Por que acreditamos que a seleção brasileira motivou a saída de Rienzo dos Marlins

Falamos com exclusividade com o arremessador, que defenderá o Brasil nas eliminatórias do WBC na próxima semana

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Na última semana, o Miami Marlins anunciou o rompimento do contrato com o arremessador André Rienzo. O brasileiro vinha defendendo o New Orleans Zephyrs (filial Triple-A da equipe da Flórida) como jogador de bullpen, inclusive como fechador. Estava com 2,85 de ERA (bom) e já tinha fechado oito partidas, sem ceder nenhuma corrida em 14 dos 17 jogos em que participou desde que retornara de contusão, em julho. Números que justificariam uma continuidade no trabalho, pensando como um jogador que pudesse colaborar na montagem do elenco de 2017 dos Marlins ou para usá-lo como parte de eventuais negociações.

Conversei com Rienzo nesta semana, e o brasileiro deu uma outra versão para o fato. “Oficialmente eles me dispensaram, mas eu que pedi para sair porque vi que eles não tinham nenhum plano para mim”, disse. “Então, achei melhor sair e buscar, no ano que vem, algum lugar em que eu tenha mais oportunidade.”

Com base em alguns elementos oferecidos pelo arremessador brasileiro durante o papo e um pouco de análise do cenário, inclusive as possíveis motivações do Miami para anunciar uma dispensa neste momento incomum da temporada, minha avaliação do cenário (atenção: é uma análise, somando informações com opiniões) é:

– Rienzo imaginava que seria chamado para o time principal no início de setembro. Os Zephyrs já estavam eliminados da Pacific Coast League e os elencos da MLB são expandidos para 40. Os Marlins não promoveram o brasileiro;
– Sem atividade no mês, apenas os jogos derradeiros dos Zephyrs na temporada regular da PCL, Rienzo pediu liberação para defender o Brasil nas eliminatórias do World Baseball Classic, que começam na próxima semana em Nova York. Os Marlins teriam relutado em liberar, talvez temendo que isso prejudicasse o físico do arremessador, que vinha de lesão;
– Rienzo insistiu, e os dois lados acharam melhor terminar o contrato.

A nova arquibancada da Fórmula 1 era um dos maiores estádios de beisebol do México

Conheça a história do Foro Sol, estádio que foi desativado para receber um pedaço do novo traçado do circuito Hermanos Rodríguez

O México retornou com pompa ao calendário da Fórmula 1. O circuito Hermanos Rodríguez, na Cidade do México, foi remodelado e atraiu grandes públicos já nos treinos para ver Sergio Pérez (e os outros pilotos também). Mas houve quem lamentasse. O amante de automobilismo ainda sente saudade da velha Peraltada, curva desafiadora que foi substituída por uma chicane sem graça. E o torcedor de beisebol também lamenta.

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As duas reclamações estão ligadas. O Autódromo Hermanos Rodríguez faz parte de um grande complexo esportivo na capital mexicana. Ao lado da pista estão várias estruturas, como campos de futebol, campos de futebol americano e beisebol, quadras de tênis e basquete, estádio de atletismo e piscinas. O grande destaque era o Foro Sol, estádio de beisebol que podia ser adaptada para receber shows (o nome se deve ao patrocínio de uma grande cervejaria mexicana).

A arena tinha capacidade para 26 mil pessoas em partidas de beisebol (segundo maior do país, perdendo por mil assentos para o estádio Monterrey, na cidade de mesmo nome) e 55 mil para espetáculos. Era a casa dos Diablos Rojos del México, um dos principais times da Liga Mexicana de Béisbol. Foi também o palco do Grupo B do World Baseball Classic de 2009, que teve as seleções de México (claro), Cuba, Austrália e África do Sul.

Foro Sol lotado para jogo de beisebol
Foro Sol lotado para jogo de beisebol

O problema é que ele foi construído dentro da Peraltada, e aproveitar suas arquibancadas era uma possibilidade muito atraente para os administradores do autódromo e organizadores no retorno do Grande Prêmio do México à Fórmula 1. Resultado: a curva mítica acabou, transformando-se em um pequeno trecho que passa dentro do Foro Sol. Fica bonito nas fotos, enche de gente (ou seja, vende muito ingresso) e não prejudica em nada o espaço para futuros shows. O problema é o beisebol.

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Com a construção de uma pista, fica inviável manter o estádio para os Diablos Rojos. A temporada 2014 foi a última do clube em sua casa. Na atual temporada, o time tem jogado no estádio Fray Nanos, que recebia torneios amadores e teve de ser remodelado para a liga profissional. Ainda assim, tem capacidade para apenas 5,2 mil espectadores.

