Essa defesa de Alisson contra a Chapecoense é uma das melhores que você verá em 2015

Bem que a Fifa podia criar um prêmio para maior defesa do ano

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Um chutão para frente, uma defesa cochilando e, de repente, Tiago Luís tinha o campo todo para avançar e abrir o marcador para a Chapecoense contra o Internacional. O atacante chutou firme, forte, mirando o ângulo. Um arremate indefensável, mas, de alguma forma, Alisson defendeu.

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O goleiro do Inter tem feito alguns milagres para ajudar sua equipe, inclusive na derrota para o Tigres na Libertadores. Mas, neste domingo no Beira-Rio, ele abusou. Essa defesa certamente seria candidata ao título de melhor do ano da Fifa se a entidade criasse uma versão para goleiros do Prêmio Puskas (para o gol mais bonito do ano).

Veja como foi o primeiro gol de Tevez em seu retorno ao Boca Juniors

Foi em uma cobrança de falta na fácil vitória sobre o Banfield pela Copa Argentina

O cenário poderia ser mais bonito. O estádio estava lotado, cheio de torcedores do Boca Juniors. Mas não era a mítica La Bombonera, mas o estádio Antonio Romero, em Formosa, norte da Argentina. Foi lá que o Boca Juniors enfrentou o Banfield pela Copa Argentina nesta quarta. E a torcida formosenha teve o privilégio de ver o primeiro gol de Carlos Tevez desde que retornou ao clube que o revelou.

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Foi o terceiro gol da fácil vitória boquense por 3 a 0, em uma cobrança de falta. Tevez bateu firme no canto esquerdo do goleiro Enrique Bologna, que foi pego no contrapé e nem se moveu. Não foi um golaço, mas foi um gol com autoridade.

Como o torneio é em jogos eliminatórios diretos, o Boca Juniors assegurou a classificação para as oitavas de final, onde enfrentará o Guaraní Antonio Franco, grande surpresa da competição (já bateu Arsenal de Sarandi e Argentinos Juniors).

Chamar torcedores para fazer uma nova foto com o ídolo? Grande ideia, Ajax, grande ideia

Muito torcedor tem uma foto querida que tirou com o ídolo de juventude, e ter a oportunidade de viver tudo isso de novo é ainda melhor

Tirar a foto com o ídolo do seu time nem sempre é tão fácil. Muito torcedor precisa entrar em lugares emq ue não deveria, ou pedir favor a algum segurança, ou ficar horas na frente do hotel e fazer alguma coisa diferente para chamar a atenção ou mesmo dar uma sorte tremenda de cruzar com o sujeito na rua. Em comum a essas histórias está sempre a foto meio desajeitada e o fato de que o torcedor não esquece nenhum detalhe daquele momento.

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É o troféu de muito torcedor, e relembrar aquele momento é sempre algo empolgante. Mas há algo melhor, e o Ajax proporcionou isso a alguns seguidores: reviver tudo. O clube holandês fez uma ação de marketing genial, pedindo para pessoas contarem suas histórias de encontro com o ídolo de juventude. Depois, o jogador aparece, e ambos fazem uma nova versão da foto.

O vídeo abaixo mostra o resultado. É em holandês, mas tem legendas em inglês (se você não se vira em nenhum dos dois idiomas, pode ver do mesmo jeito que o importante é ver a cara dos torcedores e como ficaram as fotos). Grande sacada, e que faz qualquer um que ama futebol ficar pensando em como seria ter a oportunidade de viver novamente aquele momento.

Esse golaço é obra da nova esperança para o ataque do Corinthi… não pera!

Luciano faz gol espetacular de bicicleta no empate (isso mesmo) do Brasil contra o Panamá nos Jogos Pan-Americanos

O Corinthians divide a liderança do Brasileirão com o Atlético Mineiro (perde apenas no saldo de gols), mas todo torcedor alvinegro está insatisfeito com o ataque do time. Desde a saída de Guerrero, não há um artilheiro confiável no elenco, até porque Vagner Love vem decepcionando. O clube já tentou contratar um novo centroavante, mas as limitações financeiras atrapalham.

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Mas quem viu o jogo entre Brasil x Panamá nesta segunda pode ficar um pouco esperançoso. Um atacante corintiano fez os dois primeiros gols brasileiros no 3 a 3, um deles dessa linda bicicleta. Talvez o técnico Tite devesse dar mais espaço para esse garoto, o Lucian… Alto lá! O autor desse gol é o Luciano, “aquele” Luciano atacante do Corinthians???

