Por que acreditamos que a seleção brasileira motivou a saída de Rienzo dos Marlins

Falamos com exclusividade com o arremessador, que defenderá o Brasil nas eliminatórias do WBC na próxima semana

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Na última semana, o Miami Marlins anunciou o rompimento do contrato com o arremessador André Rienzo. O brasileiro vinha defendendo o New Orleans Zephyrs (filial Triple-A da equipe da Flórida) como jogador de bullpen, inclusive como fechador. Estava com 2,85 de ERA (bom) e já tinha fechado oito partidas, sem ceder nenhuma corrida em 14 dos 17 jogos em que participou desde que retornara de contusão, em julho. Números que justificariam uma continuidade no trabalho, pensando como um jogador que pudesse colaborar na montagem do elenco de 2017 dos Marlins ou para usá-lo como parte de eventuais negociações.

Conversei com Rienzo nesta semana, e o brasileiro deu uma outra versão para o fato. “Oficialmente eles me dispensaram, mas eu que pedi para sair porque vi que eles não tinham nenhum plano para mim”, disse. “Então, achei melhor sair e buscar, no ano que vem, algum lugar em que eu tenha mais oportunidade.”

Com base em alguns elementos oferecidos pelo arremessador brasileiro durante o papo e um pouco de análise do cenário, inclusive as possíveis motivações do Miami para anunciar uma dispensa neste momento incomum da temporada, minha avaliação do cenário (atenção: é uma análise, somando informações com opiniões) é:

– Rienzo imaginava que seria chamado para o time principal no início de setembro. Os Zephyrs já estavam eliminados da Pacific Coast League e os elencos da MLB são expandidos para 40. Os Marlins não promoveram o brasileiro;
– Sem atividade no mês, apenas os jogos derradeiros dos Zephyrs na temporada regular da PCL, Rienzo pediu liberação para defender o Brasil nas eliminatórias do World Baseball Classic, que começam na próxima semana em Nova York. Os Marlins teriam relutado em liberar, talvez temendo que isso prejudicasse o físico do arremessador, que vinha de lesão;
– Rienzo insistiu, e os dois lados acharam melhor terminar o contrato.

A nova arquibancada da Fórmula 1 era um dos maiores estádios de beisebol do México

Conheça a história do Foro Sol, estádio que foi desativado para receber um pedaço do novo traçado do circuito Hermanos Rodríguez

O México retornou com pompa ao calendário da Fórmula 1. O circuito Hermanos Rodríguez, na Cidade do México, foi remodelado e atraiu grandes públicos já nos treinos para ver Sergio Pérez (e os outros pilotos também). Mas houve quem lamentasse. O amante de automobilismo ainda sente saudade da velha Peraltada, curva desafiadora que foi substituída por uma chicane sem graça. E o torcedor de beisebol também lamenta.

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As duas reclamações estão ligadas. O Autódromo Hermanos Rodríguez faz parte de um grande complexo esportivo na capital mexicana. Ao lado da pista estão várias estruturas, como campos de futebol, campos de futebol americano e beisebol, quadras de tênis e basquete, estádio de atletismo e piscinas. O grande destaque era o Foro Sol, estádio de beisebol que podia ser adaptada para receber shows (o nome se deve ao patrocínio de uma grande cervejaria mexicana).

A arena tinha capacidade para 26 mil pessoas em partidas de beisebol (segundo maior do país, perdendo por mil assentos para o estádio Monterrey, na cidade de mesmo nome) e 55 mil para espetáculos. Era a casa dos Diablos Rojos del México, um dos principais times da Liga Mexicana de Béisbol. Foi também o palco do Grupo B do World Baseball Classic de 2009, que teve as seleções de México (claro), Cuba, Austrália e África do Sul.

Foro Sol lotado para jogo de beisebol
Foro Sol lotado para jogo de beisebol

O problema é que ele foi construído dentro da Peraltada, e aproveitar suas arquibancadas era uma possibilidade muito atraente para os administradores do autódromo e organizadores no retorno do Grande Prêmio do México à Fórmula 1. Resultado: a curva mítica acabou, transformando-se em um pequeno trecho que passa dentro do Foro Sol. Fica bonito nas fotos, enche de gente (ou seja, vende muito ingresso) e não prejudica em nada o espaço para futuros shows. O problema é o beisebol.

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Com a construção de uma pista, fica inviável manter o estádio para os Diablos Rojos. A temporada 2014 foi a última do clube em sua casa. Na atual temporada, o time tem jogado no estádio Fray Nanos, que recebia torneios amadores e teve de ser remodelado para a liga profissional. Ainda assim, tem capacidade para apenas 5,2 mil espectadores.

