Por que a posição da Conmebol sobre atitude de Jara é tão importante

Entidade tem a oportunidade de estabelecer um limite do que é aceitável ou não no futebol sul-americano

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A malandragem e a intimidação fazem parte do futebol sul-americano como o dinheiro faz parte da vida do Real Madrid e do Barcelona. Por décadas, aceitou-se que os gramados se transformassem quase em arenas de telecatch em partidas da Libertadores, sempre com olhar muito, digamos, “generoso” da arbitragem. Essas práticas já diminuíram, mas ainda há resquícios de um jogo provocador, que desafia os limites da regra a todo momento. A dedada de Jara em Cavani no Chile x Uruguai desta quarta é um sinal disso, e por isso é tão importante o que a Conmebol decidirá fazer com o jogador chileno.

PODCAST: Copa América com mais polêmica de arbitragem do que bom futebol

A entidade pode punir o zagueiro por dois caminhos. Se o árbitro brasileiro Sandro Meira Ricci relatou a agressão em sua súmula, basta a comissão disciplinar da confederação julgar o caso e estabelecer a punição. Se o lance foi omitido, o julgamento teria de ser feito com base nas imagens da TV. O regulamento da Copa América não prevê punições por provas em vídeo, mas até a imprensa chilena reconhece que a Conmebol poderia lançar mão desse dispositivo para corrigir um eventual silêncio de Ricci. A pena poderia ir de um a três jogos.

Há muitas coisas em jogo nesse debate. Do ponto de vista político, o Chile deve fazer pressão para que nada ocorra para aumentar suas chances de conquistar um título inédito diante de sua torcida. Na pior das hipóteses, os chilenos aceitariam empurrar o caso para após a Copa América, mesmo que isso tirasse o jogador de algumas partidas das Eliminatórias para o Mundial da Rússia.

No entanto, duas potências do continente gostariam de ver uma punição rigorosa a Jara. O Uruguai, ressentido pela expulsão de Cavani e pela eliminação, deseja que se faça justiça de alguma forma. E, de acordo com vários relatos vindos do Chile, o Brasil também está de olho em todas as ações do comitê disciplinar da Conmebol, pois considerou a punição de quatro jogos a Neymar muito pesada e quer se certificar que os demais casos também sejam julgados com rigor.

VEJA MAIS: Falta na seleção brasileira quem chame a responsabilidade além de Neymar

Mas o que está em julgamento não é a força política do Chile, do Uruguai ou do Brasil. É que tipo de atitude se aceita dentro do futebol sul-americano. É desenhar no chão o limite do que é a malandragem saudável, que faz parte da identidade futebolística latino-americana, do que é a provocação antiética e antiesportiva, que não deve continuar existindo.

Se a Conmebol não punir Jara ou estabelecer uma pena leve (multa, por exemplo), ela dará passe livre para que outros jogadores repitam o zagueiro chileno. Se houver uma suspensão pesada, ficará claro para qualquer jogador que há um limite na provocação, e colocar o dedo em uma área íntima do adversário está do lado errado dessa linha imaginária.

O futebol da América do Sul é fascinante e único por diversos motivos. A paixão em campo e nas arquibancadas, a técnica no gramado, a intensidade do jogo e, sim, a malandragem também. Mas isso engloba agressão sexual? A Conmebol dará a resposta.

[Copa 2014, um ano] Uruguai vence Itália na bola, na raça e nas dentadas

Um legado da Copa? A punição de Suárez por morder o ombro de Chiellini

Para celebrar o primeiro aniversário do Mundial 2014, vamos retomar um dos lemas da Copa. Depois do “Não vai ter Copa”, do “Vai ter Copa, sim” e do “Devia ter Copa todo ano”, é a vez de gritar “Volta, Copa!”. A cada dia, uma retrospectiva do que ocorreu há um ano. Só para alimentarmos nossa saudade.

VOLTA, COPA: Confira a retrospectiva dia a dia do que rolou na Copa das Copas

O folclore

A Inglaterra deixou a Copa, e junto com ela se vão seus torcedores e seu humor irônico. Algo que pôde ser bastante visto no Mineirão, durante o modorrento amistoso que se transformou o Inglaterra x Costa Rica. Uma pena, ainda mais porque seguiam no Mundial muita gente que já deveria ter voltado, como esse garoto que estava cabulando aula.