Em dezembro, o clube anunciou o projeto de seu futuro estádio. A arena terá capacidade para 13 mil torcedores e exxigirá investimentos de US$ 60 milhões. Local de construção? Dentro do Autódromo Hermanos Rodríguez, ao final da reta principal.

Saíram os grupos das Eliminatórias do Mundial de beisebol, e o Brasil se deu bem

Seleção jogará em campo neutro e tem boas possibilidades de retornar ao World Baseball Classic em 2017

A organização do World Baseball Classic anunciou nesta quinta os grupos das Eliminatórias para a edição 2017 do torneio. E o Brasil deu sorte. Na distribuição das chaves, sem a regionalização ocorrida em 2012, a seleção brasileira fugiu das principais forças dessa etapa do Mundial, além de poder atuar em campo neutro.

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O Brasil ficou no Grupo 4, com jogos disputados no MCU Park, casa do Brooklyn Cyclones (filial de liga menor do New York Mets) em Nova York. Os adversários serão Grã-Bretanha, Israel e Paquistão. Os times variam muito sua montagem para o WBC, mas a tendência é que Israel (normalmente reforçado por norte-americanos de origem judaica que atuam na MLB ou em ligas menores dos Estados Unidos) seja o concorrente mais perigoso. O Paquistão é uma incógnita, pois aparece pela primeira vez no torneio.

Ainda que os israelenses dividam o favoritismo com o Brasil (e potencialmente tenham a maioria da torcida por jogar em Nova York), é um cenário menos ameaçador do que encontrar México, Austrália, Espanha (que conta com vários cubanos e dominicanos naturalizados) e até o Panamá, batido pelos brasileiros em 2012, mas ainda um país com mais tradição e vantagem do mando de campo.

Veja como ficaram os grupos:

Grupo 1 (Sydney, Austrália): Austrália, Nova Zelândia, Filipinas e África do Sul

Grupo 2 (Mexicali, México): México, República Tcheca, Alemanha e Nicarágua

Grupo 3 (Cidade do Panamá, Panamá): Colômbia, França, Panamá e Espanha

Grupo 4 (Nova York, Estados Unidos): Brasil, Grã-Bretanha, Israel e Paquistão

O Grupo 1 será disputado em fevereiro de 2016. Os Grupos 2 e 3 terão partidas em março e o Grupo 4, apenas em setembro do mesmo ano. O vencedor de cada chave terá uma vaga no WBC de 2017. Já estão classificados os 12 primeiros colocados da última edição: Canadá, China, Coreia do Sul, Cuba, Estados Unidos, Holanda, Itália, Japão, Porto Rico, República Dominicana, Taiwan e Venezuela.

Carrasco do Brasil no Mundial joga nas nove posições em uma única partida

Ray Chang, que liderou vitória chinesa no World Baseball Classic, está nas ligas menores do Cincinnati Reds

Ray Chang é mais um dos centenas de jogadores que perambulam pelas ligas menores do Cincinnati Reds. Mas, para o Brasil, seu nome tem outro significado.  O shortstop nascido foi o principal responsável pela derrota da seleção brasileira para a China no World Baseball Classic. Nesta semana, ele voltou a ser destaque, mas por outro motivo: jogou em todas as posições na mesma partida.

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Foi na última partida de temporada regular do Pensacota Blue Wahoos, time do nível double-A, contra o Mobile BayBears (filial do Arizona Diamondbacks). O título da divisão já estava garantido, o que deu margem para o técnico Pat Kelly realizar o sonho do veterano de 32 anos. Chang fez uma entrada em cada posição, pela ordem: primeira base, segunda base, shortstop, terceira base, campo esquerdo, campo central, campo direito, catcher e arremessador.

Segundo Chang, a posição mais difícil foi a de catcher. “A parte difícil dessa posição é quando a bola está na zona de strike, você sabe que o rebatedor vai para o swing, mas você tem de ficar focado na bola e não no bastão passando na sua frente”, comentou. Ficar pulando de posições na defesa não afetou seu desempenho no ataque. Chang teve três rebatidas em quatro idas ao bastão, ajudando na vitória por 4 a 2 de sua equipe.

Nascido em Kansas City, Chang tem pais chineses e, por isso, se tornou elegível para defender a seleção asiática no WBC. Na partida contra o Brasil, a última da primeira fase (as duas equipes já estavam eliminadas e brigavam pela terceira posição, que daria uma vaga direta à próxima edição do Mundial), Chang teve três rebatidas em quatro idas ao bastão. Além disso, impulsionou as corridas da virada na oitava entrada, quando a seleção brasileira deixou escapar a vantagem de 2 a 0 para perder por 5 a 2.