Em dezembro, o clube anunciou o projeto de seu futuro estádio. A arena terá capacidade para 13 mil torcedores e exxigirá investimentos de US$ 60 milhões. Local de construção? Dentro do Autódromo Hermanos Rodríguez, ao final da reta principal.

Saíram os grupos das Eliminatórias do Mundial de beisebol, e o Brasil se deu bem

Seleção jogará em campo neutro e tem boas possibilidades de retornar ao World Baseball Classic em 2017

A organização do World Baseball Classic anunciou nesta quinta os grupos das Eliminatórias para a edição 2017 do torneio. E o Brasil deu sorte. Na distribuição das chaves, sem a regionalização ocorrida em 2012, a seleção brasileira fugiu das principais forças dessa etapa do Mundial, além de poder atuar em campo neutro.

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O Brasil ficou no Grupo 4, com jogos disputados no MCU Park, casa do Brooklyn Cyclones (filial de liga menor do New York Mets) em Nova York. Os adversários serão Grã-Bretanha, Israel e Paquistão. Os times variam muito sua montagem para o WBC, mas a tendência é que Israel (normalmente reforçado por norte-americanos de origem judaica que atuam na MLB ou em ligas menores dos Estados Unidos) seja o concorrente mais perigoso. O Paquistão é uma incógnita, pois aparece pela primeira vez no torneio.

Ainda que os israelenses dividam o favoritismo com o Brasil (e potencialmente tenham a maioria da torcida por jogar em Nova York), é um cenário menos ameaçador do que encontrar México, Austrália, Espanha (que conta com vários cubanos e dominicanos naturalizados) e até o Panamá, batido pelos brasileiros em 2012, mas ainda um país com mais tradição e vantagem do mando de campo.

Veja como ficaram os grupos:

Grupo 1 (Sydney, Austrália): Austrália, Nova Zelândia, Filipinas e África do Sul

Grupo 2 (Mexicali, México): México, República Tcheca, Alemanha e Nicarágua

Grupo 3 (Cidade do Panamá, Panamá): Colômbia, França, Panamá e Espanha

Grupo 4 (Nova York, Estados Unidos): Brasil, Grã-Bretanha, Israel e Paquistão

O Grupo 1 será disputado em fevereiro de 2016. Os Grupos 2 e 3 terão partidas em março e o Grupo 4, apenas em setembro do mesmo ano. O vencedor de cada chave terá uma vaga no WBC de 2017. Já estão classificados os 12 primeiros colocados da última edição: Canadá, China, Coreia do Sul, Cuba, Estados Unidos, Holanda, Itália, Japão, Porto Rico, República Dominicana, Taiwan e Venezuela.

Carrasco do Brasil no Mundial joga nas nove posições em uma única partida

Ray Chang, que liderou vitória chinesa no World Baseball Classic, está nas ligas menores do Cincinnati Reds

Ray Chang é mais um dos centenas de jogadores que perambulam pelas ligas menores do Cincinnati Reds. Mas, para o Brasil, seu nome tem outro significado.  O shortstop nascido foi o principal responsável pela derrota da seleção brasileira para a China no World Baseball Classic. Nesta semana, ele voltou a ser destaque, mas por outro motivo: jogou em todas as posições na mesma partida.

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Foi na última partida de temporada regular do Pensacota Blue Wahoos, time do nível double-A, contra o Mobile BayBears (filial do Arizona Diamondbacks). O título da divisão já estava garantido, o que deu margem para o técnico Pat Kelly realizar o sonho do veterano de 32 anos. Chang fez uma entrada em cada posição, pela ordem: primeira base, segunda base, shortstop, terceira base, campo esquerdo, campo central, campo direito, catcher e arremessador.

Segundo Chang, a posição mais difícil foi a de catcher. “A parte difícil dessa posição é quando a bola está na zona de strike, você sabe que o rebatedor vai para o swing, mas você tem de ficar focado na bola e não no bastão passando na sua frente”, comentou. Ficar pulando de posições na defesa não afetou seu desempenho no ataque. Chang teve três rebatidas em quatro idas ao bastão, ajudando na vitória por 4 a 2 de sua equipe.

Nascido em Kansas City, Chang tem pais chineses e, por isso, se tornou elegível para defender a seleção asiática no WBC. Na partida contra o Brasil, a última da primeira fase (as duas equipes já estavam eliminadas e brigavam pela terceira posição, que daria uma vaga direta à próxima edição do Mundial), Chang teve três rebatidas em quatro idas ao bastão. Além disso, impulsionou as corridas da virada na oitava entrada, quando a seleção brasileira deixou escapar a vantagem de 2 a 0 para perder por 5 a 2.