Quem começava a ficar com vontade de vir era Robert Downey Jr. Ainda mais depois que seu personagem mais famoso entrou no clima da Copa e mostrou apoio a seu companheiro Hulk.

Bola rolando

O Grupo da Morte termina, e com a configuração mais surpreendente. A Costa Rica empatou com a Inglaterra no Mineirão e confirmou a primeira posição da chave. Em Natal, o Uruguai venceu a Itália na bola, na raça e nas dentadas e ficou com a segunda vaga nas oitavas de final.

Costarriquenhos e uruguaios vão se cruzar com o Grupo C, contra Colômbia e Grécia respectivamente. Os colombianos ganhavam terreno como uma das seleções de futebol mais atraente do Mundial depois dos 4 a 1 sobre o Japão com show de James Rodríguez. Os gregos sofreram bem mais, precisando de um gol de Samaras nos acréscimos para eliminar a Costa do Marfim.

Vídeo do dia

Suárez morde Chiellini, um clássico.

Enquanto isso, na Trivela

Duas formas bem distintas de ver o Brasil x Camarões. Em São Paulo, a loucura do bairro da Vila Madalena, por um mês a maior balada 24h do planeta. Na estrada, os solitários caminhoneiros tentando conciliar o prazo de entregas com a vontade de ver a Seleção.

Mas já estava claro que o clima de Copa não estava só com os brasileiros. Mostramos como foi a vibração de chilenos e mexicanos no dia anterior.

Oea do dia

[Copa 2014, um ano] Cenas eternas: a raça de Álvaro Pereira, o choro de Die e a glória de Suárez

Uruguai vai ao limite para vencer a Inglaterra e seguir vivo na Copa, enquanto quer marfinense não se segura ao ouvir o hino de seu país

Para celebrar o primeiro aniversário do Mundial 2014, vamos retomar um dos lemas da Copa. Depois do “Não vai ter Copa”, do “Vai ter Copa, sim” e do “Devia ter Copa todo ano”, é a vez de gritar “Volta, Copa!”. A cada dia, uma retrospectiva do que ocorreu há um ano. Só para alimentarmos nossa saudade.

VOLTA, COPA: Confira a retrospectiva dia a dia do que rolou na Copa das Copas

O folclore

O Uruguai x Inglaterra dominou o noticiário até nas galhofas. Chamou a atenção do mundo a imagem de um torcedor escocês no meio da massa celeste, aumentando o coro para empurrar Suárez e seus companheiros contra os ingleses.

Logo após a partida, foi a vez de Balotelli dar as caras. A vitória uruguaia praticamente eliminava a Inglaterra, que só teria alguma chance de classificação se, no dia seguinte, a Itália vencesse a Costa Rica. O atacante italiano não perdeu a oportunidade de fazer sua fanfarronice, e disse que queria um beijo da Rainha Elizabeth.

Além dos ingleses, quem também estava atordoado era Vicente del Bosque, técnico da eliminada Espanha. Descobriu-se que, no dia anterior, o treinador estava tão aborrecido com a derrota de sua equipe que, na saída do Maracanã, quase embarcou no ônibus do Chile.

Bola rolando

Impossível chegar a um consenso de qual o melhor jogo de uma Copa do Mundo cheia de jogões. Mas qualquer um que pare para fazer um ranking terá de pensar com carinho em Uruguai x Inglaterra. A Arena Corinthians viu um time inglês tecnicamente superior sucumbir diante de um grupo de uruguaios dispostos a morrer pelos três pontos. Os celestes usaram sua experiência e raça para elevar o nível de intensidade, superaram os britânicos e Suárez teve sua glória pessoal, marcando dois gols na partida em que voltava de contusão.

Os outros dois jogos foram do Grupo C, com um ótimo Colômbia 2×1 Costa do Marfim e um sonolento Japão 0x0 Grécia.

Vídeos do dia

Hoje são dois, porque poucas coisas simbolizam tanto a importância e a emoção que envolve uma Copa do Mundo quanto essas duas imagens. Álvaro Pereira sabia que tinha tomado uma pancada na cabeça forte demais e não deveria continuar em campo, mas ele jamais aceitaria deixar o gramado antes do final da partida. Para o marfinense Die, só o fato de estar ali no gramado, ouvindo o hino de seu país, era o momento máximo da carreira, algo aparentemente inatingível que se tornou real.