MLB pode criar liga no Brasil, e organizar jogo de pré-temporada ou Mundial até 2020

Medidas ainda dependem de CBBS e de reformas em estádio

Atibaia x Marília pela Taça Brasil 2013 (Divulgação)
Atibaia x Marília pela Taça Brasil 2013 (Divulgação)

É cada vez mais clara a intenção da MLB de investir no Brasil. A liga já tem projetos para realizar uma partida, potencialmente em São Paulo, e está ajudando a implementação de uma equipe no Náutico. Agora, já se fala na possibilidade de se criar uma liga no Brasil, ainda que seja um plano de longo prazo.

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A revelação é de Caleb Santos Silva, coordenador de marketing internacional da MLB, em entrevista a Gustavo Faldon no ESPN.com.br. Segundo o norte-americano, o objetivo principal é fazer mais pessoas terem acesso ao esporte no Brasil. A ideia da liga nacional seria para dez ou 15 anos, e teve como motivação o trabalho com o Náutico.

Santos Silva também deu mais detalhes sobre os planos de realizar um jogo no Brasil, revelados com exclusividade pelo ExtraTime em janeiro. A liga pensa em uma partida de pré-temporada da MLB ou jogos do World Baseball Classic, o Mundial da modalidade, até 2020.

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“Eu botei na cabeça que não ia tomar um strikeout dele”, diz Yan Gomes sobre duelo com Rienzo

Em entrevista, catcher dos Indians fala sobre mudanças em 2013, dispensa do WBC e os playoffs da MLB

"Yanimal" deve ser o catcher titular da Tribo em 2014 (AP Photo/Paul Sancya)
“Yanimal” deve ser o catcher titular da Tribo em 2014 (AP Photo/Paul Sancya)

Yan Gomes estreou na Major League Baseball em 2012 e se tornou o primeiro brasileiro a atuar na liga mais importante do esporte. Além disso, ainda veio a classificação da seleção nacional para a fase final do World Baseball Classic.

Só que 2013 foi um ano ainda mais importante para o catcher, que chegou ao Cleveland Indians, ganhou moral com o técnico Terry Francona e contribui bastante na campanha que levou a franquia de Ohio aos playoffs. Mas no meio de tudo isso, veio o pedido de dispensa do WBC, fato que deixou vários brasileiros fãs de beisebol incomodados.

Para refletir sobre o ano de mudanças, incluindo a ida aos playoffs e a dispensa do WBC, o ExtraTime conversou com o  catcher dos Indians e o resultado você confere abaixo:

Como foi para você ter de tomar a decisão de não ir ao WBC para ficar na pré-temporada do Cleveland? O quanto o fato do Carlos Santana ter ido para a República Dominicana condicionou sua situação?

Foi uma decisão super difícil. Eu tinha jogado já no Panamá, mas tinha de pensar um pouco na minha carreira. Se eu ainda estivesse no Toronto teria sido uma decisão fácil. Eles sabem como eu jogo, já me viram jogando. Mas eu fui trocado por um time novo, que não tinha me visto jogar ainda. Conversei com muitos caras do time, com o Larkin, o Rienzo, o Orlando, e falei para eles que a decisão era difícil, mas que eu achava que não daria para ir para o Japão. Eles entenderam e isso fez com que a pressão sobre mim caísse. Eles confiaram na minha decisão. Se você tem uma chance de fazer um impacto num time… É seu trabalho, é sua carreira.

E como você recebeu a notícia de que os Indians pediram para o Santana jogar na terceira base na liga dominicana?

Ah, está sendo um processo em que minha carreira está subindo. Eles estão dizendo que provavelmente serei titular neste ano. Está sendo legal. Reforça a decisão de não ter ido para o WBC. Provavelmente ajudou.

O que mudou de sua ida de Toronto para o Cleveland? Nos Indians você conquistou espaço com mais facilidade, seus números são melhores.

O Francona e o diretor esportivo me ligaram quando houve a troca. Quando você é trocado e ainda está nas ligas menores, é outra pessoa que liga para você. Então eles me ligaram, conversaram comigo, falaram o que esperavam de mim e que eu seria catcher. Isso me deu confiança para o meu futuro. O respeito que peguei naquele momento me deu motivação.

No Toronto, você ficava uma semana em Toronto, uma em Las Vegas.

Pois é…

O quanto isso atrapalha?

Isso é uma coisa difícil. Sobe e desce, sobe e desce. Não dá para se estabelecer lá e relaxar um pouco. Sempre que eu subia, pensava que tinha de começar forte para não me mandarem de volta de novo. Eu não consegui relaxar. No final do ano [2011] ficou melhor. Fiquei o mês inteiro lá. Quando eu cheguei ao clube, eles falaram que a primeira vez que eu subi.

