.

As outras duas partidas foram ainda da primeira rodada, pelo Grupo H. A Bélgica estreou com dificuldade, virando em cima de uma Argélia que ficou muito retrancada. Fechando o dia, a Rússia teve uma atuação apagadíssima e quase perdeu da Coreia do Sul. Arrancou um empate por 1 a 1, mas o gol sul-coreano ficou marcado como o primeiro frangaço da Copa (protagonizado por Akinfeev).

Vídeo do dia

As defesas de Ochoa contra o Brasil na narração de Christian Martinoli, da TV Azteca.

Enquanto isso, na Trivela

Nosso enviado a Salvador contou como foi a relação bipolar da torcida baiana com Cristiano Ronaldo nos 4 a 0 da Alemanha sobre Portugal no dia anterior. Também mostramos como os norte-americanos se reuniram em várias cidades dos EUA para ver a vitória de sua seleção contra Gana e trouxemos a primeira cornetada firme contra o Brasil: Paulinho não estava jogando nada.

Nossos irmãos do Gizmodo também falaram de Copa, mostrando que o gol da França sobre Honduras não foi o primeiro a ser confirmado com a ajuda da tecnologia.

Oea do dia

México sub-21 bate Venezuela, é campeão e comemora imitando o Chaves

La Tri fez homenagem a Roberto Bolaños na conquista da medalha de ouro nos Jogos Centroamericanos de Veracruz

O México chorou no fim da tarde, mas já teve motivos para comemorar à noite. O país ficou abalado pela notícia da morte do comediante Roberto Bolaños, criador das séries Chaves e Chapolin. O futebol apareceu para mudar o clima. Horas depois, em Veracruz, a seleção mexicana sub-21 disputou a final do torneio de futebol dos Jogos Centroamericanos contra o sub-21 da Venezuela. A medalha de ouro veio fácil, com uma vitória por 4 a 1.

LEIA MAIS: A obra de Roberto Bolaños sempre deixou transparecer sua paixão pelo futebol

Mas o melhor do jogo foi o primeiro gol. Aos 10 minutos do primeiro tempo, Ángel Zaldívar chutou forte da entrada da área. O goleiro Beycker Velázquez falhou e deixou a bola passar mansamente para o gol. Na comemoração, os jogadores mexicanos não esqueceram o momento que vivia o país. Na comemoração, eles se juntaram na bandeirinha de escanteio e homenagearam Bolaños, dando chutes no ar como Chaves fazia sempre que estava empolgado.

Se estivesse vivo, certamente Chaves estaria dando chutes para comemorar o gol.

Aqui estão os grupos da Copa América 2015, e o Brasil reencontra a Colômbia

Argentina x Uruguai pinta como jogo mais interessante da primeira fase

A Conmebol realizou, nesta segunda, o sorteio dos grupos da Copa América 2015. Chile, Brasil e Argentina foram os cabeças de chave, e as demais seleções foram divididas em potes de acordo com seu nível técnico: Colômbia, México e Uruguai no pote 2, Equador, Paraguai e Peru no 3 e Bolívia, Jamaica e Venezuela no 4. Veja como ficou:

Grupo A

Chile, México, Equador e Bolívia

Grupo B

Argentina, Uruguai, Paraguai e Jamaica

Grupo C

Brasil, Colômbia, Peru e Venezuela

O Brasil até que não pode reclamar. Caiu na chave com Colômbia, Peru e Venezuela. O confronto com os colombianos se ensaia interessante, com o reencontro depois da violenta partida nas quartas de final da Copa 2014 e no exageradamente ríspido amistoso em setembro, disputado em Miami. Mas peruanos e venezuelanos não vivem grande momento e são adversários contornáveis.

Classificam-se os dois primeiros de cada grupo e os dois melhores terceiros colocados.

Até o doodle acha que Robben simulou ter sofrido pênalti

Na série de logotipos animados da Copa, Google norte-americano tira sarro do atacante holandês

Os mexicanos reclamaram muito. Haviam acabado de sofrer o empate da Holanda e já se preparavam para irem à prorrogação. Mas Robben invade a área pela direita, corta em cima de Rafa Márquez e cai. Pênalti? A jogada foi muito duvidosa, e há opiniões bastante diversas sobre o contato do zagueiro do México com o atacante da Holanda. O árbitro Pedro Proença deu o pênalti, Huntelaar converteu e os laranjas se classificaram para as quartas de final nos acréscimos.

