Quero ver algum torcedor invadir o campo em São Francisco depois desse ippon

Se a segurança do estádio não deu conta, Ángel Pagán tratou de resolver o problema

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Você está fazendo um duelo contra seu maior rival. A vitória é fundamental para seu time conseguir a classificação para o mata-mata e não há como o clássico ser mais tenso. Aí, o jogo para porque um gaiato resolve invadir o gramado e distribuir flores para os atletas. Deve ser frustrante para o jogador, sob o risco de ainda perder a concentração.

Por isso, Ángel Pagán do San Francisco Giants, não teve dúvidas. Quando um torcedor de sua própria equipe se aproximou para uma interação, ele fez o que a segurança do AT&T Park não conseguiu: deu um belo ippon e imobilizou o invasor de gramado. Quem ficou na arquibancada vibrou, ainda mais porque isso não acabou atrapalhando os Gigantes, que venceram o Los Angeles Dodgers por 9 a 3.

Brasileiro vaiou muito porque se envolveu com a Olimpíada. Isso é ótimo

É errado atrapalhar a concentração de atletas em algumas modalidades, mas pensar apenas nisso é perder o que houve de mais legal nas arquibancadas da Rio-2016

Zoeira (zoh-AIR-ah)

Tecnicamente, zoeira significa cacofonia, ou um momento em que alguém está brincando com você. Em linguagem moderna, refere-se ao ato de brincar toda hora, mesmo quando as coisas estão mal. Isso vem principalmente quando surgem notícias ruins e os brasileiros rapidamente fazem um milhão de memes divertidos sobre isso. Existe um ditado no Brasil: ‘A zoeira nunca acaba’, ou seja, brasileiros nunca param de brincar. Em sua essência, a palavra zoeira captura a habilidade cultural brasileira de tornar leve uma situação ruim.”

Dias antes de os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro começarem, o jornal americano Washington Post publicou um artigo em que a autora, a correspondente Shannon Sims, aponta seis palavras que considera fundamentais para se entender o momento do Brasil. A lista tem “crise”, “gourmetização”, “petralha”, “coxinha” e “jeitinho”. “Zoeira” fecha a relação, e talvez tenha sido a mais importante para um estrangeiro que tentou entender a torcida brasileira. Nem todos conseguiram.

O comportamento dos brasileiros nas arquibancadas foi um dos grandes temas da Rio-2016. Muitos atletas e jornalistas reclamaram das constantes vaias e do barulho fora de hora nas disputas. O caso mais notório foi o de Renaud Lavillenie, que foi apupado pelos torcedores durante a disputa com Thiago Braz pelo ouro no salto com vara. O francês perdeu, reclamou, comparou sua situação com a de Jesse Owens em 1936, recebeu vaias novamente na hora de receber a medalha de prata e chorou no pódio. Outros atletas também tiveram algum problema com os torcedores, incluindo estrelas como Rafael Nadal, Kohei Uchimura e Teddy Riner. Mas não eram só os estrangeiros: provavelmente o atleta que mais perseguido em alguma disputa foi um brasileiro, Renato Augusto no Brasil 0x0 Iraque do futebol masculino realizado em Brasília.

A falta de educação da torcida virou um dos temas da cobertura dos Jogos, que colocou a responsabilidade na “cultura do futebol”. Como o brasileiro só está acostumado a ir a uma instalação esportiva para ver futebol, acaba se vendo outras modalidades como se fosse uma partida do Flamengo, do Corinthians, do Grêmio ou do Bahia (e até reforça isso ao ir à arena olímpica usando a camisa de seu clube do coração). E, claro, em vários esportes a postura padrão não é a de gritar ou vaiar, ao menos em momentos-chave da disputa.

De fato, o torcedor brasileiro precisa se acostumar com as particularidades de cada competição. Vaiar um atleta no pódio é um comportamento reprovável. Vaiar um atleta em um momento de concentração (saque no tênis, salto no atletismo, tiro no tiro esportivo ou com arco, duelo na esgrima, uma acrobacia na ginástica) é igualmente ruim. Isso tudo é verdade e passar do limite nessas situações foi motivo de reclamações justas.

Aviso no telão pedindo para a torcida controlar o impulso de vaiar (Ubiratan Leal/ExtraTime)
Aviso no telão pedindo para a torcida controlar o impulso de vaiar (Ubiratan Leal/ExtraTime)

Do mesmo jeito que os brasileiros merecem críticas por vaiar indiscriminadamente, também é verdade que algumas críticas foram indiscriminadas, colocando coisas diferentes dentro do mesmo balaio e passando do limite. Houve menções negativas ao fato de a torcida vaiar uma dupla da Malásia e apoiar uma da Austrália no badminton, sendo que o “erro” no caso foi não ser neutro, como se esperava. Houve até quem criticasse o fato de se vaiar a China no duelo contra o Brasil no vôlei feminino, alegando que torcer por um lado não significa que seja preciso apupar o outro.