Você se sentia na obrigação de jogar demais todo jogo?

Exato. Isso faz diferença, porque como você vai relaxar quando você põe muita pressão em você mesmo? Era uma coisa que estava acontecendo comigo e demorei para relaxar.

O quanto o fato de o Toronto ter dois catchers novos na sua época, o Arencibia e o D´Arnaud, atrapalhava um pouco sua situação? O Arencibia tinha acabado de subir, era um cara muito querido pela torcida, e o D´Arnaud era uma grande promessa.

Essas coisas eu não deixei que me afetassem, até porque não tenho como controlar. Eles são bons jogadores, mas só posso pensar em mim, no meu jogo, no que eu posso fazer. Nunca fiquei pensando muito neles.

Dá para dizer que suas características se encaixaram melhor no Cleveland do que no Toronto? Os Blue Jays, nos últimos anos, têm sido uma equipe de muita potência e baixo aproveitamento. O Cleveland é um pouco diferente. Isso ajudou?

Eu agradeço ao Toronto por ter sido o time que me chamou, mas eu não me importo muito com o que eles estão fazendo. Eu tenho de me preocupar com o Cleveland. O que acontece agora é que o time é bem unido. Foi uma coisa do Francona, que ajudou o time a ficar unido.

Qual a importância do Jason Giambi nisso?

Ele foi a peça mais importante do time. Ele é um líder que até trocou o jeito de jogar. A confiança que ele dá para a gente foi enorme. Ele é o técnico entre os jogadores. Tem quase 20 anos na MLB, tem muita experiência. E passou isso para o time inteiro, e não apenas aos mais novos, como eu.

O que ele mudou no seu jogo?

As observações que ele fazia. Tinha momento que eu estava tentando me esforçar muito. Ele falava para eu relaxar, tinha 160 jogos na temporada e as coisas iam se encaixar do jeito que eu queria. Isso me ajudou a me acalmar.

Os Indians não tinham ido bem em 2012, mas entraram vários jogadores de lugares completamente diferentes, algumas promessas como você, jogador vindo de time grande, jogador sem espaço, jogador aposentado. O mais importante foi fazer esse grupo todo se juntar rápido?

Uma coisa que eles falaram que esse era o nosso plano: entrar nos playoffs. Mas não acharam que seria tão rápido. Mas foram as peças certas. O Michael Bourn, o Swisher, o Giambi, o Kazmir. Foram as peças certas.

Você comentou em outra entrevista que o rebatedor mais difícil de enfrentar era o Miguel Cabrera. Mas não era só o Cabrera que criava problemas para vocês, eram os Tigers como um todo. O que acontecia sempre que vocês enfrentavam os Tigers que ficava tão difícil? O retrospecto de vocês com eles era desproporcional.

Um, respeito a eles. Eles têm muitas estrelas. Mas acho que era uma coisa que acontecia. A gente estava sempre querendo ganhar deles. Até que a gente saía um pouco do nosso jogo que não estava dando certo. Isso botava muita pressão no time, porque nosso jogo não era aqueles. Contra os Twins, contra os White Sox, contra os Royals, a gente mudava a atitude.

Como é que foi o duelo com o Rienzo na estreia dele?

Ah, eu detonei ele, né? [risos] Todo mundo sabe que foi um momento histórico para nós dois. Ele sabe a responsabilidade que a gente teve para liderar o esporte no Brasil.

Você pensou nisso quando foi ao bastão e viu a cara dele? Você não dá risadinha em qualquer rebatida. Se fizer isso com o Max Scherzer, vai tomar uma bolada caprichada.

Nós conversamos antes sobre isso. Um queria ganhar do outro, claro. Mas foi mais que isso. Foi a batalha toda que tivemos para chegar lá. Porque ter dois brasileiros é uma coisa histórica agora.

Naquele duelo, você foi para a rebatida em uma bola baixa, fora da zona de strike. O normal era deixar passar.

Eu botei na cabeça que não ia tomar um strikeout dele. Então, ia para a primeira bola que desse. Então foi a sorte minha. A bola foi bem no meio.

Beisebol-softbol, luta e squash são finalistas para integrar os Jogos Olímpicos de 2020

Definição do novo esporte olímpico será anunciada no congresso do COI em setembro, em Buenos Aires

Abertura dos Jogos Olímpicos de 2012 (Crédito: AP Photo/David Goldman)
Abertura dos Jogos Olímpicos de 2012 (Crédito: AP Photo/David Goldman)

A pretensão do beisebol de retornar às Olimpíadas ganhou força nesta quarta. O Comitê Olímpico Internacional anunciou as três modalidades finalistas na disputa por integrar o programa dos Jogos de 2020. O beisebol-softbol concorrerá com luta e squash na eleição em 10 de setembro, durante o congresso da entidade em Buenos Aires. Foram descartadas as candidaturas de caratê, wushu (kung fu), patinação, escalada e wakeboard.