LEIA MAIS: Gol mexicano foi o mal que veio para o bem holandês

O méxico não engoliu bem e seguiu contestando a marcação do juizão português. E, pelo visto, tiveram uma ajuda na Califórnia, no Vale do Silício. O Google está com uma série de doodles (versões animadas de seu logotipo) temáticos da Copa do Mundo. Nesta quinta, colocaram no ar nos Estados Unidos um doodle que brinca com a simulação de Robben.

Confira:

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Querem criar cantos decentes para a Seleção, e surgiram umas boas opções

Um grupo de cariocas lançou letras legais, mas precisa espalhar isso, pois o Brasil só joga no Maracanã se for na final

Tudo bem, já ficou claro que as pessoas que estão acostumadas com o clima de estádio no Brasil não aguentam mais o “Sou brasileiro, com muito orgulho, com muito amooo-oor”. Compreensível, pois é um canto insípido que ficou muito vinculado ao tipo de torcedor que nem gosta tanto de futebol e só resolve ir ao estádio quando é jogo da Seleção porque é mais bacaninha. Isso não era um problema grande, até que os países latino-americanos começaram a invadir o Brasil para a Copa do Mundo e passaram a fazer mais barulho nos estádios do que a equipe da casa.

LEIA MAIS: Torcida brasileira tem animação, desde que seja para gritar pelos clubes

A torcida mexicana, inclusive, tirou sarro disso após o jogo entre México e Brasil em Fortaleza: “Brasileiro, brasileiro / Eu te quero perguntar / Como é sentir-se visitante / Mesmo quando joga de local”. E, convenhamos, vai continuar sendo assim se não surgir uma música que passe um mínimo de energia e que a torcida cante com vibração real. Mais ou menos o que se sente quando resolvem usar gritos de clubes em jogos da Copa.

Até que um pessoal começou a se mexer. E até criaram umas coisas interessantes. Um grupo se reuniu em Copacabana nesta sexta e criou a Banda Verde e Amarela, aque até abriu uma página no Facebook e já lançou umas sugestões. Com altos e baixos, há material com potencial aí. Veja:

Banda verde amarela_letras

Uma delas, aliás, tem versão vídeo:

Mas não é só isso. Também pintou outra opção. Uma letra um pouco elaborada, talvez demore para a torcida (ainda mais uma torcida tão dispersa, sem uma centralização como em uma organizada de clube para ajudar a vingar a música) aprender. Mas também é interessante:

O problema é que a Copa já está rolando e há pouco tempo para fazer tanta gente aprender essas músicas. Além disso, muitas estão surgindo no Rio de Janeiro e o Brasil só jogará no Maracanã se chegar à final. Ou seja, isso precisa se espalhar pelo País ainda.

Bem, ficam essas sugestões, e que surjam outras. Melhor do que o “Sou brasileiro, com muito orgulho, com muito amor”.

Com dicas dos leitores Marcelo Wilinski e Daniel Tibães

Taí o que você queria: torcidas das Américas cantando o hino

A melhor coisa do Mundial é como ele deixou de ser apenas do Brasil para se tornar uma festa das Américas

A Copa 2014 tem sido sensacional em alguns aspectos. O futebol apresentado é um deles. A média de público também. A receptividade às torcidas estrangeiras é outro. Mas nada supera o modo como o torneio deixou de ser do Brasil para se tornar uma Copa das Américas. Os países do continente aproveitaram a rara oportunidade de ver o Mundial desse lado do Atlântico para invadir os estádios.

VEJA TAMBÉM: A Copa de verdade aconteceu nos arredores do Castelão

O Brasil é o time da casa. Mas o Chile também joga como se fosse em casa. Argentina também. México também. Colômbia também. Estados Unidos também. E o símbolo disso é o momento do hino. O estádio todo se une para cantar como se fosse Santiago, Buenos Aires, Guadalajara, Bogotá ou Nova York. Claro, não tem como não se arrepiar.

Então, vamos prestar um serviço inestimável. Juntamos vídeos com as execuções de hinos dos países das Américas na primeira rodada da Copa. Todas as imagens foram feitas por torcedores, de dentro da arquibancada, sem que ajustes de áudio das transmissões da TV alterem o resultado.

Argentina
Brasil
Chile
Colômbia
Costa Rica

(veja em 2min25)

Estados Unidos
México
Uruguai

E Honduras? Bem, essa o Beira-Rio não deixou. Fica para a segunda rodada.

