Futebol mambembe: veja como era difícil comprar a camisa do seu time em 1988

As táticas incluíam telefonar para o roupeiro, comprar diretamente dos jogadores depois dos jogos ou até mandar um cheque pelo correio

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Às vezes não parece, mas o mundo de hoje é melhor que o do passado em vários aspectos. Não é uma questão do futebol de raiz x futebol moderno, um debate que se desmembra também em arenas x estádios tradicionais, torcedores-clientes x torcedores-torcedores ou autenticidade x marketing. É uma questão que um pouco de profissionalismo e organização é bom, simples assim. E isso pode ser visto em um ato dos mais singelos, como comprar a camisa oficial de seu clube.

ESPECIAL: Por que a camisa do seu clube custa tão caro

O amigo Humberto Peron, editor da revista Monet, achou uma preciosidade e a publicou em pedaços em seu Twitter. Uma reportagem da revista Placar Mais (nome da Placar no finalzinho dos anos 80) de dezembro de 1988 mostrando o que era preciso fazer para comprar a camisa dos times da Copa União (Campeonato Brasileiro) daquele ano. Era um outro mundo, em que era preciso fazer muito esforço para não comprar uma peça pirata. Confira:

Obs.: clique aqui para ver a imagem com mais resolução

Placar 1988_venda de camisas

Veja um apanhado das melhores histórias:

– Corinthians: “A chave se chama Miranda, roupeiro do time. Ele vende até por telefone”;

– Cruzeiro: “Como no caso do rival Galo, uma boa pedida é falar com os jogadores do time. Eles têm seis camisas que podem distribuir à vontade”;

– Fluminense: “A Flu-Boutique é a principal revendedora do clube. Também atende aos pedidos por carta. Ou procurando o roupeiro Chimbica”; “Preço: com o roupeiro é mais barato: Cz$ 4 mil. Na loja, sai por Cz$ 10,9 mil a listrada e Cz$ 8,6 mil a branca”;

– Goiás: “Os jogadores mal têm camisas suficientes para utilizar nos jogos. Estão proibidos de trocá-las ou vendê-las no final das partidas”;

– Guarani: “O lateral-esquerdo Élcio é o encarregado das vendas depois dos jogos”;

– Portuguesa: “No Canindé, onde cada jogador tem uma cota de dez camisas para vender, ou escrevendo para o goleiro Waldir Peres, presidente da caixinha”;

– Santa Cruz: “O encarregado das vendas é o lateral-esquerdo Lóti. Ele atende tanto no clube como por carta”;

– Em vários clubes, como Santos, Sport e São Paulo, o melhor jeito era enviar um cheque pelo correio;

– Os números também chamam a atenção. O Corinthians vendia 350 camisas por mês. O Internacional comercializava apenas 90 e o Cruzeiro, só 80.

GALERIA: Como seriam essas camisas antigas bizarras nos dias de hoje?

Basicamente, não havia sistema de distribuição das camisas para as lojas. Os fabricantes (e, na época, os clubes já tinham fornecedores oficiais) enviavam remessas aos clubes e por lá elas ficavam. Algumas equipes montavam uma lojinha na sede e só. O resto era resolver com os próprios jogadores ou com o roupeiro.

Era um futebol quase mambembe, em um nível que o desconforto causado é muito maior que o ar romântico. Afinal, o estádio com arquibancada de concreto, torcida em pé e ninguém tirando selfie é legal, mas vender a camisa oficial em qualquer loja esportiva da cidade é o mínimo que se espera em 2015.

Atualização às 14h46

Um lado positivo desse universo mambembe. A maioria das camisas custavam cerca de Cz$ 7 mil. Considerando que a Placar Mais custava Cz$ 750, um uniforme oficial era menos de dez vezes o valor de uma revista (sendo que a Placar mais tinha papel de baixa qualidade pra ter um preço mais acessível que as revistas normais da época). Hoje, a Placar custa R$ 13. Ou seja, dá para projetar que as camisas oficiais custavam o equivalente a pouco mais de R$ 100.

Os jogos da Máfia do Apito que nunca foram refeitos

O STJD anulou os 11 jogos que Edílson Pereira de Carvalho apitou na Série A de 2005, mas outras 29 partidas por outros torneios passaram em branco

O domingo mal havia começado e a bomba havia caído. O STJD, representado pelo seu presidente Luiz Zveiter, anunciou que 11 jogos do Campeonato Brasileiro estavam anulados e teriam de ser disputados novamente. A decisão tomava por princípio que todas as partidas apitadas por Edílson Pereira de Carvalho estavam sob suspeita e era mais fácil apagar todas dos registros. A polêmica começou, e até hoje não terminou. O Corinthians foi campeão com três pontos de vantagem sobre o Internacional, sendo que os paulistas conquistaram quatro pontos em seus dois duelos que foram refeitos – o time havia perdido ambos da primeira vez. Essa questão pauta a maioria dos debates sobre o tema desde que ele surgiu, há exatos dez anos, e muitos esquecem que nem todas as partidas ligadas ao escândalo foram anuladas.