As modalidades foram separadas em três grupos, com o esporte mais votado em cada um seguindo na disputa. A luta entra como favorita recebeu oito dos 14 votos. A partir daí, as modalidades restantes foram separadas em dois grupos. O beisebol-softbol, que havia zerado na rodada, surpreendeu ao eliminar o caratê por 9 a 5, e o squash superou wushu e escalada por 8 a 4 a 2.

A escolha do COI serviu de reconhecimento a alguns dos esforços do beisebol-softbol. O maior foi unificar a Ibaf (International Baseball Federation) com a ISF (International Softball Federation) para criar a WBSC (World Baseball Softball Confederation), transformando os dois esportes em modalidades dentro da mesma entidade. Além disso, o relativo sucesso técnico, de público e repercussão internacional do World Baseball Classic, disputado em março, também serviu para mostrar a força e globalização do beisebol.

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No entanto, ainda há problemas com a candidatura. Não há consenso dentro dos diversos agentes do esporte de que a entrada nas Olimpíadas é prioridade. Bud Selig, comissário da MLB e defensor de medidas para a internacionalização da modalidade, já afirmou que não é possível abrir uma janela no calendário para que os principais jogadores da liga participem dos Jogos. Uma ideia que ganhou força com o sucesso do WBC 2013, que fez que muita gente no beisebol norte-americano considerassem que o Mundial já é suficiente para levar o jogo a novos países.

O problema é que o COI decidiu retirar o beisebol dos Jogos em 2005 – o esporte foi disputado de 1992 a 2008 – justamente pela ausência das maiores estrelas, algo que não ocorre com os outros esportes norte-americanos (o futebol americano não é olímpico, o basquete não tem conflito de calendário e o hóquei no gelo interrompe sua temporada para as Olímpiadas de Inverno). Por isso, o anúncio desta quarta do COI deve ser encarado com voto de confiança pelos avanços recentes, mas ainda é preciso melhorar a proposta para voltar em 2020.

Os concorrentes têm apoio interno mais sólido. A luta é um esporte histórico dos Jogos Olímpicos, com disputas desde a Grécia Antiga. Avaliações do Comitê Executivo do COI após Londres-2012 concluíram que a modalidade deixou a desejar e foi surpreendentemente retirada, mas deu uma nova chance. A mobilização foi grande e a luta já é tida como favorita na disputa. O squash tem como força o fato de ter perdido por pequena margem para golfe e rúgbi na disputa por um lugar no Rio-2016.

Desempenho no Mundial embala brasileiros na busca por um lugar na MLB

Veja como está a situação dos jogadores do Brasil que tentam a sorte no beisebol norte-americano

Yan Gomes, brasileiro do Cleveland Indians (Crédito: AP Photo/Mark Duncan)
Yan Gomes, brasileiro do Cleveland Indians (Crédito: AP Photo/Mark Duncan)

Quase vencer Japão e China, dar trabalho para Cuba. O Brasil saiu do World Baseball Classic com sensação de que pode encarar seleções mais tradicionais no esporte. Mas o Mundial acabou e é hora de os jogadores mostrarem em seus clubes que o bom desempenho em campos japoneses não foi um momento isolado. Vários brasileiros tentam a sorte em alguma franquia norte-americana, e, com o início da temporada da Major League Baseball (e das ligas menores filiadas a ela), ressurge a expectativa de ver um deles chegar à elite. E há uma boa chance de mais um jogador se unir a Yan Gomes como os brasileiros da MLB.

André Rienzo é o mais próximo, pela avaliação dos próprios norte-americanos. Paulo Orlando também tem boas chances, se as circunstâncias favorecerem. Ambos estão apenas um nível abaixo das Major Leagues e podem ser promovidos durante a temporada. Para quem quiser acompanhar o trabalho dos brasileiros no beisebol norte-americano, preparamos um especial com a situação de cada um para o início da temporada. Veja abaixo.

Obs.: as categorias de base do beisebol são profissionais, e divididas por nível técnico (e não por idade, como no futebol). Os jogadores começam no nível estreante (R) e vão subindo para A-, A, A+, AA e AAA até chegar à MLB. Dependendo do caso, é possívelum atleta pular níveis.

