Sánchez mostra: se é para arremessar longe do rebatedor, o faça direito

Nem sempre um walk intencional é tão simples assim

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Por que seguir com a procissão de walks intencionais, ao invés de simplesmente ceder a base e poupar o braço do arremessador e tempo de jogo? Sim, é tentador ganhar um minuto de jogo nesses momentos que são praticamente protocolares. Mas, de tempos em tempos, algo inusitado ocorre e nos faz lembrar como o beisebol pode ser um jogo imprevisível nas pequenas coisas.

Neste sábado, o Tampa Bay Rays perdia por 3 a 1 para o New York Yankees quando Gary Sánchez, o estreante sensação, foi ao bastão. Com a primeira base vazia, mas a segunda e a terceira ocupadas, o walk intencional era uma jogada até lógica. Enny Romero foi para os arremessos para o catcher, mas não se concentrou direito e, sem querer, a bolinha fez uma curva para dentro e ficou ao alcance de Sánchez.

O dominicano mandou uma paulada para o campo esquerdo, transformando o walk intencional em rebatida de sacrifício. Não foi espetacular como a de Miguel Cabrera em um Baltimore Orioles x Florida Marlins de 2006, mas foi legal também.

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Ichiro Suzuki rebate bolas de beisebol como se jogasse tênis

Às vezes parece um lob, às vezes parece uma passada. Coisa de gênio

Não há jogador como Ichiro Suzuki. O defensor externo japonês já não tem a eficiência defensiva e o poderio ofensivo da época de Seattle Mariners, mas é difícil encontrar um jogador com mais talento para rebater uma bola de beisebol. Sobretudo pela forma como ele o faz: como um mestre oriental que pacientemente escolhe o melhor momento para apresentar uma arte que levou décadas para ser aprimorada.

Suzuki é reserva do Miami Marlins nesta temporada, entrando como pinch-hitter nas entradas finais. No entanto, a lesão de Christian Yelich deu ao japonês a oportunidade de se tornar titular. E ele tem deitado e rolado. Em três dias, conseguiu dois jogos com quatro rebatidas. E do jeito mais Ichiro possível: batendo na bolinha de beisebol como se jogasse tênis. Uma hora parece que ele dá uma passada que encontra um espaço longe do alcance do adversário. Outra hora ele joga por cima como um lob, cujo objetivo nunca é ir longe, mas pousar no ponto certo da quadr… ops, campo.

Faltam apenas 40 rebatidas para chegar à incrível marca de 3 mil. Uma façanha por si só, mas que fica ainda maior se lembrarmos que Ichiro só estreou na MLB aos 27 anos, após nove temporadas na NPB (liga japonesa).

Nova regra não é boa ou ruim, só precisamos entender quais seus limites

Blue Jays perdem por revisão de replay em queimada dupla e reclamam. Mas ainda não sabemos se têm ou não razão

Era óbvio que isso ia acontecer em algum momento, mas não dava para imaginar que seria justamente em um lance que decidisse uma partida. A nova regra de eliminação na segunda base para queimadas duplas motivou polêmica quando foi anunciada. E já causou rebuliço quando o Toronto Blue Jays viu suas duas corridas contra o Tampa Bay Rays, que viravam o marcador de 3 a 2 para 4 a 3 na nona entrada, transformadas em uma queimada dupla que encerrou o duelo após revisão por replay.

Pelo novo regulamento, não há mais a “jogada de vizinhança”, uma lei não escrita que protegia o defensor de adversários agressivos em base. Em compensação, o corredor tem obrigação de se manter diretamente na linha da base e não avançar sobre o corpo do oponente.

Pode-se reclamar que a regra tira agressividade do jogo, como também há margem para defender o modo como ela preserva shortstops e segundas bases. O que realmente definirá o quanto ela afeta o jogo para cada um dos lados é: como o texto da lei será aplicado nas situações práticas? O que os árbitros considerarão como interferência do corredor na ação do defensor.

É isso o que está por trás dessa discussão. Claro, os Blue Jays reclamaram da marcação. É verdade que José Bautista não ataca o corpo de Logan Forsythe, mas o jogador do Toronto chega a deslocar seu carrinho para o lado e dá para considerar que ele atrapalhou o segunda base dos Rays. É uma jogada no limite da interpretação da regra, e é o acúmulo de decisões em lances como esse que nos permitirá dizer o quanto a nova regulamentação é boa ou ruim.