Aí já se misturam coisas diferentes. Pode-se dizer que o brasileiro levou às arquibancadas olímpicas sua cultura de futebol, mas talvez seja mais preciso dizer que o brasileiro levou não apenas seu lado futebolístico, mas seu jeito de ser como um todo. Brasileiros tendem a ser passionais e a externar suas emoções. Latino-americanos em geral são assim, e o comportamento dos argentinos nas disputas do Rio de Janeiro mostram isso. Inclusive quando se passou do limite: na final do tênis masculino, entre Andy Murray e Juan Martín del Potro, o britânico errou um voleio importante no final do jogo porque um argentino gritou na arquibancada com o objetivo claro de atrapalhar a jogada. Foi errado, foi constrangedor.

O esporte que expõe melhor as diferenças culturais nas arquibancadas é o futebol, por ser a única modalidade realmente mundial. Os torcedores se manifestam de jeitos diferentes em cada lugar do planeta, seja América Latina, Estados Unidos, Itália, Espanha, Alemanha, Inglaterra, Sérvia, Marrocos, Japão ou África do Sul. E muito desse comportamento é reflexo de cada povo.

O futebol e o jeito passional não foram os único fatores culturais no comportamento dos brasileiros na Rio-2016. Outro, provavelmente muito mais relevante, foi a zoeira. Tanto quanto empurrar um atleta local ou atrapalhar o oponente, as arquibancadas queriam é brincar:

– No massacre dos Estados Unidos sobre a China no basquete masculino, a torcida (boa parte amante de NBA e admiradora óbvia dos norte-americanos) adotou os chineses simplesmente pela “zoh-AIR-ah”. Quando a diferença no placar chegou a 50 pontos, começou a gritar “Eu acredito! Eu acredito!”. Quando saía uma cesta asiática, o canto mudava para “Vamos virar, Chi-na! Vamos virar, Chi-na! Vamos virar, Chi-na-aaaa!”. E, nos minutos finais, fez o “olé” a cada passe trocado pelos chineses;

– No tênis, Novak Djokovic foi adotado pela torcida depois de várias declarações simpáticas aos brasileiros. Mas a tabela o colocou – ao lado de Nenad Zimonijc – diante de Marcelo Melo e Bruno Soares. As arquibancadas vibraram com a dupla da casa, mas soltou “Eiro, eiro, eiro, Djokovic é brasileiro!” algumas vezes. Afinal, era preciso apoiar os brasileiros, mas sem desagradar ao amigo sérvio;

– No boxe, os torcedores chegaram a vibrar com as intervenções de um árbitro, simplesmente por ele ser brasileiro;

– No handebol, o goleiro Thierry Omeyer estava parando o ataque da Argentina e foi homenageado com um “PQP, é o melhor goleiro do Brasil, Zidane”. Omeyer, como Zizou, é francês e careca;

– No rugby sevens, Fiji virou o xodó porque era um país improvável – ainda que uma potência na modalidade – e tinha levado um grupo de torcedores bastante carismáticos.

Torcedor de Fiji no estádio de rugby: carisma recompensado com apoio dos brasileiros (AP Photo/Robert F. Bukaty)
Torcedor de Fiji no estádio de rugby: carisma recompensado com apoio dos brasileiros (AP Photo/Robert F. Bukaty)

Mais do que reclamar da falta de cultura esportiva ou do excesso de cultura futebolística, podemos saudar o fato de que, antes de tudo, o brasileiro se divertiu nos Jogos Olímpicos. O brasileiro saiu de casa, gastou um bom dinheiro, enfrentou fila e comeu lanche ruim e caro, viu hóquei na grama, esgrima, boxe, tênis, natação, atletismo e tantos outros esportes e, no final das contas, se divertiu. Deixou-se levar pelo espírito da zoeira e brincou nas arenas. Escolheu um lado por motivos dos mais diversos (solidariedade regional, solidariedade com outra nação em desenvolvimento, preferência política, fragilidade técnica) e torceu. Vaiou, vibrou, se envolveu com a disputa e com os demais torcedores a seu lado.