YAN GOMES

Idade: 25
Posição: catcher/defensor interno
Filiação MLB: Cleveland Indians
Time 2013: Columbus Clippers (AAA)
Chances de MLB em 2013: enormes

Único brasileiro a jogar na MLB, Yan Gomes foi negociado pelo Toronto Blue Jays com o Cleveland Indians. Fez uma pré-temporada bastante consistente (40,7% de aproveitamento, 7 corridas impulsionadas), mas não o bastante para ganhar uma das duas vagas de catcher entre os 25 do elenco dos Indians. Manterá o ritmo de jogo na Triple-A, mas é um dos primeiros da fila para ser chamado caso algum catcher, primeira base ou terceira base do Cleveland se contunda ou comece muito mal a temporada.

ANDRÉ RIENZO

Idade: 24
Posição: arremessador
Filiação MLB: Chicago White Sox
Time 2013: Charlotte Knights (AAA)
Chances de MLB em 2013: grandes

A imprensa norte-americana especializada em categorias de base de beisebol dá como certa a estreia de André Rienzo na MLB em 2013. O arremessador teve oportunidade de fazer dois jogos na pré-temporada (um como abridor), mas mostrou nervosismo e não rendeu bem. De qualquer modo, a decisão dos White Sox de colocá-lo na Triple-A parecia já tomada, pois o brasileiro fez apenas uma partida – muito boa, diga-se – em sua carreira nesse nível. Se mantiver a curva de crescimento de 2012, terá uma oportunidade no bullpen dos White Sox já no meio da temporada.

PAULO ORLANDO

Idade: 27
Posição: defensor externo
Filiação MLB: Kansas City Royals
Time 2013: Omaha Storm Chasers (AAA)
Chances de MLB em 2013: medianas

Era o maior candidato a primeiro brasileiro da história da MLB no início do ano passado, mas sofreu uma contusão e perdeu a pré-temporada com o elenco dos Royals. Mesmo com preparação atrasada, fez uma temporada muito boa no Double-A em 2012 e foi um dos destaques dos Cardenales de Lara na LVBP (liga venezuelana), disputada durante o recesso do beisebol nos Estados Unidos. Isso, somado ao fato de os Royals terem negociado muitas de suas promessas para reforçar a rotação da equipe principal, deixou o brasileiro em boas condições para começar 2013 como titular dos Storm Chasers. Pela idade, já não é um jogador em quem o Kansas City faça grandes apostas para o futuro, mas pode ter uma oportunidade durante a temporada da MLB se algum titular se contundir ou for negociado.

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FELIPE BURIN

Idade: 21
Posição: segunda base
Filiação MLB: Los Angeles Dodgers
Time 2013: Chattanooga Lookouts (AA)
Chances de MLB em 2013: nulas

Teve boas temporadas em nível estreante nos Mariners, mas não manteve o mesmo desempenho em 2012, no Single-A. O Seattle dispensou o segunda base, que assinou com o Los Angeles Dodgers. Ainda não está claro quais os planos dos californianos com Burin. O site das ligas menores o colocaram no Chattanooga, um time de Double-A que representaria uma aposta alta da franquia no brasileiro. No entanto, a página dos Lookouts – bem como todas as filiais dos Dodgers, em diversos níveis – não mostram Burin em seu elenco provisório para esta temporada. Mesmo que ele realmente entre na Double-A, a chance de subir dois níveis neste ano é nula, pois o Los Angeles deve brigar por título na MLB e, se perder seus principais jogadores, deve ir atrás de outros com mais experiência.

MURILO GOUVEA

Idade: 24
Posição: arremessador
Filiação MLB: Houston Astros
Time 2013: Quad Cities River Bandits (A)
Chances de MLB em 2013: pequeníssimas

Teve desempenho sólido como reliever nas ligas menores do Houston Astros, e mais destacado ainda pela seleção brasileira nas Eliminatórias do World Baseball Classic e no torneio principal em si. No entanto, está relacionado para começar 2013 no mesmo nível em que estava em 2012. Precisa seguir sua evolução. Chances de MLB são pequeníssimas para esta temporada, e só existem porque os Astros têm um time de liga maior muito fraco e deve experimentar muito suas promessas. Ainda assim, o brasileiro só teria alguma chance no final da temporada, e apenas se mostrar uma evolução muito acima do normal na primeira metade do ano.

LEONARDO REGINATTO

Idade: 22
Posição: terceira base
Filiação MLB: Tampa Bay Rays
Time 2013: Bowling Green Hot Rods (A)
Chances de MLB em 2013: nulas

Apesar de ter sido o melhor jogador do Brasil nas Eliminatórias e no WBC, Reginatto ainda precisa evoluir dentro do Tampa Bay para chegar à MLB. O time tem um trabalho de categoria de base muito bom, o que aumenta sua concorrência por um lugar na elite. Pela idade, ainda tem tempo para evoluir e pensar na Major League em alguns anos.