O que a MLB pretende ao realizar um jogo em Cuba

Até Barack Obama estará no jogo que pode ser um marco nas relações cubano-americanas

É uma terça especial para o beisebol. A Major League Baseball volta a realizar uma partida em território cubano, um jogo de pré-temporada entre o Tampa Bay Rays e a seleção da ilha em Havana. Entre os milhares de torcedores estará Barack Obama, primeiro presidente dos EUA a visitar Cuba em 88 anos. É um marco na relação entre os dois países, mas também para o beisebol. Afinal, o que a MLB pretende ao dar passos tão claros em direção a Cuba?

Falei sobre isso no começo do mês, quando o amistoso foi anunciado. Para quem não leu, aí vai o texto.

O que significa a partida que o Tampa Bay Rays fará em Cuba
Jogo de exibição entre Baltimore Orioles e seleção de Cuba, em 1999, foi a primeira e última vez que um time da MLB atuou na ilha (AP)
Jogo de exibição entre Baltimore Orioles e seleção de Cuba, em 1999, foi a primeira e última vez que um time da MLB atuou na ilha (AP)

O Tampa Bay Rays foi o vencedor. Desde que Barack Obama anunciou a retomada de relações entre Estados Unidos e Cuba, várias franquias da Major League Baseball demonstraram interesse em fazer um jogo na ilha. Nesta terça, a liga confirmou que o time da Flórida era o escolhido para enfrentar a seleção cubana, em amistoso marcado para 22 de março no estádio Latinoamericano, em Havana. Será o primeiro jogo de uma equipe da MLB no país desde uma vista do Baltimore Orioles, em 1999.

Obs.: Em 1999, os O’s venceram Cuba por 3 a 2 em Havana (foto acima). A seleção cubana devolveu a visita e venceu por 12 a 6 em Baltimore semanas depois.

Tudo bem, fica claro que o beisebol norte-americano está a fim de pegar uma carona na reabertura do comércio entre os dois países e a presença possível de Obama nas arquibancadas ajudará a dar repercussão mundial ao fato. Mas é evidente que a MLB tem planos muito mais profundos para Cuba em longo prazo.

A economia cubana deve ter um crescimento acentuado com a reaproximação com os Estados Unidos, mas dificilmente será muito relevante para a liga como fonte de renda. Cuba tem, de acordo com a ONU, a 64ª economia do mundo. Entre os países que adoram beisebol na América Latina, é maior que a da República Dominicana, menor que a de Porto Rico e significativamente menor que a da Venezuela. A audiência na Cubavisión e a venda de bonés em Havana pode até ser interessante, mas não são essas ações que justificarão o investimento na ilha.

A MLB quer é se aproximar do talento dos jogadores cubanos. A ilha tem potencial para fornecer mais jogadores até que a República Dominicana, pois tem população maior e com mais acesso a educação e estrutura esportiva. A questão é: como fazer essa busca por jovens promessas?

Porto Rico e México não são bons exemplos. A ilha é um estado associado aos EUA e, por isso, está sujeita às regras de draft de norte-americanos e canadenses. Os mexicanos têm lima estrutura de beisebol mais consolidada e muitos jogadores surgem por meio dela. Assim, Venezuela e República Dominicana têm condições mais semelhantes às de Cuba.

Nesses dois países, as franquias da MLB têm uma rede de olheiros (buscones) e centros de treinamento para categorias de base. Os observadores identificam talentos e os levam para testes. Quem passa é contratado e incorporado à academia, onde são preparados para fazer a transição à América do Norte. No inverno do hemisfério norte, durante o recesso das grandes ligas, eles podem integrar equipes nas ligas latino-americanas.

Os arremessadores cubanos José Fernández e Aroldis Chapman conversam antes de partida (AP Photo/Lynne Sladky)

No entanto, a MLB dá pinta de quem não tentará um modelo tão invasivo com os cubanos, criando suas próprias academias e de alguma forma pautando quem pode ou não participar dos campeonatos nacionais desses países. A maneira como a liga tem tratado a questão de Cuba aparenta uma aproximação mais cordial e cuidadosa, sem soar muito agressivo com a estrutura já existente.