Acredite: Brasil bate Panamá na estreia pelo WBC

Com um jogo muito tático, brasileiros superam favoritismo dos panamenhos, mesmo jogando diante da torcida adversária

Brasil (Foto: Reprodução/MLB)
Jogadores do Brasil comemoram a vitória sobre a seleção panamenha (Foto: Reprodução/MLB)

Meio japonês, meio americano. No beisebol, essa é a cara do Brasil. E foi usando essas duas faces que a seleção estreou com vitória nas Eliminatórias do World Baseball Classic. A equipe comandada pelo norte-americano Barry Larkin venceu o Panamá, time considerado mais forte da chave, na Cidade do Panamá por 3 a 2 e garantiu que joga mais duas partidas pela competição.

A partida começou muito nervosa. Os arremessadores titulares, André Rienzo do lado brasileiro e Paolo Espino, do panamenho, não tinham comando dos arremessos e cediam bases com facilidade. Pressionadas, as defesas também mostravam a tensão e cometiam erros infantis.

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Panamá no WBC: Os favoritos

O Brasil escapou por pouco de ceder uma corrida na primeira entrada, mas não resistiu na segunda. José Macías impulsionou Rubén Rivera, que havia chegado à segunda base após um erro defensivo brasileiro, para abrir o marcador.

A reação veio rápido. Paulo Orlando teve uma rebatida tripla e empatou a partida em rebatida simples de Leonardo Reginatto. Em seguida, Yan Gomes conseguiu outra rebatida simples e, em erro defensivo panamenho em bola rasteira de Daniel Matsumoto, o Brasil virou o placar.

O Panamá voltou a empatar na parte de baixo da terceira. Isaías Velásquez teve uma rebatida simples, roubou uma base e ganhou outra em wild pitch de Rienzo. Aí, Carlos Ruiz fez uma rebatida de sacrifício para impulsionar a segunda corrida do time da casa.

Os times começaram a se assentar na partida. O Brasil conseguiu implementar seu jogo curto, de pequenas rebatidas, e confundiu os panamenhos. Em uma sequência de walk, rebatida simples, bunt e rebatida simples, Reginatto completou a terceira corrida brasileira.

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Os arremessadores do Panamá não conseguiam dominar o esquema brasileiro. Em apenas uma entrada, a oitava, a equipe da casa não cedeu nenhuma base. Enquanto isso, a entrada de Murilo Gouveia estabilizou o time brasileiro, que avançou sem perigos até a oitava entrada, quando os panamenhos tiveram corredores na primeira e segunda bases e apenas um eliminado. Mas Kesley Kondo conseguiu as eliminações necessárias.

Na nona entrada, Thyago Vieira, de apenas 19 anos, entrou como fechador. Cedeu um walk, mas conseguiu finalizar a surpreendente vitória brasileira.

Com o resultado, o Brasil enfrentará o vencedor de Colômbia x Nicarágua (partida a ser realizada nesta sexta) no sábado, às 17h. Se vencer novamente, vai para a final do grupo, na segunda, quando será definida a seleção que disputará o World Baseball Classic de 2013. Se perder a próxima partida, ainda terá uma chance no domingo para chegar à decisão da vaga.

O Panamá, tido como favorito à classificação, joga sábado à noite contra o perdedor de Colômbia x Nicarágua. O time da casa precisa vencer três jogos seguidos para conseguir o título da chave. Uma nova derrota representa a eliminação.

Confira os melhores momentos da vitória brasileira sobre o Panamá:

Destaque do jogo

As duas equipes estavam com recorrentes problemas no montinho. Até Murilo Gouveia entrar na quinta entrada. Ele eliminou nove rebatedores em seqüência, mantendo a vantagem brasileira (já 3 a 2) até o meio da oitava entrada. Isso quebrou o ataque panamenho, e deixou o bullpen brasileiro bem posicionado para colocar seus arremessadores para fechar o jogo.

Momento-chave

Na quarta entrada, com o placar em 2 a 2, André Rienzo voltou a ter problemas no montinho. O Panamá lotou as bases, com dois eliminados. Noris Chacón foi ao montinho. Uma rebatida naquele momento deixaria os panamenhos com vantagem de duas a quatro corridas, que dificilmente o Brasil teria forças para alcançar. Mas Chacón conseguiu a eliminação e, na entrada seguinte, os brasileiros conseguiram retomar a ponta.