Se as autoridades esportivas souberem manter na cabeça das pessoas a lembrança de quão divertido foi ver outras modalidades, talvez consigam levar um pouco mais de público a futuras competições realizadas no Brasil. E, se isso acontecer, aos poucos os torcedores entenderão as particularidades do jeito de torcer de cada competição, preservando seu jeito passional, mas sabendo que, em alguns momentos, ele precisa ser silenciado.

Jake Arrieta consegue seu segundo no-hitter, mas nosso heroi é esse cara de branco

Invadir o campo é errado, mas não dá para deixar de se ver um pouco no torcedor que quer celebrar junto com seus ídolos

Uma das coisas mais legais dos esportes universitários americanos é a festa da torcida após uma grande vitória. Sobretudo no basquete, com as tradicionais invasões generalizadas de quadra. Qualquer pessoa que ama esporte entende o quão humana é essa reação. Afinal, dá vontade de sair correndo, pulando, abraçar o jogador do time, agradecê-lo pessoalmente.

Nesta quinta, Jake Arrieta arremessou um no-hitter na vitória por 16 a 0 do Chicago Cubs sobre o Cincinnati Reds. Foi o segundo da carreira do jogador, que conquistou o Cy Young de 2015 e já se colocou como forte candidato a repetir o feito neste ano. Seu ERA nos últimos 16 jogos de temporada regular é de 0,53, um absurdo.

Mas nosso heroi é o sujeito de branco na foto. Não sabemos seu nome (daqui a pouco é capaz de alguém descobrir), mas entendemos sua reação. Os Cubs apontam como candidatos fortes ao título, o primeiro em 108 anos. Imagina a ansiedade que toma a alma de seus seguidores neste momento. A única forma que o rapaz da foto encontrou de extravazar isso foi invadir o campo e comemorar como se fosse um dos jogadores.

Claro, é proibido e potencialmente perigoso. E se um agressor faz isso? Por isso, o segurança do estádio rapidamente o retirou e os vídeos oficiais da MLB cortaram essa parte das imagens. Mas a transmissão ao vivo mostrou a ação do nosso herói. Nesse caso, ele não queria fazer nada de nocivo, apenas interagir com um time que pode se tornar histórico. E conseguiu por alguns segundos.

Torcedora dos Sharks está tão ansiosa por vencer nos playoffs que comemora gol do adversário

Lembrando: você torce para o time azul. O AZUL

O San Jose Sharks não tem uma relação muito feliz com os playoffs. A franquia californiana nunca conquistou sequer um título de conferência, mesmo chegando ao mata-mata em 16 dos últimos 18 mata-mata (já contando o da atual temporada). Isso deve ter criado trauma em alguns torcedores, que ficam ansiosos por vitórias.

Foi o caso de uma torcedora dos Sharks, que perdeu a noção de quem era quem no gelo e comemorou o gol da vitória (2 a 1) do Los Angeles Kings nesta segunda. Menos mal para ela, e para os outros torcedores dos Sharks, que o time da Grande São Francisco havia vencido as duas primeiras partidas da série, em LA.

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Torcedor dos Rangers rebate home run e ganha ingressos de graça para 2016

Era improvável, mas Byron Anderson conseguiu a façanha na promoção promovida pelo clube texano

Byron Anderson é um professor de middle school (equivalente ao antigo ginásio no Brasil, ou a segunda metade do ensino fundamental na nomenclatura de hoje), treinador e torcedor dos Texas Rangers. E, nesta segunda, vai poder dizer a seus alunos que teve um sábado sensacional.

Ele foi um dos torcedores que se apresentaram para tentar rebater um home run no Globo Life Park, estádio do time da Grande Dallas. Se conseguisse, ganharia ingressos gratuitos para a próxima temporada. Se não conseguisse, ao menos diria que teve oportunidade de rebater em um estádio de grande liga.

ENTENDA: Como ver todos os jogos do Rangers de graça? Simples, “só” rebater um home run

Bem, acontece que Anderson conseguiu. Rebateu no campo esquerdo uma bola de 70 milhas/hora arremessada por uma máquina. Com isso, ganhou quatro carnês para meia temporada (ele não havia se inscrito – e pagado um adiantamento – para temporada completa) e ainda pôde postar nas redes sociais um vídeo dando a gloriosa volta nas bases do estádio de sua equipe.

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Garoto cai no choro ao descobrir que Anderson Varejão deixou os Cavaliers

Pequeno torcedor só parou quando pai contou que LeBron James e Kyrie Irving tinham ficado

É fácil explicar para um torcedor experiente e bem informado por que Anderson Varejão foi negociado pelo Cleveland Cavaliers. Ele tinha um salário alto e, por questões físicas, não conseguia jogar o suficiente para dar o retorno a esse investimento. Tudo bem, é uma conta relativamente fácil de fazer. Mas tenta explicá-la a uma criança.