Enquanto isso, na Trivela

Direto de Salvador, nosso enviado mostra como muito do legado prometido para a Copa ficou no papel. Uma volta nos arredores da Fonte Nova mostra comunidades em dificuldade, apenas sonhando em ter a atenção do poder público que o estádio vizinho recebeu.

Do lado festivo, a primeira rodada mostrou um aspecto fundamental do Mundial do Brasil: a invasão das torcidas das Américas. Dos Estados Unidos ao Chile, grandes massas de torcedores vieram acompanhar suas seleções, protagonizando lindos espetáculos nas arquibancadas. Para mostrar isso, reunimos vídeos das torcidas do continente americano cantando os hinos de seus países. De arrepiar.

Nossos irmãos do Gizmodo deram um toque científico, e explicaram o funcionamento da espuma usada para marcar a distância da barreira (não é a mesma tecnologia que se usa no Brasil há anos).

Oea do dia

O mundo perdeu dois grandes escritores, e o futebol perdeu dois brilhantes torcedores

Günter Grass e Eduardo Galeano nos ajudaram a entender o quão grande era o futebol

O grande escritor, Prêmio Nobel no currículo, se dirige para o palco. Livro em mãos, fará mais uma leitura pública. O que diferencia aquele evento de tantos outros que o autor já havia participado é que o cenário não era o auditório de alguma universidade. Era um campo de futebol, e os ouvintes se sentavam na arquibancada. Esse era Günter Grass, no centro do estádio Millerntor, ajudando a arrecadar fundos para tirar o St. Pauli da crise financeira.

LEIA MAIS: Quer aprender mais sobre poesia e literatura? Veja as notas oficiais do futebol carioca

Grass foi um dos principais nomes da vida cultural alemã na segunda metade do século 20. Suas obras ganharam destaque a partir da década de 1950, expondo diversas feridas da sociedade alemã-ocidental pós-Segunda Guerra. Em 1999, recebeu o Nobel de Literatura, sendo exaltado pela comissão do prêmio como o responsável por recomeçar a literatura alemã após décadas de destruição moral e linguística.

Sua posição como pensador foi contestada nos últimos anos. Em 2006, revelou que se apresentou para a Waffen-SS, uma das forças militares da Alemanha nazista. O escritor tinha 17 anos e alegou não ter noção total do que aquilo representava (algo muito comum entre adolescentes alemães da época) e que queria apenas fazer algo que soasse mais fascinante que a rotina que levava. Houve relativa aceitação para suas justificativas (ainda que tenha recebido críticas pesadas na Polônia, onde nasceu), mas, quando escreveu um poema criticando a Alemanha por vender equipamento militar a Israel, foi considerado persona non grata pelo governo israelense.

O futebol não teve muito espaço em sua obra, mas teve em sua vida. Até porque ele sabia muito bem o quanto a bola representava para uma sociedade. Grass era torcedor do Freiburg. Por afinidade, e entender o papel ideológico do St. Pauli, também nutria muita simpatia pelo subversivo clube alvimarrom. Quando a equipe de Hamburgo caiu para a terceira divisão, em 2004, o escritor aceitou fazer uma leitura pública para arrecadar fundos.

Crítico ao nacionalismo alemão, viu na Copa de 2006 um momento raro em que esse orgulho foi usado de forma positiva. “Nós [alemães] podemos ter um papel responsável na Europa se pudermos justificar nosso próprio sentido de identidade nacional além do nacionalismo. Mas há aspectos agradáveis de ver pequenas bandeiras alemãs com as pessoas durante a Copa do Mundo. Eu vi mulheres dando chupetas com preto, vermelho e dourado para seus bebês. Esse tipo de coisa muda qualquer percepção de submissão”, afirmou em entrevista à revista Der Spiegel.

Na mesma conversa, foi perguntado se tinha medo de morrer. Disse que não, mas o futebol estaria entre as coisas que ainda o motivavam. “Eu percebi que, por um lado, estou preparado para isso. Mas também percebi que ainda tenho uma certa dose de curiosidade sobre as coisas. O que acontecerá com meus netos? Quais serão os resultados do futebol no fim de semana?”