Curiosidade

O maior momento da história da seleção brasileira era nas quartas de final do Mundial de 2003. Jogando contra Cuba em Havana, o Brasil vencia por 3 a 2 até a nona entrada, quando cede a virada para o time da casa. Nesta quinta, a seleção ficou em situação semelhante, mas conseguiu finalizar a vitória.

Números do Panamá

Rubén Tejada: 4 idas ao bastão, 0 rebatida, 2 strikeouts
Carlos Ruiz: 2 idas ao bastão, 1 rebatida, 1 corrida impulsionada, 1 walk
Carlos Lee: 4 idas ao bastão, 1 rebatida,
Paolo Espino: 2 2/3 entradas, 6 rebatidas, 2 corridas, 1 corrida merecida

Números do Brasil

Paulo Orlando: 4 idas ao bastão, 2 rebatidas (uma tripla), 1 corrida
Leonardo Reginatto: 4 idas ao bastão, 1 rebatida, 1 walk, 2 corridas
André Rienzo: 3 2/3 entradas, 4 rebatidas, 5 walks, 2 corridas, 1 corrida merecida
Murilo Gouveia: 3 1/3 entradas, 2 rebatidas, 3 strikeouts

Guia das Eliminatórias do World Baseball Classic

O Brasil montou a que talvez seja sua melhor seleção de beisebol da história. Será suficiente?

Taiwan - WBC (Foto: Reprodução/Facebook)
Equipamentos usados pela seleção de Taiwan na disputa do WBC (Foto: Reprodução/Facebook)

“É a melhor seleção que já conseguimos montar.” É um chavão de nações emergentes em qualquer esporte, mas é possível entender o raciocínio que faz tanta gente, entre comissão técnica e jogadores, achar que o Brasil nunca teve um time de beisebol tão forte. Pela primeira vez, a seleção conseguiu reunir seus melhores jogadores, entre profissionais e amadores, entre os que atuam nos Estados Unidos e os que militam no Japão.

Isso criou um clima de otimismo para os brasileiros em relação às Eliminatórias do World Baseball Classic (Mundial profissional), que começam nesta quinta. O Brasil é azarão perto de Panamá, Colômbia e Nicarágua, três países com mais tradição no esporte. Mas a comissão técnica considera que é possível fazer um bom papel e surpreender as nações caribenhas.

Seria uma façanha ainda maior que a da Copa do Mundo de 2003, em Cuba, quando o Brasil chegou às quartas de final (ficando à frente de Holanda, México, China e França na fase de grupos), quase eliminou os anfitriões e campeões mundiais cubanos em Havana (vencia por 3 a 2 até a nona entrada, quando cedeu duas corridas) e bateu a tradicional Coreia do Sul para termina na sétima posição.

Para dar um bom retrato do desafio que há pela frente, o ExtraTime preparou um guia do grupo latino-americano das Eliminatórias do WBC. Confira!

Entenda as regras do WBC

Formato de dupla eliminação, flexibilidade nas naturalizações dos jogadores, limitação para arremessadores, regra de misericórdia… Entenda como funciona o regulamento do World Baseball Classic.

Da “Avenida Brasil” para o Brasil

Barry Larkin na ESPN (Foto: Reprodução/Facebook)
Barry Larkin trabalha como comentarista na ESPN americana (Foto: Reprodução/Facebook)

Barry Larkin, membro do Hall da Fama e técnico do Brasil, fala sobre a montagem da seleção, projeta como a mistura de estilos americano e japonês pode dar uma vantagem ao time e revela como a novela global o ajudou a treinar o time brasileiro.

Quem é quem na seleção brasileira

Yan Gomes - Cleveland Indians (Tom Szczerbowski/Getty Images/AFP)
Yan Gomes durante sua passagem com os Blue Jays (Foto: Tom Szczerbowski/Getty Images/AFP)

Os adversários do Brasil

Panama (Foto: Divulgação)
Elenco do Panamá posa para foto antes da estreia contra o Brasil no WBC (Foto: Divulgação)

Saiba mais sobre:

COLÔMBIA – NICARÁGUA – PANAMÁ

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Entenda as regras do World Baseball Classic

Formato de dupla eliminação, flexibilidade nas naturalizações, limitação para arremessadores, regra da misericórdia…

As Eliminatórias do World Baseball Classic é disputada no sistema de dupla eliminação. Não é um quadrangular convencional, em que todos se enfrentam, ou no esquema mata-mata, em que há dois jogos iniciais e os vencedores definem o campeão da chave. No sistema  de dupla eliminação, um time precisa vencer três jogos para ser campeão, e só é eliminado se perder dois (a não ser que perca a final).

