Quero ver algum torcedor invadir o campo em São Francisco depois desse ippon

Se a segurança do estádio não deu conta, Ángel Pagán tratou de resolver o problema

Anúncios

Você está fazendo um duelo contra seu maior rival. A vitória é fundamental para seu time conseguir a classificação para o mata-mata e não há como o clássico ser mais tenso. Aí, o jogo para porque um gaiato resolve invadir o gramado e distribuir flores para os atletas. Deve ser frustrante para o jogador, sob o risco de ainda perder a concentração.

Por isso, Ángel Pagán do San Francisco Giants, não teve dúvidas. Quando um torcedor de sua própria equipe se aproximou para uma interação, ele fez o que a segurança do AT&T Park não conseguiu: deu um belo ippon e imobilizou o invasor de gramado. Quem ficou na arquibancada vibrou, ainda mais porque isso não acabou atrapalhando os Gigantes, que venceram o Los Angeles Dodgers por 9 a 3.

Você verá poucas coisas tão emocionantes quanto o choro de Dee Gordon ao rebater esse home run

Foi o primeiro jogador do Miami Marlins a ir ao bastão após a morte de José Fernández

Miami Marlins x New York Mets não seria um jogo normal. Era a primeira vez que o time da Flórida entraria em campo após a morte de José Fernández, seu melhor arremessador (e escalado originalmente para essa partida contra os nova-iorquinos). Antes da partida, as duas equipes participaram de homenagens e o clima do estádio era claramente pesado e emotivo.

Tudo isso se misturou e explodiu no primeiro ataque dos Marlins. Dee Gordon, o primeiro rebatedor da equipe, conseguiu um home run. O shortstop chorou enquanto percorria as bases e, ao chegar ao banco, foi acolhido por companheiros que também deixavam as lágrimas escorrerem livremente.

Todos no estádio choraram esse home run. Mas, se José Fernández está em algum lugar agora, ele certamente teve uma reação bem diferente, ainda mais porque o Miami venceu por 7 a 2. Ele simplesmente não conseguiria deixar de se divertir com o esporte que tanto amou e com uma vitória de seus companheiros.

//platform.twitter.com/widgets.js

Sánchez mostra: se é para arremessar longe do rebatedor, o faça direito

Nem sempre um walk intencional é tão simples assim

Por que seguir com a procissão de walks intencionais, ao invés de simplesmente ceder a base e poupar o braço do arremessador e tempo de jogo? Sim, é tentador ganhar um minuto de jogo nesses momentos que são praticamente protocolares. Mas, de tempos em tempos, algo inusitado ocorre e nos faz lembrar como o beisebol pode ser um jogo imprevisível nas pequenas coisas.

Neste sábado, o Tampa Bay Rays perdia por 3 a 1 para o New York Yankees quando Gary Sánchez, o estreante sensação, foi ao bastão. Com a primeira base vazia, mas a segunda e a terceira ocupadas, o walk intencional era uma jogada até lógica. Enny Romero foi para os arremessos para o catcher, mas não se concentrou direito e, sem querer, a bolinha fez uma curva para dentro e ficou ao alcance de Sánchez.

O dominicano mandou uma paulada para o campo esquerdo, transformando o walk intencional em rebatida de sacrifício. Não foi espetacular como a de Miguel Cabrera em um Baltimore Orioles x Florida Marlins de 2006, mas foi legal também.

sd

Piloto tira rival da pista, cruza linha de chegada pela grama e, claro, toma uns sopapos

A Nascar tem um código de conduta muito flexível, mas manterem a vitória de John Hunter Nemechek é realmente estranho

A Nascar deveria, definitivamente, fazer mais provas em circuitos mistos. Quase sempre que a categoria vai para uma pista com curvas para os dois lados sai algo de bom, divertido e inusitado. E, nesse aspecto, a prova de Mosport Park, autódromo localizado na região metropolitana de Toronto, da Truck Series foi um prato cheio. Sobretudo pela chegada emocionante.

Cole Custer liderou quase toda a prova, mas era fortemente assediado na volta final da prorrogação. John Hunter Nemechek colou no líder e forçou a passagem, a ponto de tirar o adversário da frente. Os dois contornaram a última curva lado a lado, mas Nemechek jogou sua picape para cima de Custer. Os dois saíram da pista e cruzaram a linha de chegada pela grama. Nemechek bloqueou o caminho de Custer e chegou centésimos de segundo à frente.

Um final emocionante e bizarro, que poucas categorias conseguem proporcionar. Mas, claro, o resultado é bastante contestável. A Nascar tem um código de conduta muito mais flexível que outras categorias, como a Fórmula 1, e pequenos toques para tirar o adversário da frente são comuns. Mas Nemechek exagerou até para os padrões da stock americana ao empurrar o rival para fora da pista e bloquear seu avanço.

Incrivelmente, ele teve a vitória confirmada. Mas aí o jeito Nascar de ser se manifestou mais uma vez. Enquanto o vencedor pedia uma bandeira para comemorar à beira da pista, Custer aparecer para dar uns sopapos no adversário e, agora, rival.

Dominou de chaleira e depois pegou a bola. Não, não foi jogada de futebol

Duvido que você tenha visto uma defesa mais inusitada que a de Zach McAllister, do Cleveland Indians, nesta temporada

Zach McAllister é um arremessador de desempenho mediano no bullpen do Cleveland Indians. Teve duas temporadas como abridor, a última delas terminou com ERA cima de 5. No momento, tem atuado como reliever e sua efetividade está em 4,07. Um número passável, mas nada espetacular, ainda mais depois de uma ótima temporada em 2015, com ERA de 3. São números suficientes para garanti-lo alguns anos a mais na MLB, mas sem grande destaque. E talvez seu talento esportivo esteja em outra modalidade.