Obs.: Atualmente, não há sistema oficial para um jogador cubano ir à MLB. Ele precisa desertar (fugir de Cuba) e oficializar residência em algum país. A partir daí, as franquias norte-americanas podem contratá-lo como um atleta estrangeiro qualquer.

A Série Nacional (liga cubana) é composta por 16 equipes, cada uma representando uma província do país. Elas funcionam como seleções regionais, absorvendo os principais talentos descobertos nas competições escolares. A quantidade de times prejudica um pouco o nível técnico, pois há muitas vagas disponíveis e jogadores sem tanto talento acabam ganhando espaço. Ainda assim, o maior problema é a dificuldade de oferecer intercâmbio e treinamento de alto nível para tanta gente, ainda mais em um país politicamente isolado que tem dificuldade em importar mão de obra.

A MLB não parece apostar em uma quebra dessa estrutura, sobretudo porque não dá para saber até quando o atual regime seguirá no poder em Cuba. Se o governo de Raúl Castro se mantiver por alguns anos, simplesmente não haverá espaço para negociar a entrada de academias americanas no país (por mais que a ilha se torne mais liberal como parte da reaproximação com Washington). Se a economia se abrir, até haveria a possibilidade teórica, mas poderia soar agressivo para os cubanos e enfrentar resistência.

É mais provável que a MLB se associe ao que já existe em Cuba, firmando parcerias para ajudar no desenvolvimento de jovens nas escolas e criar um modelo de transferência de jogadores da Série Nacional. Para isso, gestos de boa vontade são importantes, o que encaixa com as atitudes que a liga tomou até agora: sobretudo bancar a reforma do estádio Latinoamericano e realizar um amistoso com a presença do presidente norte-americano.

Essas negociações ainda vão levar um tempo, sobretudo porque dependem de como avançarão as conversas entre Washington e Havana (que podem mudar de tom se os republicanos ganharem as eleições presidenciais dos EUA no fim do ano). Mas o caminho leva a uma integração de Cuba com a estrutura do beisebol das grandes ligas. E a visita dos Rays pode ser um marco nesse processo.

O que significa a partida que o Tampa Bay Rays fará em Cuba

A MLB quer fincar um pé na ilha, mas dá pinta que o fará de forma diferente de República Dominicana e Venezuela

O Tampa Bay Rays foi o vencedor. Desde que Barack Obama anunciou a retomada de relações entre Estados Unidos e Cuba, várias franquias da Major League Baseball demonstraram interesse em fazer um jogo na ilha. Nesta terça, a liga confirmou que o time da Flórida era o escolhido para enfrentar a seleção cubana, em amistoso marcado para 22 de março no estádio Latinoamericano, em Havana. Será o primeiro jogo de uma equipe da MLB no país desde uma vista do Baltimore Orioles, em 1999.

Obs.: Em 1999, os O’s venceram Cuba por 3 a 2 em Havana (foto acima). A seleção cubana devolveu a visita e venceu por 12 a 6 em Baltimore semanas depois.

Tudo bem, fica claro que o beisebol norte-americano está a fim de pegar uma carona na reabertura do comércio entre os dois países e a presença possível de Obama nas arquibancadas ajudará a dar repercussão mundial ao fato. Mas é evidente que a MLB tem planos muito mais profundos para Cuba em longo prazo.

A economia cubana deve ter um crescimento acentuado com a reaproximação com os Estados Unidos, mas dificilmente será muito relevante para a liga como fonte de renda. Cuba tem, de acordo com a ONU, a 64ª economia do mundo. Entre os países que adoram beisebol na América Latina, é maior que a da República Dominicana, menor que a de Porto Rico e significativamente menor que a da Venezuela. A audiência na Cubavisión e a venda de bonés em Havana pode até ser interessante, mas não são essas ações que justificarão o investimento na ilha.

A MLB quer é se aproximar do talento dos jogadores cubanos. A ilha tem potencial para fornecer mais jogadores até que a República Dominicana, pois tem população maior e com mais acesso a educação e estrutura esportiva. A questão é: como fazer essa busca por jovens promessas?