Um torcedor dos Cavs gravou o momento em que contou a seu filho que um de seus jogadores preferidos havia deixado o time. Em um primeiro momento, o garoto achou que era alguma brincadeira e até perguntou quem veio em troca. Mas, quando a ficha caiu…

Como ver todos os jogos do Rangers de graça? Simples, “só” rebater um home run

Time faz uma promoção com torcedores que comprarem carnês para toda a temporada 2016

O torcedor fiel do Texas Rangers tem uma chance de ver seu time sem pagar nada em 2016. O clube lançou nesta semana uma promoção para os donos de carnês de temporada: quem conseguir rebater um home run no Globe Life Park terá 100% de desconto nas entradas deste ano.

Claro, há uma série de regras. O torcedor precisa ter 18 anos e não pode atuar ou ter atuado em ligas profissionais ou universitárias de beisebol. Além disso, ele precisa depositar o valor equivalente a 25% do valor do carnê para o setor escolhido para ter direito a três tentativas. Se depositar 50%, pode tentar seis vezes. Se depositar 75%, ganha 9 swings. Se pagar o valor total ou se já tiver comprado, ele vê 12 arremessos.

Os lançamentos serão feitos por uma máquina e só serão admitidos tacos de madeira, fornecidos pelos Rangers na hora do evento, progamado para este sábado. Se o torcedor não conseguir o home run, mas atingir algumas metas (como aceertar alvos que serão colocados pelo campo) valerá brindes.

A chance de conseguir é pequena. O Globe Life Park é considerado favorável aos rebatedores, mas é difícil um amador ter sucesso em tão poucas oportunidades. De qualquer modo, quem já fosse comprar o carnê só tem a ganhar. Os Rangers montaram um time muito interessante e acompanhar a temporada será muito divertida para o torcedor de Dallas. Além disso, será muito bom contar aos amigos a experiência de ir ao bastão em um estádio da MLB.

Torcedor dos Lakers foi sacaneado, mas sua história terminou do melhor jeito possível

Todo consumidor que já se sentiu prejudicado deve se sentir vingado ao ver a história de Jesse Sandler

Qualquer consumidor que já se sentiu lesado alguma vez na vida (ou seja, toda a população mundial) já ficou com vontade de descarregar uma vingança maléfica contra a empresa. Pois é impossível não sentir uma dose de satisfação ao ver o que ocorreu com Jesse Sandler, torcedor do Los Angeles Lakers.

Em 11 de novembro, ele teve a sacada (que, convenhamos, nem era preciso ser Nostradamus para isso) que Kobe Bryant encerraria a carreira ao final desta temporada. Assim, comprou quatro ingressos para o último jogo dos Lakers em casa, marcado para 11 de abril contra o Utah Jazz. Sandler foi ao StubHub, site que revende ingressos para diversos tipos de eventos, e pagou US$ 906,77 pelas quatro entradas.

VÍDEO: Kobe ganhou uma baita homenagem do melhor da história. Não dá pra pedir reconhecimento maior

Compra feita e amigos convocados, veio a má notícia. Dezoito dias depois da transação, Kobe anunciou oficialmente sua aposentadoria. De repente, o preço dos ingressos para Lakers x Jazz decolaram. Assentos no setor comprado por Sandler chegaram a US$ 1,5 mil cada (US$ 6 mil no total).

O torcedor estava determinado a ir ao jogo e não pensou em revender os bilhetes. No entanto, em 15 de dezembro, ele recebeu uma mensagem dizendo que a compra estava cancelada. O motivo é que o dono original dos ingressos havia desistido da venda porque o valor apontado estava incorreto.

Jesse Sandler, torcedor dos Lakers (Reprodução)
Jesse Sandler, torcedor dos Lakers (Reprodução)

É óbvio que se trata de uma sacanagem contra Sandler. Ele comprou os ingressos pelo valor de mercado do dia da negociação e não tem responsabilidade sobre a posterior valorização deles (do mesmo jeito que o preço poderia despencar se Kobe tiver uma lesão grave que o tire dessa partida). No entanto, os termos de uso do StubHub permitem ao vendedor voltar atrás, desde que pague uma multa de 20% em relação ao valor inicial. Em uma situação normal, essa punição até faz sentido, mas se torna inócua quando a valorização do bilhete é de cerca de 650%.