Nesta terça, na vitória dos Indians sobre o Minnesota Twins, McAllister mostrou que tem jeito para futebol freestyle, ou “fazer embaixadinhas”. Olha só como o arremessador defendeu a rebatida de Kurt Suzuki. Teve direito a ajeitada de chaleira antes de finalizar a jogada. Tem muito jogador no Brasileirão que não consegue fazer isso.

O hóquei no gelo precisa legalizar gols como esse

Vladimir Tkachyov entrou no clima olímpico e misturou hóquei no gelo com arremesso de dardo

Era para ser apenas uma demonstração de shootouts do Ak Bars Kazan, time da KHL. Mas Vladimir Tkachyov decidiu transformar aquele evento em algo especial. Já que as regras normais do hóquei no gelo não se aplicavam naquele momento, ele misturou sua modalidade com o arremesso de dardo e fez um dos gols mais incríveis.

O hóquei no gelo está bem, mas poderia ficar ainda melhor se uma jogada como essa fosse legalizada. Perigoso? Provavelmente. Empolgante? Com certeza.

Буллит Ткачева

Um vídeo publicado por HC “Ak Bars” Kazan (@hcakbars) a Jul 30, 2016 às 10:38 PDT

//platform.instagram.com/en_US/embeds.js

Veja como Aroldis Chapman empatou o próprio recorde de arremesso mais rápido da MLB

Ele mandou a bolinha a 105,1 milhas/hora, igualando marca de 2010 que o havia colocado no Guinness

O braço esquerdo fez de Aroldis Chapman um dos arremessadores mais divertidos de se ver jogar. Seus lançamentos constantemente ultrapassam a marca de 100 milhas/hora, tornando o cubano um dos jogadores de bullpen mais letais da MLB. Ainda assim, ele consegue ser surpreendente.

Nesta segunda, contra o Baltimore Orioles, o reliever do New York Yankees decidiu mostrar o que ele pode fazer. Arremessou uma bola a 105,1 milhas/hora, igualando seu próprio recorde – estabelecido em 2010 – de arremesso mais rápido da história do beisebol (está até no Guinness). A bola foi tão forte que até a equipe de transmissão da TV americana ficou quieta por alguns segundos.

Minutos depois, ele quase repetiu a dose, com uma bola a 105 milhas/hora. Dessa vez, o rebatedor até conseguiu um contato com a bolinhas, mas o destino lógico do bastão era se esfacelar com o impacto. Curiosamente, uma parte do taco saltou e acabou batendo de novo na bola antes da eliminação final da vitória nova-iorquina por 2 a 1.

Veja o clipe da NBC para promover a Rio-2016. Tem até música nova da Katy Perry

Faltam só três semanas para a cerimônia de abertura, hora de começar a entrar no clima

Faltam apenas três semanas para o início dos Jogos Olímpicos, menos que isso se considerarmos o pontapé inicial dos torneios de futebol masculino e feminino. Já está na hora de começarmos a entrar no clima da competição, porque, por pior que ela seja em sua gestão, ainda é uma edição olímpica e esportivamente isso é muito legal.

A NBC lançou nesta sexta o clipe de promoção da Rio-2016. A música é “Rise”, single lançado por Katy Perry justamente para os Jogos.

Se você acha que Curry tem arremessos precisos, é porque não viu Posey

Foi sem querer, mas foi sensacional

Parece que fazer cestas virou mania na Baía de São Francisco. O Golden State Warriors conquistou um título e um vice da NBA ao meter cestas de três pontos com a facilidade com que se acerta uma bandeja durante o aquecimento antes do jogo. Nenhum ser humano parece tão capaz de fazer uma bola cair dentro de qualquer tipo de alvo. Até que Buster Posey acabou com a brincadeira.

Olha o que o catcher do San Francisco Giants fez neste sábado, na partida contra o Arizona Diamondbacks. Posey foi devolver a bola ao arremessador Jake Peavy, que preferiu continuar reclamando com o árbitro e não se virou. Mas sua luva ficou virada para cima, como uma pequena cesta. Aí…

Nadador bate recorde mundial sem dar uma braçada sequer, mas não vale

Hill Taylor provavelmente só queria exibir suas habilidades como imitador de golfinhos

Liam Tancock é o detentor do recorde mundial dos 50 metros costas. O inglês detém esse título desde 2009, quando nadou a distância em 24,04 segundos no Mundial de Roma. Ainda era época dos supermaiôs, que acabaram proibidos pela Fina no ano seguinte. Para se ter uma ideia, a melhor marca de 2016 é do francês Camille Lacourt, com 24,67.

Mas tudo isso foi por por água abaixo em uma competição universitária nesta semana. Hill Taylor, da Universidade do Texas, completou a prova em 23,1 segundos. Uma façanha incrível, um recorde mundial inimaginável e imbatível, ainda mais porque ele não deu uma braçada sequer. Só que não valeu.

Taylor (no centro na foto acima) nadou toda a distância submerso, quando as regras só permitem que se fique debaixo d’água apenas pelos primeiros 15 metros. O nadador certamente sabia disso (qualquer nadador amador sabe) e provavelmente quis apenas exibir suas habilidades como imitador de golfinho. Ele foi desclassificado, mas realmente conseguiu chamar a atenção.