Leonardo Reginatto, destaque brasileiro no WBC (Crédito: AP Photo/Koji Sasahara)
Leonardo Reginatto, destaque brasileiro no WBC (Crédito: AP Photo/Koji Sasahara)

RAFAEL MORENO

Idade: 18
Posição: arremessador
Filiação MLB: Baltimore Orioles
Time 2013: DSL Orioles (R)
Chances de MLB em 2013: nulas

Jogador muito jovem, que ainda está ganhando experiência na filial dominicana dos Orioles antes de integrar um time de ligas menores nos Estados Unidos.

LUCAS ROJO

Idade: 18
Posição: segunda base
Filiação MLB: Philadelphia Phillies
Time 2013: VSL Phillies (R)
Chances de MLB em 2013: nulas

Jogador muito jovem, que ainda está ganhando experiência na filial venezuelana dos Phillies antes de integrar um time de ligas menores nos Estados Unidos.

PEDRO OKUDA

Idade: 22
Posição: shortstop
Filiação MLB: Seattle Mariners
Time 2013: VSL Mariners (R)
Chances de MLB em 2013: nulas

Teve números decentes nas duas últimas temporadas, mas não conseguiu ser promovido dentro dos Mariners. Pela idade, precisa evoluir rapidamente para ganhar uma oportunidade em uma filial nos Estados Unidos.

LUIZ GOHARA

Idade: 16
Posição: arremessador
Filiação MLB: Seattle Mariners
Time 2013: VSL Mariners (R)
Chances de MLB em 2013: nulas

Principal promessa brasileira de sua geração, acertou com os Mariners por mais de US$ 880 mil. No entanto, ainda não disputou uma temporada completa no beisebol profissional. A perspectiva mais realista é para a segunda metade desta década.

Luiz Gohara assinando o contrato com o Seattle Mariners (Crédito: Divulgação)
Luiz Gohara assinando o contrato com o Seattle Mariners (Crédito: Divulgação)

FELIPE TALOS

Idade: 18
Posição: defensor externo
Filiação MLB: Seattle Mariners
Time 2013: VSL Mariners (R)
Chances de MLB em 2013: nulas

Fará em 2013 sua primeira temporada completa como profissional.

THYAGO VIEIRA

Idade: 20
Posição: arremessador
Filiação MLB: Seattle Mariners
Time 2013: VSL Mariners (R)
Chances de MLB em 2013: nulas

Fechador do Brasil, tem atuado – sem muito sucesso – como abridor na filial venezuelana dos Mariners. Talvez uma mudança de função seja necessária para encontrar seu melhor jogo e começar a evoluir dentro da franquia.

IAGO JANUÁRIO

Idade: 20
Posição: primeira base
Filiação MLB: Tampa Bay Rays
Time 2013: VSL Rays (R)
Chances de MLB em 2013: nulas

Profissionalizou-se como arremessador na filial dominicana do Boston Red Sox, e mudou de posição ao trocar de franquia. Não teve um 2012 brilhante, e precisa mostrar evolução para seguir com uma vaga nas categorias de base dos Rays.

WBC repercutiu pelo mundo mesmo? Na Holanda, pelo menos, sim

O ExtraTime pediu para um especialista em futebol holandês contar se apareceu um esporte diferente no noticiário esportivo de lá

Andruw Jones, destaque da seleção holandesa no WBC 2013 (Crédito: AP Photo/Eric Risberg)
Andruw Jones, destaque da seleção holandesa no WBC 2013 (Crédito: AP Photo/Eric Risberg)

A Major League Baseball criou o World Baseball Classic para aumentar a exposição global do beisebol. E, apesar dos problemas que permanecem após três edições, segue firme em sua convicção. Sobretudo pela repercussão que o torneio teria em países em que a modalidade é pouco tradicional e raramente tem muito espaço na mídia.

Um bom termômetro é a Holanda, que surpreendeu e chegou às semifinais do Mundial. Para ver se isso repercutiu por lá, o ExtraTime entrou em contato com Felipe dos Santos Souza, colunista de futebol holandês dos nossos parceiros da Trivela e fanático por tudo o que se relaciona aos Países Baixos (entre as coisas que estão dentro da lei no Brasil), e perguntou se a imprensa do país falou do WBC (sim, ele fala holandês).

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Veja abaixo:

***

No início de 2010, foi feito um ranking, relacionando os atletas holandeses melhor pagos mundo afora, unindo todas as modalidades. E o esportista holandês a ganhar mais não era um jogador de futebol, como se poderia supor, mas sim um jogador de beisebol: Andruw Jones, na época atuando pelo Chicago White Sox.