Porto Rico e México não são bons exemplos. A ilha é um estado associado aos EUA e, por isso, está sujeita às regras de draft de norte-americanos e canadenses. Os mexicanos têm lima estrutura de beisebol mais consolidada e muitos jogadores surgem por meio dela. Assim, Venezuela e República Dominicana têm condições mais semelhantes às de Cuba.

Nesses dois países, as franquias da MLB têm uma rede de olheiros (buscones) e centros de treinamento para categorias de base. Os observadores identificam talentos e os levam para testes. Quem passa é contratado e incorporado à academia, onde são preparados para fazer a transição à América do Norte. No inverno do hemisfério norte, durante o recesso das grandes ligas, eles podem integrar equipes nas ligas latino-americanas.

Os arremessadores cubanos José Fernández e Aroldis Chapman conversam antes de partida (AP Photo/Lynne Sladky)
Os arremessadores cubanos José Fernández e Aroldis Chapman conversam antes de partida (AP Photo/Lynne Sladky)

No entanto, a MLB dá pinta de quem não tentará um modelo tão invasivo com os cubanos, criando suas próprias academias e de alguma forma pautando quem pode ou não participar dos campeonatos nacionais desses países. A maneira como a liga tem tratado a questão de Cuba aparenta uma aproximação mais cordial e cuidadosa, sem soar muito agressivo com a estrutura já existente.

Atualmente, não há sistema oficial para um jogador cubano ir à MLB. Ele precisa desertar (fugir de Cuba) e oficializar residência em algum país. A partir daí, as franquias norte-americanas podem contratá-lo como um atleta estrangeiro qualquer.

A Série Nacional (liga cubana) é composta por 16 equipes, cada uma representando uma província do país. Elas funcionam como seleções regionais, absorvendo os principais talentos descobertos nas competições escolares. A quantidade de times prejudica um pouco o nível técnico, pois há muitas vagas disponíveis e jogadores sem tanto talento acabam ganhando espaço. Ainda assim, o maior problema é a dificuldade de oferecer intercâmbio e treinamento de alto nível para tanta gente, ainda mais em um país politicamente isolado que tem dificuldade em importar mão de obra.

A MLB não parece apostar em uma quebra dessa estrutura, sobretudo porque não dá para saber até quando o atual regime seguirá no poder em Cuba. Se o governo de Raúl Castro se mantiver por alguns anos, simplesmente não haverá espaço para negociar a entrada de academias americanas no país (por mais que a ilha se torne mais liberal como parte da reaproximação com Washington). Se a economia se abrir, até haveria a possibilidade teórica, mas poderia soar agressivo para os cubanos e enfrentar resistência.

É mais provável que a MLB se associe ao que já existe em Cuba, firmando parcerias para ajudar no desenvolvimento de jovens nas escolas e criar um modelo de transferência de jogadores da Série Nacional. Para isso, gestos de boa vontade são importantes, o que encaixa com as atitudes que a liga tomou até agora: sobretudo bancar a reforma do estádio Latinoamericano e realizar um amistoso com a presença do presidente norte-americano.

Essas negociações ainda vão levar um tempo, sobretudo porque dependem de como avançarão as conversas entre Washington e Havana (que podem mudar de tom se os republicanos ganharem as eleições presidenciais dos EUA no fim do ano). Mas o caminho leva a uma integração de Cuba com a estrutura do beisebol das grandes ligas. E a visita dos Rays pode ser um marco nesse processo.

Prefeitura aprova condições para Tampa Bay Rays abandonar seu atual estádio

Tropicana Field é uma das piores arenas da MLB e franquia vem tentando mudar de casa há anos

O Tampa Bay Rays já sabe o preço de sair de um dos piores estádios da MLB. A prefeitura de St. Petersburg, cidade na região metropolitana de Tampa, aprovou as condições para que a franquia encerre o contrato de uso do Tropicana Field. O clube fala abertamente que gostaria de jogar em outro local, mas está preso a atual casa até 2027.

LEIA MAIS: Deve demorar bastante até a Flórida voltar a ver o Super Bowl de perto

A proposta da prefeitura é de pagamento de US$ 5 milhões pelo custo da demolição da estrutura e mais US$ 4 milhões por cada ano que restasse do acordo de uso do estádio. Ou seja, se o time saísse em 2020, pagaria US$ 33 milhões.