Grass faleceu nesta segunda, 13 de abril, por infecção no pulmão. Ficará sem saber se o Freiburg vencerá o Mainz neste sábado e ficar mais longe da zona de rebaixamento, nem o que o St Pauli foi capaz de fazer nesta sexta contra o Nuremberg na tentativa de evitar a terceirona. Um rebaixamento que talvez o motivasse a fazer uma nova leitura pública de sua obra.

Esse mesmo sentimento vazio pode ser encontrado no Uruguai. Eduardo Galeano, também escritor, pensador, figura influente da esquerda e torcedor de futebol, foi vítima de um câncer. Poucos escritores traduziram tão bem a vida e a alma latino-americana, e é uma consequência natural que o futebol acabasse aparecendo na obra desse seguidor do Nacional.

Eduardo Galeano lê trecho de "Os Fllhos dos Dias" (AP Photo/Matilde Campodonico)
Eduardo Galeano lê trecho de “Os Fllhos dos Dias” (AP Photo/Matilde Campodonico)

“Futebol ao Sol e à Sombra” é um dos livros obrigatórios na prateleira de qualquer pessoa que sabe que o futebol é mais que o resultado de seu time no domingo. São pequenas crônicas sobre diversos elementos que formam o futebol. Abaixo vai um trecho do meu favorito desta semana (perdoe a falta de convicção, mas a cada semana algum parece ser a melhor coisa já escrita sobre futebol), “O torcedor”:

Quando termina a partida, o torcedor, que não saiu da arquibancada, celebra sua vitória, que goleada fizemos, que surra a gente deu neles, ou chora sua derrota, nos roubaram outra vez, juiz ladrão. E então o sol vai embora, e o torcedor se vai. Caem as sombras sobre o estádio que se esvazia. Nos degraus de cimento ardem, aqui e ali, algumas fogueiras de fogo fugaz, enquanto vão se apagando as luzes e as vozes. O estádio fica sozinho e o torcedor também volta à sua solidão, um eu que foi nós; o torcedor se afasta, se dispersa, se perde, e o domingo é melancólico feito uma quarta-feira de cinzas depois da morte do Carnaval.

Impossível não se apaixonar pelo futebol ao ler algo como isso. E mesmo uma pessoa absolutamente fanática pelo esporte consegue se reapaixonar por ele. É isso o que o grande artista faz. Sua obra eleva nossa capacidade de percepção sobre o mundo, sobre nós mesmos e sobre como nos relacionamos com o que nos cerca.

O mundo precisava ganhar novos Galeanos e Grasses, não perder os que já tinha.

 

Aqui estão os grupos da Copa América 2015, e o Brasil reencontra a Colômbia

Argentina x Uruguai pinta como jogo mais interessante da primeira fase

A Conmebol realizou, nesta segunda, o sorteio dos grupos da Copa América 2015. Chile, Brasil e Argentina foram os cabeças de chave, e as demais seleções foram divididas em potes de acordo com seu nível técnico: Colômbia, México e Uruguai no pote 2, Equador, Paraguai e Peru no 3 e Bolívia, Jamaica e Venezuela no 4. Veja como ficou:

Grupo A

Chile, México, Equador e Bolívia

Grupo B

Argentina, Uruguai, Paraguai e Jamaica

Grupo C

Brasil, Colômbia, Peru e Venezuela

O Brasil até que não pode reclamar. Caiu na chave com Colômbia, Peru e Venezuela. O confronto com os colombianos se ensaia interessante, com o reencontro depois da violenta partida nas quartas de final da Copa 2014 e no exageradamente ríspido amistoso em setembro, disputado em Miami. Mas peruanos e venezuelanos não vivem grande momento e são adversários contornáveis.

Classificam-se os dois primeiros de cada grupo e os dois melhores terceiros colocados.

Mordida de Luís Suárez na Copa vira souvenir em mercado de Nápoles

Já dá para comprar estatueta de Suárez avançando com seus dentões em Chiellini

Nada de miniatura do Vesúvio, uma camiseta com desenho dos sabores de pizza mais tradicionais ou um quadro mal feito do Maradona. Um amante de futebol que for para Nápoles já tem um souvenir perfeito para ter para sempre uma recordação da Itália: uma estatueta de Luis Suárez dando uma de vampiro para cima de Giorgio Chiellini.