VEJA: Kobe acredita que sua paixão pelo futebol o ajuda a enxergar o basquete de maneira diferente

Sandler reclamou, porque o vendedor estava claramente usando uma brecha no regulamento do site. Entrou em contato com o StubHub para conseguir novamente as entradas, mas sempre parava no serviço de atendimento ao consumidor e frases como “estamos de mãos atadas neste caso”. O máximo que o torcedor conseguiu foi bônus para compras futuras como pedido de desculpas.

Claro, não era isso o que ele queria. Sandler decidiu contar sua história, mostrando toda a troca de e-mails com a empresa, para o site The Lead Sports. Assim que a história foi à imprensa (e se espalhou rapidamente pelas redes sociais), o StubHub fez o que se esperava: admitiu o erro e prometeu “dar um jeito” de verdade.

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Um dia depois, a empresa afirmou que conseguiu quatro outras entradas para Lakers x Jazz e ofereceu de graça para Sandler. Ele aceitou? Claro que não. Afinal, a Tickets for Less, uma empresa concorrente, viu na história do torcedor uma oportunidade de fazer um marketing, arrumou outros ingressos, em um setor melhor ainda, e mandou seu presidente entregar os bilhetes pessoalmente.

No final das contas, a StubHub ficou com o mico de ser passada para trás pelo concorrente e ainda ver a credibilidade de seus serviços ficar bastante arranhada. Teve de se justificar com o seguinte comunicado:

“Essa foi uma péssima experiência para Jesse e faremos todo o possível para colocá-lo nesse jogo. Como um site que realiza milhares de transações por dia, erros e discrepâncias de compradores e vendedores podem ocorrer. A realidade é que essas situações ocorrem menos de 1% do tempo. Quando ocorrem, compradores estão protegidos pela nossa Garantia de Proteção ao Fã. Às vezes, conseguimos oferecer ingressos equivalentes ao comprador. Francamente, isso é o que deveria ter ocorrido nesse caso e o jeito que o comprador foi tratado foi um erro.”

Sobrevivente de San Bernardino teve casa roubada, mas já recuperou item mais precioso

Natassa Torralbo teve a casa invadida quando foi a uma vigília pelas vítimas do massacre na clínica

Natassa Torralbo teve a semana que foi possivelmente a pior de sua vida. Na última quarta, a clínica para o atendimento de deficientes em que trabalha em San Bernardino foi invadida por um casal fortemente armado. Catorze pessoas morreram, a maioria colegas de trabalho de Natassa. Dois dias depois, ela voltou ao Inland Regional Center para pegar itens pessoais deixados para trás e depois foi a uma vigília em memória das vítimas. Foi quando recebeu a notícia que sua casa havia sido roubada.

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O invasor levou uma arma e algumas joias, mas um dos itens mais preciosos segundo a própria Natassa era uma camisa do Los Angeles Kings com o nome de Wayne Gretzky nas costas. O ladrão ainda não foi identificado, mas ao menos os Kings começaram a ajudar no processo de recuperação de sua torcedora.

Nesta quarta, ela foi convidada para ver a partida do time contra o Tampa Bay Lightning. Durante o jogo, foi visitada por Bailey, mascote da franquia, e ganhou uma camisa de Gretzky, novinha. Pode até ser algo pequeno depois de tudo pelo que ela passou, mas pelo vídeo abaixo dá para ver bem o quanto isso representou.

Torcida do Houston invade campo para comemorar título, e apanha dos seguranças

Alguém precisa avisar os seguranças do jogo que invadir gramado para celebrar uma conquista é uma instituição dos esportes universitários

Apenas um título de conferência nos últimos 19 anos, nenhum desde a mudança para a American Atlantic Conference. Apenas três bowls em 35 anos. O Houston Cougars é um time tradicional do futebol americano universitário, mas levantar troféus é um pouco raro. Por isso, a torcida texana tinha motivos de sobra para celebrar a vitória por 24 a 13 sobre o Temple Owls na final da AAC neste sábado.

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Bem, como uma torcida universitária comemora grandes momentos? Sim, invadindo o campo. É assim em todos os esportes, mesmo para clássicos ou grandes vitórias em temporada regular. Qualquer pessoa que tenha um mínimo de familiaridade com o tema sabe disso, mas parece não ser o caso dos seguranças que a Universidade de Houston contratou para essa decisão.

Os funcionários trataram a celebração como se fosse vandalismo. Resultado: começaram a derrubar torcedores, até agredindo alguns. Claro, não conseguiram nada com isso, apenas receber muitas vaias e ver a universidade encerrar o contrato com a CSC, a empresa de segurança para a qual trabalhavam.