O valor nem parece tão alto considerando o montante movimentado pelo beisebol atualmente, mas é muito mais do que os Rays pretendiam pagar. A franquia imaginava um acordo que ficasse na casa de US$ 16 milhões e deve rejeitar os números sugeridos pela prefeitura.

O Tropicana Field foi construído em 1990 com dinheiro da prefeitura de St. Petersburg. Seu custo foi de US$ 130 milhões, o equivalente a mais de US$ 200 milhões nos valores de hoje. Sua existência foi fundamental para a MLB conceder uma equipe para a região da Baía de Tampa em 1998.

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No entanto, o estádio é tecnologicamente defasado, pouco acolhedor e mal localizado. Os Rays estão sempre as piores médias de público da MLB, mesmo apresentando times competitivos nos últimos oito anos. A direção do clube já falou abertamente no desejo de romper o atual contrato e negociar uma mudança. A preferência seria atravessar a baía e jogar em Tampa, cidade mais populosa e com mais potencial de público.

A situação dos Rays com seu estádio é tida como frágil, e o clube sempre é mencionado como possível caso de uma realocação se não surgir uma opção viável na região de Tampa. A cidade que faz campanha aberta mais consistente para ter um representante na MLB é Montreal.

Arremessador mandar a bola a 100 milhas por hora já é raro, imagine um defensor

Kevin Kiermaier tem de ganhar o Golden Glove do campo central, ponto

Será difícil alguém tirar de Kevin Kiermaier o prêmio Golden Glove de melhor defensor em sua posição. O jardineiro central do Tampa Bay Rays já chamou a atenção com jogadas acrobáticas, e agora acrescenteou em suas façanhas um lançamento que muito arremessador jamais conseguiria (pelo menos, não com a mesma precisão).

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Na partida contra o Miami Marlins, Kiermaier pegou uma rebatida que caiu no campo central. JT Realmuto estava na segunda base e disparou para anotar uma corrida. O jogador dos Rays soltou o braço, mandando um arremesso de 100,4 milhas por hora na luva de JP Arencibia. Uma eliminação constrangedoramente fácil, tamanha a velocidade do voo da bolinha.

Veja os resultados da MLB nesta quinta:

Philadelphia Phillies 3×0 New York Mets
Baltimore Orioles 6×4 Toronto Blue Jays
Cincinnati Reds 3×5 Chicago Cubs
San Francisco Giants 2×3 Los Angeles Dodgers
San Diego Padres 3×1 Milwaukee Brewers
New York Yankees 4×1 Boston Red Sox
Tampa Bay Rays 4×1 Miami Marlins
Cleveland Indians 2×4 Minnesota Twins
Atlanta Braves 0x3 Washington Nationals
Texas Rangers 5×3 Los Angeles Angels
Chicago White Sox 4×6 Kansas City Royals
Arizona Diamondbacks 8×6 Colorado Rockies

David Ortiz entrou no clube de jogadores com 500 home runs. Veja como foi

Já está na hora de começarmos a falar sobre o lugar que Big Papi terá na história do beisebol

Dá para dizer com segurança que David Ortiz está na parte final de sua carreira. Não significa que ele vá se aposentar agora, ou em dois ou quatro anos, mas é evidente que o dominicano já passou muito mais da metade de sua trajetória na MLB. O que leva a outra questão: qual seu lugar na história do Boston Red Sox e do esporte como um todo? Bem, neste sábado, o rebatedor designado colocou mais um elemento para esse debate.

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Na vitória dos Red Sox sobre o Tampa Bay Rays (10 a 4), Ortiz rebateu dois home runs em cima de Matt Moore. Foram o 499º e o 500º de sua carreira. Com isso, ele se tornou o 27º integrante do clube de jogadores que já mandaram a bolinha mais de 500 vezes para o outro lado do muro.

Veja como foi:

Veja a evolução dos escudos dos times da MLB em apenas uma imagem

Ano a ano, franquia a franquia… Isso é hipnótico!

O beisebol é um esporte de tradição, e isso se reflete sobretudo na imagem. Os estádios mais modernos precisam ter uma cara retrô. Os uniformes têm camisa com botão e cinto para securar a calça. Os bonés são tão clássicos que se transformaram em símbolos de muitas cidades. Mas, nos distintivos, a liga nunca foi muito conservadora. As franquias trocaram de escudos várias vezes ao longo da história.