Se você se surpreendeu com as defesas de Ochoa contra o Brasil, veja isso

Uma coleção de grandes defesas do goleiro mexicano, desde a época do América-MEX até esta terça no Castelão

O Brasil jogou mal contra o México, mas conseguiu de alguma forma criar ocasiões de perigo. E transformou Guillermo Ochoa no melhor homem em campo nesta tarde de terça no Castelão. Muita gente se surpreendeu, ainda mais depois de descobrir a informação de que ele está sem clube. Isso mesmo: o goleiro que impediu a vitória brasileira está desempregado.

LEIA MAIS: Brasil 0×0 México: Uma atuação da Seleção para se esquecer, mas também para Felipão acordar

Bem, Ochoa é bom há muito tempo. Cansou de fechar o gol em partidas do América-MEX, inclusive pela Libertadores. Era o favorito para ser titular na Copa de 2010, mas sua inconstância na época o fez perder a posição para Óscar Pérez. No auge, chegou a ser cogitado no Manchester United, quando o clube inglês procurava um substituto para Van der Sar. Acabou não rolando, e o mexicano foi parar no Ajaccio.

Ele fez duas grandes temporadas na França, mas o time é fraco demais e acabou rebaixado nesta temporada. A atitude natural foi não renovar o contrato do goleiro, pois o orçamento para disputar a Ligue 2 é muito reduzido. De qualquer forma aí vão algumas grande defesas do goleiro, para quem ainda ficou surpreso ou acha que seu clube poderia tentar contratá-lo.

Agora, se você quer lembrar o que ele fez nesta terça contra o Brasil, aí vai:

Como o México resolveu um problema criando outro

Miguel Herrera apagou o incêndio e classificou seleção para a Copa, mas precisará ter cuidado para reintegrar europeus ao elenco

Miguel Herrera atingiu seu objetivo. Classificou o México para a Copa, e nem precisou usar seu superpoderes. Bastou atender ao apelo da imprensa e da torcida, convocou uma penca de jogadores do América (o clube que dirigia) e completou o elenco com gente que atuava no México. Só gente com amor à camisa, que não perdeu o vínculo com a mexicanidade após se empanturrar de euros do outro lado do Atlântico. Aquele discurso que já ouvimos algumas vezes no Brasil.

Bem, deu certo no caso mexicano. O time tinha mais entrosamento e passou por cima da Nova Zelândia na Cidade do México, resolvendo a repescagem já no jogo de ida. Sinal de que sua decisão foi a correta? Em termos.

Ainda que o México com europeus tenha feito partidas ridículas, incluindo empate com Jamaica e derrota par Honduras, ambas em casa, o grupo teria condições de vencer a Nova Zelândia mesmo com o futebol burocrático que vinha mostrando. Aliás, se Miguel Herrera montasse La Tri com uma mistura de Pumas e Atlante, lanternas do Apertura, a chance de vencer os neozelandeses ainda seriam grandes.

O risco é os mexicanos se iludirem e acharem que apenas o entrosamento e a garra dos jogadores locais servirão na Copa do Mundo. O nível é outro, e a Nova Zelândia não é parâmetro. La Tri tem uma marca impressionante de ter sido eliminada na fase de grupos pela última vez em 1978 (não jogou em 82 e 90, passou de fase em 86, 94, 98, 2002, 06 e 10) e terá trabalho para manter essa sequência.

Não há tantos europeus fundamentais à seleção mexicana, mas é preciso recolocar no grupo Guardado, Chicharito Hernández, Vela e Giovani dos Santos. Esses quatro podem elevar o nível da equipe se jogarem em seus potenciais máximos. E, no momento, eles estão queimados diante da opinião pública. Dos Santos e Guardado por não jogarem tão bem, Chicharito por ter sido omisso ofensivamente no hexagonal final da Concacaf e Vela por pedir dispensa após a demissão do técnico José Manuel de la Torre em setembro.

Mais do que o trabalho tático, Herrera precisará de habilidade para trazer esses jogadores de volta. Pode se apegar à sua política, insistir com o grupo fechado da repescagem e aumentar grandemente o risco de fracasso no Brasil. Ou terá de fazer algum jogo de cena, dizer que conversou um a um dos estrangeiros para convencer o público que eles também amam a camisa verde para fazer o necessário: reconvocá-los.