VEJA TAMBÉM: Deveria ter Copa todo ano! Veja todas as galhofas do Mundial de 2014

A descoberta foi do jornalista Matt Rodbard, editor do site Food Republic que passa férias na Itália. Ele estava zanzando pelo mercado de Nápoles (sempre um bom lugar para um amante de comida) quando, pimba!, viu a estatueta à venda. Sinceramente, é muito melhor do que essas lembrancinhas clichês que tanto vendem pela Itália.

Aliás, alguém aí tem um conhecido que vai para Nápoles? O pessoal aqui da Trivela está com uma encomenda para fazer.

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5 jogadores de linha que tiveram grandes atuações como goleiros

Gaúcho, Paulo Sérgio, Felipe Melo e outros jogadores de linha que mandaram bem debaixo das traves

Goleiro é a posição mais especializada do futebol. É a única em que não se pode improvisar impunemente. ao contrário do que ocorre na defesa, no meio-campo ou no ataque, jogadores de outras posições simplesmente não têm a capacidade técnica necessária para entrar no lugar de um profissional do gol e manter um nível minimamente aceitável. Mas às vezes dá certo, como na épica classificação do Ludogorets sobre o Steaua Bucareste na fase eliminatória da Liga dos Campeões. O zagueiro Cosmin Moti foi ao gol, pegou dois pênaltis e classificou sua equipe para a fase de grupos.

LEIA MAIS: Moti, o mito: Zagueiro vai para o gol, defende dois pênaltis e põe Ludogorets na LC; veja

Foi certamente uma das maiores participações de um jogador de linha no gol. Mas não foi a única. Separamos algumas grandes atuações. Confira só e veja qual a sua preferida:

Gaúcho
Flamengo 1×1 Palmeiras, 1988

Segundo turno do Brasileirão. Em 1988, o regulamento previa disputa de pênaltis para todos os jogos que terminassem empatados. O Palmeiras vencia por 1 a 0 no Maracanã quando Zetti fraturou a perna em dividida com Bebeto. O atacante Gaúcho (que se tornaria ídolo do Flamengo anos depois) foi ao gol. Não impediu o empate, mas pegou as cobranças de pênaltis de Aldair e Zinho e deu os dois pontos ao Alviverde. Considerando que o jogo ainda teve, como pode-se ver no vídeo abaixo, presença de Zico, narração de Galvão Bueno e reportagem de Marcelo “Corta-pra-mim” Resende, é muita coisa mítica para um jogo só.

Paulo Sérgio
Corinthians 0x3 São Paulo, 1993

Primeiro turno do Campeonato Paulista. O Corinthians vinha em uma série negativa contra o São Paulo, com vários jogos sem sequer anotar um gol. Naquela tarde do Pacaembu não foi diferente. O Tricolor vencia quando Ronaldo foi expulso por cometer pênalti em Raí. O atacante Paulo Sérgio – que, no ano seguinte, estaria ao lado de Raí para conquistar o tetra do Brasil – foi para o sacrifício. Sofreu dois gols, mas fez boas defesas e impediu uma goleada maior.

Phil Jagielka
Sheffield United 1×0 Arsenal, 2006

Partida apagadíssima do Arsenal pela rodada de véspera de reveillon no Campeonato Inglês. Nade deixou o Sheffield United na frente, mas o goleiro Kenny se contundiu aos 15 minutos do segundo tempo. O time da casa não tinha um goleiro reserva no banco, e o técnico Neil Warnock teve de improvisar um zagueiro no gol. Um desconhecido Phil Jagielka. A apresentação do Arsenal foi tão ruim naquela noite que o zagueiro-goleiro só teve de fazer duas boas defesas na meia hora em que ficou no gol. Mas assegurou a vitória de sua equipe.

Obs.: não há vídeo do jogo para incorporar. A notícia pode ser vista aqui.

Felipe Melo
Elazigspor 0x1 Galatasaray, 2012

O goleiro do Galatasaray comete pênalti e é expulso no último minuto de um jogo pelo Campeonato Turco. Felipe Melo vai para o gol e defende a cobrança, garantindo a vitória de sua equipe. E, como Felipe Melo é sempre Felipe Melo, ele comemorou a defesa com fanfarronice, imitando um pitbull, em referência ao seu apelido no clube.

Cosmin Moti

Ludogorets 1×0 Steaua Bucareste, 2014

A história desta semana. Moti, romeno e ex-jogador do Dinamo de Bucareste, teve de ir ao gol no final da prorrogação do Ludogorets x Steaua Bucareste que valia uma vaga na fase de grupos da Liga dos Campeões. Na disputa de pênaltis, converteu sua cobrança e defendeu outras duas para classificar a equipe búlgara pela primeira vez na história do torneio continental.