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Eric Orvietto, do Yahoo Sports norte-americano, fez um GIF sensacional mostrando, ano a ano, time a time, a evolução de todos os distintivos das franquias. Eles consideraram apenas as equipes existentes hoje (ou seja, excluiu as que fecharam as portas entre as décadas de 1870 e 1890). Confira abaixo e clique aqui para ver as curiosidades levantadas pelo pessoal do Yahoo a partir dessa imagem animada.

(Eric Orvieto)

Pela primeira vez em 112 anos de história, todos os mandantes vencem em rodada cheia da MLB

O recorde anterior era de 12 jogos, em uma época em que o beisebol tinha três grandes ligas, Nova York se divida em quatro times e Indians x Yankees era decidido em entradas extras (ops)

O New York Yankees estava com a vitória nas mãos. Depois de tomar 2 a 0 do Cleveland Indians nas primeiras entradas, reagiu e empatou na oitava. A partida foi para entradas extras e, logo de cara, os nova-iorquinos anotaram duas corridas. Seria difícil resistir, mas os Indians conseguiram arrancar um empate (com corrida impulsionada por Yan Gomes) contra o único fechador que tinha 100% de aproveitamento no ano e viraram na 16ª.

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Um resultado arrancado na garra, mas que poderia ser mais um de um time já virtualmente eliminado sobre um que provavelmente se classificará. Mas essa virada espetacular garantiu que a MLB tivesse um dia histórico: pela primeira vez, nos 112 anos de vida da liga, uma rodada cheia de 15 partidas teve vitórias apenas dos mandantes.

Em um esporte em que o mando de campo tem influência menor e times fracos conseguem vencer os mais fortes com constância, é comum visitantes vencerem. Em uma rodada completa, com todos os times entrando em campo, é até recorrente haver mais derrotas do que vitórias dos times da casa.

Houve dias com 100% de aproveitamento dos mandantes, mas sempre em rodadas parciais ou na época em que a liga tinha menos equipes (e, portanto, menos partidas a cada dia). O mais perto que se havia chegado da marca desta terça foi em 23 de maio de 1914, com 12 vitórias de mandantes (somando jogos da Liga Nacional, Liga Americana e da finada Liga Federal).

Curiosamente, naquele dia o jogo em que o mandante esteve mais perto da derrota foi Yankees x Indians, também decidido em entradas extras (na 11ª). Mas, na oportunidade, o jogo era em Nova York. Veja abaixo:

Boston Red Sox 6×2 Chicago White Sox
New York Yankees 10×9 Cleveland Indians
Philadelphia Athletics 8×5 Detroit Tigers
Washington Senators 6×1 St. Louis Browns
Baltimore Terrapins 7×4 Chicago Whales
Brooklyn Tip-Tops 8×3 Kansas City Packers
Buffalo Blues 6×5 Indianapolis Hoosiers
Pittsburgh Rebels 3×0 St. Louis Terriers
Pittsburgh Pirates 7×2 Philadelphia Phillies
Chicago Cubs 2×1 Boston Braves
Cincinnati Reds 11×3 Brooklyn Dodgers
St. Louis Cardinals 4×3 New York Giants

Agora confira os resultados desta terça na MLB:

Toronto Blue Jays 4×2 Oakland Athletics
Tampa Bay Rays 2×0 Atlanta Braves
Miami Marlins 5×4 Boston Red Sox
New York Mets 4×0 Colorado Rockies
Cleveland Indians 5×4 New York Yankees
Chicago Cubs 6×3 Milwaukee Brewers
Kansas City Royals 6×1 Detroit Tigers
Chicago White Sox 3×0 Los Angeles Angels
Minnesota Twins 3×2 Texas Rangers
St. Louis Cardinals 4×3 Pittsburgh Pirates
Arizona Diamondbacks 13×1 Philadelphia Phillies
Seattle Mariners 6×5 Baltimore Orioles
San Diego Padres 11×6 Cincinnati Reds
Los Angeles Dodgers 5×0 Washington Nationals
San Francisco Giants 3×1 Houston Astros