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A Máfia do Apito tem como personagem mais famoso Edilson Pereira de Carvalho, mas o esquema incluía outra figura da arbitragem. Nagib Fayad, o responsável por comprar resultados de jogos para vencer apostas, tinha como primeiro contato Paulo José Danelon, também um árbitro da Federação Paulista. As negociatas ocorriam havia meses quando o caso foi revelado à redação da revista Veja – que levou as informações ao Ministério Público, que deu início às investigações.

O fato de as autoridades só terem tomado conhecimento quando o esquema já estava em prática foi usado como um dos argumentos para se anular todos os jogos apitados por Edílson na Série A de 2005. Afinal, alguns jogos já haviam sido realizados e o STJD considerou arriscado anular só alguns simplesmente porque outros ocorreram no começo do campeonato. Por esse mesmo motivo, os encontros apitados por Danelon e Edílson em toda aquela temporada ficaram em xeque. E não foram poucos.

Edílson havia trabalhado em dois jogos da Libertadores, um da Copa Sul-Americana e 12 do Paulistão. Danelon esteve em dez do estadual e quatro da Série B nacional. Veja a lista:

Jogos apitados por Edílson Pereira de Carvalho

Libertadores
Banfield 3×2 Alianza
Santo André 2×1 Palmeiras

Copa Sul-Americana
Juventude 1×3 Cruzeiro

Campeonato Paulista
Marília 1×0 Corinthians
Mogi Mirim 2×4 Santos
Ituano 1×0 União Barbarense
Portuguesa Santista 1×0 Palmeiras
Santos 3×0 Corinthians
Palmeiras 3×1 Santos
São Caetano 2×2 Internacional-SP
Atlético Sorocaba 0x2 Portuguesa
América-SP 4×1 Palmeiras
Guarani 0x2 Corinthians
São Paulo 1×2 Ponte Preta
União São João 1×3 União Barbarense

Jogos apitados por Paulo José Danelon

Campeonato Paulista
Atlético Sorocaba 0x0 Portuguesa Santista
Paulista 4×1 São Caetano
Santos 0x0 Guarani
Marília 2×2 Ituano
Corinthians 3×0 Ponte Preta
Ituano 1×4 Palmeiras
Guarani 1×1 Atlético Sorocaba
Portuguesa Santista 1×0 Santo André
Portuguesa Santista 0x1 União São João
Marília 1×1 Santos

Série B
Paulista 4×0 Guarani
Portuguesa 0x4 Ituano
Guarani 2×1 Santo André
Ituano 2×1 Marília

Alguns desses 29 jogos foram importantes. Não no topo da tabela, mas embaixo. No Paulistão 2005, o São Paulo seria campeão do mesmo jeito. O problema ficaria embaixo. O único time que não teve uma partida sequer apitada por Edílson ou Danelon foi o Rio Branco de Americana. Todos os outros conquistaram e perderam pontos com um dos dois em campo, e o cenário na luta contra o rebaixamento mudaria significativamente. Nem tanto pela pontuação em si (a Portuguesa Santista assumiria o lugar do União Barbarense no Z-4), mas pelo fato de que vários clubes teriam partidas novas a realizar, com o potencial de conquistar mais pontos. Um exemplo é o América de Rio Preto, que goleou o Palmeiras com Edílson no apito e teria dificuldade de repetir o resultado. O União São João e o União Barbarense, com três jogos cada, poderiam reagir.

Tabela_Paulistão 2005

O mais traumatizado foi o União São João, que foi rebaixado por perder em Araras para o União Barbarense na última rodada daquele Paulistão, com Edílson no apito. Desde então, o clube nunca mais conseguiu se recuperar financeiramente e acabou se licenciando no começo de 2015, desistindo da quarta divisão paulista. A diretoria não teve dúvidas em apontar o árbitro como o responsável por essa fase.

Algo parecido ocorreu na Série B, ainda que apenas quatro jogos tenham influência da dupla de árbitros. Danelon apitou só duelos entre clubes paulistas, mas eles tiveram implicação direta na luta para fugir da queda e na fase semifinal. No topo da tabela, o Guarani precisaria pontuar no jogo que seria refeito para se classificar (tirando o Vila Nova) e a configuração dos dois quadrangulares da segunda fase poderia ser diferente. Na parte de baixo, o Paulista entraria na zona de rebaixamento, assumindo o lugar do Vitória. Caso o clube de Jundiaí pontuasse no joo refeito (contra o Guarani), quem cairia seria o Ituano, que venceu dois jogos com Danelon no apito e precisaria vencer um deles para passar o rubro-negro baiano.

Tabela_Série B 2005

O dois jogos da Libertadores apitados por Edílson foram os únicos inócuos. Ainda que o árbitro tenha admitido que o Banfield x Alianza estivesse no esquema de apostas de Gibão, o jogo não tinha implicações na classificação do grupo (o time argentino passou, o peruano caiu). O Santo André x Palmeiras também não traria alterações significativas. De qualquer forma, o torneio já havia terminado e qualquer decisão sobre ele era alçada da Conmebol, que lavou as mãos no caso da Máfia do Apito.