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Faixa bônus

Luis Suárez
Uruguai 1×1 Gana, 2010

O único problema dessa defesa é que ela foi ilegal, pois o jogador não havia oficialmente assumido o posto de goleiro. Mas foi uma defesa precisa, oportuna, e que acabou valendo ao Uruguai a classificação para as semifinais da Copa do Mundo após 40 anos.

Faixa bônus 2*

Flávio
San Lorenzo-PAR 1×0 Paraná, 1999

Quartas de final da Copa Conmebol. O Paraná perde por 1 a 0 para o San Lorenzo-PAR e tem o goleiro Marcos expulso. O atacante Flávio vai para o gol. E faz um grande papel: converte sua cobrança e defende três pênaltis paraguaios, classificando os paranistas para as quartas de final (onde não usaram o atacante-goleiro no gol e acabaram eliminados nos pênaltis pelo Talleres).

*Tínhamos esquecido de colocar essa na lista, mas o leitor Douglas Cunha cornetou com razão e nós incluímos como faixa bônus.

Espetacular! O golaço de James Rodríguez de outros ângulos

Veja o gol mais bonito da Copa (nossa opinião, pelo menos) quase de dentro do gol e da arquibancada

Impossível se cansar de ver o gol de James Rodríguez. passe de cabeça, domínio no peito e voleio de virada lá da intermediária. Provavelmente o gol mais bonito da Copa 2014 até agora. Então, já que é para continuar vendo, trazemos duas visões diferentes. Primeiro, um vídeo feito da arquibancada do Maracanã, com a jogada inteira. Depois, uma sequência incrível de fotos de Jorge Rodrigues Jorge, parceiro aqui da Trivela.

James Rodríguez chuta para abrir o marcador no Colômbia x Uruguai (Jorge R. Jorge)

Muslera observa a bola de James Rodríguez no Colômbia x Uruguai (Jorge R. Jorge)

Muslera observa a bola de James Rodríguez no Colômbia x Uruguai (Jorge R. Jorge)

Muslera observa a bola de James Rodríguez no Colômbia x Uruguai (Jorge R. Jorge)

Muslera observa a bola de James Rodríguez no Colômbia x Uruguai (Jorge R. Jorge)

Muslera observa a bola de James Rodríguez no Colômbia x Uruguai (Jorge R. Jorge)

Copa do Mundo - Colombia X Uruguai

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Uruguai perdeu Luis Suárez, mas ganhou um torcedor no Brasil

Maurício de Sousa divulga imagem de Zé Vampir com a camisa celeste

Os uruguaios contestaram demais a punição a Luis Suárez. Compreensível, ela foi realmente muito pesada e ainda tirará da seleção celeste seu melhor jogador. Mas, pelo menos, o Uruguai poderá contar com um novo aliado. E um que tem poderes especiais, como a imortalidade.

LEIA MAIS: Como a punição da Fifa salvou Suaréz e o transformou em vítima

Nesta sexta, os estúdios Mauricio de Sousa divulgaram um desenho do personagem Zé Vampir homenageando o atacante, cada vez mais um parceiro na arte de morder. A ideia não é transformar o vampirinho em eterno torcedor uruguaio (como Cascão é corintiano), mas apenas aproveitar o momento.

Zé Vampir homenageia Luis Suárez (Divulgação)
Zé Vampir homenageia Luis Suárez (Divulgação)

Qual o melhor e mais bizarro vídeo que zoa a mordida de Suárez?

Não havia dúvidas que a terceira mordida do uruguaio se transformaria em meme mundial

No mundo das redes sociais, em que grandes empresas consideram os memes que um produto pode gerar antes de definir sua estratégia de lançamento, era óbvio que lances inusitados da Copa do Mundo viraria brincadeira de internet. O a mordida de Luis Suárez em Chiellini foi um prato cheio.

LEIA MAIS: O impulso de Suárez, que já salvou o Uruguai na Copa, agora foi pura inconsequência

Reunimos três vídeos sem noção. Qual é o melhor?

1) História completamente nonsens made in China:

2) “Suárez mordeu minha mão!”
(baseado neste)

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3) Suárez com danças lascivas
(baseado neste)

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