Na primeira rodada, se enfrentarão Panamá x Brasil e Colômbia x Nicarágua. A segunda rodada reúne os vencedores em um confronto (chamemos de Jogo V) e os perdedores em outro (Jogo P). O vencedor do Jogo V está na final da chave, e fica a uma vitória da classificação. O perdedor do Jogo P está eliminado, com duas derrotas.

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A terceira rodada tem o duelo entre o perdedor do Jogo V e o vencedor do Jogo P. Quem for derrotado estará eliminado. O vencedor desse encontro vai à final da chave, contra o time que tiver duas vitórias. A final do grupo é em jogo único, e só o campeão tem vaga no WBC 2013.

Esse formato estranho visa proteger os times de uma jornada acidentalmente ruim, considerando a imprevisibilidade de um duelo isolado no beisebol. Vejam outros detalhes:

Regra da misericórdia
A competição em si tem algumas diferenças em relação à MLB. É aplicada a regra de misericórdia, em que o jogo é encerrado prematuramente se um time abrir 15 corridas de vantagem até a quinta entrada ou 10 a partir da sétima. O objetivo é impedir que uma partida entre dos times de diferença técnica muito grande se prolongue ou que se transforme em um massacre desnecessariamente.

Rebatedor designado
Todos os jogos contam com rebatedor designado.

Arremessadores
Nas partidas, os arremessadores têm um limite de 85 arremessos. Se o arremessador passar de 50 arremessos em uma partida, ele obrigatoriamente terá descanso mínimo de quatro dias.

Nacionalidade
Há uma flexibilidade razoável em relação a isso. Um jogador pode defender o país em que nasceu, o país de que tem nacionalidade, o país do qual ele tem direito à nacionalidade, mesmo que ainda não a tenha (nesse caso, o time precisa fazer um pedido para a inscrição do jogador) ou o país em que um de seus pais nasceu ou tem nacionalidade. Desse modo, vários jogadores de nações tradicionais (sobretudo Estados Unidos, Canadá e Venezuela) podem defender seleções de países sem tradição.

Classificados
Foram pré-classificadas as seleções que ficaram nas 12 melhores posições do WBC 2009: Austrália, Coreia do Sul, China, Cuba, Estados Unidos, Holanda, Itália, Japão, México, Porto Rico, República Dominicana e Venezuela. As últimas quatro vagas foram disputadas por 16 seleções: Grupo 1 (África do Sul, Espanha, França e Israel), Grupo 2 (Alemanha, Canadá, Reino Unido e República Tcheca), Grupo 3 (Brasil, Colômbia, Nicarágua e Panamá) e Grupo 4 (Filipinas, Nova Zelândia, Tailândia e Taiwan). Espanha e Canadá asseguraram a classificação em setembro. Os Grupos 3 e 4 são disputados em novembro.

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Brasil no WBC: Quem é quem na seleção

Conheça os jogadores que tentarão colocar o País no meio dos grandes do beisebol mundial

Yan Gomes - Cleveland Indians (Tom Szczerbowski/Getty Images/AFP)
Yan Gomes durante sua passagem com os Blue Jays (Foto: Tom Szczerbowski/Getty Images/AFP)

Yan Gomes

Clube: Toronto Bue Jays (acabou de se transferir ao Cleveland Indians)
Posição: catcher, terceira base, primeira base e defensor externo

Foi o primeiro brasileiro a jogar na Major League Baseball. Estreou contra o New York Yankees em 17 de maio, em Toronto. Terminou sua primeira temporada entre subidas e descidas da MLB para a Triple-A. Na grande liga, teve 20,2% de aproveitamento, 4 home runs e 13 corridas impulsionadas em 11 idas ao bastão. Foi negociado com o Cleveland Indians logo após o término da temporada. Sua formação esportiva ocorreu nos Estados Unidos. Ele praticava beisebol no Brasil, mas se mudou para a Flórida com a família ainda adolescente, e subiu os escalões do esporte americano (colégio, universidade e draft) até entrar em um time da MLB.

André Rienzo

Clube: Chicago White Sox (Triple-A)
Posição: arremessador (destro)

Aos 24 anos, é a principal aposta para o Brasil ter mais um jogador na MLB. Ele entrou nos White Sox em 2006 e foi escalando os níveis de ligas menores. Teve em 2012 sua temporada mais agitada. Chegou a ser suspenso por uso de doping no meio da temporada, mas teve um desempenho forte antes e depois da punição. Começou a temporada no Single-A (Winston-Salem Dash) e subiu a ponto de terminar o ano no Charlotte Nights, da Triple-A. Tem boas bolas rápida e de curva, mas ainda pode evoluir em outros arremessos de efeito.

Paulo Orlando

Clube: Kansas City Royals (Double-A)
Posição: defensor externo

Esteve perto de ser o primeiro brasileiro na Major League Baseball. Na verdade, foi o primeiro a fazer parte de um elenco da MLB, ao ser incluído na lista de 40 jogadores dos Royals para a pré-temporada de 2012. Um bom desempenho o deixaria com boas chances de ficar entre os 25 inscritos para a temporada, mas ele sofreu uma contusão e acabou perdendo os treinos. Com a preparação atrasada, foi para o Northwest Arkansas Naturals, da Double-A. Terminou o ano no Omaha Storm Chasers, da Triple-A. Negocia para defender os Cardenales de Lara, da Venezuela, no período entre o WBC e a temporada 2013 nos Estados Unidos. Sua principal virtude é a velocidade, mas também tem bom aproveitamento no bastão.

Murilo Gouveia

Clube: Houston Astros (Single-A)
Posição: arremessador (destro)

Defende o Lexington Legends, time Single-A do Houston Astros. Tem boas possibilidades de ser promovido para o Double-A ou Single-A+ em 2013 pela sua alta taxa de strikeouts. Apesar de estar nos Estados Unidos há seis temporadas, deve ficar como integrante do bullpen no World Baseball Classic. Foi nessa função que seu desempenho cresceu nos Estados Unidos, e, pela falta de tempo para preparação, a comissão técnica pretende deixar os jogadores com papéis parecidos aos que exercem em seus times.

Rafael Fernandes

Clube: Tokyo Yakult Swallows
Posição: arremessador (destro)

Principal jogador do Brasil no beisebol japonês. Atuou na Universidade Hakuoh entre 2006 e 2009, quando assinou com o Swallows. Em 2011, teve sua primeira oportunidade no time principal, pela NPB.

Mike Magario

Clube: Tokyo Yakult Swallows (segunda divisão)
Posição: defensor externo

Baiano, mudou-se com a família para o Japão aos 5 anos. Fez toda sua formação esportiva no oriente.

Leonardo Reginatto

Clube: Tampa Bay Rays (Single-A-)
Posição: shortstop e terceira base

Jogador rápido, tem tido mehoras no desempenho ofensivo. Em 2013, foi selecionado para participar do All-Star Game da New York-Penn League.

Felipe Burin

Clube: Seattle Mariners (estreante)
Posição: terceira base

Ambidestro no bastão, tem bastante paciência no bastão, conseguindo percentuais em base altos para os padrões da seleção.

Gabriel Asakura

Clube: Cal State Golden Eagles (NCAA, 2ª divisão)
Posição: arremessador (dentro)

Brilhou no beisebol universitário em 2011, com ERA de 1,38 e 7 vitórias-2 derrotas. Em 2012, seu último ano na universidade, teve ERA de 2,71 e cinco jogos completos (dois deles sem ceder corrida).

Daniel Katayama

Clube: Lane Titans (NWAACC, universitário regional)
Posição: defensor interno

Jogou beisebol em um colégio do Oregon, onde fazia intercâmbio. Acabou ganhando a oportunidade em uma universidade comunitária, que atua em uma liga regional o noroeste americano.

Bruno Hirata

Clube: Toshiba (liga industrial japonesa)
Posição: catcher

Jogou no beisebol colegial e universitário japonês antes de ganhar um contrato na liga industrial (semi-profissional).

Alan Fanhoni

Clube: NTT East (liga industrial japonesa)
Posição: primeira base

Jogou no beisebol colegial japonês antes de conseguir uma vaga na liga industrial.

Lucas Rojo

Clube: Philadelphia Phillies (liga venezuelana)
Posição: segunda base

Defendendo o time dos Phillies na liga de verão da Venezuela, Rojo teve a impressionante marca de 35,4% de aproveitamento no bastão. Mas ainda falta potência: teve apenas 1 home run.

Noris Chacón

Clube: Atibaia
Posição: arremessador (destro)

Cubano naturalizado brasileiro, é um dos mais veteranos da seleção. Jogou em uma liga industrial de seu país por 11 anos, antes de se mudar para o Brasil em 2001.

Kesley Kondo

Clube: Utah Utes (NCAA)
Posição: arremessador (destro)

Atuou em três dos times mais vitoriosos do beisebol brasileiro, Giants, Guarulhos e Blue Jays, na adolescência. Mudou-se para os Estados Unidos em 2007, atuando no time de seu colégio antes de entrar na Universidade de Utah. Atua normalmente como reliever.

Reinaldo Sato

Clube: Yamaha (liga industrial japonesa)
Posição: segunda base

Teve experiência nas categorias de base do Yakult Swallows, time que defendeu entre 1999 e 2004. Desde então está na liga industrial japonesa, na qual foi eleito o melhor segunda base em 2010.

Márcio Tanaka

Clube: JR Kyushu
Posição: shorstop

Foi o melhor shortstop da liga industrial de 2010. Está no Japão desde o colégio, passando também pelo beisebol universitário.

Jean Tomé

Clube: Atibaia
Posição: arremessador e defensor externo

Hoje atua no Brasil, mas passou três anos nas categorias de base do Seattle Mariners.

Pedro Okuda

Clube: Seattle Mariners (estreante)
Posição: shortstop e segunda base

Tem formação mista entre Estados Unidos e Japão. Fez colegial no Japão e chegou a disputar o torneio Koshien (campeonato nacional colegial). Em 2009, assinou com o Seattle Mariners, onde está até hoje.

Oscar Nakaoshi

Clube: Hakuoh University (universitário japonês)
Posição: arremessador (canhoto)

Chegou ao Japão para defender o time da Universidade Hakuoh. Bateu o recorde de vitórias da universidade nos quatro anos em que esteve lá. Em 2011, seu ERA foi de 1,18. Já tem garantido, para 2013, um contrato com o Honda, da liga industrial.

Thyago Vieira

Clube: Seattle Mariners (liga venezuelana)
Posição: arremessador (destro)

Está nos Mariners há dois anos. Ainda não teve um desempenho dos mais consistentes, com ERA de 4 e 6,05 nas duas temporadas na filial do Seattle na liga de verão da Venezuela.

Daniel Matsumoto

Clube: Tokyo Yakult Swallows (segunda divisão)
Posição: defensor externo e primeira base

Outro jogador dos mais experientes do grupo. Atua no Swallows desde 1999.

Hugo Kanabushi

Clube: Tokyo Yakult Swallows (segunda divisão)
Posição: arremessador (canhoto)

Outro jogador nas categorias de base do Swallows. Antes de chegar à franquia, atuou em torneios colegiais e universitários no Japão.

Iago Januário

Clube: Tampa Bay Rays (estreante)
Posição: primeira base

Está em sua segunda franquia nos Estados Unidos. Em 2010, com 16 anos, assinou com os Red Sox. Atuou como arremessador na liga de verão da República Dominicana. Em 2012, foi ao Tampa Bay Rays, onde se tornou primeira base. Não teve grande aproveitamento no bastão (23,2%), mas mostrou potencial como impulsionador de corridas (11 home runs e 31 corridas impulsionadas).

Rafael Moreno

Clube: Baltimore Orioles (estreante)
Posição: arremessador (canhoto)

Estreou nesta temporada pelos Orioles, atuando na filial dominicana da franquia. Teve um bom ERA, 3,80, e uma excelente marca de WHIP (walks e rebatidas por entradas arremessadas), 1,1.

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Nicarágua no WBC: Pouca experiência de alto nível

Seleção nicaraguense tem poucos jogadores atuando em grandes ligas

Nicaragua (Foto: Divulgação)
Elenco da Nicarágua entra no WBC como zebra, mesma situação do Brasil (Foto: Divulgação)

A Nicarágua tem mais tradição que o Brasil, mas no WBC, não tem uma seleção com jogadores de destaque internacional tão maior que os brasileiros. Com a desistência de Vicente Padilla, que chegou a se apresentar para os treinos, o grande nome é Everth Cabrera, shortstop do San Diego Padres que teve desempenho fraco no bastão (24,6% de aproveitamento e 2 home runs, números que devem crescer no WBC, diante de oposição tecnicamente mais fraca), mas tem grande velocidade (roubou 44 bases).

Mas não bastará contar com sua estrela para vencer. O problema nicaraguense é a grande quantidade e jogadores que não atuam em nenhuma liga de grande nível. Doze jogadores atuam na liga nicaraguense, um na liga italiana e um está sem clube. São 14 jogadores, metade do elenco, que convivem em um beisebol de nível técnico bastante inferior ao de República Dominicana, México, Venezuela, Porto Rico e de várias ligas menores americanas e japonesas.

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Desse modo, o técnico Dennis Martinez precisará transformar o entrosamento e a preparação mais longa desses atletas para crescer o desempenho do time como um todo. Não parece muito, e a Nicarágua entra como zebra na chave, ao lado do Brasil.

Elenco da Nicarágua (jogador/número/clube)

ARREMESSADORES

Bermán Espinoza (23): Matagalpa
Carlos Teller (26): Bóer
Danilo Álvarez (29): Bóer
Douglas Argüello (35): Liga Independente (EUA)
Edgar Ramírez (27): New York Mets (nível AAA)
Elvin García (8): Atlanta Braves (nível estreante)
Erasmo Ramírez (50): Seattle Mariners
Gustavo Martínez (7): Telemarketing Rimini/ITA
Juan Carlos Ramírez (28): Philadelphia Phillies (nível AAA)
Jhonny Polanco (34): St. Louis Cardinals (nível estreante)
Mainor Mora (4): Granada
Pedro Rayo (31): Matagalpa
Ricky Martínez (11): St. Louis Cardinals (nível A)

CATCHERS

Janior Montes (21): Bóer
Juan Blandón (5): Jinotega

DEFENSORES INTERNOS

Cheslor Cuthbert (24): Kansas City Royals (nível A)
Elmer Reyes (13): Atlanta Braves (nível A)
Everth Cabrera (2): San Diego Padres
Moises Flores (6): Estelí
Ofilio Castro (18): Liga Independente
Ronald Garth (10): Sem clube

DEFENSORES EXTERNOS

Dwight Britton (15): Costa
Jem Argeñal (9): St. Louis Cardinals (nível estreante)
Jilton Calderón (1): Carazo
Justo Rivas (19): Masaya
Mark Joseph (12): Costa
Renato Morales (22): Masaya

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Panamá no WBC: Os favoritos

Saiba mais sobre o elenco panamenho que vai disputar o World Baseball Classic

Panama (Foto: Divulgação)
Elenco do Panamá posa para foto antes da estreia contra o Brasil no WBC (Foto: Divulgação)

O maior nome do beisebol panamenho é Mariano Rivera, melhor fechador da história da MLB. Ele aparecerá na partida contra o Brasil nas Eliminatórias do WBC, mas só dando o primeiro arremesso cerimonial. E quer saber? Isso não deve fazer grande diferença. O Panamá é favorito porque tem o melhor jogador que poderia ter: Carlos Ruiz.

Mesmo se Rivera atuasse, dificilmente ele teria uma importância no time tão grande quanto o catcher dos Phillies. Pela posição, Ruiz pode transferir sua experiência na estratégia dos arremessadores e na organização do campo interno, além de servir de rebatedor principal da equipe. Ao lado de Carlos Lee (que vem mal na MLB, mas continua sendo uma estrela para o nível dessa etapa do WBC), forma uma dupla que deve ocupar o coração do alinhamento ofensivo panamenho.

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A isso se soma o fato de o Panamá ter três arremessadores a partir do nível Double-A norte-americano e ter o apoio da torcida. Desse modo, o time centro-americano surge como favorito destacado no grupo latino-americano das Eliminatórias do WBC. Pior para o Brasil, que pega essa pedreira logo na estreia.

Elenco do Panamá (jogador/número/clube)

ARREMESSADORES

Alberto Acosta (64): Bocas del Toro
Ángel Cuán (8) New York Mets (nível A+)
Eliecer Navarro (16): Pittsburgh Pirates (nível A+)
Enrique Burgos (23): Arizona Diamondbacks (nível A-)
Ernesto Silva (24): Atlanta Braves (nível estreante)
Euclides Bethancour (15): Bocas del Toro
Gilberto Méndez (18): Los Santos
Isaac Monrroy (10): New York Mets (nível estreante)
Manny Acosta (46): New York Mets
Manuel Corpas (36): Chicago Cubs (nível AAA)
Paolo Espino (21): Cleveland Indians (nível AA)
Ramiro Mendoza (30): Los Santos
Yeliar Castro (26): Sem clube

CATCHERS

Carlos Ruiz (51): Philadelphia Phillies
Damaso Espino (12): Chicago White Sox (nível AA)
Javier Domínguez (19): Los Santos

DEFENSORES INTERNOS

Ángel Chávez (22): Laguna
Ashley Ponce (5): Pittsburgh Pirates (nível A)
Carlos Lee (45): Miami Marlins
Javier Castillo (37): Herrera
Jeffer Patino (6): Chiriqui
Rubén Tejada (11): New York Mets

DEFENSORES EXTERNOS

Concepción Rodríguez (20): Panamá Metro
Isaias Velásquez (7): Tampa Bay Rays (nível AA)
Jahdiel Santamaría (27): Bocas del Toro
José Macias (9): Bocas del Toro
Luis Castillo (13): Detroit Tigers (nível A+)
Rubén Rivera (31): Piratas de Campeche

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