As partidas do Paulistão e da Série B também passaram em branco pelo momento da denúncia. O Campeonato Paulista já estava encerrado e os elencos de alguns clubes do interior estava desmobilizado. No caso da Segundona nacional, a segunda fase já estava em andamento e o STJD achou inviável anular os jogos, correndo o risco de também cancelar a segunda fase devido à alteração na tabela.

Desse modo, o tribunal decidiu apagar apenas os jogos da Série A, que ainda estava no meio do returno (faltavam 13 rodadas para o final do campeonato) e, por isso, teria mais condições de ter uma nova tabela, incluindo 11 jogos novos. Foi o que aconteceu, e muitos dos resultados não se repetiram. O Corinthians, que havia perdido em seus dois encontros com Edílson Pereira de Carvalho, e essa é a parte da história que todos se lembram. Mas houve uma outra, o que só mostra como o esquema da Máfia do Apito era grande, e como é difícil ter de lidar com casos como esse.

Veja como ficaram as chaves da Copa Sul-Americana e quem seu time pode enfrentar

Os confrontos estão definidos, só resta saber que time ocupará cada vaga. São 13 com chances

A Conmebol não se emenda. Até fez um esforço há dois anos para realizar sorteio de campeonatos com tudo acertadinho, mas já avacalhou de novo. Foi assim na Libertadores de 2015, e ficou ainda pior na Copa Sul-Americana. O torneio teve suas chaves sorteadas nesta quinta, e sobraram Brasil 1, Brasil 5 e Brasil 7 para todo lado. Fica aquela coisa misteriosa, e ninguém sabe direito o que significa aquilo todo. Bem, por isso estamos aqui. Vamos dar uma traduzida para você.

MAPA: Explore os estádios dos 87 clubes da Copa do Brasil de 2015 neste mapa interativo

O sorteio deixou as chaves assim:

– Brasil 8 x Brasil 3
– Brasil 7 x Brasil 2
– Brasil 6 x Brasil 4
– Brasil 5 x Brasil 1

Meio bagunçado, deixando o cruzamento olímpico (1×8, 2×7, 3×6, 4×5) de lado, mas isso é o de menos no momento. O que importa é: quem serão esses times?

Brasil 1 a 6

Como ocorre há três anos, os participantes da Sul-Americana são os melhores times do Brasileirão do ano anteiror que não estejam classificados para as oitavas de final da Copa do Brasil. Essas equipes ficam com as 6 primeiras vagas. Quatro delas já têm donos, mas os outros dois classificados e a ordem de todos os seis dependem de como terminar a terceira fase da Copa do Brasil. Veja quem são as equipes que podem entrar nessas vagas, pela ordem:

1) Grêmio
2) Atlético Paranaense*
3) Santos
4) Sport
5) Goiás*
6) Coritiba
7) Chapecoense*
8) Joinville*
9) Ponte Preta
* Já eliminados da Copa do Brasil. Desses, apenas o Joinville ainda não está assegurado na Sul-Americana

Brasil 7

Vaga do campeão da Copa do Nordeste de 2015. Teoricamente, ela pertence ao Ceará, mas o Vovô ainda está vivo na Copa do Brasil e, se eliminar o Tupi (o jogo de ida foi 0 a 0 em Fortaleza), cederá essa vaga ao vice-campeão Bahia. No entanto, o Tricolor baiano também está na disputa da Copa do Brasil e, se passar pelo Paysandu (jogo de ida: 3 a 0 Papão em Belém), deixa a vaga para o Vitória (já eliminado da Copa do Brasil).

Brasil 8

Única vaga em que não há dúvida. É do Brasília, campeão da Copa Verde de 2014.

Um guia sincero da situação de cada time nas rodadas finais do Brasileirão

Por que as projeções mostram que a briga contra o rebaixamento deve fica entre Palmeiras e Vitória

Haja calculadora. São projeções, pontos, critérios de desempate, um monte de fatores entrando em jogo. Assim, as explicações para o que pode acontecer nas brigas por vagas na Libertadores e na fuga do rebaixamento fica quase incompreensível. Até porque alguns cenários dependem de combinação, o que aumenta de forma significativa a quantidade de explicações.

LEIA MAIS: Quando as pernas cansaram, Cruzeiro arrancou as suas vitórias e foi campeão incontestável

Para facilitar o entendimento, fizemos um mini-guia de como estão as disputas no Brasileirão 2014. Primeiro, uma forma simplificada as considerações matemáticas. Depois, vamos ser sinceros e colocar em bom português como está a situação. São palpites nossos com base no que está acontecendo na competição neste momento, e gostaríamos que vocês também deixassem, no espaço de comentários, como estão vendo as projeções para as duas últimas rodadas da Série A.

O que diz a matemática

Título

– Cruzeiro campeão, e isso você já deve estar sabendo.

Libertadores

– São Paulo classificado;
– Corinthians precisa de um ponto;
– Internacional precisa de três;
– O Atlético Mineiro, se não conquistar a Copa do Brasil, precisa fazer tantos ou mais pontos que o Grêmio e não fazer três a menos que o Fluminense (se conquistar a Copa do Brasil, já está classificado);
– O Grêmio precisa vencer os dois jogos e torcer para dois tropeços do Inter ou um tropeço do Atlético (se o Galo perder o título da Copa do Brasil);
– O Fluminense precisa vencer os dois jogos e torcer por duas derrotas do Inter ou que o Atlético perca o título da Copa do Brasil e faça no máximo três pontos nas duas rodadas finais.

Rebaixamento

– Goiás precisa pontuar, ou torcer para o universo não se voltar contra si e criar uma combinação praticamente impossível de resultados;
– A Chapecoense se salva com uma vitória;
– O Coritiba se salva com quatro pontos;
– O Palmeiras se salva se fizer, na pior das hipóteses, um ponto a menos que o Vitória e cinco a menos que o Bahia;
– O Vitória precisa fazer pelo menos dois pontos a mais que o Palmeiras, três a mais que o Coritiba ou cinco a mais que a Chapecoense;
– O Bahia precisa vencer os dois jogos e torcer para o Palmeiras perder os dois e o Vitória fazer no máximo 1 ponto;
– O Botafogo precisa vencer os dois jogos e torcer para o Palmeiras perder os dois, o Vitória fazer no máximo 1 ponto e o Bahia fazer no máximo 4;
– O Criciúma já caiu.

Agora, na real, por que acreditamos que…

…o Corinthians já está na Libertadores

O time só precisa de um ponto, e encerra a campanha jogando em casa contra o Criciúma, que já está rebaixado e dispensou mais de um time completo na semana passada. Mesmo que o Alvinegro perca para o Fluminense no Maracanã, fatalmente faz o ponto que precisa contra o Tigre.

…o Internacional só sai da Libertadores se fizer força

Pelo número de vitórias, o Colorado fica à frente do Grêmio se houver empate em pontos. Assim, três pontos já são suficientes. Apesar de o Inter mostrar uma instabilidade técnica assombrosa durante a temporada, enfrentar em casa um time tenso, traumatizado e em crise de confiança como o Palmeiras é uma oportunidade muito boa para isso. Não é vitória certa, mas uma equipe que pretende se classificar para a Libertadores tem obrigação de conquistar essa vitória.

…a Chapecoense está praticamente salva

Na penúltima rodada, o Verdão do Oeste recebe o Cruzeiro. O clube mineiro provavelmente estará longe das melhores condições, somando a ressaca da comemoração pelo bi do Brasileirão com o desgaste físico (e eventual ressaca, em caso de título) da final da Copa do Brasil. É bem grande a chance de a Raposa jogar sem o menor interesse, ou mesmo com um time desfigurado em Chapecó. Ótima oportunidade para a Chapecoense aproveitar seu embalo e conquistar os três pontos que garantem o clube na Série A em 2015.

…o Coritiba vai suar, mas deve se salvar

Para não depender de ninguém, o Coxa precisa de quatro pontos. E esse é um cenário possível. O alviverde enfrenta o Atlético Mineiro no Independência, o que será um inferno se o Cruzeiro conquistar a Copa do Brasil, mas pode ser um empatezinho burocrático e protocolar contra uma equipe de ressaca se o Galo confirmar o título nesta quarta. Aí, é só vencer em casa um Bahia que talvez já esteja rebaixado. Aliás, se vencer o Tricolor baiano, o Coritiba poderia até vir de derrota em BH que estaria praticamente salvo: só cairia se Palmeiras e Vitória vencessem seus dois jogos. Resumindo: no cenário otimista (mas realista) para o Coxa, a salvação viria, mas a torcida teria de esperar até a última rodada.

…Bahia e Botafogo não devem escapar

Precisam de uma combinação de resultados muito grande, e a tabela não ajuda. O Bahia enfrenta dois times que ainda precisam de resultados (Grêmio em Salvador e Coritiba no Paraná) e o Botafogo pega equipes que podem atrapalhar (Santos fora e Atlético Mineiro no Rio).

…Flamengo x Vitória em Manaus é o jogo-chave para definir o rebaixamento de Vitória ou Palmeiras

Times que lutam para não cair sonham em jogar em casa contra adversários de meio de tabela, já desinteressados, nas rodadas decisivas. Isso está na mão de Vitória e Palmeiras na 38ª rodada, quando pegam, pela ordem, Santos e Atlético Paranaense. As campanhas do Rubro-Negro e do Alviverde não inspiram confiança, mas são vitórias que estão ao alcance. Considerando que Chapecoense e Coritiba têm tabelas favoráveis e estão pertos da salvação, e que Bahia e Botafogo estão praticamente desenganados, a definição do quarto rebaixado sairia dos resultados de Palmeiras e Vitória na 37ª rodada e de quem chegasse em vantagem na rodada final. O Vitória vai a Manaus enfrentar o já desmobilizado Flamengo. Mesmo que o Alviverde perca ou empate contra o Internacional no Beira-Rio (resultados mais prováveis), os baianos só chegariam à última rodada à frente dos palmeirenses se vencessem na Arena Amazônia. Ou seja, o duelo rubro-negro é potencialmente o jogo que define o futuro de Palmeiras e Vitória.

As maiores goleadas dos mata-mata de Brasileirão

As vezes em que um jogo eliminatório não foi tão emocionante quanto se esperava

Mata-mata é emoção, mas nem sempre. Algumas vezes, o duelo eliminatório se transforma em um passeio de uma das equipes, e a fórmula de disputa apenas ajuda a realçar o impacto de uma goleada. Elas não foram tão comuns na história do Brasileirão, mas aconteceram algumas vezes, seja em uma partida que desandou para um dos lados, seja na soma do placar dos dois encontros.

TEMA DA SEMANA: Saudades do mata-mata? Separamos os confrontos mais marcantes do Brasileirão

Para resgatar alguns desses confrontos, dedicamos a quarta parte do tema da semana para as goleadas, tanto em uma partida individual quanto na soma de resultados. Mas só vale em encontros de mata-mata. Confira.

Obs.: em asterisco, os placares que se referem à soma dos resultados de ida e volta (ou dos três jogos, no caso de 1999)

Guarani 6×0 Sport* – 1978

O Guarani começava a convencer a todos de que realmente teria condições de lutar pelo título brasileiro em 1978. Nas quartas de final, a equipe comandada por Zenon, Careca e Renato venceu o Sport duas vezes: 2 a 0 no Recife e 4 a 0 no Brinco de Ouro. No placar agregado, foi a maior diferença de gols em um mata-mata de Brasileirão.

Flamengo 6×3 Coritiba* – 1980

O Flamengo tinha um timaço, caminhava para conquistar o Brasil, a América do Sul e o mundo. Mas teve algum susto contra o Coritiba nas quartas de final do Brasileirão de 1980. O Rubro-Negro fez 2 a 0 no Alto da Glória e ficou perto da classificação. Mas começou mal a partida no Maracanã e rapidamente o Coxa devolveu os 2 a 0, ficando a um gol das semifinais. O susto passou, o Flamengo juntou os cacos e construiu uma grande virada, com 4 a 3 no Rio de Janeiro e 6 a 3 no placar somado.

São Paulo 4×0 Anapolina – 1982

O placar sugere um passeio são-paulino, mas não foi bem assim. A Anapolina em um de seus melhores momentos de sua história, conquistando o vice da Taça de Prata e do Campeonato Goiano (este após perder a final para o Goiás na Justiça) em 1981. No jogo de ida das quartas de final da Taça de Ouro de 1982, a Xata venceu por 3 a 1 (abaixo o vídeo desse jogo. Se alguém achar o vídeo dos 4 a 0, dá um toque que a gente troca) e ficou perto da classificação. Mas o São Paulo reagiu no Morumbi e conseguiu a goleada que lhe deu a classificação.

Fluminense 5×0 Coritiba – 1984

O empate por 2 a 2 no jogo de ida das quartas de final indicava uma série difícil para o Fluminense. Mesmo o jogo de volta, no Maracanã, esteve relativamente em aberto. Assis e Washington deixaram os cariocas em vantagem no primeiro tempo, mas o placar ficou nos 2 a 0 até os 30 minutos do segundo tempo. Aí, os paranaenses se abriram em busca de uma virada desesperada e tomaram três gols em contra-ataques, configurando a maior goleada em uma partida de mata-mata do Brasileirão.

Vasco 9×5 Portuguesa* – 1984

Foi o encontro eliminatório com mais gols da história do Brasileirão. Diante de um Pacaembu lotado pela torcida da Portuguesa, o Vasco fez 5 a 2 no jogo de ida e só seria desclassificado por uma derrota por quatro gols no Rio de Janeiro. A virada não aconteceu, mas foi outro jogo cheio de gols: 4 a 3 para os cruzmaltinos.

Guarani 5×0 Vasco* – 1986

Oitavas de final da Copa Brasil. O Guarani tinha a melhor campanha da competição e era favorito no duelo contra um cambaleante Vasco, que quase havia sido eliminado na primeira fase. As duas equipes já haviam se enfrentado e os bugrinos venceram por 1 a 0 no Rio de Janeiro. Portanto, não assustou ninguém ver o time de Campinas vencer duas vezes. Mas poucos esperavam placares tão contundentes: 3 a 0 no Maracanã e 2 a 0 no Brinco de Ouro.

Palmeiras 5×2 Guarani* – 1994

Aí um placar bem enganoso. Palmeiras e Guarani eram os dois times de melhor campanha naquele Brasileirão, mas uma tabela mal feita fez que se encontrassem nas semifinais. O clube paulistano tinha craques como Rivaldo, Evair, Zinho, Roberto Carlos e Edmundo, mas os campineiros vinham ainda melhor e tinham a vantagem do empate na soma dos dois jogos. O problema é que haviam perdido Amoroso, lesionado. Aí, o Palmeiras se impôs aos poucos. No Pacaembu, fez 3 a 1 de virada, com dois gols nos últimos 11 minutos. No Brinco de Ouro, um gol de Rivaldo no início do segundo tempo praticamente matou a decisão. Fábio Augusto empatou perto do final, mas Rivaldo teve tempo de fazer o segundo gol palmeirense e configurar um 5 a 2 até exagerado.

Atlético Mineiro 7×2 Vitória* – 1999

Uma série estranha, que teve placar inchado devido ao fato de ter três jogos. O Galo fez 3 a 0 no primeiro jogo, no Mineirão, mas perdeu por 2 a 1 no Barradão. Pelo regulamento daquele ano, o Vitória precisava vencer o terceiro jogo, também em Salvador, para ir à final do Campeonato Brasileiro. Marques e Guilherme aproveitaram a ansiedade rubro-negra e foram às redes em menos de 20 minutos. Depois, o Atlético apenas administrou a vantagem, aproveitando um contra-ataque nos minutos finais para fechar o 3 a 0.

São Caetano 6×2 Náutico – 2000

Um duelo que passou quase despercebido, pois era das quartas de final do Módulo Amarelo da Copa João Havelange. O Náutico venceu o jogo de ida, nos Aflitos, por 1 a 0, mas não resistiu no Parque Antarctica. Esquerdinha abriu o marcador para o São Caetano. Paulo César empatou para os pernambucanos, mas Adhemar, César, Wagner e Márcio Griggio praticamente garantiram a classificação do azulão. Luciano diminuiu para o Timbu, mas Márcio Griggio foi às redes pela segunda vez nos acréscimos.

Obs.: não achamos um vídeo desse jogo. Se alguém o encontrar, pode mandar o link que acrescentamos aqui.

Atlético Mineiro 2×6 Corinthians – 2002

Maior goleada que um mandante sofreu em mata-mata de Brasileirão. O Corinthians jogava pelo empate na soma dos resultados, o que obrigava o Atlético a vencer no Mineirão na partida de ida para ter tranquilidade no Morumbi. O Galo começou acelerado, mas não soube dosar seu ímpeto. Com um toque de bola bem afinado, o alvinegro paulista foi fazendo um gol atrás do outro em contra-ataques fáceis diante de uma defesa escancarada. A maior goleada que um mandante já sofreu em jogo de mata-mata do Brasileirão.

Dez grandes viradas da história do mata-mata do Brasileirão

Se mata-mata é emoção, nada mais emocionante do que aquele gol no final que muda a história de um torneio

Os campeonatos em mata-mata eram modorrentos, com várias fases inúteis e jogos que serviam para pouca coisa. Mas por que a memória afetiva de tanta gente ainda é tão positiva? Bem, é porque as fases eliminatórias compensavam com vários confrontos que até hoje são lembrados pelos torcedores.

TEMA DA SEMANA: Saudades do mata-mata? Separamos os confrontos mais marcantes do Brasileirão

Nesta segunda, vamos relembrar as grandes viradas dos mata-mata. Não são apenas viradas dentro de um jogo, mas também as que ocorrem dentro daquela fase. Na lógica de confrontos eliminatórias, conseguir o gol salvador é uma virada no duelo.

E houve vários desses grandes momentos. separamos dez, e certamente você se lembrará de outros dez ou quinze que ficaram de fora.

Obs.: como critério, decidimos decidimos não repetir nenhum confronto em mais de um dia deste tema da semana (ou seja, nem adianta mencionar o Gre-Nal do século, pois ele vai para a lista de clássicos). Também evitamos muitas repetições de times e decidimos colocar duelos em diversos momentos da história do torneio.

Santa Cruz 2×3 Cruzeiro – 1975

O Santa Cruz era a grande surpresa do Brasileirão de 1975. Após uma primeira fase mediana, o time deslanchou. Ficou sempre entre os melhores nas fases seguintes e, na semifinal em jogo único, tinha a vantagem do mando de campo contra o Cruzeiro de Raul, Palhinha, Piazza, Zé Carlos e Nelinho. Os pernambucanos saíram na frente, mas os mineiros viraram, sofreram o empate e, com um gol de Palhinha aos 45 minutos do segundo tempo, ficaram com a vitória e a vaga na final.

Internacional 2×1 Atlético Mineiro – 1976

Um dos maiores jogos da história do Brasileirão. Dois timaços, um era o campeão brasileiro, o outro seria o único vice-campeão invicto no ano seguinte. Naquela semifinal de jogo único, o Atlético de Reinaldo e Toninho Cerezo saiu na frente. O Colorado só empatou aos 28 minutos do segundo tempo, com um belíssimo chute de fora da área de Batista. O duelo ia para a prorrogação, até que Escurinho e Falcão fizessem uma espetacular tabela de cabeça para o volante fazer, de sem-pulo, o gol da virada no último minuto do tempo normal.

São Paulo 3×2 Botafogo – 1981

O Botafogo estava com um pé na final. Vencera o jogo de ida, no Maracanã, por 1 a 0, e fazia 2 a 0 no Morumbi. Mas o São Paulo acordou e conseguiu a virada, com destaque para o golaço de Éverton que empatou o jogo.

Corinthians 4×1 Flamengo – 1984

O Flamengo já não tinha Zico, mas vinha com uma campanha consistente para a equipe que havia conquistado três dos quatro Brasileirões anteriores. Nas quartas de final, fez 2 a 0 no Corinthians no Maracanã. Mas tomou uma incrível virada, sofrendo 4 a 0 no Morumbi. No final, um gol estranho reduziu a vantagem alvinegra, mas não impediu que o placar eletrônico do estádio tirasse sarro do time carioca indicando o horário dos próximos voos para o Rio de Janeiro.