Veja Grêmio e Inter conquistarem o mundo com a narração de International Superstar Soccer

Colorados e gremistas adoram narrações épicas para seus grandes momentos, e nada como a profundidade de um processador de videogame dos anos 90

Periiigo! Cabeçada! Tiró! Passe longo! Tiro livre! Gooool! As frases prontas, com nomes de jogadas soltas, com nomes sem muita precisão com os usados no dia a dia e faladas com sotaque japonês engraçado eram uma das marcas do International Superstar Soccer. Ficou tão marcante que usaram esse estilo Super NES para sonorizar a vitória do Palmeiras sobre o Deportivo Cali na final da Libertadorse de 1999.

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Ao ver o post do link acima, publicado aqui na Trivela no último domingo, o colega Chico Luz trouxe uma informação fundamental, que não podia ficar restrita aos rincões das redes sociais: “um cara fez com o Inter campeão do mundo em 2006 também, mas nunca mais achei. Tem também do Grêmio de 83, se não me engano”.

Missão dada, missão cumprida. Apresento a todos os leitores da Trivela (e ao Chico também), as duas conquistas mundiais dos clubes gaúchos com narração de International Superstar Soccer.

Grêmio 2×1 Hamburgo, 1983

Internacional 1×0 Barcelona, 2006

Estamos em estado de choque após ver a chamada da Copa América 2015 na TV japonesa

Aprenda como pegar uma ideia ruim, fazer algo ainda pior em cima e ter um resultado espetacular

Maradona está tentando ensinar o filho a jogar bola, percebe que o pimpolho não tem talento para a coisa e pensa: “ele precisa ver Messi jogando para aprende um pouco”.  Dito e feito, o garoto vê a Copa América e passa a acertar uns petardos no ângulo.

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Pode dizer, a ideia é estúpida e é impossível algum canal de TV usá-la como forma de promover suas transmissões da Copa América. A não ser que seja no Japão, porque a TV japonesa tem a missão de usar as distribuir ao planeta os vídeos mais incrivelmente surreais que o ser humano produziu.

Foi o que aconteceu. A Sky PerfecTV pegou o enredo acima e conseguiu fazer uma propaganda sensacional em cima da pior história.

Dica e tradução de Tiago Bontempo, dono do sempre recomendado blog Futebol no Japão.

Se você achou o Boca x River da Libertadores pegado, é porque não viu o feminino

O superclássico do Argentinão feminino da semana passada fez o da Libertadores parecer brincadeira de criança

Jogo muito renhido, com dois times atuando em intensidade máxima e tirando qualquer centímetro do adversário. O Boca Juniors x River Plate da rodada de volta das oitavas de final da Libertadores não foi para os fracos. A partida não se desenvolveu em um cenário de tanta tensão, e a suspensão do encontro no intervalo por ação da torcida boquense só reforçou o clima de batalha que se vivia na Bombonera.

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Muito torcedor deve ter achado que aquilo era um grande exemplo de como é grande a rivalidade entre os dois gigantes da Argentina. Mas esse jogo pareceu brincadeira de criança perto do último Superclássico do Campeonato Argentino feminino. Boca e River ficaram no 0 a 0 no último dia 11, e dá para entender o motivo vendo alguns lances.

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O mundo perde o autor de um dos lances mais fantásticos da história das Copas

Joseph Mwepu Ilunga, defensor da seleção do Zaire no Mundial de 1974, morreu nesta sexta

Você provavelmente nunca ouviu falar de Joseph Mwepu Ilunga, mas já viu seu legado para o futebol mundial. O lateral da seleção do Zaire (atual República Democrática do Congo) ficou eternizado por deixar a barreira e chutar a bola de forma completamente sem sentido durante a partida de sua equipe contra o Brasil na Copa de 1974.

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Mwepu Ilunga disse que não se tratava de desconhecimento da regra, mas uma forma de protesto contra a ditadura de Mobutu Sese Seko do país, que pressionava os jogadores por bons resultados e havia se negado a repassar qualquer centavo do que ganharia da Fifa pela participação no torneio. Assim, a intenção do jogador era cavar uma expulsão.

É uma versão plausível, pois o jogador do Mazembe dificilmente teria tanto sucesso (seu clube era campeão africano) se não soubesse nem a regra da cobrança de falta. Mas ele não teve sucesso, pois o árbitro romeno Nicolae Rainea deu apenas um cartão amarelo.

A jogada transformou o lateral em ícone cult entre os fanáticos por futebol na Europa. Um meio que está de luto. Mwepu Ilunga faleceu nesta sexta, de causas não reveladas, em Kinshasa.

Poucos perceberam na hora, mas o maior Juve x Monaco da história foi prévia da Copa de 1998

De um lado o craque do Mundial e o capitão que levantou a taça, do outro, o goleiro herói e a promissora dupla de ataque

A história pode estar passando diante de nossos olhos e não percebermos. Isso acontece a todo momento e muitas vezes é um dilema do jornalista dentro de seu papel de registrar os fatos e como eles serão lembrados. Juventus x Monaco se enfrentam nesta terça pelas quartas de final da Champions League, um jogo que nem de perto se compara ao confronto entre os dois clubes em 1º de abril de 1998. O duelo valia uma vaga para a final do torneio, mas o tamanho daquela partida só se viu alguns meses depois.