Bem, está certo que Andruw Jones nasceu em Curaçao, uma das ilhas caribenhas que faz parte do Reino dos Países Baixos. Mas, de todo modo, é holandês. E era a principal estrela da seleção que teve a melhor participação de sua história na World Baseball Classic: a quarta posição.

E o time holandês emplacou um espaço que poucas vezes tivera na imprensa holandesa. Tudo bem, ele foi pequeno, comparado ao que ocorre com o futebol, também o mais divulgado esporte do país. E a imprensa esportiva do país é naturalmente poliesportiva, dando espaço a várias modalidades que tenham participação holandesa – há até a revista NUSport, dedicada a várias modalidades.

Mas a atuação da equipe treinada por Hensley Meulens cavou seu espaço em definitivo após avançar às semifinais do torneio. A NOS, emissora estatal holandesa, exibiu as partidas da WBC, e fez entrevistas especiais com os jogadores no “Studio Sport”, o programa diário de esportes do canal.

E, mesmo sem correspondentes no torneio, os jornais do país noticiaram a progressão holandesa no torneio. Jogadores como Diegomar Markwell e Curt Smith ganharam destaque – além, claro, de Andruw Jones. E, finalmente, deram destaque à semifinal contra a República Dominicana, estampando-a na capa dos portais de esporte.

Mesmo com a derrota, o tom foi elogioso. O “Algemeen Dagblad” deu a manchete: “A Oranje sai de cabeça erguida do World Baseball Classic”. O De Telegraaf trouxe até certo lamento: “Acabou o conto de fadas do beisebol”. Enfim, em geral, o tom foi de orgulho com a participação honrosa, como o auxiliar técnico Robert Eenhoorn disse à NOS: “Devemos nos orgulhar do que alcançamos. Não atingimos a meta, que era vencer um torneio, mas deixamos uma impressão muito boa”.

A participação da Holanda no World Baseball Classic já valeu pela participação – e pelo espaço conseguido na imprensa. Fica para outra. Afinal, de sonhos acabados na reta final de torneios mundiais, os holandeses entendem. A começar pelo futebol.

Finalmente uma eleição pela internet que tem resultado decente

Torcedores escolheram a seleção ideal do World Baseball Classic, e resultado final não foi ruim

Ángel Pagán e Yadier Molina, dois destaques de Porto Rico no WBC 2013 (Crédito: AP Photo/Dennis M. Rivera Pichardo)
Ángel Pagán e Yadier Molina, dois destaques de Porto Rico no WBC 2013 (Crédito: AP Photo/Dennis M. Rivera Pichardo)

Colocar a galera para votar é um bom jeito de ganhar audiência. Uma turma se mobiliza, vai clicando em peso e temos um resultado “democrático”. Até parece. Os resultados dessas enquetes muitas vezes serve só para criar polêmica. Mas vamos a um caso em que isso NÃO ocorreu. Foi na eleição da seleção ideal do World Baseball Classic, escolhida por votos no site do torneio.

A seleção ficou assim:

Pos. Jogador País
C Yadier Molina Porto Rico
1B Edwin Encarnación República Dominicana
2B Robinson Canó República Dominicana
3B David Wright Estados Unidos
SS José Reyes República Dominicana
OF1 Ángel Pagán Porto Rico
OF2 Nelson Cruz República Dominicana
OF3 Michael Saunders Canadá
DH Hirokazu Ibata Japão
P1 Kenta Maeda Japão
P2 Nelson Figueroa Porto Rico
P3 Fernando Rodney República Dominicana

 

É uma seleção bem decente. Se eu fosse fazer a minha, deixaria essa praticamente intacta. Tiraria Nelson Cruz (30,3% no bastão, nenhum home run, 6 corridas impulsionadas) para colocar o cubano Alfredo Despaigne (38,9%, 3, 8). Também trocaria Edwin Encarnación (25%, 0, 6) pelo holandês Curt Smith (32,1%, 1, 4). Nesse segundo caso, não apenas por Smith ter números claramente superiores, mas também por ter sido fundamental para o desempenho surpreendente de sua seleção.

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Qualquer outra mudança é polêmica. Talvez o dominicano Samuel Deduno, o cubano Danny Betancourt ou o taiwanês Wang Chien-Ming merecessem o posto de segundo arremessador. Talvez o canadense Justin Morneau pudesse entrar como primeira base e o japonês Seiichi Uchikawa no campo externo. Mas não foram jogadores que tiveram desempenho tão melhor que os eleitos a ponto de invalidar a votação.

De qualquer modo, a seleção do Mundial de Beisebol está aí. E os internautas que votaram merecem cumprimento por não terem criado um monstrengo baseado em alguma mobilização boba em rede social.