Vasco 2×3 Fluminense – 1988

O Vasco tinha Roberto Dinamite, Mazinho, Geovani, Bismarck e Acácio. Era um ótimo time, que vinha de uma série de 16 jogos sem derrotas quando enfrentou o Fluminense de Edinho, Romerito e Washington nas quartas de final da Copa União de 1988. No jogo de ida, Zé do Carmo fez um gol contra e deu a vitória ao Tricolor. Na volta, o Vasco precisava vencer no tempo normal e empatar na prorrogação. O Fluminense, time de pior campanha entre os oito classificados, abriu o marcador em um contra-ataque e ficou todo atrás. O Vasco, na raça, conseguiu a virada, mesmo com um jogador a menos em boa parte do segundo tempo. Mas faltou perna na prorrogação, e o Flu conseguiu mais dois gols e virou novamente o placar, assegurando a vaga na semifinal contra o Bahia.

Santos 5×2 Fluminense – 1995

O Fluminense havia vencido o jogo de ida das semifinais do Brasileirão de 1995 por 4 a 1. O jogo estava 2 a 1 até os minutos finais, quando dois gols tricolores praticamente colocaram o time das Laranjeiras na final. O Santos precisava vencer por três gols de diferença, e Giovanni providenciou isso. O meia fez dois gols e deu três assistências em uma das maiores atuações individuais da história do torneio. O segundo tempo foi cardíaco, com gols do Santos e do Fluminense mudando o cenário, e deixando a expectativa até o final.

Grêmio 2×0 Portuguesa – 1996

Não foi um duelo de grande qualidade técnica, mas sobrou emoção. A Portuguesa havia vencido por 2 a 0 o jogo de ida da final, no Morumbi, e o Grêmio precisava devolver o resultado para levar o título. Abriu o marcador aos 3 minutos, mas o nervosismo tomou conta dos dois lados. As duas equipes desperdiçavam chances relativamente fáceis e o duelo se encaminhava para o título rubro-verde, até que Aílton pegou uma bola que pipocou na área da Lusa e fez o gol do título aos 39 minutos do segundo tempo.

Palmeiras 2×3 Cruzeiro – 1998

Naquele Brasileirão com mata-mata de três jogos, Palmeiras e Cruzeiro haviam vencido por 2 a 1 os jogos que fizeram como mandante. O jogo decisivo daquela quarta de final foi no Parque Antarctica e o Cruzeiro precisava vencer. Fez 2 a 0, mas tomou o empate e ainda ficou com um jogador a menos. Até que, aos 44 minutos do segundo tempo, Fábio Junior virou o destino e colocou o time mineiro na semifinal.

Vitória 5×4 Vasco – 1999

O jogo mais maluco dessa lista. O Vasco fez 2 a 0, tomou a virada e empatou, tudo isso antes do intervalo. No segundo tempo, o Vitória fez 4 a 3, os vascaínos reagiram, mas os baianos conseguiram o quinto gol. O resultado foi importante, pois, com dois empates em São Januário, o Leão conquistou um lugar nas semifinais.

Atlético Paranaense 4×2 São Caetano – 2001

Um grande jogo que nem sempre é lembrado entre as decisões mais emocionantes. O Atlético Paranaense abriu o marcador, o São Caetano virou e o Atlético revirou. No meio de tudo isso, uma tripleta de Alex Mineiro e um monte de gols perdidos dos dois lados. Com o 4 a 2, o título inédito ficou perto da Baixada, o que foi confirmado na semana seguinte, com uma vitória por 1 a 0 no Anacleto Campanella.

Esses são os grupos da Copa do Nordeste 2015

Teremos um clássico cearense logo na primeira fase

Saíram os grupos do Nordestão 2015. Em um sorteio realizado em Recife, os 20 times foram divididos em cinco grupos. A novidade é a inclusão de duas equipes do Maranhã e duas do Piauí, transformando a próxima edição do torneio em uma verdadeira copa de todo o Nordeste. E o ponto mais interessante para quem já está na expectativa para o ano que vem é encontrar Ceará e Fortaleza na mesma chave.

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Veja como ficaram as chaves:

Grupo A

América-RN, Confiança, Serrano e Vitória

Grupo B

Coruripe, Sampaio Correa, Socorrense e Sport

Grupo C

Moto Club, Náutico, Piauí e Salgueiro

Grupo D

Botafogo-PB, Ceará, Fortaleza e Ríver

Grupo E

Bahia, Campinense, CRB e Globo

Copa do Nordeste precisa do Maranhão e do Piauí, não do Flamengo

Time carioca traria mais dinheiro de TV, mas todo o resto seria negativo

Em 24 horas, o torcedor nordestino teve uma notícia potencialmente ruim e outra potencialmente boa. Melhor que a primeira parece ter sido apenas um susto, e a segunda parece ser consistente. A Copa do Nordeste deve se expandir em 2015, e na direção certa.

Na quinta, Eduardo Bandeira de Mello, presidente do Flamengo, revelou à Folha de São Paulo ter conversado com a Liga do Nordeste sobre a possibilidade de o rubro-negro ganhar uma vaga no torneio. Na sexta, o blog de Cassio Zirpoli, no Diário de Pernambuco, informou que é dada como certa a entrada de dois clubes do Maranhão e outros dois do Piauí no ano que vem.