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A Juventus era uma das potências europeias da década de 1990. Havia conquistado a Champions League em 1996 e foi vice-campeã em 1997. Na temporada 1997/98, fazia uma campanha apenas cumpridora quando enfrentou o Dynamo de Kiev na quartas de final. A equipe ucraniana estava voando. Com Shevchenko e Rebrov no ataque, havia feito 3 a 0 (em Kiev) e 4 a 0 (no Camp Nou) no Barcelona na fase de grupos. O jogo de ida, em Turim, terminou em 1 a 1. Tudo pronto para o Dynamo chegar à semifinal. Mas os italianos impuseram sua experiência e venceram por incontestáveis 4 a 1.

O Monaco fazia uma campanha até mais convincente. Foi primeiro em um grupo com Bayer Leverkusen, Sporting e Lierse (BEL). Nas quartas de final, passou pelo Manchester United de Beckham, Schmeichel, Giggs e Scholes após dois empates.

O encontro nas semifinais tinha enorme favoritismo juventino. Era o time do momento, vinha em crescimento e a Itália era a grande liga do mundo na época. Os monegascos contavam com um elenco muito jovem, cheio de promessas sobre as quais não se sabia direito o que esperar. Comandada por Del Piero, a Juventus fez 4 a 1 e preparou o terreno para chegar a sua terceira decisão continental seguida. Uma derrota por 3 a 2 no principado não atrapalhou os planos piemonteses.

A importância do jogo era óbvia pelo fato de ser uma semifinal de Champions League (a outra tinha Real Madrid e Borussia Dortmund). Mas vendo as escalações que percebemos que, em campo, estava uma parte da história da Copa de 1998, que seria disputada apenas dois meses depois. O Monaco tinha Barthez e a jovem dupla de ataque Henry-Trezeguet. A Juventus também tinha sua cota de talento gaulês, com Deschamps e Zidane.

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Dos 22 titulares dessa semifinal, dez voltariam ao mesmo gramado em três meses e dois dias depois. O cenário era o Stade de France. O quinteto francês encontraria os juventinos Del Piero, Inzaghi, Di Livio, Pessotto e Torricelli, todos defendendo a seleção italiana, pelas quartas de final. Os anfitriões se deram melhor, com vingança monegasca sobre Del Piero: vitória da França nos pênaltis, com uma defesa de Barthez e cobranças convertidas por Henry e Trezeguet.

Dias depois, a França conquistou o mundo, com o juventino Deschamps erguendo a taça como capitão e o também juventino Zidane se consagrando o melhor jogador do planeta. Barthez, Henry e Trezeguet se consolidariam como titulares da seleção francesa que dominaria o mundo entre 1998 e 2001.

Não à toa, a Juventus foi se reforçar justamente naquele Monaco que havia enfrentado. Em 1999, os italianos contrataram Henry. Não deu muito certo, mas os piemonteses não desistiram e, um ano depois, levaram Trezeguet. O ótimo grupo monegasco semifinalista da Champions League estava desfeito e a Juventus construía o time que voltaria à final da Europa em 2003. Um fato que só reforça quanto aquele duelo de 1º de abril de 1998 teve uma importância histórica muito maior do que ter sido “apenas” a semifinal do maior torneio de clubes do planeta.

Se quiser ver a ficha completa da partida, clique aqui.

Esse lance fez o coração das torcidas de Náutico e Campinense parar de bater

Negretti chuta mal, a bola se arrasta. Foram os dois segundos mais longos do Nordestão 2015

O Bahia entrou em campo com o time misto, e ainda assim ia vencendo o Campinense por 1 a 0 no Amigão. Um resultado cruel, pois o Náutico perdera para o Salgueiro e um empate seria suficiente para classificar o time paraibano para as quartas de final da Copa do Nordeste como o terceiro melhor segundo colocado.

Falta para a Raposa. Bate-rebate na área do Bahia e a bola cai nos pés do volante Negretti. Ele chuta, mas não pega em cheio. A bola caminha devagar e esbarra na mão do goleiro Douglas Pires. O esférico fica ainda mais lento. São dois segundos que parecem durar toda a primeira fase. O coração do torcedor do Campinense já parou de bater. O do Náutico também. E, enquanto duas torcidas sofrem infarto coletivo, a bola continua caminhando.

Douglas Pires até a alcança, mas alguns décimos mais tarde. A bola entrou. O Campinense está classificado. O Náutico está fora. E a Copa do Nordeste continua sendo sensacional.

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Confira o gol do Campinense da melhor maneira possível, na narração do rádio: