O sonho olímpico do futebol americano é adiado. Já o beisebol…

Decisão só sairá em 2016, mas parece que o retorno do beisebol e do softbol aos Jogos Olímpicos está cada vez mais perto

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O Comitê Olímpico Internacional divulgou a lista de esportes finalistas no processo de inclusão nos Jogos Olímpicos de 2020, programados para Tóquio. Nenhuma grande surpresa, o que significa que o beisebol/softbol segue firme para seu retorno às Olimpíadas, enquanto que o futebol americano vai ter de esperar mais um pouco.

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As modalidades selecionadas pelo COI foram beisebol/softbol, caratê, boliche, patinação, escalada, surfe e wushu (kung fu). Dessa relação, apenas o boliche era tido como azarão, ainda mais depois da forte campanha de marketing que deixou o surfe como finalista certo.

O beisebol segue como favorito pelo fato de as ligas profissionais terem demonstrado algum apoio ao retorno aos Jogos (a falta de suporte da MLB foi o grande motivo da saída da modalidade em 2012) e pela popularidade no Japão. As federações internacionais do esporte já tratam a inclusão como certa e até criaram um modelo de disputa para o torneio olímpico. Ainda assim, a decisão de quantas e quais modalidades novas aparecerão nas Olimpíadas de Tóquio só ocorrerá em setembro de 2016.

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As modalidades que ficaram para trás foram esportes aéreos, futebol americano, bowls (espécie de petanca, ou bocha), bridge, xadrez, dança esportiva, floorball (semelhante ao hóquei em quadra), ultimate (frisbee), corfebol, netbol, orientação, polo, raquetebol, sinuca, sumô, cabo de guerra, esportes subaquáticos e esqui na água. Para o seguidor de esportes americanos, o sonho de ver o futebol americano no programa olímpico ficará para depois.

A exclusão do esporte mais popular dos Estados Unidos é justificável. Não há popularidade e disseminação da modalidade por vários países, e o nível técnico das competições internacionais ainda é muito abaixo do que há de melhor na competição (no caso, a NFL). Provavelmente a Ifaf e a NFL não tinham esperanças reais de conseguir alguma coisa, mas participar do processo ajuda na divulgação do cenário internacional do futebol americano, além de permitir às entidades do esporte a se aproximarem do movimento olímpico para uma investida no futuro.