A ideia de incorporar o Flamengo se sustenta em argumentos econômicos. Trata-se do clube mais popular do Nordeste e certamente seria uma grande atração em todos os jogos. Além disso, ajudaria a aumentar o valor do torneio para a televisão, pois há interesse nacional por tudo o que o Rubro-Negro faz.

Mas os benefícios param aí. A Copa do Nordeste serve para aumentar a identificação do torcedor nordestino com sua terra, um sentimento regional real que dá impulso à competição (coisa que dificilmente haverá na Copa Verde e que minou também o Sul-Minas, Copa Norte e Copa Centro-Oeste). É um momento de os clubes mais tradicionais da região se encontrarem, em partidas com bons públicos e rivalidades regionais.

Incorporar o Flamengo nessa química quebra a lógica do torneio. Os clubes nordestinos usam o regional como forma de fincar o pé como forças populares em seus estados, mas teriam de ver o grande concorrente do Sudeste aparecer por lá. Para piorar, o clube carioca tem muito mais recursos financeiros que os nordestinos e teria uma boa chance de se tornar a equipe mais vencedora do torneio, o que daria mais condições para captar seguidores no Nordeste.

O que o Nordestão precisa é reforçar seu caráter regional, e isso pode ser atingido com a inclusão de maranhenses e piauienses. Os dois estados ficaram de fora pelo fato de a CBF ter feito uma divisão regional diferente da adotada pelo governo. É um modo de distribuir os cargos de vice-presidentes regionais de modo mais conveniente a ela. Assim, Maranhão e Piauí estão fora da Copa do Nordeste, mesmo sendo estados nordestinos, que se sentem nordestinos e que têm até uma rivalidade entre si para acrescentar um pouco mais de sabor ao torneio.

São dois estados com campeonatos locais combalidos pela desorganização e baixo nível técnico, mas dar duas vagas ao regional do ano seguinte pode incentivar o público, os investidores e a mídia. No momento, único clube desses estados que entraria no Nordestão pensando grande é o Sampaio Correa.

Mais que um, dois, três ou quatro grandes equipes, porém, a Copa do Nordeste precisa é reforçar sua personalidade para consolidar seu espaço no calendário. E isso a entrada de Maranhão e Piauí faria. Já estaria ótimo.

Nordestão já tinha versão melhorada do nome da Champions League, agora tem do hino

Ouça a adaptação do hino da Liga dos Campeões, estilo xaxado

O futebol brasileiro precisa da Copa do Nordeste. Primeiro, porque ajuda a impulsionar os clubes de uma região importante do País (ajudaria ainda mais se incluíssem o Piauí e o Maranhão, mas isso é conversa para outro dia). Segundo, porque abre espaço para que se promova mais as tradições nordestinas, como o bom humor.

O primeiro traço disso foi apelidar do torneio de Lampions League, o único apelido de campeonato mais legal que Concachampions. Agora o jornalista Hugo Becker (colega de Grande Prêmio, ex-colega da Tazio) fez uma versão xaxado do hino da Liga dos Campeões. Sério, se seguir nessa linha de sacadas geniais em cima da grande competição da Europa, a Uefa vai pedir intervenção.

Caio Júnior, técnico do Vitória, já encontrou Messi

O comandante rubro-negro contou com a ajuda Maxi Biancucchi, provável reforço do clube, para conversar com o craque em Barcelona

O Vitória está mais próximo de Lionel Messi do que o vídeo gravado por um torcedor num restaurante em Barcelona pode sugerir. Em negociação com o primo do craque do Barcelona, Maxi Biancucchi, ex-Flamengo, o time rubro-negro conta em seu comando com um profissional que já teve a oportunidade de conversar pessoalmente com Messi e, inclusive, escutar dele os segredos de sua equipe e de Pep Guardiola.

Não entendeu? Talvez as fotos abaixo registradas por Caio Júnior durante a sua passagem por Barcelona, em 2011, possam ajudar. O novo treinador do Vitória é amigo pessoal de Maxi, a quem tenta levar para o Barradão. Na época à frente do Grêmio, ele contou ao blogueiro como conseguiu agendar a passagem pelo Camp Nou.

“Fui através do Maxi Biancucchi, que foi meu jogador no Flamengo. Ele é primo do Messi, tenho uma relação boa com ele e ele acabou ligando para o Lionel”, revelou.

Caio Júnior ainda deu detalhes sobre a conversa que teve com Messi ao lado do lateral-esquerdo Adriano, ex-Coritiba e também próximo ao técnico. “Bati um papo legal com o Messi e ele entrou nessas questões táticas. Foi super atencioso e me explicou que o Guardiola teve um papel importante na evolução dele porque ensinou a pressionar sem bola”.

Através de sua página no Twitter, Maxi Biancucchi reforçou nesta segunda-feira o seu desejo de acertar com o clube baiano. “Estou com muito desejo de vestir essa camisa do Vitória. Conheço essa grande torcida e torço para que tudo dê certo”, escreveu.

Caio Júnior conversa com Thiago, meia do Barcelona
Adriano (dir.), Caio Júnior e Messi
Caio Júnior (dir.) com Messi (centro)